Foram encontradas 90 questões.
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos misseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos misseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
(BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In: Memórias inventadas para crianças. São Paulo: Planeta do Brasil, 2006, p.14-15)
Em que opção há elipse de um termo mencionado anteriormente no mesmo período?
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Nas proposições abaixo, coloque (V) no parênteses à esquerda quando a proposição for verdadeira e (F) quando for falsa.
( ) Se !$ \vec{u} !$ e !$ \vec{v} !$ são vetores do !$ \Re^3 !$, então !$ \begin{Vmatrix} \rightarrow \rightarrow \\ u + v \end{Vmatrix}^2 + \begin{Vmatrix} \rightarrow \rightarrow \\ u - v \end{Vmatrix}^2 = \begin{Vmatrix} \rightarrow \\ u \end{Vmatrix}^2 + \begin{Vmatrix} \rightarrow \\ v \end{Vmatrix}^2 !$.
( ) Se !$ \vec{u} !$, !$ \vec{v} !$ e !$ \vec{w} !$ são vetores do !$ \Re^3 !$ e !$ \vec{u}. \vec{v} = \vec{u} . \vec{w} !$, então !$ \vec{v} = \vec{w} !$, onde !$ \vec{u} . \vec{v} !$ representa o produto escalar entre os vetores !$ \vec{u} !$ e !$ \vec{v} !$.
( ) Se !$ \vec{u} !$ e !$ \vec{v} !$ são vetores do !$ \Re^3 !$, então eles são paralelos !$ \Leftrightarrow !$ !$ \vec{u}. \vec{v} = 0 !$.
( ) Se !$ \vec{u} !$ = (3, 0, 4) e !$ \vec{v} !$ = (2, !$ \sqrt{8} !$, 2), então !$ \begin{Vmatrix} \rightarrow \\ u \end{Vmatrix} = 5 !$, !$ \begin{Vmatrix} \rightarrow \\ v \end{Vmatrix} = 4 !$ e !$ tg θ = { \large \sqrt{51} \over 7} !$, onde !$ θ !$ representa o ângulo formado pelos vetores !$ \vec{u} !$ e !$ \vec{v} !$.
( ) !$ \begin{Vmatrix} \rightarrow \rightarrow \\ u + v \end{Vmatrix} < \begin{Vmatrix} \rightarrow \\ u \end{Vmatrix} + \begin{Vmatrix} \rightarrow \\ v \end{Vmatrix} !$ para todos os vetores !$ \vec{u} !$ e !$ \vec{v} !$ do !$ \Re^3 !$.
Lendo-se a coluna de parênteses da esquerda, de cima para baixo, encontra-se
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Considere certa amostra de um gás ideal na temperatura T kelvin cujas moléculas, de massa M, possuem velocidade média V m/s. Em uma amostra de outro gás também ideal, mas na temperatura 2T kelvin e com moléculas de massa M/4, a velocidade média das moléculas é V' m/s. A razão V'/V vale
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Considere a função !$ f(x) = In (sec x + tgx) + 2senx !$, com !$ 0 < x < { \large \pi \over 2} !$. O resultado de !$ \int\limits [ (f' (x))^2 + 2 -2 cos2x ] dx !$ é
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Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em "saturação social", inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do "The New York Times" que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido por Facebook, Twitter e agregados , e que se vê hoje diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou "alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo".
Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente, pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de softwares que restringem o acesso a web, e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.
Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercados não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento - numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o virtual pelo real, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem, trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, os amigos se comunicam assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas pra fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!! Não me interessa que elas existam pra Tati, pra Rô, pro Cauê. Quero que elas vivam.
O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muito jovens sem noção, que se deixam fotografar portando armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser "ninguém" para se tornarem "alguém", mesmo que alguém medíocre.
Casos avulsos, extremos, mas estão ai, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem ai.
(MEDEIROS, Martha. Posto, logo existo. Revista O Globo, 25 mar. 2012, p.
Em que opção a reescritura do trecho "Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, [...]." manteve seu significado?
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Considere f e f' funções reais de variável real, deriváveis, onde f(1) = f' (1) = 1. Qual o valor da derivada da função !$ h(x) = \sqrt{f (1 + sen2x)} !$ para x = 0?
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Choose the best reply to this statement.
Michelle: Have you replied to his e-mail yet?
You: (1) . I've been busy all morning but I'll do it
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Vivemos um tesarac. A palavra está no vocabulário básico dos publicitários. Tesarac quer dizer mudança profunda. Daquelas tão profundas que nos tiram o norte. E, se hoje o termo vai ficando comum nas apresentações de consultores, quase um lugar-comum dos iniciados, sua origem é um bocado triste.
Tesarac, o neologismo, foi criado pelo poeta americano Shel Silverstein. Era um bom sujeito de talentos múltiplos, talvez um quê excêntrico, que teve a boa sorte de chegar ao auge da criatividade nos anos 1960, quando excentricidades iam sendo mais toleradas.
Silverstein teve uma filha, Shoshanna. A mãe de Shanna morreu quando a menina tinha cinco anos. E ela se foi com 11, vitima de um aneurisma cerebral, em 1982.
Tesarac, para o poeta que cunhou a palavra, era isso: um vácuo. Um evento tão brutal e aterrador que transforma a vida. A única coisa que um pai sabe, nessa hora, é que tudo será muito diferente.
Na etimologia, a palavra perdeu sua origem trágica mas manteve o sentido de transformação brusca. Durante um tesarac, sabemos que o mundo antigo já passou, mas o novo ainda não existe. As regras se perdem. Em algumas décadas, a sociedade se reorganizará. Haverá novas instituições, novas ideias políticas, outra estrutura social.
Vivemos um tesarac. O mundo está mudando profundamente e sabemos disso. Sabemos também que o causador da mudança é a tecnologia de comunicação. Só o que não sabemos é em que o mundo se transformará.
0 último tesarac teve inicio em 1449. Foi a invenção europeia da imprensa por Johannes Gutenberg. A tecnologia, num único golpe, j ogou para baixo os preços da reprodução e da distribuição de informação. As mudanças causadas foram profundas, porém lentas e, no inicio, discretas. No primeiro momento, uma nova classe social teve acesso a livros. Era a burguesia. Depois, livros começaram a ser publicados na lingua que as pessoas falavam na rua: italiano, francês, alemão, não mais grego clássico ou latim. Dai mudaram os assuntos. Se antes religião era predominante, pós Gutenberg vieram engenharia, agricultura, classificação dos seres vivos, leis.
A primeira vitima da imprensa foi a Igreja, que na Idade Média tinha o monopólio da informação. Mas demorou quase 70 anos entre Gutenberg e Lutero. O Antigo Regime também não resistiu ao fluxo continuado de informação. As revoluções Americana e Francesa, e com elas a democracia, são filhas do texto impresso.
Informação digital jogou no chão, repentinamente, o preço da reprodução e distribuição de informação. Se distribuir j ornai era caro no interior da África, a previsão do tempo para agricultores agora chega por texto no celular. Se acesso a cinema era difícil nas cidadezinhas do mundo em que o filme não chega, via banda larga ele aparece, tanto legal quanto ilegalmente. Todo lugar em que sinal de satélite chega, hoje, é potencialmente um lugar em que existe uma biblioteca daquelas que vinte anos atrás só encontrávamos nos grandes centros urbanos.
Informação antes restrita por dificuldades econômicas, legais ou políticas agora é potencialmente acessível.
No meio da transformação, há desafios. Como sustentar a produção de informação de qualidade? Como lidar com crimes reais praticados no mundo virtual? Como aguentar o tranco, nos mantermos atualizados quando tudo muda a cada ano?
(DORIA, Pedro. Bem-vindos ao tesarac. O Globo, 12 abr. 2011, p. 26, Texto adaptado)
Em qual opção há uma das consequências da invenção da imprensa citadas no texto?
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A viga inclinada de 60° mostrada na figura repousa sobre dois apoios A e D. Nos pontos C e E, dois blocos de massa 8,00 Kg estão pendurados por meio de um fio ideal. Uma força de!$ \vec{F} !$ = 30,0 N traciona um fio ideal preso à viga no ponto B. Desprezando o peso da viga e o atrito no apoio D, a reação normal que o apoio D exerce na viga, em newtons, é igual a

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Uma fonte sonora pontual emite isotropicamente com uma potência de 15,0 W. Se esse som é interceptado por um microfone distante d = 100 m da fonte, em uma área de 0,560 cm², a potência recebida, em nanowatts, é de
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