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Mulheres barbadas
Por Martha Medeiros
Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase
escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante
avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,
pois não era armação.
Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher
barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas
mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento
diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?
A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns
exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto
ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.
Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros
no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada
americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-
se no cinema, lá nos idos de 1932.
No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no
queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer
coisa. Deus me privou de ver isso.
Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era
desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.
Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.
Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho
observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.
As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele
no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de
galinha.
Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem
prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai
mesmo).
Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso
algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois
não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?
Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além
de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador
para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“(preciso nada, é mera falta de assunto)”
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Mulheres barbadas
Por Martha Medeiros
Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase
escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante
avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,
pois não era armação.
Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher
barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas
mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento
diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?
A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns
exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto
ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.
Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros
no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada
americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-
se no cinema, lá nos idos de 1932.
No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no
queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer
coisa. Deus me privou de ver isso.
Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era
desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.
Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.
Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho
observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.
As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele
no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de
galinha.
Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem
prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai
mesmo).
Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso
algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois
não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?
Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além
de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador
para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Mulheres barbadas
Por Martha Medeiros
Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase
escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante
avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,
pois não era armação.
Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher
barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas
mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento
diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?
A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns
exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto
ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.
Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros
no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada
americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-
se no cinema, lá nos idos de 1932.
No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no
queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer
coisa. Deus me privou de ver isso.
Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era
desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.
Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.
Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho
observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.
As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele
no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de
galinha.
Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem
prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai
mesmo).
Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso
algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois
não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?
Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além
de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador
para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Coluna 1
1. Modo.
2. Exclusão.
3. Lugar.
Coluna 2
( ) “Este singelo texto ambiciona apenas arrancar seu sorriso”.
( ) “tento diagnosticar aqui mesmo”.
( ) “que sempre cai bem (e cai mesmo)”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- MorfologiaConjunçõesRelações de Causa e Consequência
Mulheres barbadas
Por Martha Medeiros
Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase
escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante
avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,
pois não era armação.
Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher
barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas
mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento
diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?
A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns
exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto
ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.
Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros
no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada
americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-
se no cinema, lá nos idos de 1932.
No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no
queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer
coisa. Deus me privou de ver isso.
Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era
desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.
Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.
Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho
observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.
As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele
no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de
galinha.
Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem
prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai
mesmo).
Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso
algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois
não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?
Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além
de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador
para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“cena que me aterrorizou na infância, pois não era armação”.
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Mulheres barbadas
Por Martha Medeiros
Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase
escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante
avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,
pois não era armação.
Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher
barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas
mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento
diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?
A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns
exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto
ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.
Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros
no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada
americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-
se no cinema, lá nos idos de 1932.
No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no
queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer
coisa. Deus me privou de ver isso.
Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era
desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.
Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.
Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho
observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.
As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele
no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de
galinha.
Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem
prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai
mesmo).
Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso
algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois
não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?
Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além
de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador
para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. É um substantivo que se une ao substantivo “vontade” a fim de formar um substantivo composto.
II. Um sinônimo adequado seria “repentina”.
III. Um antônimo possível seria “prevista”.
Quais estão corretas?
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Mulheres barbadas
Por Martha Medeiros
Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase
escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante
avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,
pois não era armação.
Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher
barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas
mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento
diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?
A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns
exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto
ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.
Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros
no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada
americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-
se no cinema, lá nos idos de 1932.
No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no
queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer
coisa. Deus me privou de ver isso.
Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era
desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.
Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.
Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho
observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.
As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele
no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de
galinha.
Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem
prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai
mesmo).
Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso
algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois
não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?
Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além
de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador
para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento diagnosticar aqui mesmo”.
• “A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns exemplares”.
• “Quem prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem”.
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Mulheres barbadas
Por Martha Medeiros
Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase
escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante
avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,
pois não era armação.
Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher
barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas
mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento
diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?
A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns
exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto
ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.
Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros
no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada
americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-
se no cinema, lá nos idos de 1932.
No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no
queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer
coisa. Deus me privou de ver isso.
Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era
desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.
Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.
Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho
observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.
As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele
no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de
galinha.
Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem
prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai
mesmo).
Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso
algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois
não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?
Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além
de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador
para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros no rosto”.
• “Até o bigode da Frida me provocava certa ....”.
• “Nunca ...., mas preciso confessar”.
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Mulheres barbadas
Por Martha Medeiros
Nem leões banguelas rugindo para o domador, nem os equilibristas que quase
escorregavam enquanto caminhavam pela corda estendida no alto, nem mesmo um elefante
avançando sobre a plateia numa cidade da Alemanha, cena que me aterrorizou na infância,
pois não era armação.
Nada me apavorava tanto quanto a possibilidade de aparecer na minha frente uma mulher
barbada. Eu nem era tão fã de circo, só ia quando não havia jeito de recusar o convite. Mas
mulher barbada eu não suportaria, e como nunca levei esse assunto ___ terapia, tento
diagnosticar aqui mesmo: seria um medo oculto de me transformar em homem?
A crônica poderia seguir esse raciocínio para denunciar ___ animalidade de alguns
exemplares da espécie que cometem barbáries, mas não irei por aí. Este singelo texto
ambiciona apenas arrancar seu sorriso ao término da leitura.
Voltando. Existe uma condição chamada hirsutismo, que faz .... pelos grossos e escuros
no rosto e demais partes da anatomia feminina, caso de uma famosa mulher barbada
americana chamada Jane Barnell, que viajou com circos ao longo da vida e inclusive destacou-
se no cinema, lá nos idos de 1932.
No Brasil, imagino que os donos de circo fossem mais práticos: colocavam um aplique no
queixo da moça da bilheteria e a empurravam para o picadeiro, que criança engole qualquer
coisa. Deus me privou de ver isso.
Até o bigode da Frida me provocava certa ...., mesmo sabendo que a intenção dela era
desafiar os padrões de beleza europeus e afirmar a singularidade de sua identidade mexicana.
Um ato político, apenas. Aderisse quem estivesse com vontade.
Nunca ...., mas preciso confessar (preciso nada, é mera falta de assunto) que tenho
observado, em frente ao espelho, os desaforos da passagem do tempo e isso me faz refletir.
As marcas de expressão entre o nariz e a boca, chamadas de bigode chinês. O excesso de pele
no contorno da face conhecido como bochecha de buldogue. Sem falar no popular pescoço de
galinha.
Nada animador. Para eliminá-los, só com liftings e demais procedimentos invasivos. Quem
prefere fugir de anestesia, como eu, apela ___ autenticidade, que sempre cai bem (e cai
mesmo).
Até que assisti a um vídeo em que a IA providenciava uma barba para o Halland, nosso
algoz na Copa, que nasceu loiro com olhos azuis, o que foi insuficiente para torná-lo belo. Pois
não é que ele daria um caldo se adotasse o visual de lenhador?
Então me lembrei de todos os homens que não têm queixo ou têm queixo demais, além
de bigodes chineses e bochechas de buldogue, e que basta dispensarem a gilete e o barbeador
para se tornarem uns coroas charmosos. E me deu uma vontade súbita de entrar para o circo.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/07/mulheres-barbadas-nada-me-apavorava-tanto-cmrf4t5yk01ue013vgnls7qnl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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