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Foram encontradas 40 questões.

Se houve um tempo em que era comum a existência de comunidades ágrafas, se houve um tempo em que a escrita era de difícil acesso ou uma atividade destinada a alguns poucos privilegiados, na atualidade, a escrita faz parte da nossa vida, seja porque somos constantemente solicitados a produzir textos escritos (bilhete, e-mail, listas de compras, etc., etc.), seja porque somos solicitados a ler textos escritos em diversas situações do dia a dia (placas, letreiros, anúncios, embalagens, e-mail, etc., etc.).
(KOCH, I. V. e ELIAS, V. M. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2012.)
A partir do texto, assinale a concepção de escrita que está em consonância com a visão interacionista (dialógica) de linguagem.
 

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A Semântica é a área dos estudos linguísticos que se debruça sobre o estudo do significado das línguas naturais. Uma das formas de realizar esse estudo é analisando as relações de sentido. Nesse tocante, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O trecho “Quem fala retrato já confessou idade. É velho. Hoje se diz ‘foto’” (Rubem Alves) é um exemplo de sinonímia.
( ) No trecho “No local, cães e gatos, adultos e filhotes, poderão ser adotados por maiores de 18 anos. Os animais foram resgatados das ruas. ” (Notícia, G1, 17/07/2015), cães e gatos é hiperônimo enquanto animais é hipônimo.
( ) Em “Não existiria som se não/ Houvesse o silêncio” (Lulu Santos e Nelson Mota), há uma relação de antonímia.
( ) No trecho “O número de casos confirmados de dengue neste ano no Rio Grande do Sul subiu para 1.235, segundo boletim divulgado nesta terça-feira (21) pela Secretaria Estadual da Saúde. [...] No estado, conforme o boletim, o maior registro de casos da doença ocorreu no sexo feminino” (Notícia, G1, 21/07/2015), dengue é hipônimo e doença é hiperônimo.
Assinale a sequência correta.
 

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1364646 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia os excertos de O cortiço e responda a questão abaixo.
I Na dolorosa incerteza de que Zulmira fosse sua filha, o desgraçado nem sequer gozava o prazer de ser pai. Se ela, em vez de nascer de Estela, fora uma enjeitadinha recolhida por ele, é natural que a amasse e então a vida lhe correria de outro modo; mas naquelas condições, a pobre criança nada mais representava que o documento vivo do ludibrio materno, e o Miranda estendia até à inocentezinha o ódio que sustentava contra a esposa. Uma espiga a tal da sua vida! — Fui uma besta! resumiu ele, em voz alta, apeando-se da cama, onde se havia recolhido inutilmente.
II E, como a casa comercial de João Romão, prosperava igualmente a sua avenida. Já lá se não admitia assim qualquer pé-rapado: para entrar era preciso carta de fiança e uma recomendação especial. Os preços dos cômodos subiam, e muitos dos antigos hóspedes, italianos principalmente, iam, por economia, desertando para o "Cabeça-de-Gato" e sendo substituídos por gente mais limpa. Decrescia também o número das lavadeiras, e a maior parte das casinhas eram ocupadas agora por pequenas famílias de operários, artistas e praticantes de secretaria. O cortiço aristocratizava-se.
(AZEVEDO, Aluísio de. O cortiço. São Paulo: Ática, 2002.)
Qual prática possibilita uma leitura significativa do romance?
 

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1364615 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia o poema da poetisa mineira Conceição Evaristo e responda a questão a seguir.
Vozes – mulheres
A voz da minha bisavó ecoou
criança nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
Se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade
(Cadernos Negros 09. São Paulo: Quilombhoje, 1986.)
Em relação à construção dos sentidos do texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
 

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1364447 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia o trecho de Deus de Caim de Ricardo Guilherme Dicke (1936-2008), e responda a questão a seguir.
Na rede Lázaro. Zumbidos. O irmão morto na rede. O mundo rodeando sua roda indiferente. As moscas voavam lentas e pousavam na cara dele. Não se importava, Lázaro morto, narinas paradas. Todos os telégrafos diziam: Lázaro morreu e vai ser enterrado. Para sempre. Antigamente, diziam, havia a ressurreição. Agora não. Agora a sombra que abandona este reino de sombras, caminha para sempre só, num outro reino de sombras ainda mais solitárias. Só, como um rei perdido, só, sem reinado, na essência redonda da morte. Tão fácil, morrer. Como acontecera que guiara aquele ferro frio nas entranhas de outro filho, o mais querido de sua mãe? Lázaro, morrer e ser enterrado. Agora, se entristecia a pensar. Homem morto. Rato morto. Um cheiro de figos maduros incendiava-lhe as narinas, forte, penetrante, morcegos andavam de dia? Andavam ficando diurnos, comendo os frutos da figueira. Lembrou-se de quando morrera a mãe. Fora o mesmo. Ficara assim cinco dias e assim mesmo, sem caixão, na rede, sem nada, aquele fedor decomposto – coitada, a mãe, que fizera para terminar com um cheiro daqueles? Qualquer cachorro morto, ao sol, no meio da estrada, fedia do mesmo jeito. Pois, agora, dois anos se passaram que ela estava morta, respiração da morte no fundo da terra. O velho se fora primeiro, quando ainda não nascera. Nunca soubera como foram o velório, o enterro. Devia ter sido chato, como sempre. Até ele mesmo, que se precavesse, ia ser assim também, não pensasse grandezas. No enterro da mãe, as amigas da velha vieram de dez léguas por redor. Era conhecida. Neste, só ele cuidava o morto. Seu irmão Lázaro. No fundo não se assustava. Sabia o que era a morte. Viviam dentro dela, respirando vida, mas tudo era estar-se para morrer, nada mais. Tinha de ser. E quem o soubera? Pé da serra do Juradeus, por perto de Cuiabá. Nem sertão, nem arrabalde. Mais ou menos. Viviam da vendinha que lhes deixara, mambembe, uma merda, o pai. O vizinho mais próximo era longe. E todo fim de semana ir à vila do Pasmoso, comprar mantimentos e voltar com o jeguinho carregado, o estirão queimando as alpercatas como fogo. Era uma vidinha até que agradada. Tão manso. Dava pra imaginar. Imaginar no quê? Qualquer coisa, ora bosta, mandar o irmão pros quintos, por exemplo. Mas era doloroso. Doloroso, o diabo. Mas sem remédio. Como um buraco. Depois que se caiu, está caído. Dane-se.
(DICKE, R. G. Deus de Caim. São Paulo: Letra Selvagem, 2010.)
A respeito da linhagem romanesca de Deus de Caim, marque a afirmativa correta.
 

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Leia atentamente o texto abaixo.
Palavras, palavras, palavras
Se você é professor de português (ou linguista), certamente já ouviu uma das seguintes perguntas: a) a palavra “x” existe? Como se escreve a palavra “y”? Qual é a pronúncia correta da palavra “z”? Qual o sentido da palavra “w”? Se você não é nem professor de português nem linguista (e mesmo sendo), certamente também já fez alguma dessas perguntas, ou todas. A razão para sua ocorrência constante é que elas são as questões mais comuns que ocorrem aos falantes curiosos em relação às palavras ou às possíveis palavras de uma língua.
Em geral, espera-se que haja para essas perguntas uma resposta categórica, do tipo sim-não (tal palavra existe, tal palavra não existe) ou tipo “a” ou “b” (a escrita correta é tal, a pronúncia correta é tal, o sentido da palavra é esse e não aquela). Essas respostas são certamente as esperadas, mas, invariavelmente, respostas categóricas como essas são problemáticas. Pelo menos, são frequentemente problemáticas. Respostas mais adequadas são de natureza diferente, mais ou menos como as seguintes: a) Se tal palavra existe? Depende. Você não acabou de dizê-la? Ouviu de quem? Ou: que eu sabia, não. Ou: é usada em tal região, e em tal profissão. Ou: existe, é uma palavra francesa (ou inglesa, ou da língua tal e tal). A pronúncia? No sul ou norte? Neste século ou no passado? No Brasil ou em Portugal (na Inglaterra ou nos Estados Unidos)? Como se escreve? Veja no dicionário, mas saiba que sua grafia já foi outra. Você viu essa palavra escrita de forma estranha? Quer saber por que isso ocorre? Bem, uma grafia errada tem muitas vezes boas explicações. O sentido da palavra? Ih, meu, agora ficou difícil. Em geral, as palavras significam tantas coisas! Você já olhou num dicionário?(a) Já notou que é difícil encontrar palavras com um sentido só? Nunca olhou? Faça uma experiência: comece bem no começo. Bem no começo mesmo, no “a”. Você verá que nem mesmo o “a” é uma coisa só. Descobrirá o óbvio: que o “a” pode ser uma letra, uma preposição, um artigo, uma conjunção, uma vogal.
Estamos (ou estivemos) muito acostumados a uma ideia normativa da língua. Ela seria imóvel, imutável, fixa. Seria, ainda, um código perfeito. Por isso, cada pergunta deveria ter uma resposta só, e correta desde sempre e para sempre. Mas a realidade não é assim. Isso só poderia valer para uma língua inventada (e que não funcionaria de jeito nenhum). As línguas costumam ter alguns aspectos rigidamente organizados e outros móveis e variáveis. O princípio vale também para as palavras. Às vezes, é muito difícil decidir se uma palavra existe, ter certeza de sua pronúncia-padrão, ou ter outras certezas, qualquer uma.
Faça testes com palavras como “obeso”, “bandeja”, “caranguejo” etc. E não se esqueça de discutir a pronúncia de “subsistir”, por favor. Para saber o sentido das palavras, frequentemente temos que saber em que contexto foram usadas. Há muitas coisas interessantes sobre as palavras, além de sua impossível uniformidade e bom comportamento, que fomos acostumados a procurar descobrir. Aliás, é muito interessante olhar para elas como se olha para outros fenômenos da natureza. É mais instigante querer saber como se comportam de fato no mundo (o mundo de uma língua é seu uso por muitos falantes bastante diferenciados em numerosos contextos), do que querer congelá-las numa redoma.
(POSSENTI, S. A cor da língua e outras croniquinhas de linguista.
Campinas: Mercado de Letras, 2001.)
A crônica de S. Possenti convida à reflexão sobre as relações entre palavras, língua e sentido. Relacionando o texto às recentes pesquisas linguísticas, assinale a afirmativa correta.
 

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1356057 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia os excertos de José de Alencar e responda a questão abaixo.
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
(ALENCAR, José. Iracema. São Paulo: Ática, 1985.)
Este livro é irmão de Iracema. Chamei-lhe de lenda como o outro. Nenhum título responde melhor pela propriedade, como pela modéstia, às tradições de pátria indígena. Quem por desfastio percorrer estas páginas, se não tiver estudado com alma brasileira o berço da nossa nacionalidade, há de estranhar em outras coisas a magnanimidade que ressumbra no drama selvagem a formar-lhe o vigoroso relevo. Como admitir que bárbaros, quais nos pintaram os indígenas, brutos e canibais, antes feras que homens, fossem suscetíveis desses brios nativos que realçam a dignidade do rei da criação?
(ALENCAR, José de. Ubirajara. São Paulo: Martins Fontes, 2003, Prólogo.)
Sobre os projetos do Romantismo, marque a afirmativa correta.
 

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Professores de Língua Portuguesa, linguistas e estudiosos do fenômeno linguístico estão a todo tempo de ouvidos e olhos atentos observando as construções linguísticas que surgem nos falares do cotidiano, como é o caso do “rolezinho”. Leia trecho do texto “O rolé do rolezinho”.
Enquanto se discute se os participantes dos rolezinhos são rebeldes com ou sem causa, pode-se discutir o significado e a origem da palavra que nomeia o fenômeno. Só não há dúvida de que a internet, ao alcance de todas as classes sociais, é o instrumento para promover os encontros. Parece também inevitável que, num encontro temperado por correrias, haja um ou outro descontrole, coisa que independe do nível socioeconômico da moçada.
Enfim, o “rolezinho” é uma torrente repentina no curso até então sereno de algum lugar ocupado por outras classes sociais. É diminutivo de “rolé”, assim, com acento agudo. Como registram os dicionários. “Rolé” é parônima de “rolê”.
(MACHADO, J. Revista Língua. São Paulo: Editora Segmento, nº 101, março de 2014.)
O autor, no seu processo de análise linguística, menciona que os termos “rolé” e “rolê” são parônimos. Esse mesmo processo de relação de sentido acontece em
 

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Leia a história em quadrinhos.
Enunciado 1355856-1
(Disponível em http://doodletimeinportuguese.tumblr.com/page/5. Acesso em 18/07/2015.)
Em relação às estratégias de produção textual nas modalidades escrita e oral, a história em quadrinhos apresentada
 

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Transbording
Triste o país que tem vergonha da própria língua.
Fico pensando num corretor de imóveis tendo que mostrar, para compradores em potencial, um apartamento no edifício Golden Tower, ou similar, em algum lugar do Brasil.
Isto é o que nós chamamos de “entrance”(c).
– “Entrance”?
– Ou “front door”. Porta da frente.
– Ah.
– Aqui temos o “living room” e o “dining room” conjugados. Ou “conjugated”. Por aqui, a “gourmet kitchen”.
– “Kitchen” é...?
– Cozinha, mas nós não gostamos do termo. Isto aqui é interessante: é o que chamamos de “coffee corner”, onde a família pode tomar seu “breakfast” de manhã. A “gourmet kitchen” vem com todos os “appliances”, e o prédio tem uma “smart laundry” comunitária.
O que é “smart laundry”?(d)
Não tenho a menor ideia, mas é o que está escrito no “flyer”(a). E passamos para o “corridor”, que leva ao “master bedroom”, ou “suíte”, em português. As camas podem ser “king size” ou “queen size”. Aqui temos o “closet”, que em português também é “closet”. E aqui temos esta “giant window”, que dá para o “garden” do prédio, e o “playground”. Você tem “kids”?
– O quê?
– “Kids”. Crianças.
– Ah. Não.
– O “garden” também tem uma “green walk”, que é uma trilha para passear entre as “trees and tropical plants”, e uma “infinity pool”, que é uma piscina que parece que está sempre transbordando, ou “transbording”. Além disto, claro, existe um “indoor pool”, que faz parte do “fitness center”. Ah, e se comprarem o apartamento, vocês automaticamente passam a fazer parte do “party club”, onde tem um “barbecue pit”.
– “Barbecue pit”?
– Churrasqueira. E podem usar o “working hub”, que eu também não sei o que é, mas com esse nome só pode ser coisa fina.
– E a segurança...?
– Garantida dia e noite, ou “twenty-four/seven”.
– Porteiro?
– Sim, mas não chamamos de porteiro. Ele é um “hall concierge”(b).
– Tudo ótimo, mas não sei se vamos comprar o apartamento.
– Por que não?
– Ter que mostrar o passaporte, sempre, para entrar em casa... Sei não.
(VERÍSSIMO, L. F. O Estado de S. Paulo, 21 de maio de 2015.)
A respeito do uso das aspas na crônica de L. F. Veríssimo, é correto afirmar que foram utilizadas
 

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