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4146093 Ano: 2025
Disciplina: Química
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Considere os diagramas de temperatura-composição para dois azeótropos diferentes a seguir:

Enunciado 4650702-1

(Atkins, P. et al. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente, 2012)

Quando essas misturas são separadas por destilação fracionada, a mistura azeotrópica em I é obtida como destilado   por ser   volátil, enquanto em II, a mistura azeotrópica tem pressão de vapor mais  dos que os seus componentes separadamente.

 

As lacunas são preenchidas, correta e respectivamente, por:

 

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4146092 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Caros leitores, digníssimas leitoras,

 

Quando falamos do mercado automotivo brasileiro, independentemente do setor, sempre temos que ter em mente a existência de vários “brasis” dentro do Brasil. Num país continental como o nosso, não temos aquela verdade absoluta.

 

(Raphael Galante, “Os vários ‘brasis’ dentro do Brasil”, InfoMoney. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/colunistas/o-mundo-sobre-muitas-rodas/os-varios-brasis-dentro-do-brasil/. Adaptado)

 

Com base na obra de Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), é correto afirmar que o substantivo “Brasil”, quando considerado em relação ao substantivo “país”, corresponde a um

 

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4146091 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Caros leitores, digníssimas leitoras,

 

Quando falamos do mercado automotivo brasileiro, independentemente do setor, sempre temos que ter em mente a existência de vários “brasis” dentro do Brasil. Num país continental como o nosso, não temos aquela verdade absoluta.

 

(Raphael Galante, “Os vários ‘brasis’ dentro do Brasil”, InfoMoney. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/colunistas/o-mundo-sobre-muitas-rodas/os-varios-brasis-dentro-do-brasil/. Adaptado)

 

De acordo com Nilce Sant’Anna Martins (Introdução à estilística, 2008), “também os nomes geográficos aparecem pluralizados com valor expressivo”.

 

No caso do termo destacado no texto, a sua pluralização remete à ideia de

 

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4146090 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Assinale a alternativa em que a expressão destacada está grafada conforme prescrito por Napoleão Mendes de Almeida (Dicionário de questões vernáculas, 2006) e seu sentido contextual.

 

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4146089 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Os calções verdes do Bruno

 

Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.

 

No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos.

 

Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta, uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também.

 

O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”.

 

Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta.

 

A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo.

 

A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu-se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados.

 

O sino tocou. Saímos. Era o último tempo.

 

No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco.

 

Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também.

 

* Mujimbo: boato.

 

(Ondjaki, Os da minha rua. Adaptado)

 

Considere as seguintes reescritas de informações do texto:

 

• Não é só o que as pessoas  na mudança das roupas, mas também o que podem cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.

• No intervalo, em vez de brincar a correr, todos  passar perto do Bruno, mesmo a fingir que estão lá para fazer outra coisa qualquer.

• Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também. Eles todos juntos   um quadro na minha imaginação.

• A carta continua bonita. Enquanto eu leio, Bruno   a cara afundada nos braços, parece adormecido.

 

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

 

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4146088 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Os calções verdes do Bruno

 

Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.

 

No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos.

 

Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta, uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também.

 

O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”.

 

Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta.

 

A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo.

 

A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu-se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados.

 

O sino tocou. Saímos. Era o último tempo.

 

No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco.

 

Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também.

 

* Mujimbo: boato.

 

(Ondjaki, Os da minha rua. Adaptado)

 

Nilce Sant’Anna Martins (Introdução à estilística, 2008) afirma: “O elemento avaliativo pode ser acrescentado a um lexema por um sufixo ou prefixo. (...) A língua portuguesa é muito rica em afixos responsáveis por uma derivação emotiva de considerável amplitude”.

 

A análise da autora é corretamente exemplificada com o termo destacado em:

 

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4146087 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Os calções verdes do Bruno

 

Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.

 

No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos.

 

Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta, uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também.

 

O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”.

 

Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta.

 

A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo.

 

A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu-se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados.

 

O sino tocou. Saímos. Era o último tempo.

 

No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco.

 

Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também.

 

* Mujimbo: boato.

 

(Ondjaki, Os da minha rua. Adaptado)

 

Na passagem do 2º parágrafo “A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel.”, entre as orações se estabelece relação de

 

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4146086 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Os calções verdes do Bruno

 

Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.

 

No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos.

 

Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta, uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também.

 

O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”.

 

Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta.

 

A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo.

 

A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu-se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados.

 

O sino tocou. Saímos. Era o último tempo.

 

No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco.

 

Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também.

 

* Mujimbo: boato.

 

(Ondjaki, Os da minha rua. Adaptado)

 

De acordo com Nilce Sant’Anna Martins (Introdução à estilística, 2008), “examinando a expressividade ligada à estrutura da frase, é preciso mencionar certas partículas destituídas de valor nocional e sintático, mas portadoras de valor expressivo, comumente chamadas partículas de realce ou espontaneidade, ou ainda expletivos”.

 

A explicação da autora é exemplificada com o termo destacado em:

 

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Questão presente nas seguintes provas
4146085 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Os calções verdes do Bruno

 

Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.

 

No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos.

 

Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta, uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também.

 

O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”.

 

Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta.

 

A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo.

 

A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu-se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados.

 

O sino tocou. Saímos. Era o último tempo.

 

No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco.

 

Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também.

 

* Mujimbo: boato.

 

(Ondjaki, Os da minha rua. Adaptado)

 

Ao relatar a situação de transformação de Bruno, o narrador deixa evidente que

 

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4146084 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: EsFCEx

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Hoje, quase dois terços dos municípios não possuem nenhuma Instituição de Longa Permanência para Idosos (Ilpi), e em alguns Estados houve redução da oferta de vagas em 15 anos. Além da carência de vagas, ______  problemas no encaminhamento e no financiamento. Quem determina se um idoso preenche os requisitos para uma vaga pública é o Sistema Único de Assistência Social (Suas), mas, a exemplo do que ocorre com os parceiros privados do Sistema Único de Saúde (SUS), como as Santas Casas, as Ilpis conveniadas são __________ . Especialistas ouvidos pelo jornal Estadão apontam outras opções de cuidado. O ideal é privilegiar o máximo de autonomia da família. Em termos de políticas públicas, isso pode significar recursos financeiros diretos aos familiares que decidem manter o parente em casa, como no Chile e no Uruguai. Outra opção ________ os centros-dia, ________ no Japão, para acolher idosos enquanto os familiares estão no trabalho. A Ilpi deveria ser a última opção, em caso de impossibilidade da família de oferecer os cuidados necessários.

 

(Opinião. “O múltiplo desafio do envelhecimento”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/o-multiplodesafio- do-envelhecimento/. Adaptado)

Conforme prescrito por Evanildo Bechara (Moderna gramática portuguesa, 2018), no período “Quem determina se um idoso preenche os requisitos para uma vaga pública é o Sistema Único de Assistência Social (Suas)...”, o termo destacado corresponde a

 

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