Pedro, com 17 anos de idade, foi diagnosticado desde tenra idade com retardo mental severo,
necessitando do auxílio constante de terceiros. Sua mãe e detentora da guarda unilateral, Maria, é
usuária de drogas e por longos períodos ausenta-se da residência familiar, deixando Pedro aos
cuidados de sua avó, Ana, que informalmente administra a pensão acordada pelos genitores em ação
de alimentos no valor de um salário mínimo, mensalmente depositada por Paulo, pai de Pedro, que
reside em outro Estado da federação. Com o nascimento de outros dois filhos, Paulo realizou acordos
em ações ajuizadas pelas respectivas genitoras, vendo-se impossibilitado de pagar o valor
originalmente fixado, e por isso passou a depositar para Pedro o valor correspondente a 1/3 do
salário mínimo, afirmando que os filhos devem ser tratados de forma isonômica e que a genitora deve
contribuir igualmente para o sustento do filho em comum. Considerado esta hipótese, é correto afirmar:
José ajuizou ação declaratória de nulidade de negócio jurídico e pedido de indenização por
lucros cessantes em 22/04/2025 em face de Construtora S/A, com o objetivo de anular compra e venda
de unidade imobiliária que deixou de ser entregue no prazo contratualmente avençado, obrigando-o
a estender por alguns meses contrato de locação residencial para sua moradia e de sua família. No
curso da ação o autor faleceu deixando dois herdeiros, seus filhos, de oito e dez anos de idade, fato
noticiado nos autos por petição protocolizada em 30/09/2025, oportunidade em que foi informada a
existência de inventário judicial. Houve a regular sucessão do de cujus pelo espólio no processo e, após regular trâmite processual, o pedido foi julgado improcedente. O espólio de José interpôs recurso de
apelação, desprovido pelo Tribunal de Justiça, tendo a mesma sorte os embargos de declaração
opostos pelo espólio em seguida. Irresignados, os infantes, devidamente representados por sua
genitora, na qualidade de terceiros prejudicados interpuseram recurso especial dirigido ao Superior
Tribunal de Justiça em que alegaram a ausência de intimação do Ministério Público para intervenção
como fiscal da ordem jurídica e pleitearam a nulidade dos atos processuais desde a data do
falecimento de José. Consideradas as disposições do Código de Processo Civil e sua interpretação
jurisprudencial pelo Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar:
Celebrado compromisso de compra e venda de imóvel, sem cláusula de arrependimento. O preço
foi integralmente pago. Registro do contrato no Cartório de Registro de Imóveis não realizado.
Recusa do promitente vendedor em celebrar o contrato definitivo, sob alegação de que a
ausência de registro impede qualquer tutela específica. Assinale a proposição correta:
Após a tradição de determinado bem, o adquirente constatou defeito oculto preexistente que
reduzia significativamente sua utilidade econômica, sem contudo, torná-lo imprestável ao uso a
que se destinava. Nessa hipótese,