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Foram encontradas 120 questões.

2438820 Ano: 2012
Disciplina: Geografia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Nos modernos complexos agroindustriais, em países como Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Brasil e Argentina,

 

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2438819 Ano: 2012
Disciplina: Geografia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Os movimentos migratórios são mais intensos nos países com maiores desigualdades regionais, ou seja, naqueles onde poucas áreas muito ricas dividem o espaço com outras muito pobres. Esse quadro é comumente encontrado em países subdesenvolvidos industrializados, que, dependendo do ponto de vista, são também chamados de países em desenvolvimento ou emergentes. Esses movimentos ocorrem, também, entre países que apresentam níveis de desenvolvimento muito díspares.

Internet: <www1.folha.uol.com.br > (com adaptações).

A partir das informações do texto acima, assinale a opção correta a respeito dos movimentos migratórios no mundo atual.

 

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2438818 Ano: 2012
Disciplina: Geografia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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O século XXI inicia-se com uma grave crise econômica e política que coloca em situação de perigo o bloco geoeconômico da União Europeia. Entre outros fatores geradores dessa crise, inclui-se

 

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2438817 Ano: 2012
Disciplina: Geografia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Enunciado 2953170-1

Internet: <www.oplanetaemmovimentojanetemelo.blogspot.com.br>.

O mapa acima apresenta a área territorial onde predomina o bioma Cerrado. A respeito desse fenômeno biogeográfico, assinale a opção correta.

 

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2438816 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Texto I

Bucólica

Agora vamos correr o pomar antigo Bicos aéreos de patos selvagens Tetas verdes entre folhas E uma passarinhada nos vaia Num tamarindo Que decola para o anil Árvores sentadas Quitandas vivas de laranjas maduras Vespas.

Oswald de Andrade. Pau Brasil. 2.ª ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 132.

Texto II

O trovador

Sentimentos em mim do asperamente dos homens das primeiras eras... As primaveras de sarcasmo intermitentemente no meu coração arlequinal... Intermitentemente... Outras vezes é um doente, um frio na minha alma doente como um longo som redondo Cantabona! Cantabona! Dlorom...

Sou um tupi tangendo um alaúde!

Mário de Andrade. Poesia reunida. Belo Horizonte: Itatiaia, 2005, p. 83.

Com base nos textos I e II, assinale a opção correta.

 

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2438815 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Texto I

Bucólica

Agora vamos correr o pomar antigo
Bicos aéreos de patos selvagens
Tetas verdes entre folhas
E uma passarinhada nos vaia
Num tamarindo
Que decola para o anil
Árvores sentadas
Quitandas vivas de laranjas maduras
Vespas.

Oswald de Andrade. Pau Brasil. 2.ª ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 132.

Texto II

O trovador

Sentimentos em mim do asperamente
dos homens das primeiras eras...
As primaveras de sarcasmo
intermitentemente no meu coração arlequinal...
Intermitentemente...
Outras vezes é um doente, um frio
na minha alma doente como um longo som redondo
Cantabona! Cantabona!
Dlorom...

Sou um tupi tangendo um alaúde!

Mário de Andrade. Poesia reunida. Belo Horizonte: Itatiaia, 2005, p. 83.

Os textos acima exemplificam a estética da poesia modernista de 1922, cuja característica marcante foi

 

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2438814 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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A natureza e situação do ser, o problema do homem retorcido e enrodilhado, que tenta projetar-se no mundo igualmente torto, é grave pela paralisia que pode trazer, anulando a existência. O movimento, isto é, a vida, estaria numa espécie de certeza estética, relativa à natureza do canto que redime; e que, no próprio fato de manifestar o problema por intermédio de uma estrutura coerente, erige-se em objeto — alheio ao poeta, autônomo na sua possibilidade de fixar a atenção e fazer vibrar o leitor, que é o outro, inatingível no comércio da vida.

Antonio Candido. Vários escritos. 4.ª ed. São Paulo/Rio de Janeiro: Duas Cidades/Ouro sobre Azul, 2004, p. 86-7.

No parágrafo acima, o autor trata da poesia de Carlos Drummond de Andrade. A partir da leitura desse trecho e considerando as características da obra de Drummond, assinale a opção correta.

 

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2438813 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Sei que estou contando errado, pelos altos. Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta – só o deogratias; e o troco. [...] Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? [.] Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. O senhor é bondoso de me ouvir. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

Mire veja: aquela moça, meretriz, por lindo nome Nhorinhá, filha de Ana Duzuza: um dia eu recebi dela uma carta: carta simples, pedindo notícias e dando lembranças, escrita, acho que, por outra alheia mão. [...] Ela tinha botado por fora só: Riobaldo que está com Medeiro Vaz. E veio trazida por tropeiros e viajores, recruzou tudo. [...]

Sendo isto. Ao doido, doideiras digo. Mas o senhor é homem sobrevindo, sensato, fiel como papel, o senhor me ouve, pensa e repensa, e rediz, então me ajuda. Assim, é como conto. Antes conto as coisas que formaram passado para mim com mais pertença. Vou lhe falar. Lhe falo do sertão. Do que não sei. Um grande sertão! Não sei. Ninguém ainda não sabe. Só umas raríssimas pessoas — e só essas poucas veredas, veredazinhas. O que muito lhe agradeço é a sua fineza de atenção.

João Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 82-4.

No texto de Guimarães Rosa, Riobaldo, narrador de Grande Sertão: Veredas, explica ao ouvinte que seu modo de contar é

 

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2438812 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Sei que estou contando errado, pelos altos. Desemendo. Mas não é por disfarçar, não pense. De grave, na lei do comum, disse ao senhor quase tudo. Não crio receio. O senhor é homem de pensar o dos outros como sendo o seu, não é criatura de pôr denúncia. E meus feitos já revogaram, prescrição dita. Tenho meu respeito firmado. Agora, sou anta empoçada, ninguém me caça. Da vida pouco me resta – só o deogratias; e o troco. [...] Eu estou contando assim, porque é o meu jeito de contar. Guerras e batalhas? [.] Isso é como jogo de baralho, verte, reverte. Os revoltosos depois passaram por aqui, soldados de Prestes, vinham de Goiás, reclamavam posse de todos os animais de sela. Sei que deram fogo, na barra do Urucuia, em São Romão, aonde aportou um vapor do Governo, cheio de tropas da Bahia. Muitos anos adiante, um roceiro vai lavrar um pau, encontra balas cravadas. O que vale, são outras coisas. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. O senhor é bondoso de me ouvir. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

Mire veja: aquela moça, meretriz, por lindo nome Nhorinhá, filha de Ana Duzuza: um dia eu recebi dela uma carta: carta simples, pedindo notícias e dando lembranças, escrita, acho que, por outra alheia mão. [...] Ela tinha botado por fora só: Riobaldo que está com Medeiro Vaz. E veio trazida por tropeiros e viajores, recruzou tudo. [...]

Sendo isto. Ao doido, doideiras digo. Mas o senhor é homem sobrevindo, sensato, fiel como papel, o senhor me ouve, pensa e repensa, e rediz, então me ajuda. Assim, é como conto. Antes conto as coisas que formaram passado para mim com mais pertença. Vou lhe falar. Lhe falo do sertão. Do que não sei. Um grande sertão! Não sei. Ninguém ainda não sabe. Só umas raríssimas pessoas — e só essas poucas veredas, veredazinhas. O que muito lhe agradeço é a sua fineza de atenção.

João Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 82-4.

O fragmento de texto apresentado acima foi extraído de uma das mais conhecidas obras de Guimarães Rosa, escritor que renovou a ficção regionalista brasileira. A narrativa desse autor caracteriza-se por

 

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2438811 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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É mineral o papel
onde escrever
o verso; o verso
que é possível não fazer.

São minerais
as flores e as plantas,
as frutas, os bichos
quando em estado de palavra.

É mineral
a linha do horizonte,
nossos nomes essas coisas
feitas de palavras.

É mineral, por fim,
qualquer livro:
que é mineral a palavra
escrita, a fria natureza

da palavra escrita.

João Cabral de Melo Neto. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.

No poema apresentado acima, João Cabral de Melo Neto relacionou a escrita poética ao aspecto inorgânico dos minerais. Dessa relação
metafórica depreende-se que

 

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