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Foram encontradas 40 questões.

1354536 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
Leia a passagem sobre Cânone literário e responda a questão abaixo.
Ao lado desses autores ‘inquestionáveis’ aparecem autores que ora figuram, ora não figuram em certos momentos no cânone literário e, portanto, movimentam-se na órbita desse núcleo relativamente estável. No entanto, não se pode compreender o cânone como fixo, fechado e pronto. As obras vão e vem a depender dos mecanismos utilizados no momento da escolha.
(FIDELIS, A. C. e S. Cânone Literário e Livro Didático: Mediações. Campinas: Unicamp, 2005. Disponível em: <http://www.alb.com.br/anais15/Sem12/anafidelis.htm>. Acesso em 18 de agosto de 2015.)
Sobre a produção da cultura de massa, assinale a afirmativa correta.
 

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A unidade básica da linguagem verbal é o texto, compreendido como a fala e o discurso que se produz, e a função comunicativa, o principal eixo de sua atualização e a razão do ato linguístico.
(Linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, 2006.)
À luz dos conceitos defendidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e das mais recentes pesquisas linguísticas, é consenso que a concepção de linguagem subjaz à metodologia adotada nas aulas de Língua Portuguesa. De acordo com esse enfoque, assinale a alternativa que apresenta o viés adotado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o trabalho com o texto nas aulas de Língua Portuguesa.
 

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Transbording
Triste o país que tem vergonha da própria língua.
Fico pensando num corretor de imóveis tendo que mostrar, para compradores em potencial, um apartamento no edifício Golden Tower, ou similar, em algum lugar do Brasil.
– Isto é o que nós chamamos de “entrance”.
– “Entrance”?
– Ou “front door”. Porta da frente.
– Ah.
– Aqui temos o “living room” e o “dining room” conjugados. Ou “conjugated”. Por aqui, a “gourmet kitchen”.
– “Kitchen” é...?
– Cozinha, mas nós não gostamos do termo. Isto aqui é interessante: é o que chamamos de “coffee corner”, onde a família pode tomar seu “breakfast” de manhã. A “gourmet kitchen” vem com todos os “appliances”, e o prédio tem uma “smart laundry” comunitária.
– O que é “smart laundry”?
– Não tenho a menor ideia, mas é o que está escrito no “flyer”. E passamos para o “corridor”, que leva ao “master bedroom”, ou “suíte”, em português. As camas podem ser “king size” ou “queen size”. Aqui temos o “closet”, que em português também é “closet”. E aqui temos esta “giant window”, que dá para o “garden” do prédio, e o “playground”. Você tem “kids”?
– O quê?
– “Kids”. Crianças.
– Ah. Não.
– O “garden” também tem uma “green walk”, que é uma trilha para passear entre as “trees and tropical plants”, e uma “infinity pool”, que é uma piscina que parece que está sempre transbordando, ou “transbording”. Além disto, claro, existe um “indoor pool”, que faz parte do “fitness center”. Ah, e se comprarem o apartamento, vocês automaticamente passam a fazer parte do “party club”, onde tem um “barbecue pit”.
– “Barbecue pit”?
– Churrasqueira. E podem usar o “working hub”, que eu também não sei o que é, mas com esse nome só pode ser coisa fina.
– E a segurança...?
– Garantida dia e noite, ou “twenty-four/seven”.
– Porteiro?
– Sim, mas não chamamos de porteiro. Ele é um “hall concierge”.
– Tudo ótimo, mas não sei se vamos comprar o apartamento.
– Por que não?
– Ter que mostrar o passaporte, sempre, para entrar em casa... Sei não.
(VERÍSSIMO, L. F. O Estado de S. Paulo, 21 de maio de 2015.)
O “garden” também tem uma “green walk”, que é uma trilha para passear entre as “trees and tropical plants”, e uma “infinity pool”, que é uma piscina que parece que está sempre transbordando, ou “transbording”. Além disto, claro, existe um “indoor pool”, que faz parte do “fitness center”. Ah, e se comprarem o apartamento, vocês automaticamente passam a fazer parte do “party club”, onde tem um “barbecue pit”.
Esse parágrafo utiliza a palavra que cinco vezes. Sua função morfossintática nessas ocorrências é, respectivamente:
 

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1352626 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia o trecho de Deus de Caim de Ricardo Guilherme Dicke (1936-2008), e responda a questão a seguir.
Na rede Lázaro. Zumbidos. O irmão morto na rede. O mundo rodeando sua roda indiferente. As moscas voavam lentas e pousavam na cara dele. Não se importava, Lázaro morto, narinas paradas. Todos os telégrafos diziam: Lázaro morreu e vai ser enterrado. Para sempre. Antigamente, diziam, havia a ressurreição. Agora não. Agora a sombra que abandona este reino de sombras, caminha para sempre só, num outro reino de sombras ainda mais solitárias. Só, como um rei perdido, só, sem reinado, na essência redonda da morte. Tão fácil, morrer. Como acontecera que guiara aquele ferro frio nas entranhas de outro filho, o mais querido de sua mãe? Lázaro, morrer e ser enterrado. Agora, se entristecia a pensar. Homem morto. Rato morto. Um cheiro de figos maduros incendiava-lhe as narinas, forte, penetrante, morcegos andavam de dia? Andavam ficando diurnos, comendo os frutos da figueira. Lembrou-se de quando morrera a mãe. Fora o mesmo. Ficara assim cinco dias e assim mesmo, sem caixão, na rede, sem nada, aquele fedor decomposto – coitada, a mãe, que fizera para terminar com um cheiro daqueles? Qualquer cachorro morto, ao sol, no meio da estrada, fedia do mesmo jeito. Pois, agora, dois anos se passaram que ela estava morta, respiração da morte no fundo da terra. O velho se fora primeiro, quando ainda não nascera. Nunca soubera como foram o velório, o enterro. Devia ter sido chato, como sempre. Até ele mesmo, que se precavesse, ia ser assim também, não pensasse grandezas. No enterro da mãe, as amigas da velha vieram de dez léguas por redor. Era conhecida. Neste, só ele cuidava o morto. Seu irmão Lázaro. No fundo não se assustava. Sabia o que era a morte. Viviam dentro dela, respirando vida, mas tudo era estar-se para morrer, nada mais. Tinha de ser. E quem o soubera? Pé da serra do Juradeus, por perto de Cuiabá. Nem sertão, nem arrabalde. Mais ou menos. Viviam da vendinha que lhes deixara, mambembe, uma merda, o pai. O vizinho mais próximo era longe. E todo fim de semana ir à vila do Pasmoso, comprar mantimentos e voltar com o jeguinho carregado, o estirão queimando as alpercatas como fogo. Era uma vidinha até que agradada. Tão manso. Dava pra imaginar. Imaginar no quê? Qualquer coisa, ora bosta, mandar o irmão pros quintos, por exemplo. Mas era doloroso. Doloroso, o diabo. Mas sem remédio. Como um buraco. Depois que se caiu, está caído. Dane-se.
(DICKE, R. G. Deus de Caim. São Paulo: Letra Selvagem, 2010.)
Sobre a organização da narrativa, marque a afirmativa correta.
 

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1352212 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia o poema da poetisa mineira Conceição Evaristo e responda a questão a seguir.
Vozes – mulheres
A voz da minha bisavó ecoou
criança nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
Se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade
(Cadernos Negros 09. São Paulo: Quilombhoje, 1986.)
Sobre o poema de Conceição Evaristo, marque a afirmativa correta.
 

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A respeito dos encontros vocálicos em Língua Portuguesa, assinale a classificação correta das palavras dadas.
 

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1351715 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
Leia o poema.
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
(ANDRADE, C. D. A rosa do povo. In: Poesia completa. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 2003.)
Sob a ideia de um congresso internacional do medo, o poema
 

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1350857 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia os excertos de José de Alencar e responda a questão abaixo.
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
(ALENCAR, José. Iracema. São Paulo: Ática, 1985.)
Este livro é irmão de Iracema. Chamei-lhe de lenda como o outro. Nenhum título responde melhor pela propriedade, como pela modéstia, às tradições de pátria indígena. Quem por desfastio percorrer estas páginas, se não tiver estudado com alma brasileira o berço da nossa nacionalidade, há de estranhar em outras coisas a magnanimidade que ressumbra no drama selvagem a formar-lhe o vigoroso relevo. Como admitir que bárbaros, quais nos pintaram os indígenas, brutos e canibais, antes feras que homens, fossem suscetíveis desses brios nativos que realçam a dignidade do rei da criação?
(ALENCAR, José de. Ubirajara. São Paulo: Martins Fontes, 2003, Prólogo.)
A respeito da linguagem de Iracema, marque a afirmativa correta.
 

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1350061 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
Leia o poema de José Paulo Paes e os quadrinhos de Quino para responder a questão a seguir.
AO SHOPPING CENTER
Pelos teus círculos
vagamos sem rumo
nós almas penadas
do mundo do consumo
De elevador ao céu
pela escada ao inferno:
os extremos se tocam
no castigo eterno.
Cada loja é um novo
prego em nossa cruz.
Por mais que compremos
estamos sempre nus
nós que por teus círculos
vagamos sem perdão
à espera (até quando?)
da Grande Liquidação.
(PAES, J. P. Melhores poesias. São Paulo: Global, 1998.)
Enunciado 1350061-1
Sobre a relação entre os sentidos dos textos e os procedimentos formais no poema de Paes, numere as colunas correspondentes.
1 - Alegoria
2 - Intertextualidade
3 - Metáfora
4 - Polissemia
( ) O poema toma para a descrição do shopping a imagem da descida para os círculos do inferno, presente em outros textos, entre eles, na Divina Comédia de Dante Alighieri.
( ) O poeta constrói seu texto mediante a concretização de uma abstração – o consumismo representado pelo shopping.
( ) ‘Grande liquidação’ é um jargão comercial que tem seu sentido também aproximado a juízo final.
( ) Na construção ‘Cada loja é um novo prego em nossa cruz’, o consumismo é identificado com ‘cruz’ e loja com ‘novo prego’.
Assinale a sequência correta.
 

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1349294 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
Leia a passagem sobre Cânone literário e responda a questão abaixo.
Ao lado desses autores ‘inquestionáveis’ aparecem autores que ora figuram, ora não figuram em certos momentos no cânone literário e, portanto, movimentam-se na órbita desse núcleo relativamente estável. No entanto, não se pode compreender o cânone como fixo, fechado e pronto. As obras vão e vem a depender dos mecanismos utilizados no momento da escolha.
(FIDELIS, A. C. e S. Cânone Literário e Livro Didático: Mediações. Campinas: Unicamp, 2005. Disponível em: <http://www.alb.com.br/anais15/Sem12/anafidelis.htm>. Acesso em 18 de agosto de 2015.)
Qual a postura da autora sobre a constituição do Cânone literário?
 

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