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2249201 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA

Leia o texto, com atenção, e responda o que se pede no comando da questão.

PROFILING?

Claudio de Moura Castro

Um policial americano surpreende um negro tentando arrombar uma janela. Apesar de protestar, o homem foi algemado e preso. Erro horrendo, pois, além de ser o próprio dono da casa, era professor em Harvard.

Apareceram dois estagiários quando eu trabalhava eu OIT, em Genebra: um alemão, alinhado e bem-falante, e uma refugiada de Ruanda. Tinha como certo qual seria o melhor, mas não abri a boca. Ainda bem, pois o alemão era meio playboy e a moça, inteligente e dedicada.

Cheguei a Argel. Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo. À minha frente estava um senhora árabe, muito bem vestida. Ainda sim, sua bolsa foi revistada. Como eu portava nas costas o mochilão do meu parapente, imaginei um exame severíssimo. Nada disso, passei batido, pois não tinha o perfil do terrorista local. O que sentiu essa senhora deve ser semelhante ao que experimentam os muçulmanos hoje na Europa. Embora praticamente todos sejam inocentes, são tratados com suspeição e hostilidade.

Esses julgamentos são objeto de grandes projetos nos Estados Unidos por parte de movimentos negros e em defesa de liberdades civis. O nome usual é profiling, não havendo uma boa tradução.

Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata. Por sua aparência impecável, não seria identificado, pois não tem o perfil do gatuno de loja. Foi por acaso que um detetive viu seu ato.

Por esses e outros exemplos, o profiling é execrado e acusado de ser um julgamento preconceituoso e inaceitável. Há que ser varrido do mapa.

Não é bem assim. O profiling é um critério de decisão que todos usamos ao longo do dia. Não só prático como inevitável. Se compramos um imóvel de uma empresa respeitada, pouco tempo gastamos verificando os papéis. Mas, se nada sabemos do vendedor, é mais prudente que o advogado veja as escrituras.

Ao longo do dia, não há tempo para grandes verificações. Vamos tomando decisões com base no que parece bom senso. Mas, na verdade, elas apóiam-se em uma sólida teoria.

Alguém pede carona na estrada. Se é um policial militar, sem problemas. Se é um indivíduo mal-encarado, passamos batido. Não dá para checar sua "folha corrida".

Levei meu carro a um mecânico. Quando vi a bagunça e a sujeira de sua oficina, tive dúvidas, mas deixei o carro assim mesmo. A experiência foi péssima. Levei a outro, de oficina impecável. Fui bem atendido. Profiling confirmado.

Vamos à teoria. Alguns fenômenos são ditos determinísticos. Se cuspo para cima, é certo o que vai acontecer. Mas há casos em que tratamos com uma causação apenas probabilística: se isso é assim, então é mais provável que aconteça aquilo. Se ouço trovoadas é provável que chova. Quando o comportamento humano está em jogo, nada é totalmente previsível, lidamos sempre com probabilidades. São as chamadas probabilidades condicionadas.

Se a oficina é limpa, é mais provável que o serviço seja competente. É possível vir a ser assaltado por um ladrão fantasiado de policial, mas é pouco provável. Se tenho de escolher um estagiário, é mais provável que o filho de um prêmio Nobel seja mais inteligente. Pode-se sempre errar, mas as apostas são boas. E assim vamos pela vida, tomando decisões pela probabilidade maior de acertar, quando as pessoas exibem certas características. Os exemplos iniciais apontam erros lastimáveis, mas a regra da probabilidade condicional ainda é a melhor conselheira (oficina limpa, característica do pai, e por aí afora).

A polícia faz o mesmo. Se o computador de bordo indica que o carro foi roubado, pode estar ao volante um incauto honesto que o adquiriu. Mas, pelo sim, pelo não, a polícia já desce de arma em punho.

Como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profilling é inevitável. Mas obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado em Londres, iludida ao vê-lo correr e pular a catraca.

Em suma, é ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profilling). O cuidado é, antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fonte: Adaptado. Veja, 01/06/216.

O significado da palavra está errado em:

 

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2249184 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA

Leia o texto, com atenção, e responda o que se pede no comando da questão.

PROFILING?

Claudio de Moura Castro

Um policial americano surpreende um negro tentando arrombar uma janela. Apesar de protestar, o homem foi algemado e preso. Erro horrendo, pois, além de ser o próprio dono da casa, era professor em Harvard.

Apareceram dois estagiários quando eu trabalhava eu OIT, em Genebra: um alemão, alinhado e bem-falante, e uma refugiada de Ruanda. Tinha como certo qual seria o melhor, mas não abri a boca. Ainda bem, pois o alemão era meio playboy e a moça, inteligente e dedicada.

Cheguei a Argel. Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo. À minha frente estava um senhora árabe, muito bem vestida. Ainda sim, sua bolsa foi revistada. Como eu portava nas costas o mochilão do meu parapente, imaginei um exame severíssimo. Nada disso, passei batido, pois não tinha o perfil do terrorista local. O que sentiu essa senhora deve ser semelhante ao que experimentam os muçulmanos hoje na Europa. Embora praticamente todos sejam inocentes, são tratados com suspeição e hostilidade.

Esses julgamentos são objeto de grandes projetos nos Estados Unidos por parte de movimentos negros e em defesa de liberdades civis. O nome usual é profiling, não havendo uma boa tradução.

Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata. Por sua aparência impecável, não seria identificado, pois não tem o perfil do gatuno de loja. Foi por acaso que um detetive viu seu ato.

Por esses e outros exemplos, o profiling é execrado e acusado de ser um julgamento preconceituoso e inaceitável. Há que ser varrido do mapa.

Não é bem assim. O profiling é um critério de decisão que todos usamos ao longo do dia. Não só prático como inevitável. Se compramos um imóvel de uma empresa respeitada, pouco tempo gastamos verificando os papéis. Mas, se nada sabemos do vendedor, é mais prudente que o advogado veja as escrituras.

Ao longo do dia, não há tempo para grandes verificações. Vamos tomando decisões com base no que parece bom senso. Mas, na verdade, elas apóiam-se em uma sólida teoria.

Alguém pede carona na estrada. Se é um policial militar, sem problemas. Se é um indivíduo mal-encarado, passamos batido. Não dá para checar sua "folha corrida".

Levei meu carro a um mecânico. Quando vi a bagunça e a sujeira de sua oficina, tive dúvidas, mas deixei o carro assim mesmo. A experiência foi péssima. Levei a outro, de oficina impecável. Fui bem atendido. Profiling confirmado.

Vamos à teoria. Alguns fenômenos são ditos determinísticos. Se cuspo para cima, é certo o que vai acontecer. Mas há casos em que tratamos com uma causação apenas probabilística: se isso é assim, então é mais provável que aconteça aquilo. Se ouço trovoadas é provável que chova. Quando o comportamento humano está em jogo, nada é totalmente previsível, lidamos sempre com probabilidades. São as chamadas probabilidades condicionadas.

Se a oficina é limpa, é mais provável que o serviço seja competente. É possível vir a ser assaltado por um ladrão fantasiado de policial, mas é pouco provável. Se tenho de escolher um estagiário, é mais provável que o filho de um prêmio Nobel seja mais inteligente. Pode-se sempre errar, mas as apostas são boas. E assim vamos pela vida, tomando decisões pela probabilidade maior de acertar, quando as pessoas exibem certas características. Os exemplos iniciais apontam erros lastimáveis, mas a regra da probabilidade condicional ainda é a melhor conselheira (oficina limpa, característica do pai, e por aí afora).

A polícia faz o mesmo. Se o computador de bordo indica que o carro foi roubado, pode estar ao volante um incauto honesto que o adquiriu. Mas, pelo sim, pelo não, a polícia já desce de arma em punho.

Como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profilling é inevitável. Mas obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado em Londres, iludida ao vê-lo correr e pular a catraca.

Em suma, é ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profilling). O cuidado é, antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fonte: Adaptado. Veja, 01/06/216.

É inadequado afirmar sobre "profiling":

 

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2249159 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
Uma escola técnica possui 1000 alunos. Sabe-se que:
450 alunos cursam Mecânica
310 alunos cursam Eletrônica
94 alunos cursam Mecânica e Eletrônica
Entre os 1000 alunos dessa escola, quantos não cursam nem Mecânica nem Eletrônica?
 

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2249151 Ano: 2016
Disciplina: Biologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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O exame de urina representa um recurso laboratorial de grande utilidade na clínica, sendo capaz de fornecer valiosos elementos de apoio diagnóstico. Sobre o exame de urina, é errado afirmar:
 

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2249136 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA

Leia o texto, com atenção, e responda o que se pede no comando da questão.

PROFILING?

Claudio de Moura Castro

Um policial americano surpreende um negro tentando arrombar uma janela. Apesar de protestar, o homem foi algemado e preso. Erro horrendo, pois, além de ser o próprio dono da casa, era professor em Harvard.

Apareceram dois estagiários quando eu trabalhava eu OIT, em Genebra: um alemão, alinhado e bem-falante, e uma refugiada de Ruanda. Tinha como certo qual seria o melhor, mas não abri a boca. Ainda bem, pois o alemão era meio playboy e a moça, inteligente e dedicada.

Cheguei a Argel. Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo. À minha frente estava um senhora árabe, muito bem vestida. Ainda sim, sua bolsa foi revistada. Como eu portava nas costas o mochilão do meu parapente, imaginei um exame severíssimo. Nada disso, passei batido, pois não tinha o perfil do terrorista local. O que sentiu essa senhora deve ser semelhante ao que experimentam os muçulmanos hoje na Europa. Embora praticamente todos sejam inocentes, são tratados com suspeição e hostilidade.

Esses julgamentos são objeto de grandes projetos nos Estados Unidos por parte de movimentos negros e em defesa de liberdades civis. O nome usual é profiling, não havendo uma boa tradução.

Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata. Por sua aparência impecável, não seria identificado, pois não tem o perfil do gatuno de loja. Foi por acaso que um detetive viu seu ato.

Por esses e outros exemplos, o profiling é execrado e acusado de ser um julgamento preconceituoso e inaceitável. Há que ser varrido do mapa.

Não é bem assim. O profiling é um critério de decisão que todos usamos ao longo do dia. Não só prático como inevitável. Se compramos um imóvel de uma empresa respeitada, pouco tempo gastamos verificando os papéis. Mas, se nada sabemos do vendedor, é mais prudente que o advogado veja as escrituras.

Ao longo do dia, não há tempo para grandes verificações. Vamos tomando decisões com base no que parece bom senso. Mas, na verdade, elas apóiam-se em uma sólida teoria.

Alguém pede carona na estrada. Se é um policial militar, sem problemas. Se é um indivíduo mal-encarado, passamos batido. Não dá para checar sua "folha corrida".

Levei meu carro a um mecânico. Quando vi a bagunça e a sujeira de sua oficina, tive dúvidas, mas deixei o carro assim mesmo. A experiência foi péssima. Levei a outro, de oficina impecável. Fui bem atendido. Profiling confirmado.

Vamos à teoria. Alguns fenômenos são ditos determinísticos. Se cuspo para cima, é certo o que vai acontecer. Mas há casos em que tratamos com uma causação apenas probabilística: se isso é assim, então é mais provável que aconteça aquilo. Se ouço trovoadas é provável que chova. Quando o comportamento humano está em jogo, nada é totalmente previsível, lidamos sempre com probabilidades. São as chamadas probabilidades condicionadas.

Se a oficina é limpa, é mais provável que o serviço seja competente. É possível vir a ser assaltado por um ladrão fantasiado de policial, mas é pouco provável. Se tenho de escolher um estagiário, é mais provável que o filho de um prêmio Nobel seja mais inteligente. Pode-se sempre errar, mas as apostas são boas. E assim vamos pela vida, tomando decisões pela probabilidade maior de acertar, quando as pessoas exibem certas características. Os exemplos iniciais apontam erros lastimáveis, mas a regra da probabilidade condicional ainda é a melhor conselheira (oficina limpa, característica do pai, e por aí afora).

A polícia faz o mesmo. Se o computador de bordo indica que o carro foi roubado, pode estar ao volante um incauto honesto que o adquiriu. Mas, pelo sim, pelo não, a polícia já desce de arma em punho.

Como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profilling é inevitável. Mas obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado em Londres, iludida ao vê-lo correr e pular a catraca.

Em suma, é ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profilling). O cuidado é, antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fonte: Adaptado. Veja, 01/06/216.

Em: "Cheguei a Argel.", a ausência do acento grave presente em "Vamos à teoria." dá-se:

 

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2249130 Ano: 2016
Disciplina: Informática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
A Ferramenta WordArt, encontrada no Microsoft Power Point 2007, tem a função de:
 

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2249098 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA

Leia o texto, com atenção, e responda o que se pede no comando da questão.

PROFILING?

Claudio de Moura Castro

Um policial americano surpreende um negro tentando arrombar uma janela. Apesar de protestar, o homem foi algemado e preso. Erro horrendo, pois, além de ser o próprio dono da casa, era professor em Harvard.

Apareceram dois estagiários quando eu trabalhava eu OIT, em Genebra: um alemão, alinhado e bem-falante, e uma refugiada de Ruanda. Tinha como certo qual seria o melhor, mas não abri a boca. Ainda bem, pois o alemão era meio playboy e a moça, inteligente e dedicada.

Cheguei a Argel. Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo. À minha frente estava um senhora árabe, muito bem vestida. Ainda sim, sua bolsa foi revistada. Como eu portava nas costas o mochilão do meu parapente, imaginei um exame severíssimo. Nada disso, passei batido, pois não tinha o perfil do terrorista local. O que sentiu essa senhora deve ser semelhante ao que experimentam os muçulmanos hoje na Europa. Embora praticamente todos sejam inocentes, são tratados com suspeição e hostilidade.

Esses julgamentos são objeto de grandes projetos nos Estados Unidos por parte de movimentos negros e em defesa de liberdades civis. O nome usual é profiling, não havendo uma boa tradução.

Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata. Por sua aparência impecável, não seria identificado, pois não tem o perfil do gatuno de loja. Foi por acaso que um detetive viu seu ato.

Por esses e outros exemplos, o profiling é execrado e acusado de ser um julgamento preconceituoso e inaceitável. Há que ser varrido do mapa.

Não é bem assim. O profiling é um critério de decisão que todos usamos ao longo do dia. Não só prático como inevitável. Se compramos um imóvel de uma empresa respeitada, pouco tempo gastamos verificando os papéis. Mas, se nada sabemos do vendedor, é mais prudente que o advogado veja as escrituras.

Ao longo do dia, não há tempo para grandes verificações. Vamos tomando decisões com base no que parece bom senso. Mas, na verdade, elas apóiam-se em uma sólida teoria.

Alguém pede carona na estrada. Se é um policial militar, sem problemas. Se é um indivíduo mal-encarado, passamos batido. Não dá para checar sua "folha corrida".

Levei meu carro a um mecânico. Quando vi a bagunça e a sujeira de sua oficina, tive dúvidas, mas deixei o carro assim mesmo. A experiência foi péssima. Levei a outro, de oficina impecável. Fui bem atendido. Profiling confirmado.

Vamos à teoria. Alguns fenômenos são ditos determinísticos. Se cuspo para cima, é certo o que vai acontecer. Mas há casos em que tratamos com uma causação apenas probabilística: se isso é assim, então é mais provável que aconteça aquilo. Se ouço trovoadas é provável que chova. Quando o comportamento humano está em jogo, nada é totalmente previsível, lidamos sempre com probabilidades. São as chamadas probabilidades condicionadas.

Se a oficina é limpa, é mais provável que o serviço seja competente. É possível vir a ser assaltado por um ladrão fantasiado de policial, mas é pouco provável. Se tenho de escolher um estagiário, é mais provável que o filho de um prêmio Nobel seja mais inteligente. Pode-se sempre errar, mas as apostas são boas. E assim vamos pela vida, tomando decisões pela probabilidade maior de acertar, quando as pessoas exibem certas características. Os exemplos iniciais apontam erros lastimáveis, mas a regra da probabilidade condicional ainda é a melhor conselheira (oficina limpa, característica do pai, e por aí afora).

A polícia faz o mesmo. Se o computador de bordo indica que o carro foi roubado, pode estar ao volante um incauto honesto que o adquiriu. Mas, pelo sim, pelo não, a polícia já desce de arma em punho.

Como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profilling é inevitável. Mas obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado em Londres, iludida ao vê-lo correr e pular a catraca.

Em suma, é ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profilling). O cuidado é, antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fonte: Adaptado. Veja, 01/06/216.

Em: "Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo.", o termo "Como", semanticamente, indica:

 

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2249096 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA

Leia o texto, com atenção, e responda o que se pede no comando da questão.

PROFILING?

Claudio de Moura Castro

Um policial americano surpreende um negro tentando arrombar uma janela. Apesar de protestar, o homem foi algemado e preso. Erro horrendo, pois, além de ser o próprio dono da casa, era professor em Harvard.

Apareceram dois estagiários quando eu trabalhava eu OIT, em Genebra: um alemão, alinhado e bem-falante, e uma refugiada de Ruanda. Tinha como certo qual seria o melhor, mas não abri a boca. Ainda bem, pois o alemão era meio playboy e a moça, inteligente e dedicada.

Cheguei a Argel. Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo. À minha frente estava um senhora árabe, muito bem vestida. Ainda sim, sua bolsa foi revistada. Como eu portava nas costas o mochilão do meu parapente, imaginei um exame severíssimo. Nada disso, passei batido, pois não tinha o perfil do terrorista local. O que sentiu essa senhora deve ser semelhante ao que experimentam os muçulmanos hoje na Europa. Embora praticamente todos sejam inocentes, são tratados com suspeição e hostilidade.

Esses julgamentos são objeto de grandes projetos nos Estados Unidos por parte de movimentos negros e em defesa de liberdades civis. O nome usual é profiling, não havendo uma boa tradução.

Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata. Por sua aparência impecável, não seria identificado, pois não tem o perfil do gatuno de loja. Foi por acaso que um detetive viu seu ato.

Por esses e outros exemplos, o profiling é execrado e acusado de ser um julgamento preconceituoso e inaceitável. Há que ser varrido do mapa.

Não é bem assim. O profiling é um critério de decisão que todos usamos ao longo do dia. Não só prático como inevitável. Se compramos um imóvel de uma empresa respeitada, pouco tempo gastamos verificando os papéis. Mas, se nada sabemos do vendedor, é mais prudente que o advogado veja as escrituras.

Ao longo do dia, não há tempo para grandes verificações. Vamos tomando decisões com base no que parece bom senso. Mas, na verdade, elas apóiam-se em uma sólida teoria.

Alguém pede carona na estrada. Se é um policial militar, sem problemas. Se é um indivíduo mal-encarado, passamos batido. Não dá para checar sua "folha corrida".

Levei meu carro a um mecânico. Quando vi a bagunça e a sujeira de sua oficina, tive dúvidas, mas deixei o carro assim mesmo. A experiência foi péssima. Levei a outro, de oficina impecável. Fui bem atendido. Profiling confirmado.

Vamos à teoria. Alguns fenômenos são ditos determinísticos. Se cuspo para cima, é certo o que vai acontecer. Mas há casos em que tratamos com uma causação apenas probabilística: se isso é assim, então é mais provável que aconteça aquilo. Se ouço trovoadas é provável que chova. Quando o comportamento humano está em jogo, nada é totalmente previsível, lidamos sempre com probabilidades. São as chamadas probabilidades condicionadas.

Se a oficina é limpa, é mais provável que o serviço seja competente. É possível vir a ser assaltado por um ladrão fantasiado de policial, mas é pouco provável. Se tenho de escolher um estagiário, é mais provável que o filho de um prêmio Nobel seja mais inteligente. Pode-se sempre errar, mas as apostas são boas. E assim vamos pela vida, tomando decisões pela probabilidade maior de acertar, quando as pessoas exibem certas características. Os exemplos iniciais apontam erros lastimáveis, mas a regra da probabilidade condicional ainda é a melhor conselheira (oficina limpa, característica do pai, e por aí afora).

A polícia faz o mesmo. Se o computador de bordo indica que o carro foi roubado, pode estar ao volante um incauto honesto que o adquiriu. Mas, pelo sim, pelo não, a polícia já desce de arma em punho.

Como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profilling é inevitável. Mas obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado em Londres, iludida ao vê-lo correr e pular a catraca.

Em suma, é ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profilling). O cuidado é, antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fonte: Adaptado. Veja, 01/06/216.

Assinale a alternativa em que a classificação da figura linguagem está incorreta: de

 

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2249065 Ano: 2016
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Leia o texto, com atenção, e responda o que se pede no comando da questão.

PROFILING?

Claudio de Moura Castro

Um policial americano surpreende um negro tentando arrombar uma janela. Apesar de protestar, o homem foi algemado e preso. Erro horrendo, pois, além de ser o próprio dono da casa, era professor em Harvard.

Apareceram dois estagiários quando eu trabalhava eu OIT, em Genebra: um alemão, alinhado e bem-falante, e uma refugiada de Ruanda. Tinha como certo qual seria o melhor, mas não abri a boca. Ainda bem, pois o alemão era meio playboy e a moça, inteligente e dedicada.

Cheguei a Argel. Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo. À minha frente estava um senhora árabe, muito bem vestida. Ainda sim, sua bolsa foi revistada. Como eu portava nas costas o mochilão do meu parapente, imaginei um exame severíssimo. Nada disso, passei batido, pois não tinha o perfil do terrorista local. O que sentiu essa senhora deve ser semelhante ao que experimentam os muçulmanos hoje na Europa. Embora praticamente todos sejam inocentes, são tratados com suspeição e hostilidade.

Esses julgamentos são objeto de grandes projetos nos Estados Unidos por parte de movimentos negros e em defesa de liberdades civis. O nome usual é profiling, não havendo uma boa tradução.

Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata. Por sua aparência impecável, não seria identificado, pois não tem o perfil do gatuno de loja. Foi por acaso que um detetive viu seu ato.

Por esses e outros exemplos, o profiling é execrado e acusado de ser um julgamento preconceituoso e inaceitável. Há que ser varrido do mapa.

Não é bem assim. O profiling é um critério de decisão que todos usamos ao longo do dia. Não só prático como inevitável. Se compramos um imóvel de uma empresa respeitada, pouco tempo gastamos verificando os papéis. Mas, se nada sabemos do vendedor, é mais prudente que o advogado veja as escrituras.

Ao longo do dia, não há tempo para grandes verificações. Vamos tomando decisões com base no que parece bom senso. Mas, na verdade, elas apóiam-se em uma sólida teoria.

Alguém pede carona na estrada. Se é um policial militar, sem problemas. Se é um indivíduo mal-encarado, passamos batido. Não dá para checar sua "folha corrida".

Levei meu carro a um mecânico. Quando vi a bagunça e a sujeira de sua oficina, tive dúvidas, mas deixei o carro assim mesmo. A experiência foi péssima. Levei a outro, de oficina impecável. Fui bem atendido. Profiling confirmado.

Vamos à teoria. Alguns fenômenos são ditos determinísticos. Se cuspo para cima, é certo o que vai acontecer. Mas há casos em que tratamos com uma causação apenas probabilística: se isso é assim, então é mais provável que aconteça aquilo. Se ouço trovoadas é provável que chova. Quando o comportamento humano está em jogo, nada é totalmente previsível, lidamos sempre com probabilidades. São as chamadas probabilidades condicionadas.

Se a oficina é limpa, é mais provável que o serviço seja competente. É possível vir a ser assaltado por um ladrão fantasiado de policial, mas é pouco provável. Se tenho de escolher um estagiário, é mais provável que o filho de um prêmio Nobel seja mais inteligente. Pode-se sempre errar, mas as apostas são boas. E assim vamos pela vida, tomando decisões pela probabilidade maior de acertar, quando as pessoas exibem certas características. Os exemplos iniciais apontam erros lastimáveis, mas a regra da probabilidade condicional ainda é a melhor conselheira (oficina limpa, característica do pai, e por aí afora).

A polícia faz o mesmo. Se o computador de bordo indica que o carro foi roubado, pode estar ao volante um incauto honesto que o adquiriu. Mas, pelo sim, pelo não, a polícia já desce de arma em punho.

Como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profilling é inevitável. Mas obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado em Londres, iludida ao vê-lo correr e pular a catraca.

Em suma, é ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profilling). O cuidado é, antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fonte: Adaptado. Veja, 01/06/216.

Profiling, segundo Cláudio de Moura Castro, é um termo "sem uma boa tradução". A leitura do texto, entretanto, permite captar que:

 

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2249049 Ano: 2016
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PROFILING?

Claudio de Moura Castro

Um policial americano surpreende um negro tentando arrombar uma janela. Apesar de protestar, o homem foi algemado e preso. Erro horrendo, pois, além de ser o próprio dono da casa, era professor em Harvard.

Apareceram dois estagiários quando eu trabalhava eu OIT, em Genebra: um alemão, alinhado e bem-falante, e uma refugiada de Ruanda. Tinha como certo qual seria o melhor, mas não abri a boca. Ainda bem, pois o alemão era meio playboy e a moça, inteligente e dedicada.

Cheguei a Argel. Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo. À minha frente estava um senhora árabe, muito bem vestida. Ainda sim, sua bolsa foi revistada. Como eu portava nas costas o mochilão do meu parapente, imaginei um exame severíssimo. Nada disso, passei batido, pois não tinha o perfil do terrorista local. O que sentiu essa senhora deve ser semelhante ao que experimentam os muçulmanos hoje na Europa. Embora praticamente todos sejam inocentes, são tratados com suspeição e hostilidade.

Esses julgamentos são objeto de grandes projetos nos Estados Unidos por parte de movimentos negros e em defesa de liberdades civis. O nome usual é profiling, não havendo uma boa tradução.

Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata. Por sua aparência impecável, não seria identificado, pois não tem o perfil do gatuno de loja. Foi por acaso que um detetive viu seu ato.

Por esses e outros exemplos, o profiling é execrado e acusado de ser um julgamento preconceituoso e inaceitável. Há que ser varrido do mapa.

Não é bem assim. O profiling é um critério de decisão que todos usamos ao longo do dia. Não só prático como inevitável. Se compramos um imóvel de uma empresa respeitada, pouco tempo gastamos verificando os papéis. Mas, se nada sabemos do vendedor, é mais prudente que o advogado veja as escrituras.

Ao longo do dia, não há tempo para grandes verificações. Vamos tomando decisões com base no que parece bom senso. Mas, na verdade, elas apóiam-se em uma sólida teoria.

Alguém pede carona na estrada. Se é um policial militar, sem problemas. Se é um indivíduo mal-encarado, passamos batido. Não dá para checar sua "folha corrida".

Levei meu carro a um mecânico. Quando vi a bagunça e a sujeira de sua oficina, tive dúvidas, mas deixei o carro assim mesmo. A experiência foi péssima. Levei a outro, de oficina impecável. Fui bem atendido. Profiling confirmado.

Vamos à teoria. Alguns fenômenos são ditos determinísticos. Se cuspo para cima, é certo o que vai acontecer. Mas há casos em que tratamos com uma causação apenas probabilística: se isso é assim, então é mais provável que aconteça aquilo. Se ouço trovoadas é provável que chova. Quando o comportamento humano está em jogo, nada é totalmente previsível, lidamos sempre com probabilidades. São as chamadas probabilidades condicionadas.

Se a oficina é limpa, é mais provável que o serviço seja competente. É possível vir a ser assaltado por um ladrão fantasiado de policial, mas é pouco provável. Se tenho de escolher um estagiário, é mais provável que o filho de um prêmio Nobel seja mais inteligente. Pode-se sempre errar, mas as apostas são boas. E assim vamos pela vida, tomando decisões pela probabilidade maior de acertar, quando as pessoas exibem certas características. Os exemplos iniciais apontam erros lastimáveis, mas a regra da probabilidade condicional ainda é a melhor conselheira (oficina limpa, característica do pai, e por aí afora).

A polícia faz o mesmo. Se o computador de bordo indica que o carro foi roubado, pode estar ao volante um incauto honesto que o adquiriu. Mas, pelo sim, pelo não, a polícia já desce de arma em punho.

Como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profilling é inevitável. Mas obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado em Londres, iludida ao vê-lo correr e pular a catraca.

Em suma, é ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profilling). O cuidado é, antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fonte: Adaptado. Veja, 01/06/216.

Leia as afirmativas sobre o fragmento seguinte e assinale a alternativa que as analisa com correção:

"Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata."

I-A vírgula separa um adjunto adverbial anteposto ao sujeito.

II- "pego", particípio de "pegar", está em sua forma irregular.

III-O sujeito da oração é paciente da ação verbal.

IV- "pego" é particípio, na forma culta, e usa-se apenas na voz passiva.

 

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