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Foram encontradas 40 questões.

Texto 1
Triste Bahia
Triste Bahia, oh, quão dessemelhante…
Estás e estou do nosso antigo estado
Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado
Rico te vejo eu, já tu a mim abundante
Triste Bahia, oh, quão dessemelhante
A ti tocou-te a máquina mercante
Quem tua larga barra tem entrado
A mim vem me trocando e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante
[...]
Triste, oh, quão dessemelhante
ê, ô, galo canta
O galo cantou, camará
ê, cocorocô, ê cocorocô, camará
ê, vamo-nos embora, ê vamo-nos embora
camará
ê, pelo mundo afora, ê pelo mundo afora
camará
ê, triste Bahia, ê, triste Bahia, camará
Bandeira branca enfiada em pau forte…
Afoxé leî, leî, leô…
Bandeira branca, bandeira branca enfiada
em pau forte…
O vapor da cachoeira não navega mais no
Texto 2
À cidade da Bahia
Triste Bahia! Oh quão dessemelhante
Estás, e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.
A ti tocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!
GUERRA, Gregório de Matos. Disponível em:
http://www.ufrgs.br/coperse/concurso-
vestibular/vestibular-2014/seleta-gregorio-
de-matos-guerra/view
Acesso em: 19 de março de 2014.
mar…
Triste Recôncavo, oh, quão dessemelhante
Maria pé no mato é hora…
Arriba a saia e vamo-nos embora…
Pé dentro, pé fora, quem tiver pé pequeno
vai embora…
[...]
VELOSO, Caetano. Disponível em:
http://www.caetanoveloso.com.br/discografia.php?
pagina=4 Acesso em: 21 de março de 2014.
Alfredo Bosi, em sua “História concisa da Literatura Brasileira”, afirma que a obra de Gregório de Matos Guerra “interessa não só como documento da vida social dos Seiscentos, mas também pelo nível artístico que atingiu”. O soneto transcrito anteriormente (texto 2) é exemplo da sofisticação estética sugerida pelo teórico.
Sobre tal soneto de Gregório de Matos Guerra, Bosi afirma que
 

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Globalización versus particularismos
A la vez que se hablaba como nunca antes de integración y globalización, hacia fines del siglo XX, el mundo comenzó a vivir un nuevo auge de los particularismos que, hasta hoy, no ha dejado de intensificarse. Identidades étnicas e idiomáticas son reivindicadas hasta en regiones en que los antiguos dialectos que ahora se resucitan ya habían casi desaparecido.
En un proceso análogo, la desconfianza de la gente hacia las estructuras políticas ha contribuido con la expansión de la actividad religiosa, hasta la de sectores fundamentalistas que no disimulan su aversión hacia quienes no comparten su fe.
Disponible en: http://www.sociologia.ufsc.br/cadernos/
Cadernos%20PPGSP%2023.pdf
Sobre el tema tratado en el texto “Globalización versus particularismos”, comparando con la Declaración Universal de los derechos lingüísticos y el libro “Preconceito Linguístico” de Marcos Bagno, haciendo una relación con las variedades lingüísticas habladas en regiones de frontera, se puede afirmar que
 

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Texto 3
Lusofonia
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar
o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão.
rapariga: s.f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
JÚDICE, Nuno. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
Texto 4
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, C. Drummond de. Poesia 1930-62: de Alguma poesia a Lição das coisas. Edição crítica.
São Paulo: Cosac Naif, 2012.
É possível afirmar que o poema “Lusofonia”, do escritor português Nuno Judice, propõe uma reflexão sobre
 

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Voseo
En varias regiones de habla hispana, fundamentalmente en el español rioplatense, se utiliza el pronombre vos en lugar de tú. El voseo es utilizado por todas las clases sociales, tiene prestigio, convirtiéndose como rasgos de la identidad.
Elige la opción cuyas formas completan adecuadamente con el uso del voseo, y respectivamente, cada hueco del “Después de , a hermano y lo del colegio”.
 

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Texto 3
Lusofonia
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar
o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão.
rapariga: s.f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
JÚDICE, Nuno. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
Texto 4
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, C. Drummond de. Poesia 1930-62: de Alguma poesia a Lição das coisas. Edição crítica.
São Paulo: Cosac Naif, 2012.
Alfredo Bosi, ao comentar sobre a obra de Drummond em “História concisa da Literatura Brasileira”, cita um trecho bastante elucidativo de “Confissões de Minas”, para exemplificar o que qualifica como “um dos dois modos principais de [Drummond] compor o poema”. Diz a citação do poeta mineiro:
“À medida que envelheço, vou me desfazendo dos adjetivos. Chego a ver que tudo se pode dizer sem eles, melhor que com eles. Por que “noite gélida”, “noite solitária”, “profunda noite”? basta “a noite”. O frio, a solidão, a profundidade da noite estão latentes no leitor, prestes a envolvê-lo, à simples provocação dessa palavra “noite”.
Tal “modo de produção” encontra, em “Procura da Poesia”, adequado exemplo, sendo definido por Bosi como
 

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Segundo Regina Zilberman, em sua obra “Fim do livro, fim dos leitores?”, “dos componentes que constituem o sistema literário – sintetizado no triângulo escritor, obra, leitor –, este é seguidamente o menos levado em conta, embora tão evidente quanto os demais. Figura histórica, cuja presença constata-se em civilizações passadas que se valeram da escrita, o leitor alcançou maior visibilidade a partir do século XVIII, quando sua predileção por determinados tipos de obra provocou o aparecimento e a consolidação de certos gêneros artísticos, tanto quanto induziu à adoção de medidas pedagógicas”.
A autora, na sequência da obra citada, após analisar a figura do leitor como um ser social e perceber como “leitor e público aparecem no posto de último elo da cadeia, receptáculo das decisões do sistema”, afirma que tal figura (a do leitor) foi reabilitada pela ficção contemporânea, “recolocando-a na posição de protagonista”. Ao estabelecer estreita relação entre o texto literário, o livro como objeto e o leitor, a autora conclui que
 

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Público e privado no século XXI
Na sociedade que vivemos, não é possível mais desejar privacidade completa. A internet está em toda parte, nas casas, nas escolas, até mesmo nas igrejas. Ela muitas vezes ocupa o nosso tempo de estudo, de passeios e até mesmo a comida.
No ano passado, no nosso país e também no resto do mundo as pessoas foram vigiadas pelos Estados Unidos. O governo de Obama tem acesso a muitas informações que não deveria saber. No século XXI, em todos os lugares existem, portanto, câmeras e celulares gravando e fotografando a nossa intimidade.
Precisamos saber o que pode ou não ir para a internet porque o que é publicado será visto rapidamente por muitas pessoas, conhecidas e desconhecidas. Os limites entre o que é público e o privado devem ser respeitados por todos, pois a rede faz parte da sociedade hoje em dia. Embora muitas pessoas ignorem o perigo da exposição nas redes sociais, ele existe e está cada vez mais presente nas nossas vidas.
Contudo, ter cuidado com as postagens é importante porque a privacidade não existe mais.
O seguinte fragmento foi extraído da obra de Álcir Pécora, em estudo dedicado à análise e ao ensino de redação:
[...] Ou seja, em vista da dificuldade criada pelas condições específicas de produção da escrita, o aluno acaba por recorrer a um estratagema para realizar a sua tarefa: em vez de utilizar relatores adequados ao sentido da relação efetivamente cumprida pelos processos, ele utiliza mais ou menos aleatoriamente exatamente aqueles relatores que parecem próprios da tarefa. À dificuldade de realizar uma relação coesiva, ele emprega em profusão relatores tipicamente coesivos.
PÉCORA, Alcir. Problemas de redação. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p.77.
Na redação, a terceira frase do primeiro parágrafo apresenta:
 

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Roland Barthes, em sua obra “S/Z”, elabora uma detalhada leitura da novela Sarrasine, de Balzac, ao mesmo tempo em que desenvolve importante instrumental teórico para a análise intertextual e intersemiótica de diferentes textualidades.
Sobre a obra “S/Z”, é correto afirmar que, nela o autor
 

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Son como nosotros
Enunciado 2905460-1
Disponible en: http://www.detrasdelespejo.es/2008/12/13/
son-como-nosotros-quino/#comments
Según lo expuesto en la tira de Quino,
 

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Leia o seguinte texto sobre a literatura de Machado de Assis.
Em sua obra aparecem várias referências musicais. Ele usava a linguagem musical como metáfora, como fundo musical, como trilha sonora, para indicar o tom emocional de uma personagem, para ajudar a compor uma personalidade e uma situação. Os personagens dançavam valsas, quadrilhas e polcas.
BRANCO, Leniza Castelo. Machado de Assis e a música. In: O bruxo do Cosme Velho:
Machado de Assis no espelho. São Paulo: Alameda, 2004, p.123.
A música é, portanto, uma temática recorrente na ficção machadiana. Em seus contos, podemos ler algumas tramas desenvolvidas a partir de uma temática musical. Nesse grupo de contos, temos uma amostra da prosa machadiana que transita entre o popular e o erudito, entre o local e o universal.
Em qual das alternativas a seguir encontram-se apenas contos cujos personagens principais são músicos?
 

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