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Foram encontradas 195 questões.

3830275 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Texto para responder à questão.
Muito calor


    Ontem, com aquele calor todo, apareceu um homem disposto a discutir comigo. Eu discuto muito mal, principalmente no verão. O homem defendia os agiotas. Isto é, não defendia. O que ele dizia era que, afinal de contas, os agiotas não sei o que têm, porque é preciso não esquecer que, de um certo ponto de vista, é preciso encarar a questão, aliás, não sei o quê... Era mais ou menos isso o que o homem dizia. Ele citou vários exemplos e de vez em quando me perguntava:

    — Você não acha que eu tenho razão?
    Eu não achava nem deixava de achar, de maneira que não dizia nada. Aí o homem insistia:
    — Vamos, diga, isso é ou não é um fato?
    — É...

    — Pois bem. Agora você precisa ver outra coisa. Aqui no Rio de Janeiro há não sei quantas casas de penhor. Muito bem. Pois então vamos fazer um cálculo...
    Aí o homem fazia um cálculo. Depois perguntava se eu não concordava com o cálculo, se não achava justo, se achava exagerado — aí teve uma hora que não sei o que foi que eu disse que o homem gritou:

    — Mas então é você que defende os usurários! Esse argumento seu...

    E ele me provou por a mais b que o meu argumento era uma grande arma na mão dos usurários. Aliás, reparando bem, uma arma de dois gumes. Eu, a bem dizer, não me lembrava mais qual era o meu argumento, nem mesmo sabia que tinha dado um argumento. O homem falou sobre taxas de juros, avaliação, leilão e monte de socorro, fiscalização, prazo e outras coisas desse gênero. Confesso que fiquei um pouco desorientado. O homem então se exaltou não sei por que e perguntou se eu queria que os usurários me emprestassem dinheiro a um por cento ao mês.

    — É isso que você quer, não é?
    — Eu, não…

    — Então o que é que você quer?

    Respondi que eu não queria nada. Ele disse que "não quero nada" era um modo de dizer. E perguntou outra vez, ameaçador:

    — Mas então o que é que você acha? Eu não compreendo você! Ora você diz uma coisa, ora outra. Vamos, me explique, o que é que você acha?
    Respondi com a máxima sinceridade:

    — Eu acho que está fazendo muito calor.
    O homem ficou um pouco zangado e disse que comigo não se podia discutir. Não valia a pena discutir. Para que ele não ficasse mais zangado, concordei:
    — Pois é isso o que eu sempre digo.
    O leitor me desculpe, mas não sei o que falamos mais nessa palestra tão interessante e instrutiva. O que sei é que estava fazendo muito calor, e que no momento em que escrevo continua fazendo muito calor.
BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
O sarcasmo que se exprime no excerto “O leitor me desculpe, mas não sei o que falamos mais nessa palestra tão interessante e instrutiva.” é decorrente apenas:
 

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3830274 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Texto para responder à questão.
Muito calor


    Ontem, com aquele calor todo, apareceu um homem disposto a discutir comigo. Eu discuto muito mal, principalmente no verão. O homem defendia os agiotas. Isto é, não defendia. O que ele dizia era que, afinal de contas, os agiotas não sei o que têm, porque é preciso não esquecer que, de um certo ponto de vista, é preciso encarar a questão, aliás, não sei o quê... Era mais ou menos isso o que o homem dizia. Ele citou vários exemplos e de vez em quando me perguntava:

    — Você não acha que eu tenho razão?
    Eu não achava nem deixava de achar, de maneira que não dizia nada. Aí o homem insistia:
    — Vamos, diga, isso é ou não é um fato?
    — É...

    — Pois bem. Agora você precisa ver outra coisa. Aqui no Rio de Janeiro há não sei quantas casas de penhor. Muito bem. Pois então vamos fazer um cálculo...
    Aí o homem fazia um cálculo. Depois perguntava se eu não concordava com o cálculo, se não achava justo, se achava exagerado — aí teve uma hora que não sei o que foi que eu disse que o homem gritou:

    — Mas então é você que defende os usurários! Esse argumento seu...

    E ele me provou por a mais b que o meu argumento era uma grande arma na mão dos usurários. Aliás, reparando bem, uma arma de dois gumes. Eu, a bem dizer, não me lembrava mais qual era o meu argumento, nem mesmo sabia que tinha dado um argumento. O homem falou sobre taxas de juros, avaliação, leilão e monte de socorro, fiscalização, prazo e outras coisas desse gênero. Confesso que fiquei um pouco desorientado. O homem então se exaltou não sei por que e perguntou se eu queria que os usurários me emprestassem dinheiro a um por cento ao mês.

    — É isso que você quer, não é?
    — Eu, não…

    — Então o que é que você quer?

    Respondi que eu não queria nada. Ele disse que "não quero nada" era um modo de dizer. E perguntou outra vez, ameaçador:

    — Mas então o que é que você acha? Eu não compreendo você! Ora você diz uma coisa, ora outra. Vamos, me explique, o que é que você acha?
    Respondi com a máxima sinceridade:

    — Eu acho que está fazendo muito calor.
    O homem ficou um pouco zangado e disse que comigo não se podia discutir. Não valia a pena discutir. Para que ele não ficasse mais zangado, concordei:
    — Pois é isso o que eu sempre digo.
    O leitor me desculpe, mas não sei o que falamos mais nessa palestra tão interessante e instrutiva. O que sei é que estava fazendo muito calor, e que no momento em que escrevo continua fazendo muito calor.
BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
Com a leitura do texto, depreende-se que o baixo desempenho do autor na discussão relatada se deve ao fato de que:
 

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3830273 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Texto para responder à questão.
Muito calor


    Ontem, com aquele calor todo, apareceu um homem disposto a discutir comigo. Eu discuto muito mal, principalmente no verão. O homem defendia os agiotas. Isto é, não defendia. O que ele dizia era que, afinal de contas, os agiotas não sei o que têm, porque é preciso não esquecer que, de um certo ponto de vista, é preciso encarar a questão, aliás, não sei o quê... Era mais ou menos isso o que o homem dizia. Ele citou vários exemplos e de vez em quando me perguntava:

    — Você não acha que eu tenho razão?
    Eu não achava nem deixava de achar, de maneira que não dizia nada. Aí o homem insistia:
    — Vamos, diga, isso é ou não é um fato?
    — É...

    — Pois bem. Agora você precisa ver outra coisa. Aqui no Rio de Janeiro há não sei quantas casas de penhor. Muito bem. Pois então vamos fazer um cálculo...
    Aí o homem fazia um cálculo. Depois perguntava se eu não concordava com o cálculo, se não achava justo, se achava exagerado — aí teve uma hora que não sei o que foi que eu disse que o homem gritou:

    — Mas então é você que defende os usurários! Esse argumento seu...

    E ele me provou por a mais b que o meu argumento era uma grande arma na mão dos usurários. Aliás, reparando bem, uma arma de dois gumes. Eu, a bem dizer, não me lembrava mais qual era o meu argumento, nem mesmo sabia que tinha dado um argumento. O homem falou sobre taxas de juros, avaliação, leilão e monte de socorro, fiscalização, prazo e outras coisas desse gênero. Confesso que fiquei um pouco desorientado. O homem então se exaltou não sei por que e perguntou se eu queria que os usurários me emprestassem dinheiro a um por cento ao mês.

    — É isso que você quer, não é?
    — Eu, não…

    — Então o que é que você quer?

    Respondi que eu não queria nada. Ele disse que "não quero nada" era um modo de dizer. E perguntou outra vez, ameaçador:

    — Mas então o que é que você acha? Eu não compreendo você! Ora você diz uma coisa, ora outra. Vamos, me explique, o que é que você acha?
    Respondi com a máxima sinceridade:

    — Eu acho que está fazendo muito calor.
    O homem ficou um pouco zangado e disse que comigo não se podia discutir. Não valia a pena discutir. Para que ele não ficasse mais zangado, concordei:
    — Pois é isso o que eu sempre digo.
    O leitor me desculpe, mas não sei o que falamos mais nessa palestra tão interessante e instrutiva. O que sei é que estava fazendo muito calor, e que no momento em que escrevo continua fazendo muito calor.
BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
Tanto a linguagem quanto a estrutura do texto per se refletem o gênero textual:
 

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3068764 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Determinada a transformar seu sonho de viagem em realidade, Lúcia adotou a prática de economizar uma quantidade fixa de moedas em um cofrinho a cada mês. No primeiro mês, ela depositou 10 moedas de R$ 0,50 cada. Se ela continuar seguindo essa mesma rotina nos próximos 8 meses, qual será o total de moedas que Lúcia terá acumulado ao final desse período?

 

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3068763 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Em um restaurante, uma família de quatro pessoas pediu os seguintes pratos:

• 2 pratos de massa por R$ 25,30 cada

• 4 pratos de frango por R$ 18,79 cada

• 1 pizza grande por R$ 35,90

Além disso, pediram 4 refrigerantes por R$ 5,73 cada.

Qual foi o valor total que a família gastou no restaurante?

 

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3068762 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Assinale a alternativa que apresenta o Vigésimo Sexto número ímpar sucessor de 493.

 

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3068761 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Em uma loja de eletrônicos, um cliente comprou 2 smartphones por R$ 800,00 cada, 3 fones de ouvido por R$ 120,00 cada e 1 tablet por R$ 400. Além disso, ele adquiriu uma garantia estendida por R$ 50,00. Qual foi o valor total gasto pelo cliente na loja?

 

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3068760 Ano: 2024
Disciplina: Matemática
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Assinale a alternativa que apresenta o Quadragésimo quarto número par antecessor de 754.

 

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3068759 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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No contexto da concordância verbal, analise a frase a seguir:

"Uma das obras mais importantes da literatura brasileira, assim como várias outras de Machado de Assis, foram escritas no século XIX."

Identifique a alternativa que apresenta a correção na concordância verbal da frase:

 

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3068758 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Águas Lindóia-SP
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Identifique a classe de palavra destacada na seguinte frase e, em seguida, assinale a alternativa correta:

"A biblioteca dispunha de livros raros e antigos, alguns encadernados com capas ornamentadas."

 

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