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Por uma cultura de paz permanente
O Brasil já teve um Ministério da Guerra, criado em 1891, no período republicano. Atualmente, temos apenas o Ministério
da Defesa, criado em 1999. Outros países também criaram seus ‘ministérios da guerra’. Mas não me recordo de um momento
histórico no Brasil ou em outros países que tenha sido criado um Ministério da Paz.
A violência nas escolas, contra estudantes e professores, não é uma exclusividade dos Estados Unidos que, ato contínuo,
atordoa o mundo há décadas. A própria situação contra a
Malala Yousafzai
demonstra isso: por defender o direito das mulheres
de terem acesso à educação foi vítima de um atentado em 2012, perpetrado pelo grupo fundamentalista Talibã.
Os exemplos de guerra e violência dentro e fora das escolas, associados ou não à educação, são milenares, globais. São
mazelas humanas que atingem a todos, independentemente de raça, credo, situação cultural, educacional ou financeira.
O que pode mudar nesse cenário são ações efetivas e transferíveis em escala e em todos os níveis, pois sabemos que a paz
e a cultura da paz nas escolas têm força, como o próprio exemplo da
Malala Yousafzai
sinaliza, ainda que em um certo contexto
que possa ser uma imagem enviesada, apesar do brutal atentado, ela sobreviveu e, em 2014, recebeu o Nobel da Paz.
Palavras leva o mar, se não estiveram associadas a ações e coragem. Mas palavras também são ferramentas para aprender
e ensinar. Uma educação para a paz pode começar pelo básico, pelos dicionários, livros repletos de palavras e significados. Ali
encontramos
insights
para o futuro das relações humanas. Estão lá os significados da empatia, socioemocional, escuta, diálogo,
acolhimento… Fácil encontrar um dicionário na escola, e na palma da mão, claro.
De fato, esse não é um tema simples, mas possível para a sociedade e para todo segmento educacional. Trata-se de olhar
para o passado, mas com uma visão para redesenhos futuros. Compreender o que passamos recentemente: um período doloroso, de afastamento físico e social durante a fase mais dura da pandemia, que afetou a muitos, desequilibrou a saúde mental
de estudantes, de professores e da sociedade em si.
Quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), lembro que ouvi muito: depois disso tudo,
vamos sair melhores como seres humanos. Acredito nisto, pela própria força do verbo esperançar. Mas confesso que precisamos avançar muito mais ainda para que isso se torne realidade.
O fato concreto é que, enquanto isolados, passamos por sofrimentos, alguns por violência dentro de casa, muitos com medo do
desconhecido e todos com a percepção diuturna do risco de morte. E, de repente, como em um passe de mágica, todos então estaríamos prontos a voltar ao tempo de retomada social, de reestabelecimento de relações, de grupos e pessoas em sala de aula.
Tudo evolui o tempo todo, e a educação não está em uma bolha isolada. Andamos, de fato, mais devagar, porque já tivemos
muita pressa. Mas nada deixou de evoluir. E não vejo problema algum que os avanços tecnológicos sejam rápidos, acelerados. A
questão é como e com quais mecanismos podemos equilibrar essa evolução tecnológica acelerada com aspectos que abarquem seres
humanos melhores, mentalmente saudáveis, resilientes, empáticos, abertos ao diálogo, à divergência, à inclusão, à diversidade.
São muitos os pontos essenciais para criarmos uma cultura de paz nas escolas. Sei que um deles passa pelo diálogo, acompanhado pelo acolhimento do outro. Sei também que, hoje, as conexões são importantes, embora em tempos líquidos não há
vantagem em estar em várias conexões, porque é fácil conseguir desconectar-se dessas desconexões sem grandes perdas ou
custos.
É um tanto a diferença entre conexão e relacionamento, bem descrita pelo filósofo, sociólogo, professor e escritor polonês
Zygmunt Bauman
, para quem a sociedade, na atual contemporaneidade líquida, está cada vez mais vazia, repleta de amigos
on-line
, mas em conexões off-line. Do próprio
Bauman
, “um vazio que faz com que a sociedade entre em um espírito de substituição e medo da solidão, pois, antes de entrarem na busca por conexões já sabem o roteiro final: se uma pessoa/conexão se
vai, pode ser substituída por outra sem nenhum problema”.
Se nós, professores, educadores, entes que trabalhamos com e para a educação queremos criar uma cultura da paz nas
escolas , na outra ponta, na sociedade, nosso
zeitgeist
(do alemão “o espírito do tempo”) começa por uma reconstrução cotidiana de relacionamentos efetivos e afetivos, para se diferenciar e distanciar das conexões liga-desliga, nas quais não há entrega
de sentimentos e nem de confiança, pois se sabe que essa relação vai ter seu final cedo ou tarde.
Ou seja, uma cultura da paz precisa ser construída dentro de um novo espírito do tempo, de forma concretamente duradoura, permanente, e não líquida.
“A incerteza é o
habitat
natural da vida humana – ainda que a esperança de escapar da incerteza seja o motor das atividades humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental, menos que apenas tacitamente presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas de felicidade”,
Zygmunt Bauman
, 2009.
(Adriana Martinelli. Revista Educação. Em 09/05/2023. Adaptado.)
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Por uma cultura de paz permanente
O Brasil já teve um Ministério da Guerra, criado em 1891, no período republicano. Atualmente, temos apenas o Ministério
da Defesa, criado em 1999. Outros países também criaram seus ‘ministérios da guerra’. Mas não me recordo de um momento
histórico no Brasil ou em outros países que tenha sido criado um Ministério da Paz.
A violência nas escolas, contra estudantes e professores, não é uma exclusividade dos Estados Unidos que, ato contínuo,
atordoa o mundo há décadas. A própria situação contra a
Malala Yousafzai
demonstra isso: por defender o direito das mulheres
de terem acesso à educação foi vítima de um atentado em 2012, perpetrado pelo grupo fundamentalista Talibã.
Os exemplos de guerra e violência dentro e fora das escolas, associados ou não à educação, são milenares, globais. São
mazelas humanas que atingem a todos, independentemente de raça, credo, situação cultural, educacional ou financeira.
O que pode mudar nesse cenário são ações efetivas e transferíveis em escala e em todos os níveis, pois sabemos que a paz
e a cultura da paz nas escolas têm força, como o próprio exemplo da
Malala Yousafzai
sinaliza, ainda que em um certo contexto
que possa ser uma imagem enviesada, apesar do brutal atentado, ela sobreviveu e, em 2014, recebeu o Nobel da Paz.
Palavras leva o mar, se não estiveram associadas a ações e coragem. Mas palavras também são ferramentas para aprender
e ensinar. Uma educação para a paz pode começar pelo básico, pelos dicionários, livros repletos de palavras e significados. Ali
encontramos
insights
para o futuro das relações humanas. Estão lá os significados da empatia, socioemocional, escuta, diálogo,
acolhimento… Fácil encontrar um dicionário na escola, e na palma da mão, claro.
De fato, esse não é um tema simples, mas possível para a sociedade e para todo segmento educacional. Trata-se de olhar
para o passado, mas com uma visão para redesenhos futuros. Compreender o que passamos recentemente: um período doloroso, de afastamento físico e social durante a fase mais dura da pandemia, que afetou a muitos, desequilibrou a saúde mental
de estudantes, de professores e da sociedade em si.
Quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), lembro que ouvi muito: depois disso tudo,
vamos sair melhores como seres humanos. Acredito nisto, pela própria força do verbo esperançar. Mas confesso que precisamos avançar muito mais ainda para que isso se torne realidade.
O fato concreto é que, enquanto isolados, passamos por sofrimentos, alguns por violência dentro de casa, muitos com medo do
desconhecido e todos com a percepção diuturna do risco de morte. E, de repente, como em um passe de mágica, todos então estaríamos prontos a voltar ao tempo de retomada social, de reestabelecimento de relações, de grupos e pessoas em sala de aula.
Tudo evolui o tempo todo, e a educação não está em uma bolha isolada. Andamos, de fato, mais devagar, porque já tivemos
muita pressa. Mas nada deixou de evoluir. E não vejo problema algum que os avanços tecnológicos sejam rápidos, acelerados. A
questão é como e com quais mecanismos podemos equilibrar essa evolução tecnológica acelerada com aspectos que abarquem seres
humanos melhores, mentalmente saudáveis, resilientes, empáticos, abertos ao diálogo, à divergência, à inclusão, à diversidade.
São muitos os pontos essenciais para criarmos uma cultura de paz nas escolas. Sei que um deles passa pelo diálogo, acompanhado pelo acolhimento do outro. Sei também que, hoje, as conexões são importantes, embora em tempos líquidos não há
vantagem em estar em várias conexões, porque é fácil conseguir desconectar-se dessas desconexões sem grandes perdas ou
custos.
É um tanto a diferença entre conexão e relacionamento, bem descrita pelo filósofo, sociólogo, professor e escritor polonês
Zygmunt Bauman
, para quem a sociedade, na atual contemporaneidade líquida, está cada vez mais vazia, repleta de amigos
on-line
, mas em conexões off-line. Do próprio
Bauman
, “um vazio que faz com que a sociedade entre em um espírito de substituição e medo da solidão, pois, antes de entrarem na busca por conexões já sabem o roteiro final: se uma pessoa/conexão se
vai, pode ser substituída por outra sem nenhum problema”.
Se nós, professores, educadores, entes que trabalhamos com e para a educação queremos criar uma cultura da paz nas
escolas , na outra ponta, na sociedade, nosso
zeitgeist
(do alemão “o espírito do tempo”) começa por uma reconstrução cotidiana de relacionamentos efetivos e afetivos, para se diferenciar e distanciar das conexões liga-desliga, nas quais não há entrega
de sentimentos e nem de confiança, pois se sabe que essa relação vai ter seu final cedo ou tarde.
Ou seja, uma cultura da paz precisa ser construída dentro de um novo espírito do tempo, de forma concretamente duradoura, permanente, e não líquida.
“A incerteza é o
habitat
natural da vida humana – ainda que a esperança de escapar da incerteza seja o motor das atividades humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental, menos que apenas tacitamente presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas de felicidade”,
Zygmunt Bauman
, 2009.
(Adriana Martinelli. Revista Educação. Em 09/05/2023. Adaptado.)
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O Brasil já teve um Ministério da Guerra, criado em 1891, no período republicano. Atualmente, temos apenas o Ministério
da Defesa, criado em 1999. Outros países também criaram seus ‘ministérios da guerra’. Mas não me recordo de um momento
histórico no Brasil ou em outros países que tenha sido criado um Ministério da Paz.
A violência nas escolas, contra estudantes e professores, não é uma exclusividade dos Estados Unidos que, ato contínuo,
atordoa o mundo há décadas. A própria situação contra a
Malala Yousafzai
demonstra isso: por defender o direito das mulheres
de terem acesso à educação foi vítima de um atentado em 2012, perpetrado pelo grupo fundamentalista Talibã.
Os exemplos de guerra e violência dentro e fora das escolas, associados ou não à educação, são milenares, globais. São
mazelas humanas que atingem a todos, independentemente de raça, credo, situação cultural, educacional ou financeira.
O que pode mudar nesse cenário são ações efetivas e transferíveis em escala e em todos os níveis, pois sabemos que a paz
e a cultura da paz nas escolas têm força, como o próprio exemplo da
Malala Yousafzai
sinaliza, ainda que em um certo contexto
que possa ser uma imagem enviesada, apesar do brutal atentado, ela sobreviveu e, em 2014, recebeu o Nobel da Paz.
Palavras leva o mar, se não estiveram associadas a ações e coragem. Mas palavras também são ferramentas para aprender
e ensinar. Uma educação para a paz pode começar pelo básico, pelos dicionários, livros repletos de palavras e significados. Ali
encontramos
insights
para o futuro das relações humanas. Estão lá os significados da empatia, socioemocional, escuta, diálogo,
acolhimento… Fácil encontrar um dicionário na escola, e na palma da mão, claro.
De fato, esse não é um tema simples, mas possível para a sociedade e para todo segmento educacional. Trata-se de olhar
para o passado, mas com uma visão para redesenhos futuros. Compreender o que passamos recentemente: um período doloroso, de afastamento físico e social durante a fase mais dura da pandemia, que afetou a muitos, desequilibrou a saúde mental
de estudantes, de professores e da sociedade em si.
Quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), lembro que ouvi muito: depois disso tudo,
vamos sair melhores como seres humanos. Acredito nisto, pela própria força do verbo esperançar. Mas confesso que precisamos avançar muito mais ainda para que isso se torne realidade.
O fato concreto é que, enquanto isolados, passamos por sofrimentos, alguns por violência dentro de casa, muitos com medo do
desconhecido e todos com a percepção diuturna do risco de morte. E, de repente, como em um passe de mágica, todos então estaríamos prontos a voltar ao tempo de retomada social, de reestabelecimento de relações, de grupos e pessoas em sala de aula.
Tudo evolui o tempo todo, e a educação não está em uma bolha isolada. Andamos, de fato, mais devagar, porque já tivemos
muita pressa. Mas nada deixou de evoluir. E não vejo problema algum que os avanços tecnológicos sejam rápidos, acelerados. A
questão é como e com quais mecanismos podemos equilibrar essa evolução tecnológica acelerada com aspectos que abarquem seres
humanos melhores, mentalmente saudáveis, resilientes, empáticos, abertos ao diálogo, à divergência, à inclusão, à diversidade.
São muitos os pontos essenciais para criarmos uma cultura de paz nas escolas. Sei que um deles passa pelo diálogo, acompanhado pelo acolhimento do outro. Sei também que, hoje, as conexões são importantes, embora em tempos líquidos não há
vantagem em estar em várias conexões, porque é fácil conseguir desconectar-se dessas desconexões sem grandes perdas ou
custos.
É um tanto a diferença entre conexão e relacionamento, bem descrita pelo filósofo, sociólogo, professor e escritor polonês
Zygmunt Bauman
, para quem a sociedade, na atual contemporaneidade líquida, está cada vez mais vazia, repleta de amigos
on-line
, mas em conexões off-line. Do próprio
Bauman
, “um vazio que faz com que a sociedade entre em um espírito de substituição e medo da solidão, pois, antes de entrarem na busca por conexões já sabem o roteiro final: se uma pessoa/conexão se
vai, pode ser substituída por outra sem nenhum problema”.
Se nós, professores, educadores, entes que trabalhamos com e para a educação queremos criar uma cultura da paz nas
escolas , na outra ponta, na sociedade, nosso
zeitgeist
(do alemão “o espírito do tempo”) começa por uma reconstrução cotidiana de relacionamentos efetivos e afetivos, para se diferenciar e distanciar das conexões liga-desliga, nas quais não há entrega
de sentimentos e nem de confiança, pois se sabe que essa relação vai ter seu final cedo ou tarde.
Ou seja, uma cultura da paz precisa ser construída dentro de um novo espírito do tempo, de forma concretamente duradoura, permanente, e não líquida.
“A incerteza é o
habitat
natural da vida humana – ainda que a esperança de escapar da incerteza seja o motor das atividades humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental, menos que apenas tacitamente presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas de felicidade”,
Zygmunt Bauman
, 2009.
(Adriana Martinelli. Revista Educação. Em 09/05/2023. Adaptado.)
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O Brasil já teve um Ministério da Guerra, criado em 1891, no período republicano. Atualmente, temos apenas o Ministério
da Defesa, criado em 1999. Outros países também criaram seus ‘ministérios da guerra’. Mas não me recordo de um momento
histórico no Brasil ou em outros países que tenha sido criado um Ministério da Paz.
A violência nas escolas, contra estudantes e professores, não é uma exclusividade dos Estados Unidos que, ato contínuo,
atordoa o mundo há décadas. A própria situação contra a
Malala Yousafzai
demonstra isso: por defender o direito das mulheres
de terem acesso à educação foi vítima de um atentado em 2012, perpetrado pelo grupo fundamentalista Talibã.
Os exemplos de guerra e violência dentro e fora das escolas, associados ou não à educação, são milenares, globais. São
mazelas humanas que atingem a todos, independentemente de raça, credo, situação cultural, educacional ou financeira.
O que pode mudar nesse cenário são ações efetivas e transferíveis em escala e em todos os níveis, pois sabemos que a paz
e a cultura da paz nas escolas têm força, como o próprio exemplo da
Malala Yousafzai
sinaliza, ainda que em um certo contexto
que possa ser uma imagem enviesada, apesar do brutal atentado, ela sobreviveu e, em 2014, recebeu o Nobel da Paz.
Palavras leva o mar, se não estiveram associadas a ações e coragem. Mas palavras também são ferramentas para aprender
e ensinar. Uma educação para a paz pode começar pelo básico, pelos dicionários, livros repletos de palavras e significados. Ali
encontramos
insights
para o futuro das relações humanas. Estão lá os significados da empatia, socioemocional, escuta, diálogo,
acolhimento… Fácil encontrar um dicionário na escola, e na palma da mão, claro.
De fato, esse não é um tema simples, mas possível para a sociedade e para todo segmento educacional. Trata-se de olhar
para o passado, mas com uma visão para redesenhos futuros. Compreender o que passamos recentemente: um período doloroso, de afastamento físico e social durante a fase mais dura da pandemia, que afetou a muitos, desequilibrou a saúde mental
de estudantes, de professores e da sociedade em si.
Quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), lembro que ouvi muito: depois disso tudo,
vamos sair melhores como seres humanos. Acredito nisto, pela própria força do verbo esperançar. Mas confesso que precisamos avançar muito mais ainda para que isso se torne realidade.
O fato concreto é que, enquanto isolados, passamos por sofrimentos, alguns por violência dentro de casa, muitos com medo do
desconhecido e todos com a percepção diuturna do risco de morte. E, de repente, como em um passe de mágica, todos então estaríamos prontos a voltar ao tempo de retomada social, de reestabelecimento de relações, de grupos e pessoas em sala de aula.
Tudo evolui o tempo todo, e a educação não está em uma bolha isolada. Andamos, de fato, mais devagar, porque já tivemos
muita pressa. Mas nada deixou de evoluir. E não vejo problema algum que os avanços tecnológicos sejam rápidos, acelerados. A
questão é como e com quais mecanismos podemos equilibrar essa evolução tecnológica acelerada com aspectos que abarquem seres
humanos melhores, mentalmente saudáveis, resilientes, empáticos, abertos ao diálogo, à divergência, à inclusão, à diversidade.
São muitos os pontos essenciais para criarmos uma cultura de paz nas escolas. Sei que um deles passa pelo diálogo, acompanhado pelo acolhimento do outro. Sei também que, hoje, as conexões são importantes, embora em tempos líquidos não há
vantagem em estar em várias conexões, porque é fácil conseguir desconectar-se dessas desconexões sem grandes perdas ou
custos.
É um tanto a diferença entre conexão e relacionamento, bem descrita pelo filósofo, sociólogo, professor e escritor polonês
Zygmunt Bauman
, para quem a sociedade, na atual contemporaneidade líquida, está cada vez mais vazia, repleta de amigos
on-line
, mas em conexões off-line. Do próprio
Bauman
, “um vazio que faz com que a sociedade entre em um espírito de substituição e medo da solidão, pois, antes de entrarem na busca por conexões já sabem o roteiro final: se uma pessoa/conexão se
vai, pode ser substituída por outra sem nenhum problema”.
Se nós, professores, educadores, entes que trabalhamos com e para a educação queremos criar uma cultura da paz nas
escolas , na outra ponta, na sociedade, nosso
zeitgeist
(do alemão “o espírito do tempo”) começa por uma reconstrução cotidiana de relacionamentos efetivos e afetivos, para se diferenciar e distanciar das conexões liga-desliga, nas quais não há entrega
de sentimentos e nem de confiança, pois se sabe que essa relação vai ter seu final cedo ou tarde.
Ou seja, uma cultura da paz precisa ser construída dentro de um novo espírito do tempo, de forma concretamente duradoura, permanente, e não líquida.
“A incerteza é o
habitat
natural da vida humana – ainda que a esperança de escapar da incerteza seja o motor das atividades humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental, menos que apenas tacitamente presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas de felicidade”,
Zygmunt Bauman
, 2009.
(Adriana Martinelli. Revista Educação. Em 09/05/2023. Adaptado.)
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Por uma cultura de paz permanente
O Brasil já teve um Ministério da Guerra, criado em 1891, no período republicano. Atualmente, temos apenas o Ministério
da Defesa, criado em 1999. Outros países também criaram seus ‘ministérios da guerra’. Mas não me recordo de um momento
histórico no Brasil ou em outros países que tenha sido criado um Ministério da Paz.
A violência nas escolas, contra estudantes e professores, não é uma exclusividade dos Estados Unidos que, ato contínuo,
atordoa o mundo há décadas. A própria situação contra a Malala Yousafzai demonstra isso: por defender o direito das mulheres
de terem acesso à educação foi vítima de um atentado em 2012, perpetrado pelo grupo fundamentalista Talibã.
Os exemplos de guerra e violência dentro e fora das escolas, associados ou não à educação, são milenares, globais. São
mazelas humanas que atingem a todos, independentemente de raça, credo, situação cultural, educacional ou financeira.
O que pode mudar nesse cenário são ações efetivas e transferíveis em escala e em todos os níveis, pois sabemos que a paz
e a cultura da paz nas escolas têm força, como o próprio exemplo da Malala Yousafzai sinaliza, ainda que em um certo contexto
que possa ser uma imagem enviesada, apesar do brutal atentado, ela sobreviveu e, em 2014, recebeu o Nobel da Paz.
Palavras leva o mar, se não estiveram associadas a ações e coragem. Mas palavras também são ferramentas para aprender
e ensinar. Uma educação para a paz pode começar pelo básico, pelos dicionários, livros repletos de palavras e significados. Ali
encontramos insights para o futuro das relações humanas. Estão lá os significados da empatia, socioemocional, escuta, diálogo,
acolhimento… Fácil encontrar um dicionário na escola, e na palma da mão, claro.
De fato, esse não é um tema simples, mas possível para a sociedade e para todo segmento educacional. Trata-se de olhar
para o passado, mas com uma visão para redesenhos futuros. Compreender o que passamos recentemente: um período doloroso, de afastamento físico e social durante a fase mais dura da pandemia, que afetou a muitos, desequilibrou a saúde mental
de estudantes, de professores e da sociedade em si.
Quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), lembro que ouvi muito: depois disso tudo,
vamos sair melhores como seres humanos. Acredito nisto, pela própria força do verbo esperançar. Mas confesso que precisamos avançar muito mais ainda para que isso se torne realidade.
O fato concreto é que, enquanto isolados, passamos por sofrimentos, alguns por violência dentro de casa, muitos com medo do
desconhecido e todos com a percepção diuturna do risco de morte. E, de repente, como em um passe de mágica, todos então estaríamos prontos a voltar ao tempo de retomada social, de reestabelecimento de relações, de grupos e pessoas em sala de aula.
Tudo evolui o tempo todo, e a educação não está em uma bolha isolada. Andamos, de fato, mais devagar, porque já tivemos
muita pressa. Mas nada deixou de evoluir. E não vejo problema algum que os avanços tecnológicos sejam rápidos, acelerados. A
questão é como e com quais mecanismos podemos equilibrar essa evolução tecnológica acelerada com aspectos que abarquem seres
humanos melhores, mentalmente saudáveis, resilientes, empáticos, abertos ao diálogo, à divergência, à inclusão, à diversidade.
São muitos os pontos essenciais para criarmos uma cultura de paz nas escolas. Sei que um deles passa pelo diálogo, acompanhado pelo acolhimento do outro. Sei também que, hoje, as conexões são importantes, embora em tempos líquidos não há
vantagem em estar em várias conexões, porque é fácil conseguir desconectar-se dessas desconexões sem grandes perdas ou
custos.
É um tanto a diferença entre conexão e relacionamento, bem descrita pelo filósofo, sociólogo, professor e escritor polonês
Zygmunt Bauman, para quem a sociedade, na atual contemporaneidade líquida, está cada vez mais vazia, repleta de amigos
on-line, mas em conexões off-line. Do próprio Bauman, “um vazio que faz com que a sociedade entre em um espírito de substituição e medo da solidão, pois, antes de entrarem na busca por conexões já sabem o roteiro final: se uma pessoa/conexão se
vai, pode ser substituída por outra sem nenhum problema”.
Se nós, professores, educadores, entes que trabalhamos com e para a educação queremos criar uma cultura da paz nas
escolas , na outra ponta, na sociedade, nosso zeitgeist (do alemão “o espírito do tempo”) começa por uma reconstrução cotidiana de relacionamentos efetivos e afetivos, para se diferenciar e distanciar das conexões liga-desliga, nas quais não há entrega
de sentimentos e nem de confiança, pois se sabe que essa relação vai ter seu final cedo ou tarde.
Ou seja, uma cultura da paz precisa ser construída dentro de um novo espírito do tempo, de forma concretamente duradoura, permanente, e não líquida.
“A incerteza é o habitat natural da vida humana – ainda que a esperança de escapar da incerteza seja o motor das atividades humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental, menos que apenas tacitamente presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas de felicidade”, Zygmunt Bauman, 2009.
(Adriana Martinelli. Revista Educação. Em 09/05/2023. Adaptado.)
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2947625
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Provas:
Pagu é a escritora homenageada da Flip 2023
A escritora brasileira Patrícia Rehder Galvão é a grande homenageada deste ano da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. Pagu, como era conhecida, nasceu em 9 de junho, em São João da Boa Vista, São Paulo. Sua escrita encantou outros artistas, como Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade. Um dos grandes nomes da literatura brasileira, Pagu também trabalhou como tradutora, desenhista, cartunista e jornalista. Uma mulher com hábitos considerados extravagantes para a época, que não se deixava levar pelas críticas e, assim, seguia com passos firmes, sendo considerada um símbolo na luta contra as desigualdades.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2023-07/pagu-e-escritora-homenageada-da-flip-2023.)
Sua obra inclui ficção, como os títulos “Parque Industrial”, “A Famosa Revista” e “Safra Macabra”, assim como a autobiografia “Paixão Pagu” e seus textos políticos. Sobre tal escritora, assinale a afirmativa correta.
A escritora brasileira Patrícia Rehder Galvão é a grande homenageada deste ano da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. Pagu, como era conhecida, nasceu em 9 de junho, em São João da Boa Vista, São Paulo. Sua escrita encantou outros artistas, como Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade. Um dos grandes nomes da literatura brasileira, Pagu também trabalhou como tradutora, desenhista, cartunista e jornalista. Uma mulher com hábitos considerados extravagantes para a época, que não se deixava levar pelas críticas e, assim, seguia com passos firmes, sendo considerada um símbolo na luta contra as desigualdades.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2023-07/pagu-e-escritora-homenageada-da-flip-2023.)
Sua obra inclui ficção, como os títulos “Parque Industrial”, “A Famosa Revista” e “Safra Macabra”, assim como a autobiografia “Paixão Pagu” e seus textos políticos. Sobre tal escritora, assinale a afirmativa correta.
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2947624
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Provas:
Chegada da BYD no Brasil derruba preços dos carros elétricos
A recente chegada do BYD Dolphin , um dos veículos elétricos mais acessíveis da chinesa BYD, parece ter causado um impacto significativo no mercado brasileiro de carros elétricos. Isso porque a acessibilidade do veículo comparado a outros fez com que houvesse uma queda nos preços dos carros no país, com a Caoa Chery liderando a corrida ao reduzir o preço do seu iCar em até R$ 20.000.
( Disponível em: https://mundoconectado.com.br/noticias/v/35934/chegada-da-byd-no-brasil-derruba-precos-dos-carros-eletricos.)
Os carros elétricos, muito mais do que uma realidade esporádica, tem se expandido bastante no mercado atualmente, uma vez que
A recente chegada do BYD Dolphin , um dos veículos elétricos mais acessíveis da chinesa BYD, parece ter causado um impacto significativo no mercado brasileiro de carros elétricos. Isso porque a acessibilidade do veículo comparado a outros fez com que houvesse uma queda nos preços dos carros no país, com a Caoa Chery liderando a corrida ao reduzir o preço do seu iCar em até R$ 20.000.
( Disponível em: https://mundoconectado.com.br/noticias/v/35934/chegada-da-byd-no-brasil-derruba-precos-dos-carros-eletricos.)
Os carros elétricos, muito mais do que uma realidade esporádica, tem se expandido bastante no mercado atualmente, uma vez que
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Questão presente nas seguintes provas
2947623
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Provas:
Meteoro cruza o céu de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais
Um meteoro muito brilhante riscou os céus da região Sudeste. Ele foi visto em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, aproximadamente, às 5h25min. O fenômeno foi registrado por câmeras de monitoramento do Clima ao Vivo e da Bramon (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros).
(Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2023/05/16/meteoro-cruza-o-ceu-de-sao-paulo-rio-de-janeiro-e-minas-gerais-vejavideo.htm.)
Na verdade, os meteoros
Um meteoro muito brilhante riscou os céus da região Sudeste. Ele foi visto em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, aproximadamente, às 5h25min. O fenômeno foi registrado por câmeras de monitoramento do Clima ao Vivo e da Bramon (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros).
(Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2023/05/16/meteoro-cruza-o-ceu-de-sao-paulo-rio-de-janeiro-e-minas-gerais-vejavideo.htm.)
Na verdade, os meteoros
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2947622
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
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Parlamento russo acusa EUA de usar doenças como armas biológicas
O parlamento russo aprovou uma moção solicitando que a comunidade internacional exija dos Estados Unidos a apresentação de dados sobre biolaboratórios controlados por Washington ao redor do mundo. A Assembleia Federal da Rússia declara que os parlamentos dos países do mundo podem e devem insistir para que o Congresso dos EUA torne públicas todas as informações sobre os projetos de aplicações militares realizados pelo Departamento de Defesa dos EUA sob a cobertura de “atividades médicas e biológicas” [...]. Os legisladores russos afirmaram que nos territórios de outros países funcionam atualmente “cerca de 400 laboratórios biológicos de dupla utilização sob o controle de Washington ”.
(Disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/noticias/parlamento-russo-acusa-eua-de-usar-doencas-como-armas-biologicas-eua-dizem-aos-seuscidadaos-para-sairem-da-russia#. Adaptado.)
Quando armas biológicas são usadas por grupos independentes, trata-se de um caso de bioterrorismo. Sobre as ações militares biológicas, assim como a produção em massa, estocagem e uso de bioarmas, assinale a afirmativa correta.
O parlamento russo aprovou uma moção solicitando que a comunidade internacional exija dos Estados Unidos a apresentação de dados sobre biolaboratórios controlados por Washington ao redor do mundo. A Assembleia Federal da Rússia declara que os parlamentos dos países do mundo podem e devem insistir para que o Congresso dos EUA torne públicas todas as informações sobre os projetos de aplicações militares realizados pelo Departamento de Defesa dos EUA sob a cobertura de “atividades médicas e biológicas” [...]. Os legisladores russos afirmaram que nos territórios de outros países funcionam atualmente “cerca de 400 laboratórios biológicos de dupla utilização sob o controle de Washington ”.
(Disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/noticias/parlamento-russo-acusa-eua-de-usar-doencas-como-armas-biologicas-eua-dizem-aos-seuscidadaos-para-sairem-da-russia#. Adaptado.)
Quando armas biológicas são usadas por grupos independentes, trata-se de um caso de bioterrorismo. Sobre as ações militares biológicas, assim como a produção em massa, estocagem e uso de bioarmas, assinale a afirmativa correta.
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2947621
Ano: 2023
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
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‘Volta’ de Elis Regina em vídeo gera espanto e debate; entenda onda de uso de IA com cantores mortos
Comercial em que cantora aparece em dueto com Maria Rita gerou críticas e elogios nas redes sociais; ‘Estadão’ já adiantou discussão com criadores e especialistas sobre recriação de voz e imagem de artistas que já morreram. A Inteligência Artificial – IA mostra, a cada dia, que é possível fazer mais do que se imaginava. Um comercial que trouxe a cantora Elis Regina fazendo um dueto ao lado da filha, Maria Rita, tomou conta das redes sociais. Enquanto a publicidade emocionou alguns, outros passaram a discutir o limite da utilização da voz e da imagem de artistas que já morreram.
(Disponível em: https://www.terra.com.br/diversao/musica/volta-de-elis-regina-em-video-gera-espanto-e-debate-entenda-onda-de-uso-de-ia-comcantores-mortos.)
Sem considerar as questões legais e éticas, assinale, a seguir, tecnologia utilizada na recriação da imagem e da voz da cantora em questão.
Comercial em que cantora aparece em dueto com Maria Rita gerou críticas e elogios nas redes sociais; ‘Estadão’ já adiantou discussão com criadores e especialistas sobre recriação de voz e imagem de artistas que já morreram. A Inteligência Artificial – IA mostra, a cada dia, que é possível fazer mais do que se imaginava. Um comercial que trouxe a cantora Elis Regina fazendo um dueto ao lado da filha, Maria Rita, tomou conta das redes sociais. Enquanto a publicidade emocionou alguns, outros passaram a discutir o limite da utilização da voz e da imagem de artistas que já morreram.
(Disponível em: https://www.terra.com.br/diversao/musica/volta-de-elis-regina-em-video-gera-espanto-e-debate-entenda-onda-de-uso-de-ia-comcantores-mortos.)
Sem considerar as questões legais e éticas, assinale, a seguir, tecnologia utilizada na recriação da imagem e da voz da cantora em questão.
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