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Foram encontradas 119 questões.

1596725 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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TAL DIA É O BATIZADO
(fragmento)
Foi, então, como se lhe houvessem arrancado uma venda dos olhos e passasse de súbito a ver claramente vistas as coisas.
Os mercadores descontentes e dispostos à revolta, a facilidade de sublevar contra o vice-rei o povo do Rio de Janeiro, no mesmo dia em que explodisse o movimento em Vila Rica, o auxílio dos franceses e dos norteamericanos, a frota carregada de tropas aguerridas e de munição, tudo não passava, agora o percebia, de criações da sua ardente imaginação. Nada disto existia ou existira. E ele não mentia quando, no fogo do entusiasmo, falava a toda gente nesses recursos com que a conspiração poderia contar, como não mentia quando falava no homem de Sabará. Os recursos não tinham sido uma quimera, senão fatos reais e palpáveis. A cegueira sublime a que o levara o amor da pátria não o havia deixado distinguir entre os fantasmas que lhe povoavam o sonho generoso e as corriqueiras figuras de carne e osso da vida de todos os dias.
O contato inesperado com a verdade agreste desvendara-lhe os olhos para a indiferença, para o egoísmo, para o medo daqueles que desejava libertar e tornar venturosos.
Foi terrível a queda das alturas da fantasia para o chão duro da realidade.
Tiradentes tentou reagir, afastar o mundo exterior para abraçar novamente o sonho. Tentou continuar pregando o evangelho da liberdade contra ventos e marés, contra tudo e contra todos. Mas o impacto violento causara-lhe profunda depressão moral e, por mais que se esforçasse, não encontrava o ardor que por tantos anos o sustentara e acabara por esgotá- lo.
Quem o tivesse visto, dias antes, tão alegre e conversado, durante toda a viagem de Vila Rica ao Rio de Janeiro, não o reconheceria agora, triste e silencioso, em incessante perambulação pelas várias ruas da capital do vice-reino.
A alegria desaparecera, desaparecera a loquacidade, como por encanto. Nem jucundo nem facundo. E se ainda andava abaixo e acima, o dia inteiro, era como um autômato que o fazia, indiferente ao que via e ouvia. Se é que via e ouvia, porque o mais provável é que nada visse e nada ouvisse, esmagado pelo fragoroso esbarrondar do ideal de sua existência inteira.
Caíra-lhe dos olhos a venda.
No Rio de Janeiro, não haveria revolta nenhuma, e ele não sabia como é que iria dar essa surpreendente notícia aos companheiros lá nas Minas. Pois não garantira a todos que a capital do vice-reino estava pronta a sublevar-se, esperando apenas o sinal combinado? E não lhes jurara, rejurara e trejurara que era certo o auxílio dos Estados Unidos e da França?
(ALENCAR, Gilberto de. Tal dia é o batizado. Belo Horizonte: Itatiaia, 1981, p. 224-5
Leia os itens abaixo e responda.
I. Tiradentes não mentia de forma leviana, irresponsável.
II. Tiradentes não sobrepôs a razão à imaginação.
III. Tiradentes era movido pelo patriotismo exacerbado.
IV. O contato inesperado com a verdade agreste não desvendou os olhos de Tiradentes.
Estão CORRETAS
 

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1594933 Ano: 2009
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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Em relação aos Direitos Políticos, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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1594353 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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Inácio da Catingueira e Romano
(fragmento)
Li, há dias, numa revista, a cantoria ou “martelo” que, há perto de setenta anos, Inácio Catingueira teve com Romano, em Patos, na Paraíba. Inácio da Catingueira, um negro, era apenas Inácio; Romano, pessoa de família, possuía um nome mais comprido __ era Francisco Romano do Teixeira, irmão de Veríssimo Romano, cangaceiro e poeta, pai de Josué Romano, também cantador, enfim, um Romano bem classificado, cheio de suficiência, até com alguns discípulos.
Nessa antiga pendência, de que se espalharam pelo Nordeste muitas versões, Inácio tratava o outro por “meu branco”, declarava-se inferior a ele. Com imensa bazófia, Romano concordava, achava que era assim mesmo e, de quando em quando, introduzia, no “martelo”, uma palavra difícil como o intuito evidente de atrapalhar o adversário. O preto defendia-se a seu modo, torcia o corpo, inclinava-se modesto: “Seu Romano, eu só garanto é que ciência eu não tenho”.
Essa ironia, essa deliciosa malícia negra, não fez mossa na casa de Francisco Romano, que recebeu as alfinetadas como se elas fossem elogios e no fim da cantiga esmagou o inimigo com uma razoável quantidade de burrices tudo sem nexo, à toa: “Latona, Cibele, Ísis, Vulcano, Netuno ...” jogou o disparate em cima do outro e pediu a resposta, que não podia vir, naturalmente, porque Inácio era analfabeto, nunca ouvira falar em semelhantes horrores e fez o que devia fazer __ amunhecou, entregou os pontos, assim: “Seu Romano, desse jeito eu não posso acompanhá-lo. Se desse um nó em ‘martelo’ viria eu desatá-lo. Mas como foi em ciência, cante só; que eu já me calo”.
Com o entusiasmo dos ouvintes, Romano, vencedor, ofereceu umas palavras de consolação ao pobre do negro, palavras idiotas que serviram para enterrá-lo.
Isto aconteceu há setenta anos. E desde então, o herói de Patos se multiplicou em descendentes que nos têm impingido com abundância de Cibele, Ísis, Latona, Vulcano, etc.
Muita gente aceita isso. Nauseada, mas aceita, para mostrar sabedoria, quando todos deviam gritar honestamente que, tratando-se de “martelo”, Netuno e Minerva não têm cabimento.
Inácio da Catingueira, que homem! Foi uma das figuras mais interessantes da literatura brasileira, apesar de não saber ler. Como os seus olhos brindados de negro viam as coisas! É certo que temos outros sabidos demais. Mas há uma sabedoria alambicada que nos torna ridículos. (...)
RAMOS, Graciliano. Viventes das Alagoas; quadros e costumes do Nordeste. 4 ed. São Paulo, Martins, 1972. P. 137-8.
Sobre o texto, NÃO é CORRETO afirmar que
 

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1593965 Ano: 2009
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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Dr. Jorge Jablonscki possui R$ 120.000,00 e resolve aplicar 23% desta quantia numa aplicação que o rendera um juro a uma taxa de 4% ao mês, durante três meses. O restante, ele resolve também aplicar durante o mesmo período a uma taxa de 6% ao mês. Após esse período, Dr. Jorge Jablonscki terá
 

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1593901 Ano: 2009
Disciplina: Matemática
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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Uma empresa de construção civil ganhou uma licitação para a construção de uma estrada que liga as cidades de Taquara e Pitimbú. Foi selecionada uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia, que realizou determinada obra em 20 dias. Se o número de horas de serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo essa equipe fará o mesmo trabalho?
 

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1593829 Ano: 2009
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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José fez uma aplicação que o rendeu R$ 3.248,00 em 4 meses, a uma taxa de juros simples de 2% ao mês. Qual o capital aplicado por José?
 

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1586784 Ano: 2009
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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O funcionário público, de acordo com a Lei Estadual nº 6123/68 a que está sujeito, reunindo uma série de requisitos prescritos em lei, tem direito, depois de dez anos de serviço público, à(a)
 

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1578617 Ano: 2009
Disciplina: Matemática
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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Marcela, uma grande comerciante do ramo têxtil, aumentou os preços de suas mercadorias em 150%. Carlos Eduardo, seu gerente de vendas, avisou-lhe que as vendas não estavam satisfatórias. Marcela mandou que as mercadorias voltassem aos preços praticados antes do aumento. Em relação aos preços aumentados, o percentual da redução foi de
 

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1576086 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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Inácio da Catingueira e Romano
(fragmento)
Li, há dias, numa revista, a cantoria ou “martelo” que, há perto de setenta anos, Inácio Catingueira teve com Romano, em Patos, na Paraíba. Inácio da Catingueira, um negro, era apenas Inácio; Romano, pessoa de família, possuía um nome mais comprido __ era Francisco Romano do Teixeira, irmão de Veríssimo Romano, cangaceiro e poeta, pai de Josué Romano, também cantador, enfim, um Romano bem classificado, cheio de suficiência, até com alguns discípulos.
Nessa antiga pendência, de que se espalharam pelo Nordeste muitas versões, Inácio tratava o outro por “meu branco”, declarava-se inferior a ele. Com imensa bazófia, Romano concordava, achava que era assim mesmo e, de quando em quando, introduzia, no “martelo”, uma palavra difícil como o intuito evidente de atrapalhar o adversário. O preto defendia-se a seu modo, torcia o corpo, inclinava-se modesto: “Seu Romano, eu só garanto é que ciência eu não tenho”.
Essa ironia, essa deliciosa malícia negra, não fez mossa na casa de Francisco Romano, que recebeu as alfinetadas como se elas fossem elogios e no fim da cantiga esmagou o inimigo com uma razoável quantidade de burrices tudo sem nexo, à toa: “Latona, Cibele, Ísis, Vulcano, Netuno ...” jogou o disparate em cima do outro e pediu a resposta, que não podia vir, naturalmente, porque Inácio era analfabeto, nunca ouvira falar em semelhantes horrores e fez o que devia fazer __ amunhecou, entregou os pontos, assim: “Seu Romano, desse jeito eu não posso acompanhá-lo. Se desse um nó em ‘martelo’ viria eu desatá-lo. Mas como foi em ciência, cante só; que eu já me calo”.
Com o entusiasmo dos ouvintes, Romano, vencedor, ofereceu umas palavras de consolação ao pobre do negro, palavras idiotas que serviram para enterrá-lo.
Isto aconteceu há setenta anos. E desde então, o herói de Patos se multiplicou em descendentes que nos têm impingido com abundância de Cibele, Ísis, Latona, Vulcano, etc.
Muita gente aceita isso. Nauseada, mas aceita, para mostrar sabedoria, quando todos deviam gritar honestamente que, tratando-se de “martelo”, Netuno e Minerva não têm cabimento.
Inácio da Catingueira, que homem! Foi uma das figuras mais interessantes da literatura brasileira, apesar de não saber ler. Como os seus olhos brindados de negro viam as coisas! É certo que temos outros sabidos demais. Mas há uma sabedoria alambicada que nos torna ridículos. (...)
RAMOS, Graciliano. Viventes das Alagoas; quadros e costumes do Nordeste. 4 ed. São Paulo, Martins, 1972. P. 137-8.
Assinale a passagem do texto que sirva para ilustrar que Romano é mais reconhecido do que Inácio.
 

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1575431 Ano: 2009
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PGE-PE
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Após a citação, terá o réu prazo para apresentar sua resposta. A modalidade mais importante de resposta do réu, para não se tornar revel, é chamada de
 

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