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803464 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Questão de classe
Por J. R. Guzzo
Uma das crenças mais resistentes do pensamento que imagina a si próprio como o mais moderno, democrático e popular do Brasil é a lenda da inocência dos criminosos pobres. Por essa maneira de ver as coisas, um crime não é um crime se o autor nasceu no lado errado da vida, cresceu dentro da miséria e não conheceu os suportes básicos de uma família regular, de uma escola capaz de tirá-lo da ignorância e do convívio com gente de bem. De acordo com as fábulas sociais atualmente em vigência, pessoas assim não tiveram a oportunidade de ser cidadãos decentes – e por isso ficam dispensadas de ser cidadãos decentes. Ninguém as ajudou; ninguém lhes deu o que faltou em sua vida. Como compensação por esse azar, devem ser autorizadas a cometer delitos – ou, no mínimo, considera-se que não é justo responsabilizá-las pelos atos que praticaram, por piores que sejam. Na verdade, segundo a teoria socialmente virtuosa, não existem criminosos neste país quando se trata de roubo, latrocínio, sequestro e outras ações de violência extrema – a menos que tenham sido cometidos por cidadãos com patrimônio e renda superiores a determinado nível. E de quem seria, nos demais casos, a responsabilidade? Essa é fácil: “a culpa é da sociedade”.
Toda essa conversa é bem cansativa quando se sabe perfeitamente, desde que Moisés anunciou os Dez Mandamentos, que certas práticas são um mal em si mesmas, e ponto-final; não apareceu nas sociedades humanas, de lá para cá, nenhuma novidade capaz de mudar esse entendimento fundamental.
Um crime não deixa de ser um crime pelo fato de ser cometido por uma pessoa pobre, da mesma forma que ser pobre, apenas, não significa ser honesto. Mas e daí? Em nosso pensamento penalmente correto, a ideia de que as culpas são sobretudo uma questão de classe é verdade científica, tão indiscutível quanto a existência do ângulo reto. Por esse tipo de ciência, um homicídio não é “matar alguém”, como diz o Código Penal Brasileiro; para tanto, é preciso que o matador pertença pelo menos à classe média. Daí para baixo, o assassinato de um ser humano é apenas um “fenômeno social”. Fim da discussão. No mais, segundo os devotos da absolvição automática para os criminosos que dispõem de atestado de pobreza, “somos todos culpados”. Nada como as culpas coletivas para que não haja culpa alguma – e para que todos ganhem o direito de se declarar em paz perante sua própria consciência.
Embora não faça parte dos programas, de nenhum partido ou governo, essa é a fé praticada pela maioria das nossas altas autoridades – junto com as camadas superiores da Ordem dos Advogados do Brasil, juristas de renome e estrelas do mundo intelectual, artístico e sociológico. A mídia, de modo geral, os acompanha. Há aliados de peso nos salões de mais alta renda da nação, onde é de bom-tom deplorar a “criminalização da pobreza”; é comum, quando se reúnem, haver mais seguranças do lado de fora do que convidados do lado de dentro. A moda do momento, para todos, é escandalizar-se com a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, em caso de crimes graves. Não se trata de uma questão de ideologia, ou de moral. A punição pela prática de crimes tem, obrigatoriamente, de começar em algum ponto, e 16 anos é uma idade tão boa quanto 18 – é impossível, na verdade, saber qual o número ideal. Mas o tema se tornou um divisor entre o bem e o mal – sendo que o mal, claro, é a redução, já declarada “coisa da direita selvagem”. Alega-se que o número de menores de 18 anos que praticam crimes violentos é muito pequeno e que a mudança não iria resolver o problema da criminalidade no Brasil. Ambas as afirmações são verdadeiras e sem nenhuma importância. Quem está dizendo o contrário? O objetivo da medida é punir delitos que hoje ficam legalmente sem punição – e nada mais. Também é verdade que pessoas de 60 anos cometem poucos crimes, e nem por isso se propõe que se tornem livres de responder por seus atos. Também é verdade que os crimes não vão desaparecer com nenhum tipo de lei – e nem por isso se elimina o Código Penal.
Talvez esteja na hora de pensar que existe alguma coisa profundamente errada com a paixão pela tese de que a desigualdade social é a grande culpada pela criminalidade no Brasil. Segundo o governo, a redução da pobreza está passando por um avanço inédito na história; nesse caso, deveria haver uma redução proporcional no número de crimes, não é? Mas o crime só aumenta. Ou não houve o progresso que se diz, ou a tese está frouxa. Como fica?
Revista Veja, 03 de junho de 2015. (adaptado)
Observe os trechos a seguir, no que diz respeito a conteúdo pressuposto.
I. ...certas práticas são um mal...
II. Uma das crenças mais resistentes...
III. ...a desigualdade social é a grande culpada...
Há conteúdo pressuposto em
 

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803348 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL

Conforme a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, a licitação é dispensável em alguns casos

Com base nessa afirmação, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F).

( )nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem.

( )na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário, permissionário ou autorizado, segundo as normas da legislação específica.

( )para compras parceladas.

( )quando não acudirem interessados à licitação anterior, mesmo que esta, possa ser repetida sem prejuízo para a Administração.

( )para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado.

A sequência correta, de cima para baixo, é

 

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798708 Ano: 2015
Disciplina: Psicologia
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Em relação a Abraham Maslow, afirma-se:
I. Maslow valeu-se de investigações de pessoas sadias e criativas para chegar a certas formulações sobre a personalidade.
II. Quanto mais baixo o nível de uma necessidade, mais preponderante é essa necessidade.
III.O nível mais baixo da hierarquia de Maslow é o das necessidades de segurança.
IV. O nível mais alto das necessidades é o de auto-realização.
Estão corretas as afirmativas
 

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797762 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Procuram-se estudantes
Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção.
Por Thomaz Wood Jr.
Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.
Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou de ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e o da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.
Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.
Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles se espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira, e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.
As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.
Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou por pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.
Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo.
São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.
Disponível em: WWW.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-seestudantes.760.html> Acesso em: 15 jun. 2015.
Observe as palavras destacadas no trecho seguinte, extraído do 6º parágrafo:
“Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização,...”
O par em que NÃO se verifica correspondência de significado é
 

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797561 Ano: 2015
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Conforme Silva (2009), os documentos apresentam características físicas e intelectuais e, segundo sua natureza, são classificados em textuais e não textuais.
A esse respeito, analise as afirmativas abaixo:
I. Cartazes, quadros, fotografias, cartões postais são tipos de documentos cartográficos.
II. Livro de referência serve para consulta e não para leitura do começo ao fim.
III. As obras de referência são identificadas com o “R” acima do número de chamada.
IV. Discos, fitas cassetes e cartuchos são considerados documentos iconográficos.
Estão corretas apenas as afirmativas
 

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797522 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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De acordo com a Resolução CFC nº 750/93, são Princípios Fundamentais de Contabilidade:
 

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797477 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Com relação aos vencimentos e à remuneração dos servidores regidos pela Lei n.º 8.112, de 1990, é correto afirmar que
 

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797436 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
O retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria, de que trata a Lei n.º 8.112, de 1990, denomina-se
 

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797432 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Agora, já, imediatamente
Ao contrário daqueles que deixam tudo para depois, o precrastinador quer resolver tudo antes da hora, o que pode trazer vantagens, mas também alguns transtornos.
Existem pessoas que deixam tudo para depois, também chamadas de procrastinadoras, e há aquelas que querem resolver tudo de imediato. Deveriam ser chamadas de precrastinadoras, mas não são, pois o termo ainda não foi incluso nos dicionários de língua portuguesa. No entanto, já consta em vários artigos científicos e em discursos acadêmicos.
Identificado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, o precrastinador tem um comportamento considerado normal e até positivo, em princípio, mas com alguns senões. Adiantar tarefas pode levar à perda de prazos e compromissos, ou seja, à medida que ele realiza trabalhos menores, os mais complexos são colocados de lado.
[...]
Para o psicólogo e psicoterapeuta Antonio Carlos Amador Pereira, professor no curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o comportamento dos precrastinadores e procrastinadores se caracteriza pela presença da ansiedade, o que difere é a maneira de como eles reagem a ela. Enquanto os primeiros querem resolver tudo o mais rápido possível, os últimos postergam.
“O procrastinador pode ser cuca-fresca, uma pessoa que não se preocupa com prazos e deixa para fazer as tarefas próximo do prazo de entrega, ou essa pode ser uma forma de não lidar com o estresse, o que é desagradável. Mas à medida que o prazo final se aproxima, ele conclui o trabalho ou entra em pânico, pois o desconforto aumenta brutalmente”, explica Pereira.
De acordo com o psicólogo, toda tarefa tem um nível de ansiedade. Ela só se configura em um problema quando é muito intensa. Nesse caso, pode bloquear, paralisar o indivíduo. Caso a pessoa não sinta um mínimo de ansiedade, ela não sai da cama de manhã para trabalhar.
Independentemente da situação, a resolução das pendências elimina o estresse. O sintoma muitas vezes é caracterizado por sensações de desconforto, preocupação, irritação, frustração, entre outras; envolve a necessidade de adaptação a uma nova situação. “Quando a pessoa tem uma tarefa ou prazo a cumprir, de alguma forma essa condição gera ansiedade. Há pessoas aparentemente disciplinadas que vivem no controle das situações. Ficam ansiosas quando não conseguem resolvê-las rapidamente. São ultrametódicas, aparentemente disciplinadas, e até controladoras, porque para elas baixar a ansiedade implica entrar no campo dos outros”, relata Pereira.
Há quem acredite que dar conta de pequenas tarefas seja dispersão e pode ainda desfocar a atenção de objetivos maiores. Como esse estudo visa à compreensão do comportamento dos precrastinadores, em comparação com o procrastinador, os primeiros saem à frente, pois não concluem coisa alguma.
Cumprir check-list pode ser uma metodologia que alguns desenvolvem para evitar que as suas vidas se transformem em um caos. “Os disciplinados precisam dessa organização, caso contrário, também se confundem. Eles resolvem tudo o que vem pela frente a ponto de isso se tornar um hábito. Esse tipo de comportamento pode inclusive ser útil em algumas funções que exigem rigor”, observa o psicólogo.
No dia a dia, quando a pessoa é pressionada por resultados que visam sempre à produtividade, a quantidade nem sempre é sinônimo de eficiência e pontualidade. Na ânsia de se ver livre das tarefinhas, é necessário cuidado para concluir o que realmente necessita ser feito. Por exemplo, se um relatório precisa ser entregue hoje, é importante concentrar toda atenção nele; as tarefas que chegaram depois não podem virar prioridade. Tentar reproduzir um comportamento ágil com o uso de ferramentas tecnológicas também não é adequado. Apesar disso, há quem goste da agilidade delas e de estar “conectado” 24 horas, a ponto de manter os seus celulares ligados mesmo enquanto dorme.
Quer ver o precrastinador em ação? Ele não hesita em interromper um encontro social para atender prontamente a uma demanda de trabalho, que poderia ser resolvida depois, sem prejuízos. “É saudável ter repouso. Alguns parecem gostar dessa procura fora do ambiente e hora de trabalho; acreditam que isso dá status; se sentem importantes vivendo assim. Isso tem um custo alto”, finaliza Pereira.
Revista Kalunga - 18/2/2015 – Disponível em: <http://www.revistakalunga.com.br/page/4/ >Acesso em 20 mai. 2015. (adaptado)
No que diz respeito aos precrastinadores e procrastinadores, é correto afirmar que
 

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797428 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Giacaglia (2010) coloca que o Orientador Educacional é corresponsável por tudo que ocorre na escola, não podendo, desse modo, ficar alheio às questões de violência.
Nesse sentido, seu trabalho deve envolver
 

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