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Observe: “A cada nova catástrofe, a cada nova ‘calamidade pública’ esse procedimento se repete”. A repetição do segmento sublinhado expressa uma função textual de:

 

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Nordeste: mito e realidade
De modo geral, quase todos os problemas do Nordeste são atribuídos às adversidades climáticas, à ausência ou à escassez das chuvas. É comum ouvirmos dizer que as secas assolam, maltratam os nordestinos. Mas será que é isso mesmo o que acontece? Ou será que é só isso mesmo?
Não se podem negar os graves efeitos sociais e econômicos causados pela seca. Quando ela ocorre, o sertanejo observa, impotente, sua lavoura morrer, seu gado minguar, os pequenos rios secarem, ocasião em que sua “tragédia” é exibida para todo o Brasil e até mesmo para outros países pelos meios de comunicação.
Os poderes públicos, então, se manifestam anunciando, nos mesmos órgãos de imprensa, medidas que serão tomadas para combater a seca, projetos que serão executados a médio e longo prazos e a liberação de verbas que serão destinadas à distribuição de alimentos, água, remédios etc.
A cada nova catástrofe, a cada nova “calamidade pública” esse procedimento se repete. Mas essas medidas não solucionam o problema. Na próxima seca prolongada, tudo será igual ou pior, dependendo da sua intensidade e duração.
Acontece que os fenômenos naturais – que ocorrem independentemente da vontade dos homens – não justificam todo o peso que lhes é atribuído. A seca existe, sim. A pobreza no Nordeste, também. No entanto, não é possível estabelecer uma relação direta entre seca e pobreza.
Os problemas do Nordeste não se resumem à seca, fator tão divulgado e explorado, graças ao interesse de uma minoria preocupada apenas em tirar proveito de uma situação “aparentemente” criada pela natureza.
Para entendermos a problemática da região, é preciso que deixemos de lado as aparências e investiguemos as reais causas que produziram e produzem um Nordeste tão pobre, tão maltratado e com tantas injustiças e desigualdades sociais.
Ao colocarmos a seca como sua causa principal, estaremos deixando de lado as inegáveis vantagens econômicas e políticas que ela traz para alguns setores e estaremos reduzindo à mera fatalidade climática o subdesenvolvimento e a opressão.
A seca apenas acentua uma situação de injustiça historicamente criada.
(Yná Andrighetti. Nordeste: mito e realidade. São Paulo: Moderna, 1998, pp. 7-10. Adaptado.)
De acordo com o texto, a justificativa maior para os problemas sociais e econômicos do Nordeste encontra-se:
 

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Nordeste: mito e realidade

De modo geral, quase todos os problemas do Nordeste são atribuídos às adversidades climáticas, à ausência ou à escassez das chuvas. É comum ouvirmos dizer que as secas assolam, maltratam os nordestinos. Mas será que é isso mesmo o que acontece? Ou será que é só isso mesmo?

Não se podem negar os graves efeitos sociais e econômicos causados pela seca. Quando ela ocorre, o sertanejo observa, impotente, sua lavoura morrer, seu gado minguar, os pequenos rios secarem, ocasião em que sua “tragédia” é exibida para todo o Brasil e até mesmo para outros países pelos meios de comunicação.

Os poderes públicos, então, se manifestam anunciando, nos mesmos órgãos de imprensa, medidas que serão tomadas para combater a seca, projetos que serão executados a médio e longo prazos e a liberação de verbas que serão destinadas à distribuição de alimentos, água, remédios etc.

A cada nova catástrofe, a cada nova “calamidade pública” esse procedimento se repete. Mas essas medidas não solucionam o problema. Na próxima seca prolongada, tudo será igual ou pior, dependendo da sua intensidade e duração.

Acontece que os fenômenos naturais – que ocorrem independentemente da vontade dos homens – não justificam todo o peso que lhes é atribuído. A seca existe, sim. A pobreza no Nordeste, também. No entanto, não é possível estabelecer uma relação direta entre seca e pobreza.

Os problemas do Nordeste não se resumem à seca, fator tão divulgado e explorado, graças ao interesse de uma minoria preocupada apenas em tirar proveito de uma situação “aparentemente” criada pela natureza.

Para entendermos a problemática da região, é preciso que deixemos de lado as aparências e investiguemos as reais causas que produziram e produzem um Nordeste tão pobre, tão maltratado e com tantas injustiças e desigualdades sociais.

Ao colocarmos a seca como sua causa principal, estaremos deixando de lado as inegáveis vantagens econômicas e políticas que ela traz para alguns setores e estaremos reduzindo à mera fatalidade climática o subdesenvolvimento e a opressão.

A seca apenas acentua uma situação de injustiça historicamente criada.

(Yná Andrighetti. Nordeste: mito e realidade. São Paulo: Moderna, 1998, pp. 7-10. Adaptado.)

Pela compreensão global do texto, pode-se perceber que a argumentação do autor, a certa altura do texto, assume uma direção contrária. Isso fica evidente na alternativa:

 

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Nordeste: mito e realidade
De modo geral, quase todos os problemas do Nordeste são atribuídos às adversidades climáticas, à ausência ou à escassez das chuvas. É comum ouvirmos dizer que as secas assolam, maltratam os nordestinos. Mas será que é isso mesmo o que acontece? Ou será que é só isso mesmo?
Não se podem negar os graves efeitos sociais e econômicos causados pela seca. Quando ela ocorre, o sertanejo observa, impotente, sua lavoura morrer, seu gado minguar, os pequenos rios secarem, ocasião em que sua “tragédia” é exibida para todo o Brasil e até mesmo para outros países pelos meios de comunicação.
Os poderes públicos, então, se manifestam anunciando, nos mesmos órgãos de imprensa, medidas que serão tomadas para combater a seca, projetos que serão executados a médio e longo prazos e a liberação de verbas que serão destinadas à distribuição de alimentos, água, remédios etc.
A cada nova catástrofe, a cada nova “calamidade pública” esse procedimento se repete. Mas essas medidas não solucionam o problema. Na próxima seca prolongada, tudo será igual ou pior, dependendo da sua intensidade e duração.
Acontece que os fenômenos naturais – que ocorrem independentemente da vontade dos homens – não justificam todo o peso que lhes é atribuído. A seca existe, sim. A pobreza no Nordeste, também. No entanto, não é possível estabelecer uma relação direta entre seca e pobreza.
Os problemas do Nordeste não se resumem à seca, fator tão divulgado e explorado, graças ao interesse de uma minoria preocupada apenas em tirar proveito de uma situação “aparentemente” criada pela natureza.
Para entendermos a problemática da região, é preciso que deixemos de lado as aparências e investiguemos as reais causas que produziram e produzem um Nordeste tão pobre, tão maltratado e com tantas injustiças e desigualdades sociais.
Ao colocarmos a seca como sua causa principal, estaremos deixando de lado as inegáveis vantagens econômicas e políticas que ela traz para alguns setores e estaremos reduzindo à mera fatalidade climática o subdesenvolvimento e a opressão.
A seca apenas acentua uma situação de injustiça historicamente criada.
(Yná Andrighetti. Nordeste: mito e realidade. São Paulo: Moderna, 1998, pp. 7-10. Adaptado.)
Considerando as idéias expressas no Texto, podemos reconhecer que se trata:
 

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Releia o trecho: “Relembrando a fábula, o personagem da cigarra ocupa, no imaginário do campo do trabalho, o papel do trabalhador indesejável, pois o esforço e a dedicação para aperfeiçoar o seu canto e entrar em comunhão com a natureza, cumprindo seu papel, não são contados”.
O fragmento sublinhado exerce, nesse trecho, a função textual de:
 

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Analise a correlação sintático-semântica entre os vários segmentos lingüísticos do fragmento seguinte: “O ser humano é complexo e traz em si mesmo, de modo bipolarizado, caracteres antagonistas”. Também está correta a correlação estabelecida em:

 

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Reveja o trecho: “criar a figura da cigarra caracterizada pelo lúdico, como algo totalmente distinto e separado da formiga (...) é incorrer no erro de que o trabalho segue apenas o princípio da ‘tortura’”. Caracterizar a cigarra como “figura lúdica” significa caracterizá-la como:

 

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Observe o trecho seguinte: “Separar, de um lado, o trabalho da transpiração, do esforço, da força mecânica, do suor obreiro da vida, e, de outro lado, o trabalho da inspiração, da criação, do estético, do simbólico, não fortalece a gênese de criação do ser humano.” Para que se entenda, coerentemente, esse trecho, é fundamental que se reconheça uma articulação semântico-textual de:

 

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A cigarra é a formiga
A famosa fábula intitulada A cigarra e a formiga diz que o modelo de trabalhador ideal é aquele que consome boa parte de seus dias usando braços e pernas para produzir. O mundo do trabalho das formigas lembra o modelo de produção fordista, em que o homem e a máquina se confundem numa só engrenagem.
Relembrando a fábula, o personagem da cigarra ocupa, no imaginário do campo do trabalho, o papel do trabalhador indesejável, pois o esforço e a dedicação para aperfeiçoar o seu canto e entrar em comunhão com a natureza, cumprindo seu papel, não são contados. O ato prazeroso de cantar é considerado, segundo a fábula, como negação ao trabalho, e não como uma fonte de trabalho.
Essa visão reflete a velha busca de tratar as questões do ser humano dividindo-o em partes, separando o bem e o mal, o certo e o errado em campos totalmente distintos.
Morin, em seu clássico Os sete saberes necessários à Educação de Futuro, critica essa visão dizendo que “compreender o humano é compreender sua unidade na diversidade, sua diversidade na unidade”.
É importante lembrar aqui que o trabalho da formiga representa, no mundo econômico, o modelo de produção que gera bens de consumo tangíveis. Durante muito tempo, para o mundo dos negócios, significou a principal forma de acumulação de bens e capital – por parte dos capitalistas, é claro.
O que precisamos compreender é que criar a figura da cigarra, caracterizada pelo lúdico, como algo totalmente distinto e separado da formiga, para delinear o modelo de trabalhador, é incorrer no erro de que o trabalho segue apenas o princípio da “tortura”, e que o prazer não encontra aí o seu lugar.
O trabalho dos tempos atuais, porém, assume papel preponderante nas relações simbólicas da sociedade. E requer dos novos trabalhadores um comportamento profissional diferenciado dos tempos passados, da era industrial (a era das formigas).
Hoje, emergem novos valores. A emotividade, valor negativo no processo de produção pela importância que se dava à racionalidade, foi resgatada para o processo produtivo, pois, sem ela, a racionalidade nunca será criativa. Os valores intangíveis – beleza, estética e emotividade, o “modo cigarra” de viver – fazem, agora, a diferença.
Separar, de um lado, o trabalho da transpiração, do esforço, da força mecânica, do suor obreiro da vida, e, de outro lado, o trabalho da inspiração, da criação, do estético, do simbólico, não fortalece a gênese de criação do ser humano. Lembremo-nos de que, quando um escultor transforma pedra em obra de arte, dá-se o aproveitamento do melhor da energia da transpiração, da técnica, da racionalidade, associada à energia da inspiração.
Dando novamente a palavra a Morin, talvez possamos entender por que “a cigarra é a formiga”. Segundo esse pensador, “o ser humano é complexo e traz em si mesmo, de modo bipolarizado, caracteres antagonistas: sábio e louco, trabalhador e lúdico, empírico e imaginário, econômico e consumista, prosaico e poético”.
(Irageu Fonseca. Diário de Pernambuco, julho de 2006. Adaptado).
Em um texto podem-se identificar diferentes vozes, desde a voz do autor até a voz da tradição cultural. No Texto, representa a voz do autor o seguinte fragmento:
 

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A cigarra é a formiga
A famosa fábula intitulada A cigarra e a formiga diz que o modelo de trabalhador ideal é aquele que consome boa parte de seus dias usando braços e pernas para produzir. O mundo do trabalho das formigas lembra o modelo de produção fordista, em que o homem e a máquina se confundem numa só engrenagem.
Relembrando a fábula, o personagem da cigarra ocupa, no imaginário do campo do trabalho, o papel do trabalhador indesejável, pois o esforço e a dedicação para aperfeiçoar o seu canto e entrar em comunhão com a natureza, cumprindo seu papel, não são contados. O ato prazeroso de cantar é considerado, segundo a fábula, como negação ao trabalho, e não como uma fonte de trabalho.
Essa visão reflete a velha busca de tratar as questões do ser humano dividindo-o em partes, separando o bem e o mal, o certo e o errado em campos totalmente distintos.
Morin, em seu clássico Os sete saberes necessários à Educação de Futuro, critica essa visão dizendo que “compreender o humano é compreender sua unidade na diversidade, sua diversidade na unidade”.
É importante lembrar aqui que o trabalho da formiga representa, no mundo econômico, o modelo de produção que gera bens de consumo tangíveis. Durante muito tempo, para o mundo dos negócios, significou a principal forma de acumulação de bens e capital – por parte dos capitalistas, é claro.
O que precisamos compreender é que criar a figura da cigarra, caracterizada pelo lúdico, como algo totalmente distinto e separado da formiga, para delinear o modelo de trabalhador, é incorrer no erro de que o trabalho segue apenas o princípio da “tortura”, e que o prazer não encontra aí o seu lugar.
O trabalho dos tempos atuais, porém, assume papel preponderante nas relações simbólicas da sociedade. E requer dos novos trabalhadores um comportamento profissional diferenciado dos tempos passados, da era industrial (a era das formigas).
Hoje, emergem novos valores. A emotividade, valor negativo no processo de produção pela importância que se dava à racionalidade, foi resgatada para o processo produtivo, pois, sem ela, a racionalidade nunca será criativa. Os valores intangíveis – beleza, estética e emotividade, o “modo cigarra” de viver – fazem, agora, a diferença.
Separar, de um lado, o trabalho da transpiração, do esforço, da força mecânica, do suor obreiro da vida, e, de outro lado, o trabalho da inspiração, da criação, do estético, do simbólico, não fortalece a gênese de criação do ser humano. Lembremo-nos de que, quando um escultor transforma pedra em obra de arte, dá-se o aproveitamento do melhor da energia da transpiração, da técnica, da racionalidade, associada à energia da inspiração.
Dando novamente a palavra a Morin, talvez possamos entender por que “a cigarra é a formiga”. Segundo esse pensador, “o ser humano é complexo e traz em si mesmo, de modo bipolarizado, caracteres antagonistas: sábio e louco, trabalhador e lúdico, empírico e imaginário, econômico e consumista, prosaico e poético”.
(Irageu Fonseca. Diário de Pernambuco, julho de 2006. Adaptado).
Como relembra o Texto, a cigarra, no imaginário do campo do trabalho, representa o trabalhador indesejável, porque:
 

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