Magna Concursos

Foram encontradas 121 questões.

351150 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:
Assinale a alternativa que não apresenta um ditongo.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351149 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:
Meu pai
Quando crianças, vemos os pais como fortes, invencíveis. É
um choque perceber que são frágeis
Por Walcyr Carrasco
13/08/2013 - 07h30 - Atualizado 27/10/2016 13h07
Eu amei meu pai. Embora ele tenha partido há muitos anos, ainda sinto saudades. Meu pai foi embora antes que eu vivesse o sucesso como escritor. Gostaria que ele estivesse aqui, para compartilhar momentos tão bons da minha vida. É estranho quando a gente perde alguém. De repente, sem mais nem menos, quando estou no trânsito dirigindo, tenho vontade de falar com ele. A emoção nos engana e por uma fração de segundos esquecemos que não dá mais para ver, visitar, conversar.
Meu pai foi importante na minha carreira. Já contei muitas vezes, mas não canso de repetir. Foi ele quem me deu a primeira máquina de escrever, quando eu tinha 13 anos. Impressionante, não? Falar em máquina de escrever num mundo onde imperam os computadores. Até hoje me comovo com aquele gesto. João – esse era seu nome – era telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana. Muita gente hoje não sabe muito bem o que é um telegrafista, neste tempo de e-mails. Era um trabalho técnico, transmitir de uma cidade para outra, por meio de um código de sinais sonoros – o Morse –, as saídas e as chegadas das locomotivas. Ganhava pouco e se virava com bicos, para educar os três filhos, no interior de São Paulo. Quando resolvi ser escritor, aos 11 ou 12 anos, depois de me apaixonar pelos livros de Monteiro Lobato, ninguém sabia muito bem que profissão seria essa. Diziam que os escritores morriam de fome. Mesmo assim, um dia meu pai apareceu com a máquina de escrever. Ainda lembro seus passos na escada do sobrado em que morávamos, dizendo:
– Trouxe uma coisa para você.
Em seguida, ele me botou no antigo curso de datilografia. Sim, na época havia escolas onde as pessoas aprendiam a escrever usando todos os dedos. No raciocínio de papai, se essa história de ser escritor não desse certo, eu pelo menos poderia trabalhar num escritório. Ou prestar um concurso público. Na época, o sonho de todo pai com orçamento sofrido era ver o filho no Banco do Brasil, em emprego vitalício.
O tempo passou. Viemos para São Paulo, onde a vida se tornou mais difícil ainda. Meu irmão mais velho começou a trabalhar cedo, eu também. Papai tentou vários negócios paralelos. Finalmente conseguiu se levantar com um pequeno estacionamento. Do tipo que hoje provavelmente a prefeitura impediria de existir, tantas são as exigências atuais. Ele tinha consciência de que não nos deixaria fortuna, então lutou pela nossa educação. Seu plano deu certo. Meu irmão Airton estudou química e tornou-se vice-presidente de uma grande empresa. O mais novo, Ney, começou a aprender flauta aos 6 anos de idade. Hoje é músico premiado, professor da Unicamp e, para minha glória, secretário da Cultura de Campinas. Tive aulas de inglês desde os 12 anos, mais tarde consegui um desconto na Aliança Francesa. Sempre com o apoio de meu pai, que nunca saía para comer fora, viajar. Tudo era para nós, os filhos. Minto: desde que me conheço por gente, até os 15 anos, papai me levava ao cinema todas as noites. Ainda me lembro, era tão pequeno que minha mãe me ajudava a ler as legendas. Vi de tudo: chanchada brasileira, filmes B americanos, musicais, Fellini e até Bergman. Os filmes, em Marília, onde vivíamos, ficavam só um ou dois dias em cartaz.
O que era exibido, nós víamos. Também acho que isso contribuiu muito para a formação de meu universo ficcional, para me dar referências de humor e drama.
Muitas vezes rejeitei meu pai. Adolescente, achava que ele não compreendia minhas dificuldades, meus sonhos. Discutíamos. Saí algumas vezes batendo a porta.
Quando crianças, nos acostumamos a enxergar os pais como seres fortes, invencíveis. É um choque descobrir, na adolescência, que são frágeis. Demorei a aceitar que meu pai era um homem com todas as dificuldades que uma pessoa normal tem. Sempre fica uma lacuna quando a gente perde alguém. A vontade de ter feito alguma coisa, o sentimento de que eu poderia ter sido um filho melhor. Quando tinha 30 anos, minha avó paterna teve problemas mentais. Ficou totalmente descontrolada. A única solução foi enviá-la a uma casa de repouso. Meu irmão mais velho e minha mãe a levaram. Meu pai subiu as escadas chorando. Subi atrás e o abracei. Suas lágrimas molharam minha camisa. Nesse momento íntimo, intenso, eu cresci. Entendi: meu pai era simplesmente um ser humano. Ele tinha me amparado sempre. Agora, eu é que o amparava. Foi só quando pude sentir as dores de meu pai é que aprendi a ser um filho.
Disponível em https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-
carrasco/noticia/2013/08/meu-bpaib.html
A crônica de Walcyr Carrasco aponta que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351148 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:
Assinale a alternativa que apresenta um verbo no infinitivo.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351147 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:
Meu pai
Quando crianças, vemos os pais como fortes, invencíveis. É
um choque perceber que são frágeis
Por Walcyr Carrasco
13/08/2013 - 07h30 - Atualizado 27/10/2016 13h07
Eu amei meu pai. Embora ele tenha partido há muitos anos, ainda sinto saudades. Meu pai foi embora antes que eu vivesse o sucesso como escritor. Gostaria que ele estivesse aqui, para compartilhar momentos tão bons da minha vida. É estranho quando a gente perde alguém. De repente, sem mais nem menos, quando estou no trânsito dirigindo, tenho vontade de falar com ele. A emoção nos engana e por uma fração de segundos esquecemos que não dá mais para ver, visitar, conversar.
Meu pai foi importante na minha carreira. Já contei muitas vezes, mas não canso de repetir. Foi ele quem me deu a primeira máquina de escrever, quando eu tinha 13 anos. Impressionante, não? Falar em máquina de escrever num mundo onde imperam os computadores. Até hoje me comovo com aquele gesto. João – esse era seu nome – era telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana. Muita gente hoje não sabe muito bem o que é um telegrafista, neste tempo de e-mails. Era um trabalho técnico, transmitir de uma cidade para outra, por meio de um código de sinais sonoros – o Morse –, as saídas e as chegadas das locomotivas. Ganhava pouco e se virava com bicos, para educar os três filhos, no interior de São Paulo. Quando resolvi ser escritor, aos 11 ou 12 anos, depois de me apaixonar pelos livros de Monteiro Lobato, ninguém sabia muito bem que profissão seria essa. Diziam que os escritores morriam de fome. Mesmo assim, um dia meu pai apareceu com a máquina de escrever. Ainda lembro seus passos na escada do sobrado em que morávamos, dizendo:
– Trouxe uma coisa para você.
Em seguida, ele me botou no antigo curso de datilografia. Sim, na época havia escolas onde as pessoas aprendiam a escrever usando todos os dedos. No raciocínio de papai, se essa história de ser escritor não desse certo, eu pelo menos poderia trabalhar num escritório. Ou prestar um concurso público. Na época, o sonho de todo pai com orçamento sofrido era ver o filho no Banco do Brasil, em emprego vitalício.
O tempo passou. Viemos para São Paulo, onde a vida se tornou mais difícil ainda. Meu irmão mais velho começou a trabalhar cedo, eu também. Papai tentou vários negócios paralelos. Finalmente conseguiu se levantar com um pequeno estacionamento. Do tipo que hoje provavelmente a prefeitura impediria de existir, tantas são as exigências atuais. Ele tinha consciência de que não nos deixaria fortuna, então lutou pela nossa educação. Seu plano deu certo. Meu irmão Airton estudou química e tornou-se vice-presidente de uma grande empresa. O mais novo, Ney, começou a aprender flauta aos 6 anos de idade. Hoje é músico premiado, professor da Unicamp e, para minha glória, secretário da Cultura de Campinas. Tive aulas de inglês desde os 12 anos, mais tarde consegui um desconto na Aliança Francesa. Sempre com o apoio de meu pai, que nunca saía para comer fora, viajar. Tudo era para nós, os filhos. Minto: desde que me conheço por gente, até os 15 anos, papai me levava ao cinema todas as noites. Ainda me lembro, era tão pequeno que minha mãe me ajudava a ler as legendas. Vi de tudo: chanchada brasileira, filmes B americanos, musicais, Fellini e até Bergman. Os filmes, em Marília, onde vivíamos, ficavam só um ou dois dias em cartaz.
O que era exibido, nós víamos. Também acho que isso contribuiu muito para a formação de meu universo ficcional, para me dar referências de humor e drama.
Muitas vezes rejeitei meu pai. Adolescente, achava que ele não compreendia minhas dificuldades, meus sonhos. Discutíamos. Saí algumas vezes batendo a porta.
Quando crianças, nos acostumamos a enxergar os pais como seres fortes, invencíveis. É um choque descobrir, na adolescência, que são frágeis. Demorei a aceitar que meu pai era um homem com todas as dificuldades que uma pessoa normal tem. Sempre fica uma lacuna quando a gente perde alguém. A vontade de ter feito alguma coisa, o sentimento de que eu poderia ter sido um filho melhor. Quando tinha 30 anos, minha avó paterna teve problemas mentais. Ficou totalmente descontrolada. A única solução foi enviá-la a uma casa de repouso. Meu irmão mais velho e minha mãe a levaram. Meu pai subiu as escadas chorando. Subi atrás e o abracei. Suas lágrimas molharam minha camisa. Nesse momento íntimo, intenso, eu cresci. Entendi: meu pai era simplesmente um ser humano. Ele tinha me amparado sempre. Agora, eu é que o amparava. Foi só quando pude sentir as dores de meu pai é que aprendi a ser um filho.
Disponível em https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-
carrasco/noticia/2013/08/meu-bpaib.html
O texto começa com a seguinte oração: “Eu amei meu pai”, o modo verbal utilizado indica que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351146 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:

Leia o texto para responder a questão.

Aretha Franklin - A mulher negra visível

Por Dodô Azevedo 16/08/2018 16h09 Atualizado 16/08/2018 16h09

No Brasil, vivemos uma espécie de descoberta da mulher negra brasileira.

Na academia, no mercado de trabalho, no mundo pop, elas tomaram o microfone. Começaram a chamar a atenção para o que querem dizer. A reivindicar lugar de fala.

Djamila Ribeiro e o sucesso nacional de seu livro "Quem tem medo do feminismo negro?".

Conceição Evaristo candidata a Academia Brasileira de Letras.

O elenco do magistral musical "Elza", sobre a vida de Elza Soares.

"Dona Ivone Lara - o musical", preparando-se para estrear nos palcos.

Na TV, a Michelle Brau de Taís Araújo tornada protagonista da série "Mr. Brau", em sua derradeira temporada.

O Brasil de 2018, em muitos aspectos parecido com os EUA do fim da década de 60, com suas polarizações, extremismos, fraturas e consequentes contraculturas, também celebra hoje a vida de Aretha Franklin.

Lá, e na época, a cantora (e incrível pianista, pouco se fala) foi ponta de lança de um movimento de afirmação e ocupação de espaços que começa quando Sister Rosetta Twarpe, nos anos 30, resolve levar a guitarra elétrica para os palcos gospel, praticamente inventando o rock and roll, até os dias de hoje, onde a comunicadora mais popular, com alcance de voz a milhões de cidadãos, é Oprah Winfrey.

Aretha Franklin morre como unanimidade.

Mas, antes de tudo, visível.

Morrer visível, relevante e respeitada é, para mulheres negras, uma construção que leva décadas.

E que aqui só começou.

Aretha Franklin foi, involuntariamente, mãe aos 12 anos, sofreu com a pobreza, apanhou de maridos.

Nada muito diferente da trágica rotina da mulher negra brasileira.

Aretha Franklin morre visível, relevante e respeitada.

As nossas Arethas Franklins permanecem na luta.

Atenção a elas. Atenção às nossas.

Atenção.

Esse outro nome para respeito.

Disponível em https://g1.globo.com/pop-arte/blog/dodoazevedo/post/2018/08/16/aretha-franklin-a-mulher-negra-visivel.ghtm

“No Brasil, vivemos uma espécie de descoberta da mulher negra brasileira.” O verbo é classificado como
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351145 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:

Leia o texto para responder a questão.

Aretha Franklin - A mulher negra visível

Por Dodô Azevedo 16/08/2018 16h09 Atualizado 16/08/2018 16h09

No Brasil, vivemos uma espécie de descoberta da mulher negra brasileira.

Na academia, no mercado de trabalho, no mundo pop, elas tomaram o microfone. Começaram a chamar a atenção para o que querem dizer. A reivindicar lugar de fala.

Djamila Ribeiro e o sucesso nacional de seu livro "Quem tem medo do feminismo negro?".

Conceição Evaristo candidata a Academia Brasileira de Letras.

O elenco do magistral musical "Elza", sobre a vida de Elza Soares.

"Dona Ivone Lara - o musical", preparando-se para estrear nos palcos.

Na TV, a Michelle Brau de Taís Araújo tornada protagonista da série "Mr. Brau", em sua derradeira temporada.

O Brasil de 2018, em muitos aspectos parecido com os EUA do fim da década de 60, com suas polarizações, extremismos, fraturas e consequentes contraculturas, também celebra hoje a vida de Aretha Franklin.

Lá, e na época, a cantora (e incrível pianista, pouco se fala) foi ponta de lança de um movimento de afirmação e ocupação de espaços que começa quando Sister Rosetta Twarpe, nos anos 30, resolve levar a guitarra elétrica para os palcos gospel, praticamente inventando o rock and roll, até os dias de hoje, onde a comunicadora mais popular, com alcance de voz a milhões de cidadãos, é Oprah Winfrey.

Aretha Franklin morre como unanimidade.

Mas, antes de tudo, visível.

Morrer visível, relevante e respeitada é, para mulheres negras, uma construção que leva décadas.

E que aqui só começou.

Aretha Franklin foi, involuntariamente, mãe aos 12 anos, sofreu com a pobreza, apanhou de maridos.

Nada muito diferente da trágica rotina da mulher negra brasileira.

Aretha Franklin morre visível, relevante e respeitada.

As nossas Arethas Franklins permanecem na luta.

Atenção a elas. Atenção às nossas.

Atenção.

Esse outro nome para respeito.

Disponível em https://g1.globo.com/pop-arte/blog/dodoazevedo/post/2018/08/16/aretha-franklin-a-mulher-negra-visivel.ghtm

“Morrer visível, relevante e respeitada é, para mulheres negras, uma construção que leva décadas.”
Ainda sobre o período da questão 2: assinale a alternativa que apresenta o sujeito do período.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351144 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:
Meu pai
Quando crianças, vemos os pais como fortes, invencíveis. É
um choque perceber que são frágeis
Por Walcyr Carrasco
13/08/2013 - 07h30 - Atualizado 27/10/2016 13h07
Eu amei meu pai. Embora ele tenha partido há muitos anos, ainda sinto saudades. Meu pai foi embora antes que eu vivesse o sucesso como escritor. Gostaria que ele estivesse aqui, para compartilhar momentos tão bons da minha vida. É estranho quando a gente perde alguém. De repente, sem mais nem menos, quando estou no trânsito dirigindo, tenho vontade de falar com ele. A emoção nos engana e por uma fração de segundos esquecemos que não dá mais para ver, visitar, conversar.
Meu pai foi importante na minha carreira. Já contei muitas vezes, mas não canso de repetir. Foi ele quem me deu a primeira máquina de escrever, quando eu tinha 13 anos. Impressionante, não? Falar em máquina de escrever num mundo onde imperam os computadores. Até hoje me comovo com aquele gesto. João – esse era seu nome – era telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana. Muita gente hoje não sabe muito bem o que é um telegrafista, neste tempo de e-mails. Era um trabalho técnico, transmitir de uma cidade para outra, por meio de um código de sinais sonoros – o Morse –, as saídas e as chegadas das locomotivas. Ganhava pouco e se virava com bicos, para educar os três filhos, no interior de São Paulo. Quando resolvi ser escritor, aos 11 ou 12 anos, depois de me apaixonar pelos livros de Monteiro Lobato, ninguém sabia muito bem que profissão seria essa. Diziam que os escritores morriam de fome. Mesmo assim, um dia meu pai apareceu com a máquina de escrever. Ainda lembro seus passos na escada do sobrado em que morávamos, dizendo:
– Trouxe uma coisa para você.
Em seguida, ele me botou no antigo curso de datilografia. Sim, na época havia escolas onde as pessoas aprendiam a escrever usando todos os dedos. No raciocínio de papai, se essa história de ser escritor não desse certo, eu pelo menos poderia trabalhar num escritório. Ou prestar um concurso público. Na época, o sonho de todo pai com orçamento sofrido era ver o filho no Banco do Brasil, em emprego vitalício.
O tempo passou. Viemos para São Paulo, onde a vida se tornou mais difícil ainda. Meu irmão mais velho começou a trabalhar cedo, eu também. Papai tentou vários negócios paralelos. Finalmente conseguiu se levantar com um pequeno estacionamento. Do tipo que hoje provavelmente a prefeitura impediria de existir, tantas são as exigências atuais. Ele tinha consciência de que não nos deixaria fortuna, então lutou pela nossa educação. Seu plano deu certo. Meu irmão Airton estudou química e tornou-se vice-presidente de uma grande empresa. O mais novo, Ney, começou a aprender flauta aos 6 anos de idade. Hoje é músico premiado, professor da Unicamp e, para minha glória, secretário da Cultura de Campinas. Tive aulas de inglês desde os 12 anos, mais tarde consegui um desconto na Aliança Francesa. Sempre com o apoio de meu pai, que nunca saía para comer fora, viajar. Tudo era para nós, os filhos. Minto: desde que me conheço por gente, até os 15 anos, papai me levava ao cinema todas as noites. Ainda me lembro, era tão pequeno que minha mãe me ajudava a ler as legendas. Vi de tudo: chanchada brasileira, filmes B americanos, musicais, Fellini e até Bergman. Os filmes, em Marília, onde vivíamos, ficavam só um ou dois dias em cartaz.
O que era exibido, nós víamos. Também acho que isso contribuiu muito para a formação de meu universo ficcional, para me dar referências de humor e drama.
Muitas vezes rejeitei meu pai. Adolescente, achava que ele não compreendia minhas dificuldades, meus sonhos. Discutíamos. Saí algumas vezes batendo a porta.
Quando crianças, nos acostumamos a enxergar os pais como seres fortes, invencíveis. É um choque descobrir, na adolescência, que são frágeis. Demorei a aceitar que meu pai era um homem com todas as dificuldades que uma pessoa normal tem. Sempre fica uma lacuna quando a gente perde alguém. A vontade de ter feito alguma coisa, o sentimento de que eu poderia ter sido um filho melhor. Quando tinha 30 anos, minha avó paterna teve problemas mentais. Ficou totalmente descontrolada. A única solução foi enviá-la a uma casa de repouso. Meu irmão mais velho e minha mãe a levaram. Meu pai subiu as escadas chorando. Subi atrás e o abracei. Suas lágrimas molharam minha camisa. Nesse momento íntimo, intenso, eu cresci. Entendi: meu pai era simplesmente um ser humano. Ele tinha me amparado sempre. Agora, eu é que o amparava. Foi só quando pude sentir as dores de meu pai é que aprendi a ser um filho.
Disponível em https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-
carrasco/noticia/2013/08/meu-bpaib.html
Ainda no quarto parágrafo, o vocábulo ENTÃO pode ser substituído por qual conjunção, sem que o sentido da oração seja alterado.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351143 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:

Leia o texto para responder a questão.

Aretha Franklin - A mulher negra visível

Por Dodô Azevedo 16/08/2018 16h09 Atualizado 16/08/2018 16h09

No Brasil, vivemos uma espécie de descoberta da mulher negra brasileira.

Na academia, no mercado de trabalho, no mundo pop, elas tomaram o microfone. Começaram a chamar a atenção para o que querem dizer. A reivindicar lugar de fala.

Djamila Ribeiro e o sucesso nacional de seu livro "Quem tem medo do feminismo negro?".

Conceição Evaristo candidata a Academia Brasileira de Letras.

O elenco do magistral musical "Elza", sobre a vida de Elza Soares.

"Dona Ivone Lara - o musical", preparando-se para estrear nos palcos.

Na TV, a Michelle Brau de Taís Araújo tornada protagonista da série "Mr. Brau", em sua derradeira temporada.

O Brasil de 2018, em muitos aspectos parecido com os EUA do fim da década de 60, com suas polarizações, extremismos, fraturas e consequentes contraculturas, também celebra hoje a vida de Aretha Franklin.

Lá, e na época, a cantora (e incrível pianista, pouco se fala) foi ponta de lança de um movimento de afirmação e ocupação de espaços que começa quando Sister Rosetta Twarpe, nos anos 30, resolve levar a guitarra elétrica para os palcos gospel, praticamente inventando o rock and roll, até os dias de hoje, onde a comunicadora mais popular, com alcance de voz a milhões de cidadãos, é Oprah Winfrey.

Aretha Franklin morre como unanimidade.

Mas, antes de tudo, visível.

Morrer visível, relevante e respeitada é, para mulheres negras, uma construção que leva décadas.

E que aqui só começou.

Aretha Franklin foi, involuntariamente, mãe aos 12 anos, sofreu com a pobreza, apanhou de maridos.

Nada muito diferente da trágica rotina da mulher negra brasileira.

Aretha Franklin morre visível, relevante e respeitada.

As nossas Arethas Franklins permanecem na luta.

Atenção a elas. Atenção às nossas.

Atenção.

Esse outro nome para respeito.

Disponível em https://g1.globo.com/pop-arte/blog/dodoazevedo/post/2018/08/16/aretha-franklin-a-mulher-negra-visivel.ghtm

Uma frase precisa ser composta por pelo menos um vocábulo, uma oração simples precisa ser composta por um verbo, sendo assim, assinale a alternativa que apresenta uma oração simples.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351142 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:

Leia o texto para responder a questão.

Aretha Franklin - A mulher negra visível

Por Dodô Azevedo 16/08/2018 16h09 Atualizado 16/08/2018 16h09

No Brasil, vivemos uma espécie de descoberta da mulher negra brasileira.

Na academia, no mercado de trabalho, no mundo pop, elas tomaram o microfone. Começaram a chamar a atenção para o que querem dizer. A reivindicar lugar de fala.

Djamila Ribeiro e o sucesso nacional de seu livro "Quem tem medo do feminismo negro?".

Conceição Evaristo candidata a Academia Brasileira de Letras.

O elenco do magistral musical "Elza", sobre a vida de Elza Soares.

"Dona Ivone Lara - o musical", preparando-se para estrear nos palcos.

Na TV, a Michelle Brau de Taís Araújo tornada protagonista da série "Mr. Brau", em sua derradeira temporada.

O Brasil de 2018, em muitos aspectos parecido com os EUA do fim da década de 60, com suas polarizações, extremismos, fraturas e consequentes contraculturas, também celebra hoje a vida de Aretha Franklin.

Lá, e na época, a cantora (e incrível pianista, pouco se fala) foi ponta de lança de um movimento de afirmação e ocupação de espaços que começa quando Sister Rosetta Twarpe, nos anos 30, resolve levar a guitarra elétrica para os palcos gospel, praticamente inventando o rock and roll, até os dias de hoje, onde a comunicadora mais popular, com alcance de voz a milhões de cidadãos, é Oprah Winfrey.

Aretha Franklin morre como unanimidade.

Mas, antes de tudo, visível.

Morrer visível, relevante e respeitada é, para mulheres negras, uma construção que leva décadas.

E que aqui só começou.

Aretha Franklin foi, involuntariamente, mãe aos 12 anos, sofreu com a pobreza, apanhou de maridos.

Nada muito diferente da trágica rotina da mulher negra brasileira.

Aretha Franklin morre visível, relevante e respeitada.

As nossas Arethas Franklins permanecem na luta.

Atenção a elas. Atenção às nossas.

Atenção.

Esse outro nome para respeito.

Disponível em https://g1.globo.com/pop-arte/blog/dodoazevedo/post/2018/08/16/aretha-franklin-a-mulher-negra-visivel.ghtm

Analise o período “Morrer visível, relevante e respeitada é, para mulheres negras, uma construção que leva décadas.” O verbo é classificado como
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
351141 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Agudos do Sul-PR
Provas:

Leia o texto para responder a questão.

Aretha Franklin - A mulher negra visível

Por Dodô Azevedo 16/08/2018 16h09 Atualizado 16/08/2018 16h09

No Brasil, vivemos uma espécie de descoberta da mulher negra brasileira.

Na academia, no mercado de trabalho, no mundo pop, elas tomaram o microfone. Começaram a chamar a atenção para o que querem dizer. A reivindicar lugar de fala.

Djamila Ribeiro e o sucesso nacional de seu livro "Quem tem medo do feminismo negro?".

Conceição Evaristo candidata a Academia Brasileira de Letras.

O elenco do magistral musical "Elza", sobre a vida de Elza Soares.

"Dona Ivone Lara - o musical", preparando-se para estrear nos palcos.

Na TV, a Michelle Brau de Taís Araújo tornada protagonista da série "Mr. Brau", em sua derradeira temporada.

O Brasil de 2018, em muitos aspectos parecido com os EUA do fim da década de 60, com suas polarizações, extremismos, fraturas e consequentes contraculturas, também celebra hoje a vida de Aretha Franklin.

Lá, e na época, a cantora (e incrível pianista, pouco se fala) foi ponta de lança de um movimento de afirmação e ocupação de espaços que começa quando Sister Rosetta Twarpe, nos anos 30, resolve levar a guitarra elétrica para os palcos gospel, praticamente inventando o rock and roll, até os dias de hoje, onde a comunicadora mais popular, com alcance de voz a milhões de cidadãos, é Oprah Winfrey.

Aretha Franklin morre como unanimidade.

Mas, antes de tudo, visível.

Morrer visível, relevante e respeitada é, para mulheres negras, uma construção que leva décadas.

E que aqui só começou.

Aretha Franklin foi, involuntariamente, mãe aos 12 anos, sofreu com a pobreza, apanhou de maridos.

Nada muito diferente da trágica rotina da mulher negra brasileira.

Aretha Franklin morre visível, relevante e respeitada.

As nossas Arethas Franklins permanecem na luta.

Atenção a elas. Atenção às nossas.

Atenção.

Esse outro nome para respeito.

Disponível em https://g1.globo.com/pop-arte/blog/dodoazevedo/post/2018/08/16/aretha-franklin-a-mulher-negra-visivel.ghtm

Assinale a alternativa que apresenta um pronome demonstrativo.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas