Foram encontradas 80 questões.
Disciplina: Noções de Primeiros Socorros
Banca: VUNESP
Orgão: Hospital Sírio Libanês
Homem de 38 anos sofre ferimento de arma de fogo de grosso calibre no membro inferior direito em ambiente pré-hospitalar; a equipe de suporte avançado do SAMU 192 chega ao local rapidamente e constata que o paciente apresenta uma grande fratura exposta no fêmur direito e apresenta hemorragia arterial abundante, que persiste após compressão direta da ferida. Está consciente, orientado, e falando normalmente. PA: 97/64 mmHg; FC: 112 bpm; Sat. O₂: 95%; FC: 20 mrpm.
A prioridade inicial no atendimento desse paciente, no ambiente pré-hospitalar, deverá ser:
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Homem, 32 anos perde o controle da motocicleta, colide contra um muro e é conduzido ao pronto-socorro. Exame físico: sangue abundante em cavidade oral; FR: 32 irpm; oximetria de pulso (ar ambiente): 88%; Tórax: HTD sem alterações; HTE: diminuição da expansibilidade, palpação: sem alterações; percussão: macicez em base e ausculta: murmúrio vesicular diminuído em base; PA: 130 × 80 mmHg; FC: 102 bpm; Abdome e Pelve: sem alteração, Exame neurológico: abertura ocular ao estímulo de pressão, resposta verbal com gemidos incompreensíveis; resposta motora com flexão normal; reatividade pupilar bilateral. Raio-X pelve sem alterações; e-FAST evidencia líquido pleural à esquerda.
O Raio-X do tórax está demonstrado a seguir:

(Vitaly Dianov | Dreamstime.com)
A sequência adequada das condutas na avaliação primária do paciente deverá ser:
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Uma mulher de 78 anos, portadora de insuficiência cardíaca descompensada, diabetes mellitus e doença renal crônica, encontra-se internada em unidade de terapia intensiva por choque séptico. Apresenta dor em hipocôndrio direito, febre (38,9 ºC), leucocitose (23.000), bilirrubina total de 2,2 mg/dL, creatinina de 2,8 mg/dL e necessidade de hemodiálise e noradrenalina em baixa dose. A ultrassonografia evidencia sinais de colecistite aguda litiásica, ausência de dilatação da via biliar principal e ausência de coledocolitíase, como demonstrado na imagem a seguir:

(Disponível em: https://www.primedicaleducation.com.br/)
Com relação ao caso, assinale a alternativa correta.
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Homem de 68 anos procura o pronto atendimento com queixas de dor e empastamento em panturrilha esquerda surgidos há três dias. O histórico médico revela hipertensão arterial em uso de enalapril, diabetes mellitus tipo 2 controlado com linagliptina e acidente vascular cerebral isquêmico prévio ocorrido há dois anos, sem sequelas motoras residuais. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 84 mmHg; frequência cardíaca: 82 bpm; frequência respiratória: 16 ipm; SatO2 em ar ambiente: 97%; peso: 118 kg; membro inferior esquerdo com edema assimétrico importante (2+/4+) estendendo-se até o terço proximal da coxa, com eritema discreto. Ultrassom: trombose venosa profunda (TVP) proximal extensa. Exames séricos: sódio: 138 mEq/L; potássio: 4,5 mEq/L; ureia: 51 mg/dL; creatinina: 1,6 mg/dL (clearance de 34 mL/min/1,73m2); hemograma completo, coagulograma, glicemia e perfil hepático: normais.
Nesse cenário clínico, é correto afirmar:
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Mulher de 55 anos está preocupada com o seu colesterol elevado. A menopausa ocorreu há 3 anos. Ela não apresenta diabetes ou doença cardiovascular estabelecida, no entanto, mostra-se preocupada porque seu pai sofreu um infarto do miocárdio aos 45 anos de idade. As dosagens de TSH e a glicemia de jejum estão normais. Seu risco de doença cardiovascular, em 10 anos, é estimado em 6,3%. Como a paciente não deseja iniciar o uso de estatinas, ela é submetida a uma tomografia para determinação do escore de cálcio coronário, cujo resultado foi zero. O resultado do perfil lipídico é: colesterol total: 252 mg/dL; LDL: 169 mg/dL; HDL: 47 mg/dL; triglicerídeos: 214 mg/dL. Ela decide seguir uma dieta vegana rica em azeite de oliva e pobre em gordura saturada. Seis meses após a mudança dietética, ela repete o perfil lipídico: colesterol total: 239 mg/dL; LDL: 123 mg/dL; HDL: 41 mg/dL; triglicerídeos: 374 mg/dL.
Nesse momento, com o objetivo de avaliar o risco de doença cardiovascular dessa paciente, o exame apropriado é
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Mulher de 18 anos portadora de anemia falciforme apresenta-se com história de febre, há 2 dias, e piora de dor na perna há 4 dias. Relata que, antes do início da dor na perna, já havia faltado à faculdade por alguns dias devido a uma “virose” (gastroenterite). Ao exame físico: temperatura: 38,8 ºC; a região superior da perna direita encontra-se dolorosa à palpação e quente ao toque, com relutância em deambular. A radiografia mostra marcado edema de partes moles ao longo do fêmur. Os resultados laboratoriais relevantes demonstram: leucócitos de 15.700/mm3 e elevação moderada de proteína C reativa. Hemoculturas: gram-negativo em identificação.
Com base no exposto, é correto afirmar que o provável agente causador dessa condição é:
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Mulher de 74 anos, com histórico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE: 32%) secundária a cardiopatia isquêmica crônica e doença renal crônica estágio 3a (creatinina: 1,4 mg/dL), é admitida no departamento de emergência. Ela relata piora progressiva da dispneia, nos últimos cinco dias, ortopneia, episódios de dispneia paroxística noturna e edema de membros inferiores. Refere que abusou do consumo de alimentos industrializados ricos em sal recentemente. Ao exame físico: pressão arterial: 152 x 88 mmHg; frequência cardíaca: 112 bpm (irregular); frequência respiratória: 26 ipm; SatO2 em ar ambiente: 88%; nota-se turgência venosa jugular evidente a 45 graus (3+/4+); cardíaco: bulhas arrítmicas e terceira bulha (B3) em foco mitral; pulmonar: estertores crepitantes bilaterais que se estendem até os dois terços inferiores de ambos os campos pulmonares; edema simétrico importante (3+/4+) estendendo-se até os joelhos. Exames séricos: hemoglobina: 12,4 g/dL; creatinina: 1,7 mg/dL; potássio: 4,1 mEq/L; sódio: 132 mEq/L; bicarbonato: 28 mEq/L; troponina I: 0,08 ng/mL (normal: < 0,03); NT-proBNP: 4.800 pg/mL. Eletrocardiograma: fibrilação atrial com alta resposta ventricular e critérios de sobrecarga ventricular esquerda com alterações inespecíficas da repolarização ventricular. O paciente é colocado em ventilação não invasiva de 2 níveis (BiPAP) e tratado com medicações parenterais.
Segundo as informações apresentadas, é correto afirmar:
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Homem de 66 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 mal controlado (hemoglobina glicada recente de 9,0%), obesidade e hipertensão arterial, apresenta-se à unidade de saúde com sintomas de dormência, formigamento e dor em queimação em ambos os pés, com progressão nos últimos 2 anos. Ele está em uso de metformina, glibenclamida e lisinopril. Para os sintomas da neuropatia, já realizou tentativas prévias sem sucesso com gabapentina e pregabalina (descontinuadas por falta de efeito terapêutico). Ao exame físico das extremidades inferiores, os pulsos periféricos estão mantidos, a força motora está preservada, há presença de hiperalgesia, teste do monofilamento 8/10 bilateralmente e não há feridas abertas, úlceras ou amputações prévias.
Para esse paciente, o tratamento farmacológico apropriado para o manejo dos sintomas da neuropatia periférica diabética é com
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Mulher de 72 anos, ex-tabagista, com histórico de câncer de mama tratado cirurgicamente, há 3 anos, é admitida no pronto-socorro com quadro de dispneia de início súbito e dor torácica à direita iniciadas há 4 horas. Nega síncope, episódios prévios semelhantes ou internações recentes. Faz uso regular apenas de inibidor da aromatase. Ao exame físico: taquipneica, acianótica; pressão arterial: 95 x 60 mmHg; frequência cardíaca: 112 bpm; frequência respiratória: 26 irpm; SatO2: 91% em ar ambiente; cardiopulmonar: normal; há turgência jugular a 45 graus 2+/4; extremidades sem edema. Escore PESI: 118 pontos (classe IV). Troponina T: 0,08 ng/mL (normal: < 0,01); peptídeo natriurético (BNP): 450 pg/mL (normal: < 100). Angiotomografia de tórax: presença de falha de enchimento intraluminal em artéria pulmonar principal direita, estendendo-se para ramos lobares inferiores; razão do diâmetro diastólico final VD/VE de 1,2.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, com base no manejo e nas categorias da estratificação de risco das diretrizes mais recentes, é correto afirmar:
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Homem de 35 anos está hospitalizado após um acidente automobilístico. Dois dias após a admissão, ele evolui com disúria e polaciúria. A temperatura é de 36,9 ºC e os sinais vitais são normais. O hemograma não demonstra leucocitose. Uma amostra de urina de jato médio é coletada, apresentando sedimento positivo para esterase leucocitária e nitritos, e a urocultura revela o crescimento de 103.000 UFC/mL de Escherichia coli. O teste de sensibilidade antimicrobiana demonstra que o micro-organismo é produtor de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL).
É correto afirmar que a conduta adequada para esse paciente é
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