Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

O Caso do vestido
(Norma Couri)

Viral que explodiu na internet no fim de semana (27/2- 1/3) com 16 milhões de acessos e 11 milhões de mensagens pelo Twitter, em menos de um dia o vestido passou em importância à frente de guerras, estupros, sequestros, corrupções. "Me ajudem. Este vestido é branco ou dourado? Ou azul e preto?", a cantora escocesa Caitlin McNeill perguntou na quinta-feira (26). Internautas do mundo todo vieram ajudar. Qual a cor do vestido? A marca britânica Roman Originais da peça apresentada apenas como "O Vestido" teve de aumentar o estoque depois que a procura subiu em 347%. Informou a todos "é azul!", mas cogita confeccionar o modelo em dourado e branco, como algumas pessoas enxergaram a cor.

Na rádio CBN (sexta, 27/2), Carlos Alberto Sardenberg gastou um bom tempo apresentando versões desencontradas de ouvintes sobre a cor do vestido, e ainda ouviu um oftalmologista explicando que o fundo muda a cor e o olho humano cai em armadilhas frequentes. O portal G1 incluiu a polêmica cor do vestido entre as matérias mais lidas da semana. A edição de domingo (1/3) do Estado de S.Paulo ("Azul-Pretinho Básico?") e O Globo de sábado (28/2, "Ciência explica mistério do vestido") deram chamadas de capa e ouviram psicólogos,neurologistas, filósofos, sem chegar a uma conclusão. Truque de luzes. Truque de ilusão de ótica. Células divergentes que interpretam cores. Cones dissonantes de cada pessoa que induzem mais ao vermelho, ao verde ou ao azul.

O Fantástico fez um alentado quadro no domingo sobre as zonas de sombra calibradas pelo cérebro para perceber cores. A Folha de S.Paulo publicou a matéria em página quase inteira na rubrica "Ciência" (sábado, 28), "Debate sobre cor de vestido expõe sutis diferenças nos olhos e cérebros". O psicólogo e neurocientista da New York University, Pascal Wallisch, em artigo traduzido para o caderno "Aliás" do Estadão de domingo, conclui filosoficamente que devemos manter a mente aberta, "algo para lembrar da próxima vez que você discordar de alguém".

O enigma do vestido quebrou a internet e a nossa compreensão de como atrair leitores para os assuntos do dia, o que colocar na primeira página, qual o interesse real das pessoas no mundo inteiro. Nem dá para criticar o Brasil pelas banalidades e celebridades cotidianas porque a respeitadíssima revista de tecnologia americana Wired, com sede em São Francisco, entrevistou um neurologista para explicar que a luz que enxergamos durante o dia muda de cor e a compensação é feita pelo cérebro.

Até a melhor rede pública de TV do Mundo, a britânica BBC entrou na charada: publicou uma avaliação da expert Emma Lynch para concluir que a cor do vestido é azulou preta. Ou dourado e branco?

Muito antes, em 1945, a polêmica pré-internet, pré-computador, foi em torno do maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade publicado em A Rosa do Povo. "O caso do vestido" virou peça de projetos escolares, como o da professora Lucy Nakamura (o vestido era preto). Foi encenado e declamado no Brasil inteiro. Serviu a dissertações de mestrado e a teses de doutorado em várias universidades, foi tema de discussão em mesas redondas, dissecado por semiólogos, psicólogos, críticos literários. Em 2004 virou filme de Paulo Thiago interpretado por Gabriela Duarte, Daniel Dantas, Renato Borghi , Paulo José e o excelente ator Othon Bastos, que já foi o cangaceiro Corisco no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e hoje o conhecem apenas como o mordomo da novela Império. No filme, o vestido era rosa.

Nesses 70 anos que separam o vestido da Roman Originais em 2015 e o vestido de Drummond em 1945, vale a pena reler o poema para perceber o quanto empobrecemos, emburrecemos, perdemos o foco das discussões.

Houve substituição incorreta do objeto pelo pronome oblíquo em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Dentre as provas nacionais, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2015), assinale a alternativa cuja descrição faz referência à Provinha Srasil.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2238519 Ano: 2015
Disciplina: Filosofia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Na atualidade, o corpo humano passou a ser cultuado como uma espécie de parâmetro para designar um padrão de beleza e, consequentemente um ideal de felicidade. Leia o texto seguinte e marque as questão.
A dimensão humana da corporeidade.
Vivemos hoje uma espécie de "culto ao corpo". Todos são pressionados para serem magros, sarados e bronzeados. Todos são estimulados a parecer jovens, com aspectos saudáveis. Esse desejo nem sempre tem algo a ver com a ideia de saúde e bem-estar, que envolve a prática de uma atividade física regular e uma alimentação saudável, além de harmonia nos relacionamentos pessoais. Em geral, o que predomina é a preocupação estética.
Para o filósofo Gilles Lipovetsky, essa onda de preocupação com o corpo é parte daquilo que ele denomina uma "sociedade pós-moralista". Em vez da antiga sociedade moralista, na qual a ética e a virtude impunham uma série de deveres, vive-se hoje em uma sociedade que valoriza principalmente o bem-estar individual. Em lugar dos deveres, há agora "tarefas" para alcançar a felicidade, que envolve opção sexual, práticas de higiene traduzidas como "amor ao corpo", campanha antifumo e antidroga, a prática de esportes radicais e "ecológicos", bem como as academias de ginástica e os tratamentos estéticos.
Para os gregos, o ser humano é constituído de soma, matéria (que traduzimos por corpo), uma psique (que traduzimos por alma), o "sopro" que anima a matéria, que dá vida ao corpo. Na mitologia, encontramos uma história da criação do homem por Prometeu, que fez bonecos de barro e começou a brincar com eles, porém, eram seres inanimados. Zeus soprou nos bonecos, e eles ganharam vida.
Para entender a complexidade do corpo e da sexualidade, precisamos recorrer a uma visão não mecanicista do corpo. O corpo não é apenas matéria, nem somente funcionamento fisiológico, pois existe em uma cultura. A sexualidade está relacionada à dinâmica da vida humana. Não é um mero traço físico ou biológico. O sexo é biológico, mas as maneiras de vivê-lo são culturais, por isso se modificam de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, de uma época para outra.
Fonte: GALLO, Silvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2013. pp. 95 e 101.
Depois de ler o texto, marque a resposta INCORRETA sobre a "sociedade pós-moralista", assim chamada pelo filósofo Gilles.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
Leia as seguintes asserções a respeito da interdisciplinaridade (FAZENDA, 2002) e observe a relação entre elas.
Todo projeto interdisciplinar competente nasce de um loeus bem delimitado; portanto, é fundamental contextualizá-Io para poder conhecer.
POIS
A contextualização exige que se recupere a memória em suas diferentes potencialidades, resgatando assim o tempo e o espaço no qual se aprende.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2238505 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
O mais universal dos valores
A vida é um valor. É a fonte que dá sentido e suporte para a significação de todos outros valores. Sem a vida, os valores não existiriam; sem os valores, a vida seria destituída de sentido.
A vida é o mais universal dos valores e o mais precioso bem da humanidade e não há, portando, uma vida que seja mais valiosa que outra, assim como não existe um momento em que a nossa vida valha mais e em outro, menos. O valor da vida é o mesmo na saúde ou na doença, na infância ou na velhice, do início ao fim, aqui ou em qualquer outro lugar do planeta. O valor da vida é o mesmo para homens e mulheres, para pais e filhos, para negros ou brancos, para cristãos ou judeus. A pessoa tem valor pelo fato de ser pessoa.
Contudo, diante de tantos episódios de desrespeito e de violência contra a vida, registrados nos diferentes segmentos da sociedade, colocamo-nos a refletir e nos questionar sobre o valor atribuído à vida humana. Seja pela ação ou omissão, a humanidade inteira se contorna como vítima quando testemunha silenciosamente o desrespeito à vida humana. Um desrespeito que não poupa pais e filhos; professores e alunos; um desrespeito que não está só nas ruas, mas, por vezes, corrompe as relações humanas na escola e na família - espaços que deveriam ser sagrados e destinados à proteção da vida.
Fonte: ROVERE, Maria Helena Marques. Escola de valor. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2009. pp. 57 e 58.
O texto faz uma relação entre vida e valor. Analise as alternativas abaixo e marque a alternativa INCORRETA sobre esta relação.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

O Caso do vestido
(Norma Couri)

Viral que explodiu na internet no fim de semana (27/2- 1/3) com 16 milhões de acessos e 11 milhões de mensagens pelo Twitter, em menos de um dia o vestido passou em importância à frente de guerras, estupros, sequestros, corrupções. "Me ajudem. Este vestido é branco ou dourado? Ou azul e preto?", a cantora escocesa Caitlin McNeill perguntou na quinta-feira (26). Internautas do mundo todo vieram ajudar. Qual a cor do vestido? A marca britânica Roman Originais da peça apresentada apenas como "O Vestido" teve de aumentar o estoque depois que a procura subiu em 347%. Informou a todos "é azul!", mas cogita confeccionar o modelo em dourado e branco, como algumas pessoas enxergaram a cor.

Na rádio CBN (sexta, 27/2), Carlos Alberto Sardenberg gastou um bom tempo apresentando versões desencontradas de ouvintes sobre a cor do vestido, e ainda ouviu um oftalmologista explicando que o fundo muda a cor e o olho humano cai em armadilhas frequentes. O portal G1 incluiu a polêmica cor do vestido entre as matérias mais lidas da semana. A edição de domingo (1/3) do Estado de S.Paulo ("Azul-Pretinho Básico?") e O Globo de sábado (28/2, "Ciência explica mistério do vestido") deram chamadas de capa e ouviram psicólogos,neurologistas, filósofos, sem chegar a uma conclusão. Truque de luzes. Truque de ilusão de ótica. Células divergentes que interpretam cores. Cones dissonantes de cada pessoa que induzem mais ao vermelho, ao verde ou ao azul.

O Fantástico fez um alentado quadro no domingo sobre as zonas de sombra calibradas pelo cérebro para perceber cores. A Folha de S.Paulo publicou a matéria em página quase inteira na rubrica "Ciência" (sábado, 28), "Debate sobre cor de vestido expõe sutis diferenças nos olhos e cérebros". O psicólogo e neurocientista da New York University, Pascal Wallisch, em artigo traduzido para o caderno "Aliás" do Estadão de domingo, conclui filosoficamente que devemos manter a mente aberta, "algo para lembrar da próxima vez que você discordar de alguém".

O enigma do vestido quebrou a internet e a nossa compreensão de como atrair leitores para os assuntos do dia, o que colocar na primeira página, qual o interesse real das pessoas no mundo inteiro. Nem dá para criticar o Brasil pelas banalidades e celebridades cotidianas porque a respeitadíssima revista de tecnologia americana Wired, com sede em São Francisco, entrevistou um neurologista para explicar que a luz que enxergamos durante o dia muda de cor e a compensação é feita pelo cérebro.

Até a melhor rede pública de TV do Mundo, a britânica BBC entrou na charada: publicou uma avaliação da expert Emma Lynch para concluir que a cor do vestido é azulou preta. Ou dourado e branco?

Muito antes, em 1945, a polêmica pré-internet, pré-computador, foi em torno do maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade publicado em A Rosa do Povo. "O caso do vestido" virou peça de projetos escolares, como o da professora Lucy Nakamura (o vestido era preto). Foi encenado e declamado no Brasil inteiro. Serviu a dissertações de mestrado e a teses de doutorado em várias universidades, foi tema de discussão em mesas redondas, dissecado por semiólogos, psicólogos, críticos literários. Em 2004 virou filme de Paulo Thiago interpretado por Gabriela Duarte, Daniel Dantas, Renato Borghi , Paulo José e o excelente ator Othon Bastos, que já foi o cangaceiro Corisco no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e hoje o conhecem apenas como o mordomo da novela Império. No filme, o vestido era rosa.

Nesses 70 anos que separam o vestido da Roman Originais em 2015 e o vestido de Drummond em 1945, vale a pena reler o poema para perceber o quanto empobrecemos, emburrecemos, perdemos o foco das discussões.

"A edição de domingo (1/3) do Estado de S. Paulo ( ... )". Na frase, a locução "de domingo", por admitir sua substituição pelo adjetivo dominical, funciona como:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2238503 Ano: 2015
Disciplina: Filosofia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Em algum momento da vida, praticamente todo ser humano pergunta a si mesmo: "Quem sou eu?" Tanto a mitologia quanto a religião se preocuparam em buscar respostas para essa inquietação, assim como a filosofia também. Leia o texto que segue e responda a questão.
Corpo e alma.
A partir do século V a.C., Sócrates põe o ser humano sob o foco do pensamento filosófico grego. Afirma-se que ele adotou como lema de sua prática filosófica a inscrição que ficava no portal do famoso Oráculo de Delfos, templo dedicado ao deus Apolo: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os homens, o mundo e os deuses". Essa inscrição considera o ser humano como a fonte de todo o conhecimento e o meio pelo qual é possível conhecer os outros, o mundo e até os deuses, uma vez que aquela exigência única fosse cumprida por meio da prática filosófica para Sócrates, uma forma de autoconhecimento, a vida, examinada e investigada se tornaria mais digna de ser vivida.
Ainda na Antiguidade, dois filósofos deram importantes contribuições para a incógnita em torno do ser humano: Platão e Aristóteles.
Platão afirmava que o ser humano é composto de um corpo físico, material, imperfeito e mortal, e de uma alma, imaterial, perfeita e imortal. Não se pode pensar no ser humano apenas como um corpo, nem apenas como alma; ele é a ligação indissolúvel entre os dois. Precisa, no entanto, ser conduzido pela alma, sede da razão e do pensamento, para que sua vida não se perca nas imperfeições. Platão adverte que a ideia de sermos guiados pela alma não significa uma negação do corpo, por isso, deve-se cuidar dele. É a ginástica do corpo que possibilita a ginástica da alma, proporcionadas pelas reflexões filosóficas. Além disso, uma vez controlados os instintos e as paixões do corpo, a alma pode dedicar-se às ideias.
Sem se afastar do dualismo corpo-alma exposto por Platão, Aristóteles avançou bastante nos estudos filosóficos sobre o ser humano. Desenvolveu uma teoria na qual distingue os vários atributos da alma, sendo a razão o mais importante deles, por ser encontrada apenas nos seres humanos. Definiu o ser humano como um "animal racional' e um 'animal político". Ao afirmar isso, Aristóteles quer dizer que o homem é dotado de pensamento e de linguagem. Para designar tal característica, ele usava a palavra grega lagos, que tanto significa 'razão', 'pensamento', quanto 'palavra', 'linguagem'. Isso porque os gregos antigos afirmavam que o ser humano pensa por meio da linguagem, que pensamento e linguagem estão entrelaçados.
Dessa primeira definição decorre a segunda: se somos seres de linguagem, se nos comunicamos com aqueles que são iguais a nós, então com eles compartilhamos a vida. Por isso, somos seres sociais, políticos, que não apenas vivemos em comunidade, mas que só nos realizamos plenamente na vida política.
Na Idade Média, a filosofia estava profundamente ligada à religião. A Igreja utilizava argumentos filosóficos para reforçar os ensinamentos cristãos. O ser humano era considerado criação e instrumento de Deus. Sendo assim, o mais importante era conhecer aquilo que o criador esperava da criatura. A pergunta então não era "quem sou eu"?, Porém, "como Deus quer que eu seja?".
Fonte: GALLO, Silvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2013. pp. 66 e 67.
A frase lema da filosofia socrática: Conhece-te a ti mesmo e conheceras os homens, o mundo e os deuses", afirma que:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2238501 Ano: 2015
Disciplina: Filosofia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Os valores éticos e morais
Os valores humanos são tão antigos quanto à própria espécie humana. A origem do valor humano está na origem dos seres humanos. Valor humano e seres humanos são duas composições que se acordam primeiro na estrutura moral e, mais tarde, na estrutura ética, ou seja, nascemos num ambiente moral e nos tornamos éticos com a maturidade e a consciência dos nossos atos.
Desde que o homem percebeu que sua sobrevivência estava condicionada à vida com outros de mesma espécie, as normas de comportamento moral têm sido necessárias para o bem-estar do grupo. Essa percepção, ainda que meio instintiva, já aparecia na pré-história e foi evoluindo e se tornando consciente à medida que os conhecimentos foram se acumulando e novas descobertas sobre a vida foram surgindo. Por sua especial inteligência em relação aos animais, a mente humana preocupou-se também com a construção de princípios (valores) que lhe permitissem estabelecer uma distinção entre o bem e o mal, o certo e o errado, como uma forma de fundar um caminho para a busca de seu ideal de realização. O juízo de valor está em contínua evolução e transformação, pois acompanha a evolução da cultura, da sociedade, da humanidade. Observamos que, de uma geração para outra, novos juízos de valores são inseridos, outros abandonados, outros substituídos.
A palavra ética vem do grego ethos e significa comportamento. Moral vem do latim mores e significa costumes. A moral refere-se aos costumes das pessoas, dos povos em determinado tempo e espaço. O que é imoral para determinada pessoa pode não ser para outra. O conceito de moralidade se altera de acordo com a influência dos ambientes morais em que estamos colocados. É, portanto um valor variável. A ética surge mais tarde para especular, para estudar, para filosofar sobre a moral, constituindo-se como ciência da moral.
Todos nós, seres humanos, precisamos fazer escolhas ao longo de toda a nossa vida e necessitamos justificá-Ias com base nos valores, nem que seja para explicar o feito alicerçado na reprodução ou imitação das nossas ações: "Eu faço assim porque meus avós sempre fizeram assim." "Eu ensino desta maneira, porque foi assim que aprendi nos bancos escolares." Uma opção que se apresenta moralmente correta para quem a segue, mas não, necessariamente, eticamente aceitável, pois denota um baixo nível de consciência para justificar tal escolha. O comportamento ético é resultado do nível de consciência, de maturidade e de crescimento individual e moral, a fim de julgar o comportamento humano.
Fonte: ROVERE, Maria Helena
Marques. Escola de valor. 2. ed. São Paulo: Paulus. 2009. pp. 143 a 145.
Após a leitura, marque a resposta CORRETA sobre a origem dos valores.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2238494 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Na atualidade, o corpo humano passou a ser cultuado como uma espécie de parâmetro para designar um padrão de beleza e, consequentemente um ideal de felicidade. Leia o texto seguinte e marque as questão.
A dimensão humana da corporeidade.
Vivemos hoje uma espécie de "culto ao corpo". Todos são pressionados para serem magros, sarados e bronzeados. Todos são estimulados a parecer jovens, com aspectos saudáveis. Esse desejo nem sempre tem algo a ver com a ideia de saúde e bem-estar, que envolve a prática de uma atividade física regular e uma alimentação saudável, além de harmonia nos relacionamentos pessoais. Em geral, o que predomina é a preocupação estética.
Para o filósofo Gilles Lipovetsky, essa onda de preocupação com o corpo é parte daquilo que ele denomina uma "sociedade pós-moralista". Em vez da antiga sociedade moralista, na qual a ética e a virtude impunham uma série de deveres, vive-se hoje em uma sociedade que valoriza principalmente o bem-estar individual. Em lugar dos deveres, há agora "tarefas" para alcançar a felicidade, que envolve opção sexual, práticas de higiene traduzidas como "amor ao corpo", campanha antifumo e antidroga, a prática de esportes radicais e "ecológicos", bem como as academias de ginástica e os tratamentos estéticos.
Para os gregos, o ser humano é constituído de soma, matéria (que traduzimos por corpo), uma psique (que traduzimos por alma), o "sopro" que anima a matéria, que dá vida ao corpo. Na mitologia, encontramos uma história da criação do homem por Prometeu, que fez bonecos de barro e começou a brincar com eles, porém, eram seres inanimados. Zeus soprou nos bonecos, e eles ganharam vida.
Para entender a complexidade do corpo e da sexualidade, precisamos recorrer a uma visão não mecanicista do corpo. O corpo não é apenas matéria, nem somente funcionamento fisiológico, pois existe em uma cultura. A sexualidade está relacionada à dinâmica da vida humana. Não é um mero traço físico ou biológico. O sexo é biológico, mas as maneiras de vivê-lo são culturais, por isso se modificam de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, de uma época para outra.
Fonte: GALLO, Silvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2013. pp. 95 e 101.
A questão da sexualidade sempre levantou polêmica. As ciências humanas e as religiões estão em conflito o tempo todo. O texto mostra que a sexualidade está entre definições biológicas e culturais. Qual o entendimento do texto sobre o que considera visão não mecanicista do corpo?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2238492 Ano: 2015
Disciplina: Filosofia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Em algum momento da vida, praticamente todo ser humano pergunta a si mesmo: "Quem sou eu?" Tanto a mitologia quanto a religião se preocuparam em buscar respostas para essa inquietação, assim como a filosofia também. Leia o texto que segue e responda a questão.
Corpo e alma.
A partir do século V a.C., Sócrates põe o ser humano sob o foco do pensamento filosófico grego. Afirma-se que ele adotou como lema de sua prática filosófica a inscrição que ficava no portal do famoso Oráculo de Delfos, templo dedicado ao deus Apolo: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os homens, o mundo e os deuses". Essa inscrição considera o ser humano como a fonte de todo o conhecimento e o meio pelo qual é possível conhecer os outros, o mundo e até os deuses, uma vez que aquela exigência única fosse cumprida por meio da prática filosófica para Sócrates, uma forma de autoconhecimento, a vida, examinada e investigada se tornaria mais digna de ser vivida.
Ainda na Antiguidade, dois filósofos deram importantes contribuições para a incógnita em torno do ser humano: Platão e Aristóteles.
Platão afirmava que o ser humano é composto de um corpo físico, material, imperfeito e mortal, e de uma alma, imaterial, perfeita e imortal. Não se pode pensar no ser humano apenas como um corpo, nem apenas como alma; ele é a ligação indissolúvel entre os dois. Precisa, no entanto, ser conduzido pela alma, sede da razão e do pensamento, para que sua vida não se perca nas imperfeições. Platão adverte que a ideia de sermos guiados pela alma não significa uma negação do corpo, por isso, deve-se cuidar dele. É a ginástica do corpo que possibilita a ginástica da alma, proporcionadas pelas reflexões filosóficas. Além disso, uma vez controlados os instintos e as paixões do corpo, a alma pode dedicar-se às ideias.
Sem se afastar do dualismo corpo-alma exposto por Platão, Aristóteles avançou bastante nos estudos filosóficos sobre o ser humano. Desenvolveu uma teoria na qual distingue os vários atributos da alma, sendo a razão o mais importante deles, por ser encontrada apenas nos seres humanos. Definiu o ser humano como um "animal racional' e um 'animal político". Ao afirmar isso, Aristóteles quer dizer que o homem é dotado de pensamento e de linguagem. Para designar tal característica, ele usava a palavra grega lagos, que tanto significa 'razão', 'pensamento', quanto 'palavra', 'linguagem'. Isso porque os gregos antigos afirmavam que o ser humano pensa por meio da linguagem, que pensamento e linguagem estão entrelaçados.
Dessa primeira definição decorre a segunda: se somos seres de linguagem, se nos comunicamos com aqueles que são iguais a nós, então com eles compartilhamos a vida. Por isso, somos seres sociais, políticos, que não apenas vivemos em comunidade, mas que só nos realizamos plenamente na vida política.
Na Idade Média, a filosofia estava profundamente ligada à religião. A Igreja utilizava argumentos filosóficos para reforçar os ensinamentos cristãos. O ser humano era considerado criação e instrumento de Deus. Sendo assim, o mais importante era conhecer aquilo que o criador esperava da criatura. A pergunta então não era "quem sou eu"?, Porém, "como Deus quer que eu seja?".
Fonte: GALLO, Silvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2013. pp. 66 e 67.
O texto faz um sucinto percurso sobre as duas dimensões do ser humano: corpo e alma, partindo da Antiguidade à Idade Média. Os filósofos da Antiguidade e a Igreja da Idade Média defendiam cada um, uma concepção. Marque a alternativa VERDADEIRA em que aparecem essas concepções respectivamente.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas