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Foram encontradas 1.361 questões.

4230695 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.

No século XVII, não havia mais de 500 homens de origem europeia na província do Espírito Santo, mas, contavam-se nela quatro reduções de índios, formadas pelos Jesuítas, as de Reritygba, hoje Benevente, Guarapary, São João, Reis Mago. Estes estabelecimentos serviam de modelo à civilização dos Guaranis, do Paraguai, tão comentada pelos mais célebres escritores.
Adaptado de SAINT-HILAIRE, A. de. Segunda Viagem ao Interior do Brasil: Espírito Santo. São Paulo: Comp. Editora Nacional, 1936, p. 17.

Considerando o trecho e o contexto da colonização do Espírito Santo no século XVII, é correto afirmar que o processo de aldeamento no Espírito Santo colonial foi favorecido pela
 

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4230694 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.

Embora durante o período hispânico só tenham ocorrido três reuniões de Cortes no reino (1581, 1583 e 1619), estas, dotadas de grande poder simbólico de evocação de um pacto primordial dos povos com o rei, foram importantes agentes de coesão, ao legitimarem o poder do novo monarca, ao serem palco do juramento de fidelidade dos estados ao monarca e seu descendente (uma inovação de D. Filipe I), ao restabelecerem a harmonia social quebrada pela crise sucessória.
Adaptado de Jean-Frédéric Schaub, Portugal na Monarquia Hispânica (1580-1640). Lisboa, Livros Horizonte, 2001, p. 149.

Com base no trecho e na interpretação historiográfica do período da União Ibérica, assinale a afirmativa correta.
 

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4230693 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.
Boa física é feita a priori. Teoria precede fato. Experiência é inútil, pois antes de ser realizada nós já possuímos o conhecimento que estamos buscando. Leis fundamentais do movimento e repouso, leis que determinam o comportamento espaço-temporal de corpos materiais, são formuladas segundo princípios abstratos e relações numéricas. Da mesma natureza daquelas que governam relações e leis das figuras e números. Nós as encontramos não na Natureza, mas em nós mesmos, em nossa mente, assim como Platão nos ensinou muito tempo atrás.
Adaptado de KOYRE, A. Galileo and the scientific revolution of the seventeenth century. Philosophical Review, v. 52, n. 4, 1943, p. 347.

Com base no trecho, assinale a opção que identifica o fundamento epistemológico da Revolução Científica do século XVII descrito por Galileu.
 

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4230692 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.
Se dizemos que tem o poder absoluto quem não está sujeito às leis, não se encontrará no mundo nenhum príncipe soberano, já que todos os príncipes da terra estão sujeitos às leis de Deus e da natureza, e a certas leis humanas comuns a todos os povos. É necessário que quem seja soberano não esteja de nenhum modo submetido ao império de outro e possa dar lei aos súditos e anular ou emendar as leis inúteis; isto não pode ser feito por quem esteja sujeito às leis de outra pessoa. Por isso se diz que o príncipe está isento da autoridade das leis. O próprio termo latino “ley” implica o mandato de quem tem a soberania.
Adaptado de BODIN, J. Los seis libros de la república. Madrid: Editorial Tecnos, 1997, pp.52-3.

Com base no trecho e nos fundamentos do absolutismo moderno, assinale a opção correta.
 

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4230691 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.

Todo um trabalho de decifração se impõe a partir de indícios frágeis. Escrutinando os ex-votos, o pesquisador medirá pacientemente a superfície, respectivamente do espaço celeste de aparição e da cena terrestre; analisará, também, o gestual e o jogo dos olhares pelo qual se estabelece a ligação entre os dois universos. Analisando as representações do purgatório em sua evolução, sublinhará as mutações características de um panteão de intercessores que, paulatinamente, vai se despovoando do século XVII ao século XVIII.
Adaptado de VOVELLE, Michel. Ideologias e mentalidades. São Paulo: Brasiliense, 1987, p.42.

Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a corrente da Nova História a que ele se refere.
 

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4230690 Ano: 2026
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Observe a imagem a seguir.

Enunciado 4619548-1


Fonte: https://www.themorgan.org/collection/Histoire-Naturelle-des-Indes/111


A interdependência entre familiarização e predação nas Américas é evocada em uma pintura do final do século XVI: um caçador retorna com duas aves, uma para ser consumida e outra para ser alimentada. Enquanto na Europa a caça e a criação de animais coexistiam em tensão, nas Américas a predação e a familiarização eram modos complementares de interação. Alguns animais selvagens eram capturados e domesticados no sentido de serem incorporados como parentes. Tornar alguém parente reside no ato de alimentar. Uma vez que um ser era alimentado, deveria ser estimado, não consumido como comida. Nessa perspectiva, a essência da pecuária europeia — alimentar animais para transformá-los em alimento — simplesmente não faz sentido.

Adaptado de NORTON, M. The tame and the wild. People and animals after 1492. Massachusetts: Harvard University Press, 2024, p. 7.

Com base na imagem e no texto, assinale a opção que interpreta corretamente as diferenças nas formas de relação entre humanos e não humanos nas Américas e na Europa.

 

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4230689 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.

Cortar o tempo em períodos é necessário para a história, seja ela entendida como o estudo da evolução das sociedades, como um tipo particular de saber e ensino, ou mesmo como a simples passagem do tempo. No entanto, esse recorte não é um mero fato cronológico, mas também expressa a ideia de transição, de mudança e até de contradição em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Os períodos têm, portanto, um significado particular em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou nas rupturas que tal sucessão evoca, e constituem um objeto fundamental de reflexão para o historiador.
Adaptado de LE GOFF, Jacques. ¿Realmente es necesario cortar la historia en rebanadas? México: Fondo de Cultura Económica, 2016, pp. 11-12.

Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação do autor sobre a periodização na história.
 

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4230688 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.

O predomínio espiritual da tradição greco-latina no Ocidente medieval fez com que se continuasse a associar, ao longo de todo o período, os livros e a língua latina ao poder e às elites sociais. A atitude da maior parte dos governantes medievais alfabetizados em relação ao livro e às bibliotecas foi reverencial e, em alguns casos, quase “totêmica”. As bibliotecas dos reis da Antiguidade Tardia seguiram um modelo episcopal-monástico, uma vez que o modelo tardo romano de biblioteca palatina semipública ou pública havia caído no esquecimento. Contudo, a maior parte das bibliotecas dos reis da época feudal se enquadra melhor no modelo de biblioteca senhorial do que no de biblioteca monástica ou palatina ou “de Estado”. O chamado renascimento do século XII começaria a alterar essa dinâmica, quando os príncipes do Ocidente latino passariam a se tornar reis clericalizados, possuidores de bibliotecas cada vez maiores.
Adaptado de RODRÍGUEZ DE LA PEÑA, Alejandro. “Los reyes bibliófilos: bibliotecas, cultura escrita y poder en el Occidente medieval”, En la España Medieval, n.º 33, 2010, p. 9.

Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente aspectos da organização das bibliotecas no Ocidental medieval.
 

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4230687 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.
Os mongóis não entravam na categoria de quase humanos, de monstros que a cartografia medieval distribuía pelos confins da Ásia, nem se encaixavam nas categorias conhecidas pelos europeus, baseadas na divisão bíblica do gênero humano. Assim, foram classificados de diferentes formas: como flagelos de Deus, como um castigo pelos pecados, como demônios ou bestas. Segundo relatos às vezes contraditórios, seus costumes eram brutais, ladravam como cães e tinham o rosto plano como os macacos. Comiam carne crua e bebiam sangue, isso era verdade, visto que os habitantes da estepe, que não tinham vegetais ao seu alcance, deviam ingerir sangue fresco para obter a dose de aminoácidos para a saúde. Foram acusados inclusive de canibalismo. Mas essa acusação era falsa. Fontes chinesas, tibetanas, mongóis, armênias e georgianas também evidenciam a repulsa em relação aos mongóis, mas não lhes atribuem esse comportamento em particular. Tais acusações não são fruto da observação, mas das leituras, das elucubrações e do medo.

Adaptado de FERNÁNDEZ-ARMESTO, Felipe. Os conquistadores do horizonte: uma história global da exploração. Barcelona: Ariel, 2012.

Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir acerca das representações europeias sobre os mongóis no período medieval.

I. As classificações dos mongóis feitas pelos europeus revelaram os limites do repertório mental e narrativo disponível para descrever práticas distintas das conhecidas, configurando um desafio conceitual.
II. As descrições europeias dos mongóis foram influenciadas por referenciais religiosos e imaginários, que os associavam a punições divinas e a figuras monstruosas, evidenciando a mediação cultural na construção dessas imagens.
III. A representação europeia dos mongóis como incivilizados, associada ao canibalismo, baseou-se em observações diretas e foi reforçada por fontes extra europeias, legitimando sua escravização pelos europeus.

Está correto o que se afirma em
 

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4230686 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: MPE-ES
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Leia o trecho a seguir.

Tal é o segredo da pedagogia homérica: o exemplo heroico. Homero foi o educador da Grécia: oferece constantemente ao espírito de seu discípulo modelos idealizados de virtude heroica e põe em evidência a realidade dessa recompensa suprema que é a glória.
Adaptado de MARROU, Henri-Irénée. Historia de la educación en la Antigüedad. Madrid: Akal, 1985, p. 31.

Assinale a opção que apresenta corretamente o papel das epopeias homéricas na educação e formação ética na Grécia Antiga.
 

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