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Durante o exame neurológico de um paciente adulto, foram observados:
• estrabismo divergente ao teste de motricidade ocular;
• assimetria da mímica facial;
• elevação assimétrica do palato mole à fonação.
Com base nesses achados de nervos cranianos, avalie as afirmativas a seguir.
I. A paralisia do III par craniano pode cursar com estrabismo divergente, podendo estar associada à ptose e à midríase.
II. Na lesão central do VII par craniano, ocorre acometimento de toda a hemiface ipsilateral; já a lesão periférica tende a poupar os movimentos da musculatura frontal e o fechamento ocular.
III. O comprometimento dos nervos IX e X pode se manifestar por elevação assimétrica do palato e alteração da voz (disfonia).
Está correto o que se afirma em
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Um homem de 60 anos comparece à consulta de acompanhamento. Ele tem histórico de hipertensão arterial e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE = 35%). Usa atualmente enalapril e metoprolol. Há três meses, seu médico introduziu uma novo medicamento para melhorar o controle pressórico e reduzir os sintomas de congestão.
Desde então, o paciente relata dor e aumento do volume mamário bilateral, que lhe causa constrangimento. Nega secreção pelo mamilo, alterações cutâneas ou dor em outras regiões. O exame físico mostra pressão arterial de 122/70 mmHg, frequência cardíaca de 66 bpm, melhora do edema de membros inferiores e testículos sem alterações.
O mecanismo de ação do medicamento mais provavelmente responsável pelo efeito adverso descrito, é
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A Síndrome de Lise Tumoral representa uma emergência metabólica potencialmente fatal no paciente oncológico, sendo classicamente associada a terapias que induzem rápida destruição celular.
Sobre a Síndrome de Lise Tumoral, assinale a afirmativa correta.
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Com relação à Semiologia Cardíaca, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Na estenose aórtica, o sopro é sistólico em diamante (crescendo–decrescendo), audível principalmente no foco aórtico, com irradiação típica para a fúrcula e as carótidas, podendo estar associado ao fenômeno de Gallavardin, presença de B4 e pulso parvus et tardus.
( ) Na insuficiência aórtica, o sopro é diastólico aspirativo, melhor audível no foco aórtico acessório, com o paciente sentado e inclinado para frente (anteflexão do tronco) e em expiração forçada, com intensidade aumentada pela manobra de handgrip, podendo estar associado à B3, ao sopro de Austin Flint e a pulso em martelo d’água (Corrigan).
( ) Na cardiomiopatia hipertrófica, o sopro é sistólico, audível em bordo esternal inferior esquerdo, com intensidade que aumenta durante a manobra de Valsalva ou ortostatismo e diminui com o agachamento, podendo estar associado à B4 e à presença de pulso bisferiens.
As afirmativas são, respectivamente,
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A nefropatia por IgA é uma das formas mais comuns de glomerulonefrite no mundo. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas apresenta maior incidência entre a segunda e a terceira décadas de vida. O achado característico é a demonstração, na imunofluorescência da biópsia renal, de depósitos de IgA na região mesangial.
Em relação ao tema, avalie as afirmativas a seguir.
I. A hematúria microscópica é característica da doença, sendo tipicamente dismórfica à sedimentoscopia.
II. Episódios de hematúria macroscópica podem ocorrer em associação com infecções de vias aéreas superiores.
III. A síndrome nefrótica constitui uma apresentação frequente da doença.
Está correto o que se afirma em
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Mulher, 34 anos, apresenta tosse seca e dispneia há 8 semanas, associadas à lesão cutânea infiltrada em asa nasal sugestiva de lúpus pérnio. Nega febre, calafrios e sudorese noturna. Radiografia de tórax sugestiva de alargamento da região hilar, complementada por tomografia computadorizada de tórax, que revela linfadenopatia mediastinal e nódulos com distribuição perilinfática nos lobos superiores.
A prova de função pulmonar foi compatível com distúrbio restritivo leve. Na sequência da investigação, realizou-se broncoscopia com EBUS: o lavado broncoalveolar (BAL) foi negativo para BAAR, GeneXpert e prata-metenamina de Grocott (GMS).
A punção aspirativa transbrônquica guiada por EBUS (EBUS-TBNA) de linfonodo mediastinal demonstrou granulomas epitelioides não caseosos, com células gigantes multinucleadas e ausência de necrose.
Com base nos dados clínicos, radiológicos e histopatológicos, o diagnóstico mais provável é de
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Um paciente de 63 anos, portador de aneurisma da aorta abdominal infrarrenal de 6,8 cm, é admitido para correção cirúrgica eletiva aberta.
O cirurgião-chefe discute com a equipe residente a escolha da melhor via de acesso para proporcionar exposição adequada da aorta infrarrenal, controle vascular proximal e distal seguro, além de menor taxa de complicações respiratórias e de ferida operatória.
Das abordagens cirúrgicas descritas abaixo, a mais apropriada para esse caso será
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Homem de 70 anos, com antecedente de infarto há 8 anos, revascularizado cirurgicamente, encontra-se em uso de IECA e betabloqueador. Apresenta insuficiência cardíaca classe II (NYHA), sem internações recentes. Tem indicação para colecistectomia eletiva por colecistite crônica calculosa.
Exame físico: PA 120/70 mmHg, FC 68 bpm, sem crepitações pulmonares, sem edemas.
Para esse paciente, a conduta mais adequada em relação ao risco cirúrgico é
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Uma gestante de 26 anos, G2P1A0 com 12 semanas, inicia pré- natal na ESF (Estratégia da Saúde da Família).
Segundo as diretrizes do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN) e da Rede Cegonha, assinale a opção correta em relação ao número mínimo de consultas e intervenções obrigatórias para um pré-natal considerado adequado.
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O paciente é um homem de 62 anos, obeso (IMC 34), hipertenso controlado com losartana e diabético tipo 2 em uso de metformina. Ele foi indicado para colecistectomia eletiva devido à colelitíase sintomática recorrente.
Na consulta pré-operatória, apresenta dispneia leve aos grandes esforços, sem dor torácica. Ao exame físico, PA 135 x 80 mmHg, FC 78 bpm, ausculta cardíaca normal, saturação O₂ 97% em ar ambiente. O ECG mostra hipertrofia ventricular esquerda. O paciente não apresenta história de infarto, angina instável ou insuficiência cardíaca descompensada.
Nesse caso, a conduta mais adequada em relação à avaliação do risco cirúrgico será
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