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Um paciente de 30 anos é encaminhado da Unidade de Saúde ao ambulatório de hematologia devido a plaquetopenia isolada de 55.000/mcL. O paciente traz um hemograma externo com contagem plaquetária de 52.000/mcL realizado aos 12 anos, coletado em pré-operatório de cirurgia de amigdalectomia. Desde essa época, faz uso de prednisona. Faz também acompanhamento com a oftalmologia devido a catarata. Considerando as informações apresentadas e a respeito da conduta frente ao caso, assinale a alternativa correta.
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Considere o seguinte caso clínico: Você avalia no ambulatório de hematologia um paciente encaminhado da anestesiologia devido a exames pré-operatórios de troca valvar aórtica alterados.
No relatório, consta um exame de laboratório externo com tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) com relação de 2.2 (VR: < 1.2) e tempo de protrombina 1.0 (VR < 1.2), confirmados após repetição no laboratório do hospital. O paciente nunca foi submetido a procedimentos invasivos.
Considerando as informações apresentadas e a respeito da conduta frente ao caso, assinale a alternativa correta.
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A respeito dos testes imuno-hematológicos e do significado clínico de anticorpos irregulares (aloanticorpos) em hemoterapia, considere as seguintes afirmativas:
1. Os métodos sorológicos têm boa acurácia na diferenciação entre um “D fraco" e um “D parcial”.
2. Aloanticorpos !$ anti-K !$ são geralmente da classe IgG e, mesmo em baixos títulos, podem causar doença hemolítica perinatal grave, por destruir também precursores eritroides.
3. Aloanticorpos !$ anti-JK^a !$ e !$ anti-JK^b !$ são em geral clinicamente significativos e podem não ser reconhecidos pela pesquisa de anticorpos irregulares devido à queda rápida em seus títulos, o que pode justificar serem causa de reações hemolíticas tardias.
4. Anticorpos !$ anti-Fy^a !$ e !$ anti-Fy^b !$ são clinicamente significativos e, portanto, hemácias negativas para os antígenos correspondentes devem ser transfundidas.
Assinale a alternativa correta.
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A leucemia linfoide crônica-B (LLC-B) é a mais comum das doenças linfoproliferativas crônicas. A grande maioria dos pacientes é assintomática e a doença é identificada em um exame de rotina. Para melhor caracterizar o risco da doença, diversos parâmetros podem ser utilizados, entre as quais estão as anomalias citogenéticas: quando utilizado o método de FISH, aproximadamente 80% dos pacientes com LLC-B terão alterações citogenéticas detectadas. Sobre as alterações citogenéticas na LLC, assinale a alternativa correta.
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Sobre mielofibrose primária (MF), considere as seguintes afirmativas:
1. A presença das mutações JAK2, MPL e CALR auxiliam não somente no diagnóstico da MF como também podem ter impacto no curso clínico da doença, sendo que a presença da mutação CALR na MF está relacionada a uma evolução clínica mais agressiva.
2. Para estratificação de risco na MF, um dos escores mais utilizados é o DIPSS Plus (2011), e, em comparação ao escore DIPSS (2010), três novos parâmetros foram acrescentados: cariótipo desfavorável, dependência transfusional e contagem de plaquetas < 50.000/uL.
3. Mais recentemente, mutações nos genes ASXL1, EZH2, SRSF2 e IDH1/2 foram identificadas como fatores de risco para morte precoce ou transformação para leucemia aguda.
4. O tratamento da anemia na MF costuma ser um desafio: tratamentos com corticoides, talidomida, danazol e eritropoetina podem ser utilizados, sendo a eritropoetina a droga de escolha por ser eficaz inclusive na redução da esplenomegalia.
Assinale a alternativa correta.
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A policitemia vera (PV) é uma doença de curso indolente que costuma apresentar bom controle com intervenções terapêuticas como flebotomias periódicas e hidroxiureia. Para algumas raras situações em que não se consegue atingir o alvo terapêutico, hematócrito (HTc) < 45% (resistência), ou por intolerância a esses tratamentos, o uso do inibidor não especifico de JAK2 ruxolitinibe está indicado. Segundo o European Leukemia Net, um dos critérios de resistência ou intolerância a hidroxiureia é:
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Sobre policitemia vera (PV), considere as seguintes afirmativas:
1. É uma doença rara com incidência de 2,5 casos para cada 100 mil pessoas por ano e, apesar da causa da PV ser desconhecida, mais de 95% dos pacientes apresentam mutação no gene JAK2, o qual está localizado no braço curto do cromossomo 7 (7p).
2. Muitos pacientes encontram-se assintomáticos ao diagnóstico; na maioria das vezes, a doença é descoberta por uma 2-alteração laboratorial isolada, como elevação da hemoglobina ou hematócrito.
3. A avaliação de medula óssea costuma ser realizada, no entanto não fornece informações específicas para diagnóstico de PV, podendo muitas vezes ser indistinguível de outras neoplasias mieloproliferativas.
4. A PV é uma doença indolente cujo curso clínico é medido em décadas: a trombose, devido à eritrocitose, é a complicação mais significativa que se tenta evitar, e, para reduzir esse risco, deve-se manter níveis de hemoglobina ≤ 14 g/dL, hematócrito < 45% através de flebotomias periódicas e/ou com uso de terapias como hidroxiureia e alfa-interferon.
Assinale a alternativa correta.
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Sobre trombocitemia essencial (TE), considere as seguintes afirmativas:
1. É uma doença rara com incidência de 1 a 2 casos para cada 100 mil pessoas por ano com predomínio em mulheres.
2. Assim como a TE, diversas outras situações clínicas podem aumentar a contagem de plaquetas: hemorragia, inflamação, infecção, hemólise etc., sendo que para essa diferenciação e confirmação do diagnóstico de TE é necessária a identificação de ao menos uma mutação molecular dentre as seguintes: JAK2 ou CALR ou MPL.
3. Quando a contagem de plaquetas aumenta acima de !$ 1 !$ x !$ 10^{^6} !$/μL, uma quantidade substancial de multímero de von Willebrand de alto peso molecular é removida da circulação e destruída pela massa plaquetária aumentada, resultando em uma forma adquirida da doença de von Willebrand, o que pode ser identificado por um aumento da atividade do cofator da ristocitina.
4. Se a redução de plaquetas for desejada entre as opções terapêuticas, encontram-se hidroxiureia, cloridrato de anagrelida e PEG-interferon, no entanto a normalização das plaquetas parece não prevenir nem trombose venosa e nem trombose arterial: estudos com pacientes abaixo de 60 anos falharam em demonstrar a associação entre níveis elevados de plaquetas e maior risco de trombose.
Assinale a alternativa correta.
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Sobre as doenças plasmocitárias, é correto afirmar:
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Sobre pacientes com linfoma linfoplasmacítico, é correto afirmar:
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