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Foram encontradas 627 questões.

4210844 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUNPRESP-JUD

O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.

Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja

e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.

Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.

No texto, Vieira associa o tempo a um tirano e o esquecimento dos homens a uma tirania, para mostrar a natureza desses dois elementos, que, agindo implacavelmente, apagam a memória das coisas passadas.

 

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4210843 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUNPRESP-JUD

O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.

Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja

e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.

Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.

No trecho "Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam", é a relação de causa e efeito estabelecida que expressa a atemporalidade da natureza milagrosa da casa de Nossa Senhora de Penha de França, atemporalidade essa que tem como consequência o fato de os milagres operados nessa casa não passarem.

 

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4210842 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUNPRESP-JUD

A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.

Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual  

se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).

São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)

Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.

No segmento "A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão", é apresentada a tese do texto, a qual se refere às consequências da escrita no gênio de uma língua.

 

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4210841 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUNPRESP-JUD

A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.

Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual  

se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).

São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)

Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.

O texto apresentado caracteriza-se como um ensaio, organizado em um único parágrafo, no qual o autor expõe, de modo claro e objetivo, um conjunto de informações ao leitor sobre as diferenças entre fala e escrita na estruturação gramatical de uma língua.

 

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4210840 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUNPRESP-JUD

A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.

Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual  

se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).

São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)

Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.

No que concerne aos seus elementos estruturais, o texto prescinde de conclusão, já que seu objetivo principal é o estabelecimento de contrastes entre fala e escrita e a relação do tipo de linguagem com o gênio de uma língua.

 

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4210839 Ano: 2026
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUNPRESP-JUD

A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.

Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual  

se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).

São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)

Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.

Quanto ao estilo, o texto atende às regras da norma padrão da língua, com emprego de estruturas características de textos com considerável grau de formalidade e emprego de itens lexicais pouco frequentes na modalidade oral.

 

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Acerca dos conceitos vinculados à comunicação organizacional e à comunicação de crise, julgue o próximo item.

Em situações de desastres naturais, como as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em maio de 2024, uma comunicação pública eficaz pode fazer a diferença e ajudar a salvar vidas.

 

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Acerca dos conceitos vinculados à comunicação organizacional e à comunicação de crise, julgue o próximo item.

Em situações de desastres naturais, o atendimento à imprensa deve ficar em segundo plano dada a falta de interesse que esse tema desperta no que diz respeito aos critérios de noticiabilidade jornalística.

 

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Acerca dos conceitos vinculados à comunicação organizacional e à comunicação de crise, julgue o próximo item.

Em situações de crise, é necessário que a comunicação pública atue no enfrentamento à desinformação, desenvolvendo ações de verificação de conteúdos como fotos e vídeos tirados de contexto, conteúdos impostores e outras peças criadas para desinformar disseminados no meio digital.

 

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Acerca dos conceitos vinculados à comunicação organizacional e à comunicação de crise, julgue o próximo item.

A comunicação de crise em situações de desastres naturais deve considerar as assimetrias sociais, priorizando, por meio de respostas específicas e adaptadas, populações em situação de maior vulnerabilidade.

 

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