Foram encontradas 280 questões.
Preencha as lacunas com c, ç ou ss. Em seguida, marque a opção que corresponde exatamente à sequência de letras utilizadas:
arcabou___o; re___entir; absten___ão; a___elga; repre___ão
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ATENÇÃO: Leia o texto abaixo para responder as questões de 9 a 12.
A MULHER E A PATROA
Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é
rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas
tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos
anos atrás.
5 Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes
dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca
quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio
feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.
Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que
10 gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa
e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.
Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Tereza.
Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem
confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras:
15 convivem com eles.
Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É
carinho, dizem. s vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.
Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou
buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há
20 algo sexy no ar.
Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser.
Martha Medeiros
Disponível em: http://saiavip.com.br/a-mulher-e-a-patroa/
Acessado em 29/03/2018
O adjetivo “robusto” utilizado no texto nas linhas 3 e 7 pode ser substituído, sem que haja prejuízo de sentido, CORRETAMENTE pelo termo:
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ATENÇÃO: Leia o texto abaixo para responder as questões de 8 a 10.
ANEDOTA
Um músico mambembe resolve ganhar algum dinheiro tocando sanfona no meio da praça. Aparece um
fiscal e o interrompe:
– Você tem licença?
– Não.
5 – Então me acompanhe.
– Claro. E que música o senhor vai cantar?
Brasil: almanaque de cultura popular. São Paulo, n. 97, maio 2007.
O gênero textual anedota é caracterizado pela sua natureza humorística. Aponte a opção que evidencia o humor gerado pelo texto:
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Atenção: Leia o texto abaixo para responder as questões de 1 a 4.
QUANDO A ESTRADA É UMA AMEAÇA
Mesmo tendo a capacidade de voar, morcegos são atropelados com frequência em rodovias. Respeitar os limites de velocidade sinalizados poderia evitar mortes.

Fonte: Internet
Ao se deslocar por uma estrada, raramente as pessoas prestam atenção nas carcaças de animais atropelados na pista. É comum repararem apenas quando avistam mamíferos terrestres de médio e grande portes, como macacos, jaguatiricas, onças, canídeos silvestres e antas. Mas a maior parte dos animais mortos nas estradas brasileiras é representada por espécies de pequeno porte, quase imperceptíveis aos olhos dos não especialistas. É o caso dos morcegos, pequenos mamíferos voadores que causam antipatia injustificada na maioria das pessoas, apesar de seu relevante papel ecológico.
Mesmo tendo a capacidade de voar, os morcegos se chocam com veículos com mais frequência do que se imagina. Essas colisões costumam ser subestimadas em estudos de atropelamento de fauna, não apenas porque é difícil detectar os impactos, dado o pequeno tamanho dos corpos, mas também porque os morcegos são rapidamente removidos das estradas por outros animais que se alimentam de restos orgânicos (necrófagos) ou pela própria decomposição natural.
Disponível em: http://cienciahoje.org.br/artigo/quando-a-estrada-e-uma-ameaca Acessado em 29/03/2019. (Texto Adaptado)
Na Língua Portuguesa, uma das funções do pronome é contribuir para a coerência textual, a partir da substituição de palavras e retomada de referências. Desse modo, de acordo com o texto, aponte a opção que explicita o(s) termo(s) retomado(s) pelo pronome demonstrativo em “Essas colisões” presente no segundo parágrafo:
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Atenção: Leia o texto abaixo para responder as questões de 1 a 4.
QUANDO A ESTRADA É UMA AMEAÇA
Mesmo tendo a capacidade de voar, morcegos são atropelados com frequência em rodovias. Respeitar os limites de velocidade sinalizados poderia evitar mortes.

Fonte: Internet
Ao se deslocar por uma estrada, raramente as pessoas prestam atenção nas carcaças de animais atropelados na pista. É comum repararem apenas quando avistam mamíferos terrestres de médio e grande portes, como macacos, jaguatiricas, onças, canídeos silvestres e antas. Mas a maior parte dos animais mortos nas estradas brasileiras é representada por espécies de pequeno porte, quase imperceptíveis aos olhos dos não especialistas. É o caso dos morcegos, pequenos mamíferos voadores que causam antipatia injustificada na maioria das pessoas, apesar de seu relevante papel ecológico.
Mesmo tendo a capacidade de voar, os morcegos se chocam com veículos com mais frequência do que se imagina. Essas colisões costumam ser subestimadas em estudos de atropelamento de fauna, não apenas porque é difícil detectar os impactos, dado o pequeno tamanho dos corpos, mas também porque os morcegos são rapidamente removidos das estradas por outros animais que se alimentam de restos orgânicos (necrófagos) ou pela própria decomposição natural.
Disponível em: http://cienciahoje.org.br/artigo/quando-a-estrada-e-uma-ameaca Acessado em 29/03/2019. (Texto Adaptado)
Em textos jornalísticos, o título comumente pode ter seu conteúdo expandido ou mesmo modificado ao longo do desenvolvimento da notícia. Nesse contexto, assinale CORRETAMENTE a opção que corresponde ao sentido veiculado pelo título, de acordo com o texto:
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Atenção: Leia o texto abaixo para responder as questões de 1 a 10.
UM APÓLOGO
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
- Deixe-me, senhora.
- Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre
5 que me der na cabeça.
- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada
qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
- Mas você é orgulhosa.
- Decerto que sou.
10 - Mas por quê?
- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
- Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu
15 faço e mando...
- Também os batedores vão adiante do imperador.
- Você é imperador?
- Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai
fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
20 Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma
baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da
agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano
adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana - para dar a isto uma
cor poética. E dizia a agulha:
25 - Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo;
eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima.
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa como
quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se
também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic plic-plic da agulha no
30 pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no
quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho,
para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava
daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
35 - Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é
que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio
das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre
agulha:
40 - Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha
de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: - Também eu tenho servido de
agulha a muita linha ordinária!
Machado de Assis. Disponível em: http://contobrasileiro.com.br/um-apologo-conto-de-machado-de-assis/ Acessado em 29/03/2019
Observe atentamente os excertos retirados do texto:
I – “A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.” (L. 6 e 7)
II – “Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo.” (L. 18 e 19)
III – “Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.” (L. 40 e 41)
Quanto à interpretação do texto e à associação de sentimentos humanos aos objetos-personagens do texto, pode-se perceber que as falas acima representam padrões de comportamentos ancorados, respectivamente, nos seguintes temas:
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Acerca da tonicidade das sílabas, assinale a opção que apresenta a informação INCORRETA:
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ATENÇÃO: Leia o texto abaixo para responder as questões de 9 a 12.
A MULHER E A PATROA
Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é
rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas
tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos
anos atrás.
5 Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes
dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca
quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio
feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.
Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que
10 gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa
e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.
Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Tereza.
Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem
confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras:
15 convivem com eles.
Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É
carinho, dizem. s vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.
Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou
buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há
20 algo sexy no ar.
Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser.
Martha Medeiros
Disponível em: http://saiavip.com.br/a-mulher-e-a-patroa/
Acessado em 29/03/2018
Quanto à regência verbal, indique a opção, retirada do texto, que é representativa de um desvio em relação à norma padrão do português
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Atenção: Leia o texto abaixo para responder as questões de 1 a 3.
E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS...
Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.
- Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai
para cadeia!
- Não era para mim não. Era para vender.
5 - Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
- Mas eu vendia mais caro.
- Mais caro?
- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro
botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
10 - Mas eram as mesmas galinhas, safado.
- Os ovos das minhas eu pintava.
- Que grande pilantra...
Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.
- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
15 - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e
ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos
outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.
- E o que você faz com o lucro do seu negócio?
- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três
20 ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do
governo e superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não
queria uma almofada. Depois perguntou:
- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
25 - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no
exterior.
- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
- s vezes. Sabe como é.
- Não sei não, excelência. Me explique.
30 - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.
Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo.
Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso, finalmente.
Vou para a cadeia. É uma experiência nova.
- O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
35 - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes...
Luis Fernando Veríssimo
Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_luis_fernando_verissimo/ Acessado em: 26/03/2019
De acordo com o texto, pode-se observar a (re)construção de um retrato do Brasil. Assinale a opção que indica a ideia associada CORRETAMENTE a esse retrato:
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Marque as frases com C (certo) ou E (errado), no que diz respeito à concordância nominal, e, em seguida, aponte a opção que apresenta a sequência CORRETA:
I- Ela parece meia triste. ( )
II- Meia laranja não é o suficiente. ( )
III- Deixei a janela meio aberta. ( )
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