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2300526 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Futebol na ponta da língua
Thais Paiva
Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, em 1988, Jânio Quadros respondeu à especulação em torno de seu futuro eleitoral com uma atitude à altura da excentricidade pela qual ficou conhecido. Mandou pendurar na porta de seu gabinete um par de chuteiras. O recado era claro ( )!$ ^{I)} !$ desistia da carreira política. A encenação de Jânio ilustra como termos e expressões outrora restritos ao universo do futebol ( )!$ ^{II)} !$ entranharam-se no cotidiano dos brasileiros. Se, originalmente, a expressão “pendurar as chuteiras” era usada para referir-se aos jogadores que encerravam suas atividades no futebol ( )!$ ^{III)} !$ com a popularização e o enraizamento cultural do esporte, passou a ser sinônimo de desistência e aposentadoria em diferentes contextos.
O “futebolês” ( )!$ ^{IV)} !$ ou a terminologia utilizada no meio futebolístico por jogadores, técnicos, imprensa e torcedores, trouxe inúmeras contribuições para a linguagem coloquial no Brasil. Originou neologismos e expressões como “tirar o time de campo”, “encher a bola”, “jogar para o time”, “marcar contra” e “jogar limpo”, entre outros. Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.
“A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população. O futebol ocupa um espaço de destaque no discurso da vida cotidiana, mesmo para aqueles que não demonstram o menor interesse por esse esporte”, aponta João Machado de Queiroz na tese de doutorado Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: O Glossário da Bola, realizada pela Unesp –Assis. Muitas das inovações linguísticas surgiram a fim de designar eventos que aconteciam dentro de campo e que não encontravam respaldo nos dicionários. Foi o caso do verbo “pipocar”, uma analogia ao desempenho de um jogador que evita o confronto direto com algum adversário para não se machucar, pulando feito milho na panela. “Esse termo já está incorporado à nossa linguagem coloquial. Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’. A linguagem do futebol sofre todos os fenômenos linguísticos do idioma comum e, da mesma forma, pode servir de expressão criativa em qualquer narrativa”, explica Luiz Cesar S. F., professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor dos livros Dicionário Futebolês – Português (Ed. Francisco Alves/Ed. Lance, 2006) e Futebol Falado: A dramática linguagem figurada do futebol (Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, 2010). A própria bola, protagonista do esporte, recebeu as mais variadas nomenclaturas (pelota, redonda, maricota, belezura, meu bem, menina e gorduchinha, entre outras), revelando seu lugar de destaque e afetividade na vida do povo. Costumamos nomear as coisas a partir da importância que damos a elas e da relevância que elas têm ou adquirem em nosso cotidiano. Alguns desses itens podem ganhar uma multiplicidade de representações linguísticas, a fim de caracterizar diferentes contextos em que precisam ser representados.
Com o objetivo de catalogar esse vocabulário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP está elaborando o Dicionário de Futebolês, que logo estará disponível para consulta online. O glossário será dividido em duas partes: a primeira, bilíngue (português-inglês), com fraseologias atuais do esporte, e a segunda, apenas em português, com termos históricos. “O objetivo é que o dicionário possa facilitar a compreensão dos menos familiarizados com o futebol, ajudar torcedores e imprensa durante a Copa do Mundo e auxiliar as pesquisas acadêmicas sobre o tema”, explica Sabrina Marques, pesquisadora responsável pelo projeto. Além dos neologismos, a linguagem do futebol é repleta de sentidos figurados, com destaque para a guerra e o erotismo. Segundo Marques, o jogo de futebol, assim como todas as modalidades esportivas de competição, traz em si um componente cristalizado em torno do conceito do agón – termo grego que designava o local dos jogos de luta e, por extensão, os combates físicos entre dois oponentes. “Não é de se estranhar, portanto, que inúmeros termos belicistas estejam presentes no vocabulário esportivo, especialmente no futebol, como são os casos de artilheiro, matar a jogada, capitão da equipe, comandante, fuzilar o goleiro e mandar uma bomba contra o gol”.
A influência do universo bélico também é perceptível em outras línguas, como no inglês, em que existem mais de 40 formas de dizer ‘fazer um gol’, e todas elas utilizam verbos que remetem à ação de violência, como explodir, martelar, pregar. Já o sociólogo Antônio Jorge G. diz que a bola, no futebol, assume o significado do sexo feminino, ou seja, “é o objeto em que fica implícito o desafio da conquista e do controle por parte dos jogadores”. Logo, não é de se estranhar que o bom jogador seja aquele que tem intimidade com a bola e que esta tenha recebido tantos apelidos femininos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-ponta-da-lingua/
Considere o que se afirma acerca dos sinais de pontuação que poderiam substituir os parênteses demarcados do texto.
I. Pode-se usar o sinal de dois pontos no lugar dos parênteses.
II. Deveria haver vírgula no lugar dos parênteses.
III. O emprego de vírgula é obrigatório no lugar dos parênteses.
IV. Não se deve empregar pontuação alguma no lugar dos parênteses.
Quais estão corretas?
 

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2300525 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Futebol na ponta da língua
Thais Paiva
Ao fim de seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, em 1988, Jânio Quadros respondeu à especulação em torno de seu futuro eleitoral com uma atitude altura da excentricidade ficou conhecido. Mandou pendurar na porta de seu gabinete um par de chuteiras. O recado era claro ( ) desistia da carreira política. A encenação de Jânio ilustra como termos e expressões outrora restritos ao universo do futebol ( ) entranharam-se no cotidiano dos brasileiros. Se, originalmente, a expressão “pendurar as chuteiras” era usada para referir-se jogadores que encerravam suas atividades no futebol ( ) com a popularização e o enraizamento cultural do esporte, passou a ser sinônimo de desistência e aposentadoria em diferentes contextos.
O “futebolês” ( ) ou a terminologia utilizada no meio futebolístico por jogadores, técnicos, imprensa e torcedores, trouxe inúmeras contribuições para a linguagem coloquial no Brasil. Originou neologismos e expressões como “tirar o time de campo”, “encher a bola”, “jogar para o time”, “marcar contra” e “jogar limpo”, entre outros. Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.
“A prática globalizada do futebol determinou o surgimento de uma variante linguística, dotada de vocabulário particular, a qual se incorpora em todas as camadas da população. O futebol ocupa um espaço de destaque no discurso da vida cotidiana, mesmo para aqueles que não demonstram o menor interesse por esse esporte”, aponta João Machado de Queiroz na tese de doutorado Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: O Glossário da Bola, realizada pela Unesp –Assis. Muitas das inovações linguísticas surgiram a fim de designar eventos que aconteciam dentro de campo e que não encontravam respaldo nos dicionários. Foi o caso do verbo “pipocar”, uma analogia ao desempenho de um jogador que evita o confronto direto com algum adversário para não se machucar, pulando feito milho na panela. “Esse termo já está incorporado à nossa linguagem coloquial. Ouvem-se fora do contexto futebolístico frases como ‘ele não responde a nenhuma pergunta, está sempre pipocando’. A linguagem do futebol sofre todos os fenômenos linguísticos do idioma comum e, da mesma forma, pode servir de expressão criativa em qualquer narrativa”, explica Luiz Cesar S. F., professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autor dos livros Dicionário Futebolês – Português (Ed. Francisco Alves/Ed. Lance, 2006) e Futebol Falado: A dramática linguagem figurada do futebol (Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, 2010). A própria bola, protagonista do esporte, recebeu as mais variadas nomenclaturas (pelota, redonda, maricota, belezura, meu bem, menina e gorduchinha, entre outras), revelando seu lugar de destaque e afetividade na vida do povo. Costumamos nomear as coisas a partir da importância que damos a elas e da relevância que elas têm ou adquirem em nosso cotidiano. Alguns desses itens podem ganhar uma multiplicidade de representações linguísticas, a fim de caracterizar diferentes contextos em que precisam ser representados.
Com o objetivo de catalogar esse vocabulário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP está elaborando o Dicionário de Futebolês, que logo estará disponível para consulta online. O glossário será dividido em duas partes: a primeira, bilíngue (português-inglês), com fraseologias atuais do esporte, e a segunda, apenas em português, com termos históricos. “O objetivo é que o dicionário possa facilitar a compreensão dos menos familiarizados com o futebol, ajudar torcedores e imprensa durante a Copa do Mundo e auxiliar as pesquisas acadêmicas sobre o tema”, explica Sabrina Marques, pesquisadora responsável pelo projeto. Além dos neologismos, a linguagem do futebol é repleta de sentidos figurados, com destaque para a guerra e o erotismo. Segundo Marques, o jogo de futebol, assim como todas as modalidades esportivas de competição, traz em si um componente cristalizado em torno do conceito do agón – termo grego que designava o local dos jogos de luta e, por extensão, os combates físicos entre dois oponentes. “Não é de se estranhar, portanto, que inúmeros termos belicistas estejam presentes no vocabulário esportivo, especialmente no futebol, como são os casos de artilheiro, matar a jogada, capitão da equipe, comandante, fuzilar o goleiro e mandar uma bomba contra o gol”.
A influência do universo bélico também é perceptível em outras línguas, como no inglês, existem mais de 40 formas de dizer ‘fazer um gol’, e todas elas utilizam verbos que remetem à ação de violência, como explodir, martelar, pregar. Já o sociólogo Antônio Jorge G. diz que a bola, no futebol, assume o significado do sexo feminino, ou seja, “é o objeto em que fica implícito o desafio da conquista e do controle por parte dos jogadores”. Logo, não é de se estranhar que o bom jogador seja aquele que tem intimidade com a bola e que esta tenha recebido tantos apelidos femininos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-ponta-da-lingua/
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
 

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2300524 Ano: 2018
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Quanto à repartição tributária dos impostos, a Constituição Federal estabelece que pertence aos Municípios, entre outros, o seguinte percentual:
 

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2300523 Ano: 2018
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Compete aos Municípios instituir o Imposto sobre Transmissão Inter-vivos de Bens Imóveis. Esse tributo:
I. Pode ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.
II. Incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital.
III. Incide também sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de toda e qualquer pessoa jurídica.
Quais estão corretas?
 

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2300522 Ano: 2018
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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Entre os impostos de competência do Município, podem ser citados os seguintes:
 

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2300521 Ano: 2018
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
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A anistia prevista no Código Tributário Nacional abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. Sobre a anistia, também está correto afirmar que ela:
I. Pode ser concedida em caráter geral.
II. Aplica-se também aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções.
III. Aplica-se também aos atos praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele.
Quais estão corretas?
 

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2300520 Ano: 2018
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
Provas:
O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos no Código Tributário Nacional (CTN), fora dos quais não podem ser dispensados, sob pena de responsabilidade funcional na forma da lei, a sua efetivação ou as respectivas garantias. Entre as modalidades de extinção do crédito tributário, previstas no CTN, pode-se citar a seguinte:
 

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2300519 Ano: 2018
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
Provas:
Sobre o procedimento administrativo que o Código Tributário Nacional denomina de lançamento, está correto afirmar que:
 

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2300518 Ano: 2018
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
Provas:
O tributo que o Município pode instituir em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição, é o(a):
 

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2300517 Ano: 2018
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS
Provas:
Os Municípios, de acordo com a Constituição Federal (Art. 145), poderão instituir os seguintes tributos:
 

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