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Homem de 72 anos, aposentado, com histórico de hipertensão arterial sistêmica (em uso de losartana 50 mg/dia), doença arterial coronarianaestável (AAS 100 mg/dia, rosuvastatina 20 mg/dia) e hiperplasia prostática benigna (em uso de tansulosina 0,4 mg/dia), comparece ao consultório com queixas de congestão nasal crônica, rinorreia hialina intermitente e gotejamento pós-nasal há aproximadamente 7 anos. Refere que os sintomas são perenes, sem piora sazonal definida, e nega prurido nasal ou ocular, assim como espirros em salvas. Tentou tratamento prévio com anti-histamínicos orais de segunda geração, sem melhora perceptível, e corticosteroides nasais tópicos, com melhora apenas parcial da congestão, mas com desenvolvimento de epistaxe e ressecamento significativo. Ao exame rinoscópico anterior, observam-se mucosas nasais atróficas, sem pólipos, com discreta rinorreia hialina. Qual das seguintes abordagens é a mais indicada para o manejo desse paciente?
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Um paciente adulto procura atendimento médico com queixas de obstrução nasal crônica, rinorreia aquosa e espirros frequentes há mais de 6 meses. Nega prurido ocular ou nasal intensos. Realizou testes cutâneos de leitura imediata (prick test) para aeroalérgenos comuns, que apresentaram resultados negativos. A dosagem sérica de IgE específica para os principais alérgenos também foi negativa. A citologia nasal, entretanto, revelou a presença abundante de eosinófilos. O paciente não faz uso crônico de descongestionantes nasais ou outras medicações que sabidamente causem rinite. Considerando a situação clínica apresentada, o fenótipo de rinite mais provável para esse paciente é de rinite
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Um Teste de Provocação com Droga (TPD) é considerado o padrão-ouro para a identificação de uma Reação de Hipersensibilidade à Droga (RHD). Qual das seguintes alternativas representa a interpretação mais precisa de um resultado de TPD negativo?
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Qual das seguintes alternativas descreve corretamente uma característica distintiva ou implicação do conceito p-i em contraste com a hipótese do hapteno?
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Um paciente de 48 anos, engenheiro agrônomo, com histórico de rinite alérgica sazonal controlada, procurou o pronto-socorro há 3 semanas após ser picado por uma vespa (identificada pelo paciente) enquanto trabalhava em campo. Cerca de 5 minutos após a picada, ele desenvolveu prurido palmoplantar, urticária generalizada, sensação de “aperto na garganta”, dispneia com sibilos e tontura. Foi prontamente atendido, recebeu epinefrina intramuscular, anti-histamínicos e corticosteroides, com melhora progressiva. Essa foi a primeira reação sistêmica à picada de inseto que ele experimentou, embora lembre-se de ter tido “inchaços grandes” no local de picadas anteriores de abelhas ou vespas, que duravam dias. Considerando o risco de futuras reações e a ocupação do paciente, qual é a conduta mais apropriada para a prevenção e manejo a longo prazo?
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Uma paciente de 50 anos apresenta histórico de lesões cutâneas avermelhadasamarronzadas, maculopapulares e intensamente pruriginosas, presentes desde a infância e que ocasionalmente formam bolhas. Ao esfregar essas lesões, observa-se o desenvolvimento de inchaço urticariforme transitório e eritema (sinal de Darier). Nos últimos 12 meses, ela experimentou três episódios de flushing generalizado, palpitações e pré-síncope, um dos quais exigiu internação hospitalar devido à hipotensão grave refratária a anti-histamínicos. A paciente também relata dor abdominal crônica intermitente, diarreia e dor óssea difusa. Uma dosagem do nível sérico de triptase basal, coletada fora de um episódio agudo, foi de 45 ng/mL (valor de referência <11.4 ng/mL). Considerando a apresentação clínica e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais apropriada como próximo passo na investigação diagnóstica e no plano de manejo inicial?
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Uma paciente de 28 anos, previamente hígida, procura atendimento médico com histórico de infecções respiratórias recorrentes (principalmente sinusites e bronquites) e diarreia crônica intermitente, desde o final da adolescência. Ela relata que já foi tratada com múltiplos ciclos de antibióticos para essas condições. Recentemente, foi diagnosticada com doença celíaca, confirmada por biópsia intestinal compatível com enteropatia e a presença de anticorpos anti-transglutaminase tecidual (anti-tTG) da classe IgG positivos, uma vez que a pesquisa de anti-tTG IgA e anti-endomísio IgA foi negativa. A paciente nega histórico de infecções oportunistas graves, hospitalizações frequentes por pneumonia, ou doenças autoimunes sistêmicas além da doença celíaca. A investigação laboratorial inicial revelou os seguintes resultados:
- IgA sérico: <7 mg/dL (valor de referência: 70-400 mg/dL).
- IgG sérico: 950 mg/dL (valor de referência: 700-1600 mg/dL).
- IgM sérico: 110 mg/dL (valor de referência: 40-230 mg/dL).
- Subpopulações de linfócitos: linfócitos T e B em contagens normais.
- Sorologia para HIV: negativa.
Com base nesse quadro clínico-laboratorial, qual é a conduta mais apropriada para o manejo a longo prazo dessa paciente?
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Um paciente de 28 anos, com histórico de asma brônquica controlada (uso de salbutamol SOS), é trazido ao pronto-socorro por sua família com início súbito, há 20 minutos, de prurido generalizado, urticária difusa, sensação de “bolo na garganta”, dispneia, sibilos audíveis e tontura. Refere ter ingerido um sanduíche caseiro há cerca de 30 minutos, do qual não soube precisar todos os ingredientes, e que após os primeiros sintomas, tomou um comprimido de anti-histamínico H1 que tinha em casa, sem melhora. Ao exame físico, apresenta-se consciente, porém pálido, com dispneia intensa, FR 28 irpm, SpO2 88% em ar ambiente, FC 120 bpm, PA 90/50 mmHg. Ausculta pulmonar com sibilos difusos. Diante da suspeita de anafilaxia grave, qual é a conduta imediata e prioritária a ser instituída nesse momento?
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Uma paciente de 42 anos procura atendimento médico referindo histórico de infecções recorrentes desde o final de sua adolescência, com piora significativa nos últimos 5 anos. Relata episódios anuais de pneumonia (duas vezes exigindo internação), bronquites de repetição e sinusites crônicas que necessitam de múltiplos ciclos de antibióticos. Além disso, nos últimos 12 meses, desenvolveu diarreia crônica associada à perda de 8 kg, e um episódio de anemia hemolítica autoimune diagnosticada e tratada com corticosteroides há 6 meses. Sua irmã mais nova também apresenta histórico de infecções respiratórias recorrentes. Ao exame físico, apresenta esplenomegalia levemente palpável e linfonodomegalia cervical discreta.
A investigação laboratorial inicial revelou os seguintes resultados:
- IgG sérico: 350 mg/dL (valor de referência: 700-1600 mg/dL).
- IgA sérico: <7 mg/dL (valor de referência: 70-400 mg/dL).
- IgM sérico: 45 mg/dL (valor de referência: 40-230 mg/dL).
- Hemograma: hemoglobina 10,5 g/dL, leucócitos e plaquetas normais.
- Subpopulações de linfócitos: linfócitos T CD3+, CD4+ e CD8+ em contagens normais; linfócitos B CD19+ em contagens normais, porém com redução acentuada de linfócitos B de memória (CD19+CD27+).
- Exclusão de causas secundárias: sorologias para HIV negativas; eletroforese de proteínas séricas sem gamopatia monoclonal.
Com base nesse quadro clínico-laboratorial, quais são as próximas etapas diagnósticas e terapêuticas mais apropriadas para a paciente?
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Um paciente do sexo masculino, 32 anos, é admitido no pronto-socorro com um inchaço facial progressivo, envolvendo lábios e pálpebras, de início há aproximadamente 3 horas. Ele descreve o inchaço como tenso, não pruriginoso e sem eritema ou urticária associados. Relata que esse é o quarto episódio nos últimos 8 meses; os episódios anteriores afetaram sua mão esquerda, um tornozelo e causaram dores abdominais intensas, com náuseas e vômitos, que foram previamente diagnosticadas como “gastrite aguda”. Menciona que sua mãe e um tio materno também apresentam histórico de “inchaços inexplicáveis” e “cólicas abdominais recorrentes”. O paciente nega uso de Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e qualquer exposição a alérgenos conhecidos. No momento, não apresenta sinais de dificuldade respiratória. Diante desse quadro clínico e histórico, qual é a conduta mais apropriada para o diagnóstico e o manejo agudo da condição?
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