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Mulher de 62 anos apresenta diarreia aquosa crônica há 7 meses. Relata que a diarreia persiste mesmo durante o jejum prolongado (noturna). A paciente refere que as fezes são de grande volume, sem sangue ou muco, e estão associadas a episódios de cãibras musculares generalizadas. O histórico é relevante apenas para hipertensão em uso de enalapril e anlodipino. Nega viagens recentes, etilismo, tabagismo, uso de antibióticos ou cirurgia gastrointestinal prévia. Ao exame físico: hidratada; pressão arterial: 130 x 80 mmHg; abdome indolor com ruídos hidroaéreos audíveis em todos os quadrantes. Exames séricos: hemograma normal; potássio: 2,8 mEq/L; creatinina: 0,9 mg/dL. O hiato osmótico fecal calculado é de 30 mOsm/kg. A pesquisa de gordura fecal (Sudan III) é negativa e a calprotectina fecal é de 20 mcg/g (referência < 50).
Com base no mecanismo fisiopatológico da diarreia apresentada, assinale a alternativa correta.
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Mulher de 46 anos queixa-se de astenia intensa, cefaleia, febre, odinofagia e anorexia com evolução de uma semana. Relata preocupação após notar um exantema pelo corpo, o qual refere ser não pruriginoso. Ela é sexualmente ativa e mantém um relacionamento monogâmico. Ao exame físico: temperatura: 38,1 ºC; orofaringe eritematosa, sem exsudatos; linfonodos cervicais aumentados de tamanho, de consistência firme, e indolores à palpação; nota-se exantema maculopapular difuso em tronco, dorso, palmas das mãos e plantas dos pés.
Durante a avaliação pélvica e ginecológica, o achado adicional que, provavelmente, pode ser observado é
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Homem de 55 anos é atendido em consulta de retorno com queixa de dor óssea que começou há algumas semanas. Ele é um paciente que faz hemodiálise crônica. Todavia, há 6 meses, a fim de controlar melhor sua hipertensão e sobrecarga de volume, ele foi transferido da hemodiálise três vezes por semana para hemodiálise noturna longa, cinco vezes por semana. Ele se exercita regularmente, no entanto, não tem conseguido fazê-lo ultimamente devido à dor óssea. Exames séricos (antes de uma sessão de diálise): cálcio corrigido: 8,4 mg/dL (normal: 8,8 a 10,4); fósforo: 1,55 mg/dL (normal: 2,48 a 4,50); paratormônio: 8,2 pmol/L (normal: 0,9 a 5,4); 25-OH-colecalciferol sérico: 39,8 ng/mL (normal: > 20).
De acordo com as informações apresentadas, qual é a causa provável de dores desse paciente?
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Mulher de 25 anos, com miocardiopatia dilatada não isquêmica e fração de ejeção de 20%, apresenta-se ao departamento de emergência com disúria, nos últimos 3 dias, além de vômitos e calafrios nas últimas 24 horas. Ao exame físico: ela está sonolenta e prostrada; temperatura: 39,6 ºC; frequência cardíaca: 160 bpm; pressão arterial: 80 x 60 mmHg, frequência respiratória: 30 irpm; SatO2 em ar ambiente: 96%; a pressão venosa jugular está plana; pulmões estão limpos; cardíaco: ritmo regular e taquicárdico, sem sopros; extremidades: aquecidas, sem edema. Exames séricos: leucometria de 20.000/mm³; bicarbonato: 14 mEq/L; creatinina: 1,6 mg/dL. Hemoculturas e urocultura foram coletadas. Ela recebe piperacilina-tazobactam e vancomicina. O cateter de artéria pulmonar é inserido e mostra: pressão de átrio direito (AD): 2 mmHg; pressão de artéria pulmonar (AP): 16 x 8 mmHg; pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP): 5 mmHg; índice cardíaco (IC): 3,5 L/min/m2. Ela recebe 2 L de ringer lactato, nas 3 horas subsequentes, mas sua frequência cardíaca permanece em 160 bpm e a pressão arterial permanece em 80 x 60 mmHg. A repetição das medidas hemodinâmicas mostra AD de 4 mmHg, AP de 20 x 8 mmHg, POAP de 7 mmHg e IC de 3,4 L/min/m2. Baseado no perfil do caso, a equipe médica não deseja usar noradrenalina.
Nessa circunstância, é correto afirmar que a medicação apropriada a ser iniciada é
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Mulher de 47 anos apresenta-se com história de perda ponderal (7 kg nas últimas semanas), dor abdominal e diarreia aquosa há um mês. Ela relata episódios frequentes de tenesmo e notou hematoquezia recentemente. Ela tem diagnóstico prévio de infecção pelo HIV, mas atualmente está sem acompanhamento médico ou uso de terapia antirretroviral. A contagem de linfócitos CD4 é de 38 células/mm3. A colonoscopia revela inflamação da mucosa colônica, com presença de úlceras e erosões. A biópsia enviada para exame histopatológico demonstra células aumentadas de tamanho com inclusões intranucleares basofílicas e excêntricas (aspecto em “olho de coruja”).
Nesse contexto, o tratamento de escolha é com
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Homem de 66 anos refere episódios esporádicos de palpitações taquicárdicas associadas a cansaço moderado, com duração de 2 a 4 horas, iniciados há três semanas. Ele tem hipertensão arterial e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (FEVE: 55%), sem valvopatia, ambas as patologias compensadas clinicamente. Nega histórico de arritmias, etilismo ou tabagismo. Hemograma completo, coagulograma, hormônios da tireoide, glicemia, função renal, eletrólitos e perfil hepático estão todos normais. Ao exame físico: apresenta-se confortável, eupneico; pressão arterial: 130 x 80 mmHg; cardíaco: bulhas arrítmicas, sem sopros; pulmonar normal; extremidades sem edema. O eletrocardiograma, realizado no momento da consulta, revela fibrilação atrial com resposta ventricular variando entre 90 e 100 batimentos por minuto, sem alterações isquêmicas agudas.
Nesse cenário, é correto afirmar:
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Mulher de 37 anos procura atendimento médico em um serviço de pronto atendimento. Na última semana, refere que desenvolveu dor abdominal e notou icterícia, acompanhada de fadiga e mal-estar geral. O histórico médico inclui diagnóstico de tireoidite de Hashimoto, em uso de terapia de reposição hormonal. Seus sinais vitais revelam temperatura de 37 ºC, frequência cardíaca de 74 bpm e pressão arterial de 101 x 67 mmHg. O exame físico evidencia hepatomegalia leve e comprova icterícia de escleras. Os exames laboratoriais demonstram: ALT (TGP): 430 U/L; AST (TGO): 389 U/L, bilirrubina total de 6,7 mg/dL e bilirrubina direta de 3,3 mg/dL; IgG sérica: 2.630 mg/dL (normal: até 1.600); sorologias virais: negativas. A paciente nega etilismo ou uso de drogas ilícitas.
Diante das informações apresentadas, o diagnóstico provável é
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Mulher de 32 anos, previamente hígida, procura atendimento com quadro de tosse de duas semanas de evolução, além de dor e sensação de pressão sinusal. Ela relata ter apresentado odinofagia há uma semana. A tosse inicialmente era seca (não produtiva), mas atualmente apresenta pequena quantidade de escarro amarelado. Nega contato com pessoas doentes ou viagens recentes. Ela trabalha no aviário do zoológico, cuidando de araras, papagaios e periquitos. Ao exame físico: temperatura: 37,8 °C; ausculta pulmonar com estertores crepitantes esparsos em base pulmonar esquerda. A radiografia de tórax revelou áreas esparsas de consolidação no lobo inferior esquerdo. A coloração de Gram e a cultura bacteriana de rotina do escarro em meios ágar sangue, ágar chocolate e ágar MacConkey foram negativas para micro-organismos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o antimicrobiano de escolha para o agente causador dessa infecção é
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Homem de 62 anos, com antecedentes de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2, tabagismo e câncer de próstata, comparece para avaliação de risco cirúrgico cardiovascular perioperatório antes da realização de prostatectomia. O paciente tem boa capacidade funcional, sendo capaz de caminhar em terreno plano sem sintomas limitantes e subir dois lances de escada sem apresentar angina. Ao exame físico: frequência cardíaca: 80 bpm; pressão arterial: 145 x 90 mmHg; SatO2 em ar ambiente: 98%; ausculta cardíaca: ritmo regular, com sopro sistólico de pico tardio (intensidade 2/6) em bordo esternal superior direito e hipofonese de segunda bulha (A2); pulmonar: murmúrio vesicular diminuído bilateralmente, sem estertores; abdome normal; extremidades sem edema, com pulsos tibiais posteriores palpáveis. Eletrocardiograma: ritmo sinusal; critérios para hipertrofia ventricular esquerda. Tomografia de tórax realizada recentemente evidencia calcificação coronariana moderada e calcificação da valva aórtica.
Nesse caso, além do estímulo à cessação do tabagismo, constitui recomendação apropriada:
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Mulher de 29 anos é atendida em consulta de rotina para aconselhamento pré-concepcional, já que planeja constituir família muito em breve. Ela tem história de cardiopatia reumática, mas nega quaisquer sintomas cardíacos e diz caminhar três vezes por semana como exercício. A única medicação em uso é uma injeção mensal de penicilina benzatina. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 84 mmHg; frequência cardíaca: 60 bpm; SatO2 em ar ambiente: 98%; não há turgência jugular; pulmões estão limpos à ausculta; cardíaco: ritmo regular, com B1 suave; nenhum sopro é auscultado; não há edema de membros inferiores. Eletrocardiograma: ritmo sinusal. Ecocardiograma transtorácico: fração de ejeção de ventrículo esquerdo de 65%; há aumento do átrio esquerdo; os folhetos da valva mitral (VM) estão espessados, com fusão comissural; não há calcificação ou espessamento subvalvar; o tempo de meia-pressão (pressure half-time) da VM é de 170 ms.
Nesse momento, a melhor recomendação para essa paciente é
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