Foram encontradas 195 questões.
Um engenheiro está projetando um tanque de
água cujo formato é um prisma retangular reto.
Devido a mudanças nos projetos, ele terá que
diminuir a largura e o comprimento do tanque
ambos pela metade. Qual deve ser o aumento da
altura para que o tanque tenha o mesmo volume
originalmente projetado?
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Em um gráfico de pizzas, conforme a figura
abaixo:
Se quisermos representar uma fração de 54% e a outra de 46%, qual deve ser o ângulo do menor setor circular?
Se quisermos representar uma fração de 54% e a outra de 46%, qual deve ser o ângulo do menor setor circular?
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3830283
Ano: 2024
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
Provas:
Um comerciante compra uma melancia por R$
12,00 cada unidade. Ele divide a melancia em 8
partes iguais e revende em sua banca de frutas.
Se ele quiser obter um lucro total de 30% em
relação ao valor da compra, por qual valor ele
deve vender cada fração?
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Considere os excertos:
I. A consulta realizada no bairro objetivava medir a sensação de segurança de cada um dos moradores da região. A conclusão é surpreendente: ninguém _______ protegido nesse bairro.
II. Estes livros já não são mais produzidos pela editora, mas seus últimos exemplares ainda _______ em algumas livrarias populares.
III. _______ uma grande coleta de dados para o desenvolvimento dessa pesquisa.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das sentenças apresentadas, em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
I. A consulta realizada no bairro objetivava medir a sensação de segurança de cada um dos moradores da região. A conclusão é surpreendente: ninguém _______ protegido nesse bairro.
II. Estes livros já não são mais produzidos pela editora, mas seus últimos exemplares ainda _______ em algumas livrarias populares.
III. _______ uma grande coleta de dados para o desenvolvimento dessa pesquisa.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das sentenças apresentadas, em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
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Assinale a alternativa em que ocorre uma palavra
seguida de seu hipônimo.
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Assinale a alternativa em que a sentença
apresenta um advérbio de intensidade
modificando diretamente um advérbio de modo.
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Texto para responder à questão.
Muito calor
Ontem, com aquele calor todo, apareceu
um homem disposto a discutir comigo. Eu
discuto muito mal, principalmente no verão. O
homem defendia os agiotas. Isto é, não defendia.
O que ele dizia era que, afinal de contas, os
agiotas não sei o que têm, porque é preciso não
esquecer que, de um certo ponto de vista, é
preciso encarar a questão, aliás, não sei o quê...
Era mais ou menos isso o que o homem dizia. Ele
citou vários exemplos e de vez em quando me
perguntava:
— Você não acha que eu tenho razão?
Eu não achava nem deixava de achar, de
maneira que não dizia nada. Aí o homem
insistia:
— Vamos, diga, isso é ou não é um fato?
— É...
— Pois bem. Agora você precisa ver
outra coisa. Aqui no Rio de Janeiro há não sei
quantas casas de penhor. Muito bem. Pois então
vamos fazer um cálculo...
Aí o homem fazia um cálculo. Depois
perguntava se eu não concordava com o cálculo,
se não achava justo, se achava exagerado — aí
teve uma hora que não sei o que foi que eu disse
que o homem gritou:
— Mas então é você que defende os
usurários! Esse argumento seu...
E ele me provou por a mais b que o meu
argumento era uma grande arma na mão dos
usurários. Aliás, reparando bem, uma arma de
dois gumes. Eu, a bem dizer, não me lembrava
mais qual era o meu argumento, nem mesmo
sabia que tinha dado um argumento. O homem
falou sobre taxas de juros, avaliação, leilão e
monte de socorro, fiscalização, prazo e outras
coisas desse gênero. Confesso que fiquei um
pouco desorientado. O homem então se exaltou
não sei por que e perguntou se eu queria que os usurários me emprestassem dinheiro a um por
cento ao mês.
— É isso que você quer, não é?
— Eu, não…
— Então o que é que você quer?
Respondi que eu não queria nada. Ele
disse que "não quero nada" era um modo de
dizer. E perguntou outra vez, ameaçador:
— Mas então o que é que você acha? Eu
não compreendo você! Ora você diz uma coisa,
ora outra. Vamos, me explique, o que é que você
acha?
Respondi com a máxima sinceridade:
— Eu acho que está fazendo muito calor.
O homem ficou um pouco zangado e
disse que comigo não se podia discutir. Não valia
a pena discutir. Para que ele não ficasse mais
zangado, concordei:
— Pois é isso o que eu sempre digo.
O leitor me desculpe, mas não sei o que
falamos mais nessa palestra tão interessante e
instrutiva. O que sei é que estava fazendo muito
calor, e que no momento em que escrevo
continua fazendo muito calor.
BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do
Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
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Texto para responder à questão.
Muito calor
Ontem, com aquele calor todo, apareceu
um homem disposto a discutir comigo. Eu
discuto muito mal, principalmente no verão. O
homem defendia os agiotas. Isto é, não defendia.
O que ele dizia era que, afinal de contas, os
agiotas não sei o que têm, porque é preciso não
esquecer que, de um certo ponto de vista, é
preciso encarar a questão, aliás, não sei o quê...
Era mais ou menos isso o que o homem dizia. Ele
citou vários exemplos e de vez em quando me
perguntava:
— Você não acha que eu tenho razão?
Eu não achava nem deixava de achar, de
maneira que não dizia nada. Aí o homem
insistia:
— Vamos, diga, isso é ou não é um fato?
— É...
— Pois bem. Agora você precisa ver
outra coisa. Aqui no Rio de Janeiro há não sei
quantas casas de penhor. Muito bem. Pois então
vamos fazer um cálculo...
Aí o homem fazia um cálculo. Depois
perguntava se eu não concordava com o cálculo,
se não achava justo, se achava exagerado — aí
teve uma hora que não sei o que foi que eu disse
que o homem gritou:
— Mas então é você que defende os
usurários! Esse argumento seu...
E ele me provou por a mais b que o meu
argumento era uma grande arma na mão dos
usurários. Aliás, reparando bem, uma arma de
dois gumes. Eu, a bem dizer, não me lembrava
mais qual era o meu argumento, nem mesmo
sabia que tinha dado um argumento. O homem
falou sobre taxas de juros, avaliação, leilão e
monte de socorro, fiscalização, prazo e outras
coisas desse gênero. Confesso que fiquei um
pouco desorientado. O homem então se exaltou
não sei por que e perguntou se eu queria que os usurários me emprestassem dinheiro a um por
cento ao mês.
— É isso que você quer, não é?
— Eu, não…
— Então o que é que você quer?
Respondi que eu não queria nada. Ele
disse que "não quero nada" era um modo de
dizer. E perguntou outra vez, ameaçador:
— Mas então o que é que você acha? Eu
não compreendo você! Ora você diz uma coisa,
ora outra. Vamos, me explique, o que é que você
acha?
Respondi com a máxima sinceridade:
— Eu acho que está fazendo muito calor.
O homem ficou um pouco zangado e
disse que comigo não se podia discutir. Não valia
a pena discutir. Para que ele não ficasse mais
zangado, concordei:
— Pois é isso o que eu sempre digo.
O leitor me desculpe, mas não sei o que
falamos mais nessa palestra tão interessante e
instrutiva. O que sei é que estava fazendo muito
calor, e que no momento em que escrevo
continua fazendo muito calor.
BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do
Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
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Texto para responder à questão.
Muito calor
Ontem, com aquele calor todo, apareceu
um homem disposto a discutir comigo. Eu
discuto muito mal, principalmente no verão. O
homem defendia os agiotas. Isto é, não defendia.
O que ele dizia era que, afinal de contas, os
agiotas não sei o que têm, porque é preciso não
esquecer que, de um certo ponto de vista, é
preciso encarar a questão, aliás, não sei o quê...
Era mais ou menos isso o que o homem dizia. Ele
citou vários exemplos e de vez em quando me
perguntava:
— Você não acha que eu tenho razão?
Eu não achava nem deixava de achar, de
maneira que não dizia nada. Aí o homem
insistia:
— Vamos, diga, isso é ou não é um fato?
— É...
— Pois bem. Agora você precisa ver
outra coisa. Aqui no Rio de Janeiro há não sei
quantas casas de penhor. Muito bem. Pois então
vamos fazer um cálculo...
Aí o homem fazia um cálculo. Depois
perguntava se eu não concordava com o cálculo,
se não achava justo, se achava exagerado — aí
teve uma hora que não sei o que foi que eu disse
que o homem gritou:
— Mas então é você que defende os
usurários! Esse argumento seu...
E ele me provou por a mais b que o meu
argumento era uma grande arma na mão dos
usurários. Aliás, reparando bem, uma arma de
dois gumes. Eu, a bem dizer, não me lembrava
mais qual era o meu argumento, nem mesmo
sabia que tinha dado um argumento. O homem
falou sobre taxas de juros, avaliação, leilão e
monte de socorro, fiscalização, prazo e outras
coisas desse gênero. Confesso que fiquei um
pouco desorientado. O homem então se exaltou
não sei por que e perguntou se eu queria que os usurários me emprestassem dinheiro a um por
cento ao mês.
— É isso que você quer, não é?
— Eu, não…
— Então o que é que você quer?
Respondi que eu não queria nada. Ele
disse que "não quero nada" era um modo de
dizer. E perguntou outra vez, ameaçador:
— Mas então o que é que você acha? Eu
não compreendo você! Ora você diz uma coisa,
ora outra. Vamos, me explique, o que é que você
acha?
Respondi com a máxima sinceridade:
— Eu acho que está fazendo muito calor.
O homem ficou um pouco zangado e
disse que comigo não se podia discutir. Não valia
a pena discutir. Para que ele não ficasse mais
zangado, concordei:
— Pois é isso o que eu sempre digo.
O leitor me desculpe, mas não sei o que
falamos mais nessa palestra tão interessante e
instrutiva. O que sei é que estava fazendo muito
calor, e que no momento em que escrevo
continua fazendo muito calor.
BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do
Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
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Texto para responder à questão.
Muito calor
Ontem, com aquele calor todo, apareceu
um homem disposto a discutir comigo. Eu
discuto muito mal, principalmente no verão. O
homem defendia os agiotas. Isto é, não defendia.
O que ele dizia era que, afinal de contas, os
agiotas não sei o que têm, porque é preciso não
esquecer que, de um certo ponto de vista, é
preciso encarar a questão, aliás, não sei o quê...
Era mais ou menos isso o que o homem dizia. Ele
citou vários exemplos e de vez em quando me
perguntava:
— Você não acha que eu tenho razão?
Eu não achava nem deixava de achar, de
maneira que não dizia nada. Aí o homem
insistia:
— Vamos, diga, isso é ou não é um fato?
— É...
— Pois bem. Agora você precisa ver
outra coisa. Aqui no Rio de Janeiro há não sei
quantas casas de penhor. Muito bem. Pois então
vamos fazer um cálculo...
Aí o homem fazia um cálculo. Depois
perguntava se eu não concordava com o cálculo,
se não achava justo, se achava exagerado — aí
teve uma hora que não sei o que foi que eu disse
que o homem gritou:
— Mas então é você que defende os
usurários! Esse argumento seu...
E ele me provou por a mais b que o meu
argumento era uma grande arma na mão dos
usurários. Aliás, reparando bem, uma arma de
dois gumes. Eu, a bem dizer, não me lembrava
mais qual era o meu argumento, nem mesmo
sabia que tinha dado um argumento. O homem
falou sobre taxas de juros, avaliação, leilão e
monte de socorro, fiscalização, prazo e outras
coisas desse gênero. Confesso que fiquei um
pouco desorientado. O homem então se exaltou
não sei por que e perguntou se eu queria que os usurários me emprestassem dinheiro a um por
cento ao mês.
— É isso que você quer, não é?
— Eu, não…
— Então o que é que você quer?
Respondi que eu não queria nada. Ele
disse que "não quero nada" era um modo de
dizer. E perguntou outra vez, ameaçador:
— Mas então o que é que você acha? Eu
não compreendo você! Ora você diz uma coisa,
ora outra. Vamos, me explique, o que é que você
acha?
Respondi com a máxima sinceridade:
— Eu acho que está fazendo muito calor.
O homem ficou um pouco zangado e
disse que comigo não se podia discutir. Não valia
a pena discutir. Para que ele não ficasse mais
zangado, concordei:
— Pois é isso o que eu sempre digo.
O leitor me desculpe, mas não sei o que
falamos mais nessa palestra tão interessante e
instrutiva. O que sei é que estava fazendo muito
calor, e que no momento em que escrevo
continua fazendo muito calor.
BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do
Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
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