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2238491 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Com a Constituição da República em 1988, muita coisa mudou na vida dos brasileiros, entre elas, a mobilidade religiosa. Leia o texto a seguir:
A religiosidade no Brasil
O Brasil é um Estado laico, ou seja, legalmente o Estado é independente e não está submetido aos desígnios de qualquer confissão religiosa. Além disso, os cidadãos têm a garantia constitucional de poderem professar a religião que desejarem, sem discriminações. Diz o inciso VI do artigo 5° da Constituição Brasileira (1988): É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias".
No Brasil e no mundo, tem aumentado o número de grupos religiosos, que em sua maioria representam cisões nas denominações religiões mais antigas. É o caso, na América Latina e no Brasil, da expansão de grupos de caráter protestante e pentecostal. Embora os católicos ainda sejam a maioria da população brasileira, a proporção com relação ao total caiu de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010 (IBGE-2010). Já os seguidores de denominações evangélicas, que representavam 15,4% da população em 2000, chegou a 22,2% em 2010, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas. Algumas pesquisas antropológicas discutem a tese de que a conversão a esses novos grupos religiosos seria, em parte, uma reação à situação de pobreza e de marginalização da população.
O censo 2010 também aponta um aumento do número de pessoas que se declararam sem religião, no mesmo período, de 7,3% para 8% da população brasileira. Para a antropóloga brasileira Regina Novaes, uma explicação possível para esse crescimento, sobretudo entre os jovens, está menos relacionada ao ateísmo e mais a formas de ligação com o sagrado e com o religioso, desvinculadas de instituições religiosas. Essas formas se expressam numa espiritual idade individualizada e também na participação em manifestação coletivas, como festas religiosas e seus símbolos. Ainda de acordo com o Censo, os seguidores da umbanda e do candomblé mantiveram-se em 0,3% em 2010, enquanto a população que se declara espírita passou de 1,3%, em 2000, para 2%, em 2010. Embora sejam contingentes populacionais pequenos, a presença dessas religiões nas representações sociais e nas manifestações culturais e artísticas no Brasil é significativa, o que revela sua influência vai além daqueles que se declaram adeptos desses grupos religiosos.
Fonte: ARAÚJO, Sílvia Maria de. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Scipione, 2013. p. 164.
Com a Constituição da Republica, o Estado Brasileiro se.tornou laico. O que representou.essa mudança nas relações religiosas e no cenário religioso brasileiro?
 

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O art. 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDS determina que: "Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.". Sobre o assunto apenas não se pode afirmar:
 

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O Caso do vestido
(Norma Couri)

Viral que explodiu na internet no fim de semana (27/2- 1/3) com 16 milhões de acessos e 11 milhões de mensagens pelo Twitter, em menos de um dia o vestido passou em importância à frente de guerras, estupros, sequestros, corrupções. "Me ajudem. Este vestido é branco ou dourado? Ou azul e preto?", a cantora escocesa Caitlin McNeill perguntou na quinta-feira (26). Internautas do mundo todo vieram ajudar. Qual a cor do vestido? A marca britânica Roman Originais da peça apresentada apenas como "O Vestido" teve de aumentar o estoque depois que a procura subiu em 347%. Informou a todos "é azul!", mas cogita confeccionar o modelo em dourado e branco, como algumas pessoas enxergaram a cor.

Na rádio CBN (sexta, 27/2), Carlos Alberto Sardenberg gastou um bom tempo apresentando versões desencontradas de ouvintes sobre a cor do vestido, e ainda ouviu um oftalmologista explicando que o fundo muda a cor e o olho humano cai em armadilhas frequentes. O portal G1 incluiu a polêmica cor do vestido entre as matérias mais lidas da semana. A edição de domingo (1/3) do Estado de S.Paulo ("Azul-Pretinho Básico?") e O Globo de sábado (28/2, "Ciência explica mistério do vestido") deram chamadas de capa e ouviram psicólogos,neurologistas, filósofos, sem chegar a uma conclusão. Truque de luzes. Truque de ilusão de ótica. Células divergentes que interpretam cores. Cones dissonantes de cada pessoa que induzem mais ao vermelho, ao verde ou ao azul.

O Fantástico fez um alentado quadro no domingo sobre as zonas de sombra calibradas pelo cérebro para perceber cores. A Folha de S.Paulo publicou a matéria em página quase inteira na rubrica "Ciência" (sábado, 28), "Debate sobre cor de vestido expõe sutis diferenças nos olhos e cérebros". O psicólogo e neurocientista da New York University, Pascal Wallisch, em artigo traduzido para o caderno "Aliás" do Estadão de domingo, conclui filosoficamente que devemos manter a mente aberta, "algo para lembrar da próxima vez que você discordar de alguém".

O enigma do vestido quebrou a internet e a nossa compreensão de como atrair leitores para os assuntos do dia, o que colocar na primeira página, qual o interesse real das pessoas no mundo inteiro. Nem dá para criticar o Brasil pelas banalidades e celebridades cotidianas porque a respeitadíssima revista de tecnologia americana Wired, com sede em São Francisco, entrevistou um neurologista para explicar que a luz que enxergamos durante o dia muda de cor e a compensação é feita pelo cérebro.

Até a melhor rede pública de TV do Mundo, a britânica BBC entrou na charada: publicou uma avaliação da expert Emma Lynch para concluir que a cor do vestido é azulou preta. Ou dourado e branco?

Muito antes, em 1945, a polêmica pré-internet, pré-computador, foi em torno do maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade publicado em A Rosa do Povo. "O caso do vestido" virou peça de projetos escolares, como o da professora Lucy Nakamura (o vestido era preto). Foi encenado e declamado no Brasil inteiro. Serviu a dissertações de mestrado e a teses de doutorado em várias universidades, foi tema de discussão em mesas redondas, dissecado por semiólogos, psicólogos, críticos literários. Em 2004 virou filme de Paulo Thiago interpretado por Gabriela Duarte, Daniel Dantas, Renato Borghi , Paulo José e o excelente ator Othon Bastos, que já foi o cangaceiro Corisco no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e hoje o conhecem apenas como o mordomo da novela Império. No filme, o vestido era rosa.

Nesses 70 anos que separam o vestido da Roman Originais em 2015 e o vestido de Drummond em 1945, vale a pena reler o poema para perceber o quanto empobrecemos, emburrecemos, perdemos o foco das discussões.

"Com mais de 1,5 milhões de participantes, uma pesquisa do Buzz Feed aponta que 72% dos internautas enxergam branco e dourado, enquanto 28% dizem que o vestido é preto." Todas as estruturas envolvendo porcentagem são corretas, exceto em:

 

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2238478 Ano: 2015
Disciplina: Filosofia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Após a leitura do texto marque a questão.
A presença constante do sagrado
O ser humano alimenta-se de pão. Condição básica de sua existência física. Mas, mais ainda consome bens simbólicos. À medida que se distancia do animal, se humaniza, o universo simbólico torna-se fundamental para sua existência. Ao lado do pão e da água, minguaria até a exaustão, se lhe fosse negado se alimentar de símbolos.
Entre outros símbolos, a religião tem ocupado na história da humanidade posição relevante. Desde as tribos humanas mais simples nas suas estruturas sociais até as sociedades supermodernas, os humanos vêm tecendo redes maravilhosas de símbolos religiosos.
Nessa trajetória espiritual, o comportamento humano não tem sido igual. Houve momentos de maior exuberância religiosa. Houve momentos em que o sagrado parecia condenado a desaparecer, para logo surgir com mais vigor. À primeira vista, pensou-se que se tratava de maior ou menor desenvolvimento mental. As civilizações julgadas primitivas viviam mais fortemente do religioso, do sagrado. As ditas mais desenvolvidas culturalmente iam desprendendo-se dessa dimensão. Tal percepção se revelou apenas parcialmente verdadeira. De fato, as civilizações mais antigas erigiram o sagrado como marco central de suas referências. E as sociedades e culturas modernas foram se deslocando para outros espaços. Entretanto, o sagrado nunca deixou de estar presente. Por isso, a percepção de um processo contínuo e progressivo de perda do sagrado não se revelou verdadeira.
Mais que desaparecimento, como se julgava, houve i eclipses e ressurgimentos sob outras formas e significado. I' Vale a pena percorrer tal itinerário do sagrado e depois perguntar-se pela sua teimosia em continuar presente ainda I!nas sociedades super avançadas do século XX. Talvez este fato aponte para um sentido mais profundo do sagrado na própria existência humana.
Fonte: LlBANIO, João Batista; Miguel Martins Filho. A Busca do Sagrado. São Paulo: FTD, 1991. pp. 6 e 7.
João Batista Libânio, autor deste texto, chama a atenção sobre o sagrado na vida humana. No quarto parágrafo, o autor fala da teimosia do sagrado. Essa teimosia se refere:
 

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2238473 Ano: 2015
Disciplina: Filosofia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Em algum momento da vida, praticamente todo ser humano pergunta a si mesmo: "Quem sou eu?" Tanto a mitologia quanto a religião se preocuparam em buscar respostas para essa inquietação, assim como a filosofia também. Leia o texto que segue e responda a questão.
Corpo e alma.
A partir do século V a.C., Sócrates põe o ser humano sob o foco do pensamento filosófico grego. Afirma-se que ele adotou como lema de sua prática filosófica a inscrição que ficava no portal do famoso Oráculo de Delfos, templo dedicado ao deus Apolo: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os homens, o mundo e os deuses". Essa inscrição considera o ser humano como a fonte de todo o conhecimento e o meio pelo qual é possível conhecer os outros, o mundo e até os deuses, uma vez que aquela exigência única fosse cumprida por meio da prática filosófica para Sócrates, uma forma de autoconhecimento, a vida, examinada e investigada se tornaria mais digna de ser vivida.
Ainda na Antiguidade, dois filósofos deram importantes contribuições para a incógnita em torno do ser humano: Platão e Aristóteles.
Platão afirmava que o ser humano é composto de um corpo físico, material, imperfeito e mortal, e de uma alma, imaterial, perfeita e imortal. Não se pode pensar no ser humano apenas como um corpo, nem apenas como alma; ele é a ligação indissolúvel entre os dois. Precisa, no entanto, ser conduzido pela alma, sede da razão e do pensamento, para que sua vida não se perca nas imperfeições. Platão adverte que a ideia de sermos guiados pela alma não significa uma negação do corpo, por isso, deve-se cuidar dele. É a ginástica do corpo que possibilita a ginástica da alma, proporcionadas pelas reflexões filosóficas. Além disso, uma vez controlados os instintos e as paixões do corpo, a alma pode dedicar-se às ideias.
Sem se afastar do dualismo corpo-alma exposto por Platão, Aristóteles avançou bastante nos estudos filosóficos sobre o ser humano. Desenvolveu uma teoria na qual distingue os vários atributos da alma, sendo a razão o mais importante deles, por ser encontrada apenas nos seres humanos. Definiu o ser humano como um "animal racional' e um 'animal político". Ao afirmar isso, Aristóteles quer dizer que o homem é dotado de pensamento e de linguagem. Para designar tal característica, ele usava a palavra grega lagos, que tanto significa 'razão', 'pensamento', quanto 'palavra', 'linguagem'. Isso porque os gregos antigos afirmavam que o ser humano pensa por meio da linguagem, que pensamento e linguagem estão entrelaçados.
Dessa primeira definição decorre a segunda: se somos seres de linguagem, se nos comunicamos com aqueles que são iguais a nós, então com eles compartilhamos a vida. Por isso, somos seres sociais, políticos, que não apenas vivemos em comunidade, mas que só nos realizamos plenamente na vida política.
Na Idade Média, a filosofia estava profundamente ligada à religião. A Igreja utilizava argumentos filosóficos para reforçar os ensinamentos cristãos. O ser humano era considerado criação e instrumento de Deus. Sendo assim, o mais importante era conhecer aquilo que o criador esperava da criatura. A pergunta então não era "quem sou eu"?, Porém, "como Deus quer que eu seja?".
Fonte: GALLO, Silvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2013. pp. 66 e 67.
Depois de ler o texto, analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa INCORRETA sobre a visão de Platão a respeito do ser humano.
I- Para Platão o ser humano possui duas dimensões: corpo, constituído da parte física e material, instintivo e parcional; a/ma, constituída da imaterialidade, perfeição e imortalidade.
II - A imortalidade da alma, para o filósofo Platão, reside no conhecimento que o ser humano faz de Deus, ser supremo e criador de todas as coisas, segundo a filosofia grega.
III- Segundo Platão a decadência do corpo humano, imperfeito e mortal, é reflexo do pecado original que o homem carrega desde o nascimento.
IV- Tanto o corpo como a alma são indispensáveis à vida do homem, contudo, a alma, fonte do pensamento e da razão deve conduzir o corpo, para que este não se desvie da perfeição.
V- A alma não exerce a sua devida função, se o ser humano não tiver com o corpo o devido cuidado. Isso é, por meio da 'ginástica filosófica', controlar os instintos e as paixões.
 

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O Caso do vestido
(Norma Couri)
Viral que explodiu na internet no fim de semana (27/2- 1/3) com 16 milhões de acessos e 11 milhões de mensagens pelo Twitter, em menos de um dia o vestido passou em importância à frente de guerras, estupros, sequestros, corrupções. "Me ajudem. Este vestido é branco ou dourado? Ou azul e preto?", a cantora escocesa Caitlin McNeill perguntou na quinta-feira (26). Internautas do mundo todo vieram ajudar. Qual a cor do vestido? A marca britânica Roman Originais da peça apresentada apenas como "O Vestido" teve de aumentar o estoque depois que a procura subiu em 347%. Informou a todos "é azul!", mas cogita confeccionar o modelo em dourado e branco, como algumas pessoas enxergaram a cor.
Na rádio CBN (sexta, 27/2), Carlos Alberto Sardenberg gastou um bom tempo apresentando versões desencontradas de ouvintes sobre a cor do vestido, e ainda ouviu um oftalmologista explicando que o fundo muda a cor e o olho humano cai em armadilhas frequentes. O portal G1 incluiu a polêmica cor do vestido entre as matérias mais lidas da semana. A edição de domingo (1/3) do Estado de S.Paulo ("Azul-Pretinho Básico?") e O Globo de sábado (28/2, "Ciência explica mistério do vestido") deram chamadas de capa e ouviram psicólogos,neurologistas, filósofos, sem chegar a uma conclusão. Truque de luzes. Truque de ilusão de ótica. Células divergentes que interpretam cores. Cones dissonantes de cada pessoa que induzem mais ao vermelho, ao verde ou ao azul.
O Fantástico fez um alentado quadro no domingo sobre as zonas de sombra calibradas pelo cérebro para perceber cores. A Folha de S.Paulo publicou a matéria em página quase inteira na rubrica "Ciência" (sábado, 28), "Debate sobre cor de vestido expõe sutis diferenças nos olhos e cérebros". O psicólogo e neurocientista da New York University, Pascal Wallisch, em artigo traduzido para o caderno "Aliás" do Estadão de domingo, conclui filosoficamente que devemos manter a mente aberta, "algo para lembrar da próxima vez que você discordar de alguém".
O enigma do vestido quebrou a internet e a nossa compreensão de como atrair leitores para os assuntos do dia, o que colocar na primeira página, qual o interesse real das pessoas no mundo inteiro. Nem dá para criticar o Brasil pelas banalidades e celebridades cotidianas porque a respeitadíssima revista de tecnologia americana Wired, com sede em São Francisco, entrevistou um neurologista para explicar que a luz que enxergamos durante o dia muda de cor e a compensação é feita pelo cérebro.
Até a melhor rede pública de TV do Mundo, a britânica BBC entrou na charada: publicou uma avaliação da expert Emma Lynch para concluir que a cor do vestido é azulou preta. Ou dourado e branco?
Muito antes, em 1945, a polêmica pré-internet, pré-computador, foi em torno do maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade publicado em A Rosa do Povo. "O caso do vestido" virou peça de projetos escolares, como o da professora Lucy Nakamura (o vestido era preto). Foi encenado e declamado no Brasil inteiro. Serviu a dissertações de mestrado e a teses de doutorado em várias universidades, foi tema de discussão em mesas redondas, dissecado por semiólogos, psicólogos, críticos literários. Em 2004 virou filme de Paulo Thiago interpretado por Gabriela Duarte, Daniel Dantas, Renato Borghi , Paulo José e o excelente ator Othon Bastos, que já foi o cangaceiro Corisco no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e hoje o conhecem apenas como o mordomo da novela Império. No filme, o vestido era rosa.
Nesses 70 anos que separam o vestido da Roman Originais em 2015 e o vestido de Drummond em 1945, vale a pena reler o poema para perceber o quanto empobrecemos, emburrecemos, perdemos o foco das discussões.
O significado da palavra não confere na alternativa:
 

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2238451 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Leia o texto seguinte.
Crise migratória na Europa
A União Europeia (UE) admite que seu procedimento para lidar com pedidos de asilo é inadequado diante do maior fluxo de imigrantes experimentado pela Europa desde a Guerra dos Bálcãs, na década de 90.
A Europa e o mundo estão em choque com as tragédias que têm acontecido no Mediterrâneo e com o desespero dos refugiados - a maioria deles vinda da Síria -, que são explorados por traficantes de pessoas.
Há uma grande discussão sobre uma proposta da UE para a criação de "cotas nacionais de asilo" para dividir o "fardo" do acolhimento dos refugiados igualmente entre os países do bloco. A Comissão Europeia tentou, sem sucesso, convencer seus estados membros a aceitarem uma cota obrigatória de 40 mil Sírios e eritreus nos próximos dois anos. Em Julho, eles concordaram em aceitar 32,5 mil de forma voluntária. A Grã- Bretanha rejeitou qualquer cota, exercendo um direito que o país havia negociado. A Irlanda poderia ter optado pelo mesmo caminho, mas não o fez. Os governos do Leste Europeu se opõem às cotas, se "eximindo de qualquer culpa", ao afirmarem que os imigrantes não gostariam de ficar em seus países, o que não se confirma, pela situação desumana que chegam esses seres humanos. Em uma nota conjunta divulgada nesta sexta-feira (4), os líderes da República Checa, Hungria, Polônia e Eslováquia disseram que "qualquer proposta estipulando a introdução de cotas obrigatórias e permanentes como medidas solidárias seriam inaceitáveis." A Comissão Europeia deve anunciar um mecanismo permanente para distribuir os refugiados pelos 28 países do bloco.
Ações no ponto de saída dos imigrantes também têm sido tomadas. A União Europeia intensificou a ação de patrulhas navais perto da costa da Líbia - de onde saíram muitos imigrantes que acabaram mortos em tragédias no oceano. Também há planos para destruir barcos de traficantes de pessoas.
Mas as razões que estão levando tantas pessoas a tentar entrar em território europeu são múltiplas e complexas - e para lidar com elas é necessário um esforço de longo prazo. Vejamos. O fim da guerra na Síria, por exemplo, faria uma grande diferença - já que os sírios formam o maior grupo de imigrantes que buscam asilo na Europa. Mas hoje não parece haver esperança de um fim do conflito no curto prazo. Mais de 4 milhões de refugiados do país já migraram para a Turquia, Líbano e outros vizinhos da Síria. Os países ricos do Golfo receberam pouquíssimos sírios - e críticos dizem que poderiam fazer mais para ajudar. Também há uma imigração massiva para a Europa da Eritreia, onde há uma grave situação de abuso aos direitos humanos. O fim do conflito com a Etiópia reduziria esses números. Mas a União Europeia também está dividida sobre como atuar nesse conflito.
Na África Subsaariana, mais ajuda externa poderia criar empregos locais e reduzir o fluxo de imigrantes buscando melhores condições econômicas no velho continente. Mas muitos africanos também fogem de conflitos - na Nigéria, no Sudão, na Somália e na República Democrática do Congo. Mais uma vez, conter esses fluxos migratórios iria requerer soluções políticas, além de econômicas.
Os governantes europeus poderiam se unir para acabar com a crise, em vez de ficarem trocando acusações.
Fonte: UOL notícias. Data: 05/09/15.
Entre os fatores que o texto menciona, existem os de ordem humanitária. Leia as afirmativas abaixo e marque a alternativa CORRETA.
I- A União Europeia está encontrando resistência por parte dos imigrantes, pois esses não querem acolhida em qualquer país europeu.
II- Os países da União Europeia criam barreiras para aceitar os acordos do grupo (UE, agravando ainda mais o sofrimento de milhares de seres humanos expatriados.
III- Os imigrantes que invadem a Europa são refugiados políticos, conservadores que não aceitam em seus países ideias democráticas.
IV- As crianças, os idosos e as mulheres são os primeiros a serem permitidos a entrarem na Europa e, a receberem todas as regalias que um exilado tem direito, por isso, é quase zero o índice de tragédias com esse grupo.
V- O fenômeno imigratório na Europa tem revelado o quanto o ser humano tem seus direitos violados, sua dignidade e cidadania desrespeitadas em sua própria nação e, um mundo onde as pessoas estão insensíveis à dor e ao sofrimento do seu semelhante.
 

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2238441 Ano: 2015
Disciplina: Filosofia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
A Amazônia é o principal destino de grandes projetos de infraestrutura para implementar a proposta desenvolvimentista no Brasil, e o espaço privilegiado para a exploração econômica dos bens naturais da região, no entanto, o ecossistema e seus povos são um caso a parte. Leia o texto a seguir e marque a alternativa CORRETA.
Uma ameaça aos rios da Amazônia.
Com a crise capitalista da década de 70, a ação inicial de abertura de estradas e ampla ocupação do território amazônico tomou outra direção, sendo agora focada nas oportunidades que a exploração dos recursos naturais apresentava para a politica desenvolvimentista.
O limiar do século 21 trouxe, novamente, o ideário desenvolvimentista para o Brasil, presente no projeto de governo passado, agora denominado neodesenvolvimentismo. Na Amazônia, proposta desenvolvimentista se materializa através das obras implementadas, por exemplo, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como as obras das usinas hidrelétricas de Belo Monte, São Luiz do Tapajós e Jatobá, entre outras em parceria com outros Estados, e outros projetos financiados e subsidiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Nesse contexto, a construção de hidrelétricas na região se alinha a essa estratégia estatal, de incorporar a Amazônia ao espaço produtivo do país e possui finalidades diversas: geração de energia, transformação dos rios da Amazônia em hidrovias, viabilização de empreendimentos variados, como o agronegócio e a exploração de minérios.
Contudo, o Caso da Hidrelétrica de Belo Monte exemplifica os impactos do projeto neodesenvolvimentista nos rios e povos da Amazônia. A migração de trabalhadores para a região de Altamira/PA, no total de 100 mil pessoas, segundo os empreendedores, dobrando a população da cidade, incrementou enormemente a quantidade de homicídios, tráfico de drogas, assaltos, acidentes automobilísticos, elevação dos preços dos aluguéis, da alimentação etc., sem que a contrapartida prevista no momento da emissão da licença de instalação da obra tenha sido realizada.
As hidrelétricas são responsáveis pela liberação do, metano, pois a vegetação que fica submersa com a formação do lago libera, ao se decompor, grandes quantidades de gás. A produção de CH4 também ocorre com o processo de passagem da água pelas turbinas e pelos vertedouros da hidrelétrica. O metano (CH4) é um gás de efeito-estufa que causa um impacto 25 vezes maior no aquecimento global do que o gás carbônico.
Ao dar sequência a este projeto, o governo brasileiro está colocando em risco os rios e todo o ecossistema amazônico. E mais, está colocando em risco não só os povos da floresta, mas também a população das cidades, que inevitavelmente serão impactadas pelas consequências desse modelo.
Fonte: MONTEIRO, Dion M. C.
Uma ameaça aos rios da Amazônia. Jornal Mundo Jovem. Sessão Ecologia. Maio/2015. p. 15.
De acordo com o texto o projeto neodesenvolmentista do governo visa:
 

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2238439 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Historicamente, deuses e deusas de ancestralidade afro-brasileira estão mais próximos de seus adoradores. Não estão no céu. Nessa cosmovisão, qualidades e defeitos aproximam deuses de seres humanos. Leia o texto a seguir e marque a questão.
Politeismo também é sagrado
No período pré-judaico, pré-cristão e pré-islâmico, a África já possuía diversificados sistemas socioculturais, diferentes crenças religiosas originais, estabelecia trocas político-econômicas e intercâmbios linguísticos em espaços geocivilizatórios próprios. O espaço do sagrado era dominante, estava presente em tudo.
E já que o sagrado está em tudo, aqui no Brasil, nas senzalas, os negros e as negras adaptaram, criaram condições sociais internas para perpetuarem elementos da matriz africana, essencialmente de forma espiritual. Noite a noite, as cerimônias comunitárias envolviam as mitologias, as lendas, as comidas, a música e as danças, as pinturas corporais, as máscaras esculpidas, os artefatos, as vestimentas, os instrumentos. Tudo em festas que traduziam a simbologia e faziam uma síntese da cosmovisão africana na recriação de ritos religiosos.
A maioria da população do Brasil se diz cristã, mas a cultura das religiões afro-brasileiras seduz boa parte dos brasileiros. Em situações de problemas que afligem as pessoas, essas procuram soluções e, muitas vezes recorrem às práticas religiosas das tradições afro-brasileiras. Até porque as tradições afro-brasileiras apresentam um universo sincrético muito rico, acolhe a todos. Basta lembrar-se das devotas de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santo Elesbão, Santa Efigênia, entre outros, que se organizavam em irmandades ou confrarias, ajudando muitos africanos
escravizados, forros e livres.
Se observarmos, o universo religioso no Brasil é diversificado, isso mostra a liberdade religiosa que as pessoas têm para fazer sua opção religiosa dentro da universalidade das divindades. É lamentável que, no Brasil, as religiões de matriz africana ainda sejam as mais perseguidas, sofrendo de intolerância religiosa marcada por violência, mortes e atitudes correlatas.
Fonte: MACHADO, Sátira Pereira. Politeismo também é sagrado. Jornal Mundo Jovem. Setembro/2015. Encarte vI. 7. n032.
"Politeísmo também é sagrado", título deste texto assim se refere por considerar, nesse caso, o politeísmo como:
 

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O Caso do vestido
(Norma Couri)
Viral que explodiu na internet no fim de semana (27/2- 1/3) com 16 milhões de acessos e 11 milhões de mensagens pelo Twitter, em menos de um dia o vestido passou em importância à frente de guerras, estupros, sequestros, corrupções. "Me ajudem. Este vestido é branco ou dourado? Ou azul e preto?", a cantora escocesa Caitlin McNeill perguntou na quinta-feira (26). Internautas do mundo todo vieram ajudar. Qual a cor do vestido? A marca britânica Roman Originais da peça apresentada apenas como "O Vestido" teve de aumentar o estoque depois que a procura subiu em 347%. Informou a todos "é azul!", mas cogita confeccionar o modelo em dourado e branco, como algumas pessoas enxergaram a cor.
Na rádio CBN (sexta, 27/2), Carlos Alberto Sardenberg gastou um bom tempo apresentando versões desencontradas de ouvintes sobre a cor do vestido, e ainda ouviu um oftalmologista explicando que o fundo muda a cor e o olho humano cai em armadilhas frequentes. O portal G1 incluiu a polêmica cor do vestido entre as matérias mais lidas da semana. A edição de domingo (1/3) do Estado de S.Paulo ("Azul-Pretinho Básico?") e O Globo de sábado (28/2, "Ciência explica mistério do vestido") deram chamadas de capa e ouviram psicólogos,neurologistas, filósofos, sem chegar a uma conclusão. Truque de luzes. Truque de ilusão de ótica. Células divergentes que interpretam cores. Cones dissonantes de cada pessoa que induzem mais ao vermelho, ao verde ou ao azul.
O Fantástico fez um alentado quadro no domingo sobre as zonas de sombra calibradas pelo cérebro para perceber cores. A Folha de S.Paulo publicou a matéria em página quase inteira na rubrica "Ciência" (sábado, 28), "Debate sobre cor de vestido expõe sutis diferenças nos olhos e cérebros". O psicólogo e neurocientista da New York University, Pascal Wallisch, em artigo traduzido para o caderno "Aliás" do Estadão de domingo, conclui filosoficamente que devemos manter a mente aberta, "algo para lembrar da próxima vez que você discordar de alguém".
O enigma do vestido quebrou a internet e a nossa compreensão de como atrair leitores para os assuntos do dia, o que colocar na primeira página, qual o interesse real das pessoas no mundo inteiro. Nem dá para criticar o Brasil pelas banalidades e celebridades cotidianas porque a respeitadíssima revista de tecnologia americana Wired, com sede em São Francisco, entrevistou um neurologista para explicar que a luz que enxergamos durante o dia muda de cor e a compensação é feita pelo cérebro.
Até a melhor rede pública de TV do Mundo, a britânica BBC entrou na charada: publicou uma avaliação da expert Emma Lynch para concluir que a cor do vestido é azulou preta. Ou dourado e branco?
Muito antes, em 1945, a polêmica pré-internet, pré-computador, foi em torno do maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade publicado em A Rosa do Povo. "O caso do vestido" virou peça de projetos escolares, como o da professora Lucy Nakamura (o vestido era preto). Foi encenado e declamado no Brasil inteiro. Serviu a dissertações de mestrado e a teses de doutorado em várias universidades, foi tema de discussão em mesas redondas, dissecado por semiólogos, psicólogos, críticos literários. Em 2004 virou filme de Paulo Thiago interpretado por Gabriela Duarte, Daniel Dantas, Renato Borghi , Paulo José e o excelente ator Othon Bastos, que já foi o cangaceiro Corisco no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e hoje o conhecem apenas como o mordomo da novela Império. No filme, o vestido era rosa.
Nesses 70 anos que separam o vestido da Roman Originais em 2015 e o vestido de Drummond em 1945, vale a pena reler o poema para perceber o quanto empobrecemos, emburrecemos, perdemos o foco das discussões.
O valor semântico da preposição está classificado de modo inadequado em:
 

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