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Foram encontradas 30 questões.

Por que crianças não quebram mais o braço?

Por Pedro Guerra

Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no

time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de

escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os sentidos às respectivas conjunções e locuções conjuntivas sublinhadas nos trechos abaixo.

Coluna 1
1. Comparação.
2. Tempo.
3. Finalidade.

Coluna 2
(  ) “Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me perguntar o motivo”.
(  ) “apenas aprendem a conviver com o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado”.
(  ) “Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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Por que crianças não quebram mais o braço?

Por Pedro Guerra

Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no

time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de

escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta classificação da palavra sublinhada “se” de acordo com o seu emprego no trecho a seguir: 

 

“Muitos pais, exaustos pelo próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer”.

 

 

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Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no

time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de

escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam obrigatoriamente necessárias caso substituíssemos a palavra sublinhada “crianças” por sua forma no singular no trecho a seguir:
“Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam fraturas invisíveis”.

 

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escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise o seguinte trecho, formado por um período composto:
“Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes”.
Considerando as relações estabelecidas pelas orações no período acima, analise as assertivas a seguir:
I. O termo “de hoje” é um complemento nominal.
II. É possível identificar quatro advérbios no trecho.
III. O trecho é formado por três orações.
Quais estão corretas?

 

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escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente a palavra “rótulos” no trecho a seguir sem causar alterações significativas ao seu sentido:
“cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância”.

 

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Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no

time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de

escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma possibilidade de reescrita do trecho a seguir sem causar alterações significativas ao seu sentido original:
“[...] considerando que nem toda infância tem acesso ao diagnóstico formal”.

 

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Por que crianças não quebram mais o braço?

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time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de

escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

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Sobre as propostas de alteração do texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
(  ) É possível inserir a palavra “há” antes de “décadas” sem causar incorreção ao trecho “[...] que não faziam parte da infância décadas atrás” (l. 11-12).
(  ) Em “testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas, árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai” (l. 03-04), é possível substituir a expressão “e por aí vai” por “etc.” sem alterar o sentido do trecho.
(  ) Em “teremos muito mais trabalho do que envolver um braço em gesso” (l. 29-30), a expressão “envolver um braço em gesso” poderia ser substituída por “engessar um membro superior” sem causar outras alterações ou incorreções ao trecho.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas dos trechos a seguir, retirados do texto, segundo o Acordo Ortográfico vigente:
• “testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas” (l. 03).
• “normalizamos uma ..................... digital desde cedo” (l. 22).
• “Ao ............. do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar” (l. 32).

 

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Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no

time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de

escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos a seguir, retirados do texto:
“___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói” (l. 19).
• “Soma-se a isso ___ pandemia” (l. 25).
• “[...] seguidos de um tipo de bullying que não se restringe ___ escola” (l. 25-26).

 

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Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no

time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de

escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,

árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.

Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança

exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me

perguntar o motivo.

A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,

só que outras coisas.

Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,

cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas

atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes

física, hoje é oculta e interna.

Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.

Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda

infância tem acesso ao diagnóstico formal.

Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam

fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o

impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com

o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.

Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para

elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira

livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo

próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.

Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de

bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,

acelera a infância até que ela tropece em si mesma.

Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.

E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um

braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre

imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é

mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O autor parte de uma cena do cotidiano — crianças com braços quebrados — para estabelecer uma reflexão sobre questões emocionais que acometem adultos, o que se constitui como a tese central defendida por ele.
II. O autor estabelece uma metáfora entre a queda física e a queda emocional e afirma que os ferimentos desta não são visíveis como os daquela, mas causam danos de cura mais lenta.
III. É possível inferir que questões emocionais que afetam as crianças podem estar presentes antes mesmo que elas possam vir a ser alvo de outras situações perigosas.
Quais estão corretas?

 

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