Foram encontradas 25 questões.
“? E o que foi feito da segunda sinfonia de Penderecki?
• Você comete um erro ao estabelecer limites muito rígidos. […] Os limites não são claros. É
como um dia que começa com um tempo horrível e termina ensolarado. Não se pode precisar
quando fez bom ou mau tempo. Para começar, não se tem certeza de que esteja bom ou ruim.
Depois, as nuvens começam a clarear. Mas estariam os limites entre bom e ruim às cinco e dez
ou às cinco e quinze? Seria a nuvem Penderecki um resquício do mal tempo ou já anuncia a cor
menos sombria do tempo bom?
? O pomo é um fenômeno universal? […]
• Ele é uma fase do decorrer artístico a partir da tradição euro-americana. E o pomo, usando de
todos os meios, tenta opor-se à tendência uniformizante que nela existe.
? Fico imaginando uma expedição a recantos dos fins-do-mundo esbarrando num reclame do
tipo “Drink Coca-Cola”.
• Beba Coca-Cola. Este é o título de uma obra muito gostosa de Gilberto Mendes. Um bom
exemplo para ilustrar minha resposta. […]
? E agora você vai dizer que, em flagrante oposição ao modernismo, o pomo tenta não ser
exatamente o mesmo na Rússia ou na Inglaterra, apenas como exemplo.
• Assim é. Dificilmente você poderá comparar Gilberto Mendes com Schnittke ou com John
Taverner.
Essas citações foram extraídas do ensaio “O Pequeno Pomo: ou a história da música do pós-modernismo”, escrito, no formato do diálogo socrático, pelo compositor e musicólogo belga
Boudewijn Buckinx. Acerca deste tema e das personalidades que ele aborda, assinale a
alternativa INCORRETA.
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Como muito bem documentado por José Maria Neves, no livro “Música Contemporânea
Brasileira”, publicado em 1981, o meio musical brasileiro do final da década 40 foi marcado
por uma série de manifestações e posicionamentos estéticos quedicotomizam a questão do
nacionalismo musical e a questão dos recursos técnico-composicionais disponibilizados pelo
modernismo desde o início do século XX. A situação atinge seu ápice com a publicação, em
1950, de “Carta Aberta aos Músicos e Críticos do Brasil”, redigida por Camargo Guarnieri, e
da resposta, intitulada da mesma maneira, assinada por Hans-Joachin Koellreuter. Vale
comentar que as cartas e toda a contenda que elas suscitaram foram amplamente divulgadas
pelos principais jornais da época, como bem nos informa Neves. A seguir, trechos de ambas as
cartas:
Camargo Guarnieri:
“Assim, pois, o dodecafonismo [...] é uma expressão característica de uma degenerescência
cultural, um ramo adventício da figueira-brava do Cosmopolitismo que nos ameaça com suas
sombras deformantes e tem por objetivo oculto um lento e pernicioso trabalho de destruição do
nosso caráter nacional.
O dodecafonismo é assim, de um ponto de vista mais geral, produto de culturas superadas, que se decompõem de maneira inevitável, e um artifício cerebralista, anti-nacional, anti-popular, levado ao extremo; é química, é arquitetura, é matemática da música – é tudo o que quiserem – mas não é música.”
Koellreuter: “Dodecafonismo não é um estilo, não é uma tendência estética, mas sim o emprego de uma técnica de composição criada para a estruturação do atonalismo, linguagem musical em formação, lógica consequência de uma evolução e da conversão das mutações quantitativas do cromatismo em qualitativas, através do modalismo e do tonalismo. Não tende, por um lado – como toda outra técnica de composição –, outro fim a não ser o de ajudar o artista a expressar-se e, servindo, por outro lado, à cristalização de qualquer tendência estética, a técnica dodecafônica garante liberdade absoluta de expressão e a realização completa da personalidade do compositor. Ela não é mais nem menos “formalista”, “cerebralista”, “anti-nacional” ou “anti-popular” que qualquer outra técnica de composição baseada em contraponto e harmonia tradicionais.”
Pensando nos conceitos que essa ilustração documental suscita e nos conhecimentos histórico-musicais mais amplos, assinale a alternativa CORRETA:
O dodecafonismo é assim, de um ponto de vista mais geral, produto de culturas superadas, que se decompõem de maneira inevitável, e um artifício cerebralista, anti-nacional, anti-popular, levado ao extremo; é química, é arquitetura, é matemática da música – é tudo o que quiserem – mas não é música.”
Koellreuter: “Dodecafonismo não é um estilo, não é uma tendência estética, mas sim o emprego de uma técnica de composição criada para a estruturação do atonalismo, linguagem musical em formação, lógica consequência de uma evolução e da conversão das mutações quantitativas do cromatismo em qualitativas, através do modalismo e do tonalismo. Não tende, por um lado – como toda outra técnica de composição –, outro fim a não ser o de ajudar o artista a expressar-se e, servindo, por outro lado, à cristalização de qualquer tendência estética, a técnica dodecafônica garante liberdade absoluta de expressão e a realização completa da personalidade do compositor. Ela não é mais nem menos “formalista”, “cerebralista”, “anti-nacional” ou “anti-popular” que qualquer outra técnica de composição baseada em contraponto e harmonia tradicionais.”
Pensando nos conceitos que essa ilustração documental suscita e nos conhecimentos histórico-musicais mais amplos, assinale a alternativa CORRETA:
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“(...) a música somente é traduzível por ela mesma, sendo a linguagem que por excelência
obtém transcender a oposição entre o sensível e o inteligível.”
Claude Lévi-Strauss.
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e as relações propostas entre elas: I - Para o pensamento antropológico de Claude Lévi-Strauss a música oferece possibilidades de interpretação da cultura. PORQUE II –Mito e música estabelecem relações de similaridade e contiguidade, assim como para compreender uma música devemos considerar a totalidade dos eventos da partitura, precisamos considerar a totalidade dos acontecimentos míticos mesmo que estejam distantes no espaço-tempo.
Baseado nas proposições I e II, podemos afirmar que as asserções:
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e as relações propostas entre elas: I - Para o pensamento antropológico de Claude Lévi-Strauss a música oferece possibilidades de interpretação da cultura. PORQUE II –Mito e música estabelecem relações de similaridade e contiguidade, assim como para compreender uma música devemos considerar a totalidade dos eventos da partitura, precisamos considerar a totalidade dos acontecimentos míticos mesmo que estejam distantes no espaço-tempo.
Baseado nas proposições I e II, podemos afirmar que as asserções:
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- Acaso não existem três formas de cama? Uma que é a forma natural, e da qual diremos, segundo entendo, que Deus a confeccionou. Ou que outro Ser poderia fazê-lo? - Nenhum outro, imagino. - Outra, a que executou o marceneiro. - Outra, feita pelo pintor. Ou não? - Sim. - Logo, pintor, marceneiro, Deus, esses três seres presidem aos tipos de cama. PLATÃO. A república. São Paulo: Martin Claret, 2000: 295. (adaptado)
No diálogo do Livro X de “A República”, o autor discorre sobre o processo mimético, ou seja, a relação imitativa entre as formas naturais e poéticas. A partir da reflexão do fragmento platônico, música e músico estariam:
No diálogo do Livro X de “A República”, o autor discorre sobre o processo mimético, ou seja, a relação imitativa entre as formas naturais e poéticas. A partir da reflexão do fragmento platônico, música e músico estariam:
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Ainda sobre o diálogo platônico, podemos pensar que o grau mais elevado de verdade
(alétheia) estaria:
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