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Foram encontradas 40 questões.

2245997 Ano: 2015
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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A Constituição traz alguns fundamentos do Estado, que devem ser entendidos como o seu embasamento, seus valores primordiais e imediatos. O fato de que a democracia impõe múltiplas formas de organização da sociedade, tais como a variedade de religiões, partidos, escolas, empresas, sindicatos, organizações sociais, enfim, de entidades e ideias que possuem visões e interesses distintos daqueles adotados pelo Estado, representa o seguinte fundamento:

 

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2245995 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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O Grande Irmão
Recebo pelo correio um envelope azul-marinho. Na capa, traz meu prenome em letras garrafais, seguido de uma frase sobre a emoção de morar no Leblon. É um folheto de propaganda de um produto qualquer. Olho para aquele pedaço de papel e sinto uma sensação estranha. Não gosto de ver meu nome estampado em letras tão grandes num envelope jogado na mesa da portaria. Eu, uma pessoa tão discreta, que não falo alto, não me meto com os vizinhos. Sinto como se o vendedor do produto tivesse tomado comigo uma intimidade que não lhe dei, de certa forma me desnudando em público.
No meu aniversário foi a mesma coisa. Recebi um envelope que trazia um gigantesco "Parabéns", seguido do meu nome em letras imensas. O prédio inteiro ficou sabendo que era o meu aniversário. E se eu detestasse esse tipo de efeméride? Se preferisse que ninguém soubesse o dia em que faço anos?
Isso não deveria acontecer. Outra coisa que me incomoda são os telefonemas oferecendo coisas. Ou os e-mails com convites enviados por pessoas de que nunca ouvimos falar. Ou ainda a nossa total impossibilidade de caminhar nas ruas - caminhar, simplesmente -, sem ter de receber, ou recusar, um folhetinho a cada esquina.
Estamos, o tempo todo, recebendo, por meios diversos, uma quantidade enorme de informações e ofertas que não pedimos. Acho isso um abuso, uma invasão-uma violação de direitos humanos.
Nossos nomes completos, endereços, telefones e e-mails estão por aí, disponíveis, em listas que são cedidas ou vendidas a quem interessar possa, para que as empresas nos venham oferecer seus produtos - sem ser convidadas. Cartões de crédito, revistas, serviços telefônicos, produtos de todo tipo nos são impostos e precisamos fazer um esforço enorme para fugir deles. Onde está nossa privacidade?
Sim,onde?
Mas, pensando bem, quem, hoje em dia, está interessado em privacidade? Se as pessoas se desnudam na internet, se exibem ao público seu cotidiano, fazem amor, entram em trabalho de parto, vão ao banheiro, tudo isso on-line, para quem quiser ver? Se são capazes de vender a alma ao demônio para aparecer um minuto que seja na mídia?
A própria sociedade em que vivemos incentiva essa promiscuidade, o fim dos limites, das paredes. O exibicionismo é a palavra de ordem. E não importa se eu, você e alguns poucos ainda prezamos a intimidade como algo só nosso. Nossa resistência é inútil.
Isso me faz lembrar o Grande Irmão, a câmera que, na fantasia futurista de George Orwell, espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e onisciente. Assim como no livro, nossas vidas não mais nos pertencem. Só que nós mesmos - a sociedade como um todo - somos os culpados.
O Grande Irmão somos nós.
SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013.
Assinale o trecho em que o acréscimo da vírgula ao texto original obedece às normas gramaticais da língua.
 

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2245982 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Existe uma atividade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando o exercício de direitos, interesses ou liberdades individuais, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão do interesse público. Trata-se da(o):
 

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2245980 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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O Grande Irmão
Recebo pelo correio um envelope azul-marinho. Na capa, traz meu prenome em letras garrafais, seguido de uma frase sobre a emoção de morar no Leblon. É um folheto de propaganda de um produto qualquer. Olho para aquele pedaço de papel e sinto uma sensação estranha. Não gosto de ver meu nome estampado em letras tão grandes num envelope jogado na mesa da portaria. Eu, uma pessoa tão discreta, que não falo alto, não me meto com os vizinhos. Sinto como se o vendedor do produto tivesse tomado comigo uma intimidade que não lhe dei, de certa forma me desnudando em público.
No meu aniversário foi a mesma coisa. Recebi um envelope que trazia um gigantesco "Parabéns", seguido do meu nome em letras imensas. O prédio inteiro ficou sabendo que era o meu aniversário. E se eu detestasse esse tipo de efeméride? Se preferisse que ninguém soubesse o dia em que faço anos?
Isso não deveria acontecer. Outra coisa que me incomoda são os telefonemas oferecendo coisas. Ou os e-mails com convites enviados por pessoas de que nunca ouvimos falar. Ou ainda a nossa total impossibilidade de caminhar nas ruas - caminhar, simplesmente -, sem ter de receber, ou recusar, um folhetinho a cada esquina.
Estamos, o tempo todo, recebendo, por meios diversos, uma quantidade enorme de informações e ofertas que não pedimos. Acho isso um abuso, uma invasão-uma violação de direitos humanos.
Nossos nomes completos, endereços, telefones e e-mails estão por aí, disponíveis, em listas que são cedidas ou vendidas a quem interessar possa, para que as empresas nos venham oferecer seus produtos - sem ser convidadas. Cartões de crédito, revistas, serviços telefônicos, produtos de todo tipo nos são impostos e precisamos fazer um esforço enorme para fugir deles. Onde está nossa privacidade?
Sim,onde?
Mas, pensando bem, quem, hoje em dia, está interessado em privacidade? Se as pessoas se desnudam na internet, se exibem ao público seu cotidiano, fazem amor, entram em trabalho de parto, vão ao banheiro, tudo isso on-line, para quem quiser ver? Se são capazes de vender a alma ao demônio para aparecer um minuto que seja na mídia?
A própria sociedade em que vivemos incentiva essa promiscuidade, o fim dos limites, das paredes. O exibicionismo é a palavra de ordem. E não importa se eu, você e alguns poucos ainda prezamos a intimidade como algo só nosso. Nossa resistência é inútil.
Isso me faz lembrar o Grande Irmão, a câmera que, na fantasia futurista de George Orwell, espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e onisciente. Assim como no livro, nossas vidas não mais nos pertencem. Só que nós mesmos - a sociedade como um todo - somos os culpados.
O Grande Irmão somos nós.
SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013.
Assinale a opção que representa o tema central desta crônica.
 

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2245973 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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O Estado realiza a função administrativa por meio de órgãos, agentes e pessoas jurídicas, organizando-se e atuando de três maneiras distintas. Quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere, por meio de lei, determinado serviço público, verifica-se a seguinte figura jurídica:
 

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2245966 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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O Grande Irmão
Recebo pelo correio um envelope azul-marinho. Na capa, traz meu prenome em letras garrafais, seguido de uma frase sobre a emoção de morar no Leblon. É um folheto de propaganda de um produto qualquer. Olho para aquele pedaço de papel e sinto uma sensação estranha. Não gosto de ver meu nome estampado em letras tão grandes num envelope jogado na mesa da portaria. Eu, uma pessoa tão discreta, que não falo alto, não me meto com os vizinhos. Sinto como se o vendedor do produto tivesse tomado comigo uma intimidade que não lhe dei, de certa forma me desnudando em público.
No meu aniversário foi a mesma coisa. Recebi um envelope que trazia um gigantesco "Parabéns", seguido do meu nome em letras imensas. O prédio inteiro ficou sabendo que era o meu aniversário. E se eu detestasse esse tipo de efeméride? Se preferisse que ninguém soubesse o dia em que faço anos?
Isso não deveria acontecer. Outra coisa que me incomoda são os telefonemas oferecendo coisas. Ou os e-mails com convites enviados por pessoas de que nunca ouvimos falar. Ou ainda a nossa total impossibilidade de caminhar nas ruas - caminhar, simplesmente -, sem ter de receber, ou recusar, um folhetinho a cada esquina.
Estamos, o tempo todo, recebendo, por meios diversos, uma quantidade enorme de informações e ofertas que não pedimos. Acho isso um abuso, uma invasão-uma violação de direitos humanos.
Nossos nomes completos, endereços, telefones e e-mails estão por aí, disponíveis, em listas que são cedidas ou vendidas a quem interessar possa, para que as empresas nos venham oferecer seus produtos - sem ser convidadas. Cartões de crédito, revistas, serviços telefônicos, produtos de todo tipo nos são impostos e precisamos fazer um esforço enorme para fugir deles. Onde está nossa privacidade?
Sim,onde?
Mas, pensando bem, quem, hoje em dia, está interessado em privacidade? Se as pessoas se desnudam na internet, se exibem ao público seu cotidiano, fazem amor, entram em trabalho de parto, vão ao banheiro, tudo isso on-line, para quem quiser ver? Se são capazes de vender a alma ao demônio para aparecer um minuto que seja na mídia?
A própria sociedade em que vivemos incentiva essa promiscuidade, o fim dos limites, das paredes. O exibicionismo é a palavra de ordem. E não importa se eu, você e alguns poucos ainda prezamos a intimidade como algo só nosso. Nossa resistência é inútil.
Isso me faz lembrar o Grande Irmão, a câmera que, na fantasia futurista de George Orwell, espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e onisciente. Assim como no livro, nossas vidas não mais nos pertencem. Só que nós mesmos - a sociedade como um todo - somos os culpados.
O Grande Irmão somos nós.
SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013.
A palavra destacada em "Se são capazes de vender a alma ao demônio PARA aparecer um minuto que seja na mídia?" introduz uma oração que expressa, no contexto, ideia de:
 

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2245961 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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O Grande Irmão
Recebo pelo correio um envelope azul-marinho. Na capa, traz meu prenome em letras garrafais, seguido de uma frase sobre a emoção de morar no Leblon. É um folheto de propaganda de um produto qualquer. Olho para aquele pedaço de papel e sinto uma sensação estranha. Não gosto de ver meu nome estampado em letras tão grandes num envelope jogado na mesa da portaria. Eu, uma pessoa tão discreta, que não falo alto, não me meto com os vizinhos. Sinto como se o vendedor do produto tivesse tomado comigo uma intimidade que não lhe dei, de certa forma me desnudando em público.
No meu aniversário foi a mesma coisa. Recebi um envelope que trazia um gigantesco "Parabéns", seguido do meu nome em letras imensas. O prédio inteiro ficou sabendo que era o meu aniversário. E se eu detestasse esse tipo de efeméride? Se preferisse que ninguém soubesse o dia em que faço anos?
Isso não deveria acontecer. Outra coisa que me incomoda são os telefonemas oferecendo coisas. Ou os e-mails com convites enviados por pessoas de que nunca ouvimos falar. Ou ainda a nossa total impossibilidade de caminhar nas ruas - caminhar, simplesmente -, sem ter de receber, ou recusar, um folhetinho a cada esquina.
Estamos, o tempo todo, recebendo, por meios diversos, uma quantidade enorme de informações e ofertas que não pedimos. Acho isso um abuso, uma invasão-uma violação de direitos humanos.
Nossos nomes completos, endereços, telefones e e-mails estão por aí, disponíveis, em listas que são cedidas ou vendidas a quem interessar possa, para que as empresas nos venham oferecer seus produtos - sem ser convidadas. Cartões de crédito, revistas, serviços telefônicos, produtos de todo tipo nos são impostos e precisamos fazer um esforço enorme para fugir deles. Onde está nossa privacidade?
Sim,onde?
Mas, pensando bem, quem, hoje em dia, está interessado em privacidade? Se as pessoas se desnudam na internet, se exibem ao público seu cotidiano, fazem amor, entram em trabalho de parto, vão ao banheiro, tudo isso on-line, para quem quiser ver? Se são capazes de vender a alma ao demônio para aparecer um minuto que seja na mídia?
A própria sociedade em que vivemos incentiva essa promiscuidade, o fim dos limites, das paredes. O exibicionismo é a palavra de ordem. E não importa se eu, você e alguns poucos ainda prezamos a intimidade como algo só nosso. Nossa resistência é inútil.
Isso me faz lembrar o Grande Irmão, a câmera que, na fantasia futurista de George Orwell, espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e onisciente. Assim como no livro, nossas vidas não mais nos pertencem. Só que nós mesmos - a sociedade como um todo - somos os culpados.
O Grande Irmão somos nós.
SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013.
Assinale o significado da palavra destacada no trecho: "a câmera que [ ... ] espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e ONISCIENTE."
 

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2245960 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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O Grande Irmão
Recebo pelo correio um envelope azul-marinho. Na capa, traz meu prenome em letras garrafais, seguido de uma frase sobre a emoção de morar no Leblon. É um folheto de propaganda de um produto qualquer. Olho para aquele pedaço de papel e sinto uma sensação estranha. Não gosto de ver meu nome estampado em letras tão grandes num envelope jogado na mesa da portaria. Eu, uma pessoa tão discreta, que não falo alto, não me meto com os vizinhos. Sinto como se o vendedor do produto tivesse tomado comigo uma intimidade que não lhe dei, de certa forma me desnudando em público.
No meu aniversário foi a mesma coisa. Recebi um envelope que trazia um gigantesco "Parabéns", seguido do meu nome em letras imensas. O prédio inteiro ficou sabendo que era o meu aniversário. E se eu detestasse esse tipo de efeméride? Se preferisse que ninguém soubesse o dia em que faço anos?
Isso não deveria acontecer. Outra coisa que me incomoda são os telefonemas oferecendo coisas. Ou os e-mails com convites enviados por pessoas de que nunca ouvimos falar. Ou ainda a nossa total impossibilidade de caminhar nas ruas - caminhar, simplesmente -, sem ter de receber, ou recusar, um folhetinho a cada esquina.
Estamos, o tempo todo, recebendo, por meios diversos, uma quantidade enorme de informações e ofertas que não pedimos. Acho isso um abuso, uma invasão-uma violação de direitos humanos.
Nossos nomes completos, endereços, telefones e e-mails estão por aí, disponíveis, em listas que são cedidas ou vendidas a quem interessar possa, para que as empresas nos venham oferecer seus produtos - sem ser convidadas. Cartões de crédito, revistas, serviços telefônicos, produtos de todo tipo nos são impostos e precisamos fazer um esforço enorme para fugir deles. Onde está nossa privacidade?
Sim,onde?
Mas, pensando bem, quem, hoje em dia, está interessado em privacidade? Se as pessoas se desnudam na internet, se exibem ao público seu cotidiano, fazem amor, entram em trabalho de parto, vão ao banheiro, tudo isso on-line, para quem quiser ver? Se são capazes de vender a alma ao demônio para aparecer um minuto que seja na mídia?
A própria sociedade em que vivemos incentiva essa promiscuidade, o fim dos limites, das paredes. O exibicionismo é a palavra de ordem. E não importa se eu, você e alguns poucos ainda prezamos a intimidade como algo só nosso. Nossa resistência é inútil.
Isso me faz lembrar o Grande Irmão, a câmera que, na fantasia futurista de George Orwell, espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e onisciente. Assim como no livro, nossas vidas não mais nos pertencem. Só que nós mesmos - a sociedade como um todo - somos os culpados.
O Grande Irmão somos nós.
SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013.
Assinale a opção em que a troca da ordem das palavras destacadas acarreta alteração semântica e morfológica.
 

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2245946 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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O Grande Irmão
Recebo pelo correio um envelope azul-marinho. Na capa, traz meu prenome em letras garrafais, seguido de uma frase sobre a emoção de morar no Leblon. É um folheto de propaganda de um produto qualquer. Olho para aquele pedaço de papel e sinto uma sensação estranha. Não gosto de ver meu nome estampado em letras tão grandes num envelope jogado na mesa da portaria. Eu, uma pessoa tão discreta, que não falo alto, não me meto com os vizinhos. Sinto como se o vendedor do produto tivesse tomado comigo uma intimidade que não lhe dei, de certa forma me desnudando em público.
No meu aniversário foi a mesma coisa. Recebi um envelope que trazia um gigantesco "Parabéns", seguido do meu nome em letras imensas. O prédio inteiro ficou sabendo que era o meu aniversário. E se eu detestasse esse tipo de efeméride? Se preferisse que ninguém soubesse o dia em que faço anos?
Isso não deveria acontecer. Outra coisa que me incomoda são os telefonemas oferecendo coisas. Ou os e-mails com convites enviados por pessoas de que nunca ouvimos falar. Ou ainda a nossa total impossibilidade de caminhar nas ruas - caminhar, simplesmente -, sem ter de receber, ou recusar, um folhetinho a cada esquina.
Estamos, o tempo todo, recebendo, por meios diversos, uma quantidade enorme de informações e ofertas que não pedimos. Acho isso um abuso, uma invasão-uma violação de direitos humanos.
Nossos nomes completos, endereços, telefones e e-mails estão por aí, disponíveis, em listas que são cedidas ou vendidas a quem interessar possa, para que as empresas nos venham oferecer seus produtos - sem ser convidadas. Cartões de crédito, revistas, serviços telefônicos, produtos de todo tipo nos são impostos e precisamos fazer um esforço enorme para fugir deles. Onde está nossa privacidade?
Sim,onde?
Mas, pensando bem, quem, hoje em dia, está interessado em privacidade? Se as pessoas se desnudam na internet, se exibem ao público seu cotidiano, fazem amor, entram em trabalho de parto, vão ao banheiro, tudo isso on-line, para quem quiser ver? Se são capazes de vender a alma ao demônio para aparecer um minuto que seja na mídia?
A própria sociedade em que vivemos incentiva essa promiscuidade, o fim dos limites, das paredes. O exibicionismo é a palavra de ordem. E não importa se eu, você e alguns poucos ainda prezamos a intimidade como algo só nosso. Nossa resistência é inútil.
Isso me faz lembrar o Grande Irmão, a câmera que, na fantasia futurista de George Orwell, espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e onisciente. Assim como no livro, nossas vidas não mais nos pertencem. Só que nós mesmos - a sociedade como um todo - somos os culpados.
O Grande Irmão somos nós.
SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013.
No trecho: "Ou os e-mails com convites enviados por pessoas DE QUE nunca ouvimos falar.", se a forma "ouvimos falar'' for substituída pelo verbo simpatizar, também será necessário trocar as palavras destacadas por:
 

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2245930 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Um ato administrativo possui requisitos ou elementos, sem os quais ele não se aperfeiçoa, ou seja, não tem condições de eficácia para produzir efeitos válidos. Um desses requisitos se caracteriza pelo poder atribuído ao agente da administração para o desempenho específico de suas funções. Trata-se do requisito denominado:
 

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