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730799 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
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Um dos indicadores de saúde comumente utilizados no
Brasil é a esperança de vida ao nascer, que corresponde ao
número de anos que um indivíduo vai viver, considerando-se a
duração média da vida dos membros da população. O valor desse
índice tem sofrido modificações substanciais no decorrer do
tempo, à medida que as condições sociais melhoram e as
conquistas da ciência e da tecnologia são colocadas a serviço do
homem.
A julgar por estudos procedidos em achados fósseis e em
sítios arqueológicos, a esperança de vida do homem pré-histórico
ao nascer seria extremamente baixa, em torno de 18 anos; na
Grécia e na Roma antigas, estaria entre 20 e 30 anos, pouco tendo
se modificado na Idade Média e na Renascença. Mais
recentemente, têm sido registrados valores progressivamente mais
elevados para a esperança de vida ao nascer. Essa situação está
ilustrada no gráfico abaixo, que mostra a evolução da esperança
de vida do brasileiro ao nascer, de 1940 a 2000.
enunciado 730799-1
Com base nas informações do texto e considerando os temas a
que ele se reporta, julgue os itens seguintes.
No Brasil, o fenômeno do aumento da esperança de vida ao nascer atinge de maneira uniforme todas as classes sociais, pois esse indicador não é influenciado pela renda familiar.
 

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730798 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
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Texto I

Envelhecimento, pobreza e proteção social na América Latina

O processo de envelhecimento populacional, no seu

primeiro estágio, resulta em um aumento, pelo menos

relativo, da oferta da força de trabalho. Nas etapas

posteriores, a proporção desse grupo no total da população

diminui e, eventualmente, diminuirá em termos absolutos,

como é a situação atual do Japão e de vários países europeus.

Por outro lado, o segmento com idade avançada passa a ser

o que mais cresce. Esse crescimento acentuado do segmento

que demanda maiores recursos monetários e cuidados

humanos, afetivos e psicológicos, em face da redução do

contingente populacional em idade ativa, fez com que o

envelhecimento populacional entrasse na agenda das

políticas públicas pelo lado negativo, ou seja, ele é visto

como “um problema”.

A. A. Camarano e M.T. Pasinato. Texto para discussão. Brasília: IPEA, 2007.


Texto II

Os impactos sociais da velhice

IdadeAtiva — No caso da previdência, os idosos são o

grande problema?

Ana Amélia Camarano — Eu acho que esse é outro

engano. Claro que você tem mais gente idosa e gente

vivendo mais. Agora, o que acontece é que o nosso modelo

de previdência é o mesmo da Europa Ocidental, dos EUA,

modelos desenhados no pós-guerra, quando havia emprego,

as pessoas se aposentavam e ficavam pouco tempo

aposentadas porque morriam logo. Então, esse modelo está

falido. Esse cenário mudou. Nós não estamos mais no mundo

do trabalho estável, não temos mais o pleno emprego e as

relações de trabalho hoje passam pela flexibilização. E a tão

falada flexibilização significa informalização. A nossa

política social é toda ligada ao trabalho. A Constituição de

1988 mudou um pouco, mas até então só tinha direito ao

benefício da previdência quem trabalhava. Era uma

cidadania ligada ao trabalho e, não, ao benefício do

trabalhador. E isso não é mais possível. Nós estamos

caminhando para um mundo sem trabalho.

Internet: www.techway.com.br (com adaptações)


Com relação aos textos I e II, julgue os itens que se seguem.
Se o trecho "mudou um pouco" (texto II, L.15) for substituído por modificou-se pouco, preservam-se as relações textuais e o sentido original do texto.
 

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730790 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
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Texto I

Envelhecimento, pobreza e proteção social na América Latina

O processo de envelhecimento populacional, no seu

primeiro estágio, resulta em um aumento, pelo menos

relativo, da oferta da força de trabalho. Nas etapas

posteriores, a proporção desse grupo no total da população

diminui e, eventualmente, diminuirá em termos absolutos,

como é a situação atual do Japão e de vários países europeus.

Por outro lado, o segmento com idade avançada passa a ser

o que mais cresce. Esse crescimento acentuado do segmento

que demanda maiores recursos monetários e cuidados

humanos, afetivos e psicológicos, em face da redução do

contingente populacional em idade ativa, fez com que o

envelhecimento populacional entrasse na agenda das

políticas públicas pelo lado negativo, ou seja, ele é visto

como “um problema”.

A. A. Camarano e M.T. Pasinato. Texto para discussão. Brasília: IPEA, 2007.


Texto II

Os impactos sociais da velhice

IdadeAtiva — No caso da previdência, os idosos são o

grande problema?

Ana Amélia Camarano — Eu acho que esse é outro

engano. Claro que você tem mais gente idosa e gente

vivendo mais. Agora, o que acontece é que o nosso modelo

de previdência é o mesmo da Europa Ocidental, dos EUA,

modelos desenhados no pós-guerra, quando havia emprego,

as pessoas se aposentavam e ficavam pouco tempo

aposentadas porque morriam logo. Então, esse modelo está

falido. Esse cenário mudou. Nós não estamos mais no mundo

do trabalho estável, não temos mais o pleno emprego e as

relações de trabalho hoje passam pela flexibilização. E a tão

falada flexibilização significa informalização. A nossa

política social é toda ligada ao trabalho. A Constituição de

1988 mudou um pouco, mas até então só tinha direito ao

benefício da previdência quem trabalhava. Era uma

cidadania ligada ao trabalho e, não, ao benefício do

trabalhador. E isso não é mais possível. Nós estamos

caminhando para um mundo sem trabalho.

Internet: www.techway.com.br (com adaptações)


Com relação aos textos I e II, julgue os itens que se seguem.
De acordo com o texto I, é correto afirmar que há países europeus em que a força de trabalho, em relação ao total da população, já se reduziu.
 

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730789 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
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Como nasce uma história (fragmento)

Quando cheguei ao edifício, tomei o elevador que serve do primeiro ao décimo quarto andar.

Era pelo menos o que dizia a tabuleta no alto da porta.

— Sétimo — pedi.

A porta se fechou e começamos a subir. Minha atenção se fixou num aviso que dizia:

É expressamente proibido os funcionários, no ato da subida, utilizarem os elevadores para

descerem.

Desde o meu tempo de ginásio sei que se trata de problema complicado, este do infinito

pessoal. Prevaleciam então duas regras mestras que deveriam ser rigorosamente obedecidas. Uma

afirmava que o sujeito, sendo o mesmo, impedia que o verbo se flexionasse. Da outra infelizmente já

não me lembrava.

Mas não foi o emprego pouco castiço do infinito pessoal que me intrigou no tal aviso: foi estar

ele concebido de maneira chocante aos delicados ouvidos de um escritor que se preza.

Qualquer um, não sendo irremediavelmente burro, entenderia o que se pretende dizer neste

aviso. Pois um tijolo de burrice me baixou na compreensão, fazendo com que eu ficasse revirando a

frase na cabeça: descerem, no ato da subida? Que quer dizer isto? E buscava uma forma simples e

correta de formular a proibição:

É proibido subir para depois descer.

É proibido subir no elevador com intenção de descer.

É proibido ficar no elevador com intenção de descer, quando ele estiver subindo.

Se quiser descer, não tome o elevador que esteja subindo.

Mais simples ainda:

Se quiser descer, só tome o elevador que estiver descendo.

De tanta simplicidade, atingi a síntese perfeita do que Nelson Rodrigues chamava de óbvio

ululante, ou seja, a enunciação de algo que não quer dizer absolutamente nada:

Se quiser descer, não suba.

Fernando Sabino. A volta por cima. Rio de Janeiro: Record, 1995, p. 137-140 (com adaptações).



Acerca do gênero textual e das estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens a seguir.
A regra gramatical enunciada pelo autor em "Uma afirmava que o sujeito, sendo o mesmo, impedia que o verbo se flexionasse" (L.8-9) aplica-se aos verbos subir e descer no seguinte exemplo: Se os funcionários querem subir, não devem descer.
 

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730788 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
Provas:

Como nasce uma história (fragmento)

Quando cheguei ao edifício, tomei o elevador que serve do primeiro ao décimo quarto andar.

Era pelo menos o que dizia a tabuleta no alto da porta.

— Sétimo — pedi.

A porta se fechou e começamos a subir. Minha atenção se fixou num aviso que dizia:

É expressamente proibido os funcionários, no ato da subida, utilizarem os elevadores para

descerem.

Desde o meu tempo de ginásio sei que se trata de problema complicado, este do infinito

pessoal. Prevaleciam então duas regras mestras que deveriam ser rigorosamente obedecidas. Uma

afirmava que o sujeito, sendo o mesmo, impedia que o verbo se flexionasse. Da outra infelizmente já

não me lembrava.

Mas não foi o emprego pouco castiço do infinito pessoal que me intrigou no tal aviso: foi estar

ele concebido de maneira chocante aos delicados ouvidos de um escritor que se preza.

Qualquer um, não sendo irremediavelmente burro, entenderia o que se pretende dizer neste

aviso. Pois um tijolo de burrice me baixou na compreensão, fazendo com que eu ficasse revirando a

frase na cabeça: descerem, no ato da subida? Que quer dizer isto? E buscava uma forma simples e

correta de formular a proibição:

É proibido subir para depois descer.

É proibido subir no elevador com intenção de descer.

É proibido ficar no elevador com intenção de descer, quando ele estiver subindo.

Se quiser descer, não tome o elevador que esteja subindo.

Mais simples ainda:

Se quiser descer, só tome o elevador que estiver descendo.

De tanta simplicidade, atingi a síntese perfeita do que Nelson Rodrigues chamava de óbvio

ululante, ou seja, a enunciação de algo que não quer dizer absolutamente nada:

Se quiser descer, não suba.

Fernando Sabino. A volta por cima. Rio de Janeiro: Record, 1995, p. 137-140 (com adaptações).



Acerca do gênero textual e das estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens a seguir.
O gênero textual apresentado permite o emprego da linguagem coloquial, como ocorre, por exemplo, em "Qualquer um, não sendo irremediavelmente burro" (L.13) e "um tijolo de burrice" (L.14).
 

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730786 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
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Texto I

Envelhecimento, pobreza e proteção social na América Latina

O processo de envelhecimento populacional, no seu

primeiro estágio, resulta em um aumento, pelo menos

relativo, da oferta da força de trabalho. Nas etapas

posteriores, a proporção desse grupo no total da população

diminui e, eventualmente, diminuirá em termos absolutos,

como é a situação atual do Japão e de vários países europeus.

Por outro lado, o segmento com idade avançada passa a ser

o que mais cresce. Esse crescimento acentuado do segmento

que demanda maiores recursos monetários e cuidados

humanos, afetivos e psicológicos, em face da redução do

contingente populacional em idade ativa, fez com que o

envelhecimento populacional entrasse na agenda das

políticas públicas pelo lado negativo, ou seja, ele é visto

como “um problema”.

A. A. Camarano e M.T. Pasinato. Texto para discussão. Brasília: IPEA, 2007.


Texto II

Os impactos sociais da velhice

IdadeAtiva — No caso da previdência, os idosos são o

grande problema?

Ana Amélia Camarano — Eu acho que esse é outro

engano. Claro que você tem mais gente idosa e gente

vivendo mais. Agora, o que acontece é que o nosso modelo

de previdência é o mesmo da Europa Ocidental, dos EUA,

modelos desenhados no pós-guerra, quando havia emprego,

as pessoas se aposentavam e ficavam pouco tempo

aposentadas porque morriam logo. Então, esse modelo está

falido. Esse cenário mudou. Nós não estamos mais no mundo

do trabalho estável, não temos mais o pleno emprego e as

relações de trabalho hoje passam pela flexibilização. E a tão

falada flexibilização significa informalização. A nossa

política social é toda ligada ao trabalho. A Constituição de

1988 mudou um pouco, mas até então só tinha direito ao

benefício da previdência quem trabalhava. Era uma

cidadania ligada ao trabalho e, não, ao benefício do

trabalhador. E isso não é mais possível. Nós estamos

caminhando para um mundo sem trabalho.

Internet: www.techway.com.br (com adaptações)


Com relação aos textos I e II, julgue os itens que se seguem.
Como os textos tratam da mesma temática, a resposta de Ana Amélia Camarano, no texto II, poderia dar continuidade ao texto I, sem prejuízo da estrutura textual e respeitando-se a linguagem utilizada, desde que a oração "Eu acho que esse é outro engano" (L.3-4) fosse substituída por Essa percepção, entretanto, revela-se equivocada.
 

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730779 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
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enunciado 730779-1
Com relação às imagens acima, julgue o item que se segue.
A frase A saúde do povo é objeto de inequívoca responsabilidade social constitui título adequado para a mudança que, nessas imagens, se expressa.
 

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730778 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
Provas:
Um dos indicadores de saúde comumente utilizados no
Brasil é a esperança de vida ao nascer, que corresponde ao
número de anos que um indivíduo vai viver, considerando-se a
duração média da vida dos membros da população. O valor desse
índice tem sofrido modificações substanciais no decorrer do
tempo, à medida que as condições sociais melhoram e as
conquistas da ciência e da tecnologia são colocadas a serviço do
homem.
A julgar por estudos procedidos em achados fósseis e em
sítios arqueológicos, a esperança de vida do homem pré-histórico
ao nascer seria extremamente baixa, em torno de 18 anos; na
Grécia e na Roma antigas, estaria entre 20 e 30 anos, pouco tendo
se modificado na Idade Média e na Renascença. Mais
recentemente, têm sido registrados valores progressivamente mais
elevados para a esperança de vida ao nascer. Essa situação está
ilustrada no gráfico abaixo, que mostra a evolução da esperança
de vida do brasileiro ao nascer, de 1940 a 2000.
enunciado 730778-1
Com base nas informações do texto e considerando os temas a
que ele se reporta, julgue os itens seguintes.
O termo "Essa situação", empregado no último período do texto, refere-se exclusivamente à informação prestada no penúltimo período.
 

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730764 Ano: 2008
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
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A tabela abaixo mostra, em porcentagens, a distribuição relativa
da população brasileira por grupos etários, de acordo com dados
dos censos demográficos de 1940 a 2000.
enunciado 730764-1
Com base nos dados acerca da evolução da população brasileira
apresentados na tabela acima, julgue os itens subseqüentes.
A população com idade de 65 anos ou mais inclui a chamada população economicamente ativa, composta de pessoas que estão trabalhando e que, portanto, são os principais contribuintes da previdência social.
 

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730761 Ano: 2008
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: INSS
Provas:
A tabela abaixo mostra, em porcentagens, a distribuição relativa
da população brasileira por grupos etários, de acordo com dados
dos censos demográficos de 1940 a 2000.
enunciado 730761-1
Com base nos dados acerca da evolução da população brasileira
apresentados na tabela acima, julgue os itens subseqüentes.
O envelhecimento da população, representado pela relação entre a proporção de idosos (65 anos ou mais) e a proporção de crianças (até 14 anos), passou de 10,5%, em 1980, para 18,2%, em 2000. Essa relação indica que, em 2000, havia cerca de 18 idosos para cada 100 crianças.
 

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