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Sobre as relações de sentido presentes na tira, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas
( ) A tira mostra como o sentido das expressões linguísticas se constrói no contexto das práticas interacionais de linguagem.
( ) Nas práticas interacionais orais é muito comum que um dos envolvidos na fala deixe informações implícitas, como acontece no primeiro quadrinho.
( ) O uso de recursos multimodais no segundo quadrinho reforça a posição e presença física do personagem.
( ) O sentido da palavra sagaz na tira está em desacordo com os sentidos estabelecidos em dicionário.
Assinale a sequência correta.
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O tratamento dispensado aos gêneros orais nos Parâmetros Curriculares Nacionais refere-se a
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(Disponível em: http://f.i.uol.com.br/folha/cartum/images/1928424.jpeg. Acesso em out. 2019.)
Sobre competências para uma leitura completa desse texto, considere:
I- Relacionar o texto com suas condições de produção, seu contexto sócio-histórico de circulação e com os projetos de dizer.
II- Analisar a circulação deste gênero do discurso nos diferentes campos de atividade humana, seus usos e funções e as relações de sua construção composicional, as marcas linguísticas ligadas ao estilo e seu conteúdo temático.
III- Refletir sobre as transformações ocorridas devido ao uso do hipertexto e da hipermídia e do surgimento da Web 2.0: novos gêneros do discurso e novas práticas de linguagem próprias da cultura digital.
IV- Fazer apreciações e valorações estéticas, éticas, políticas e ideológicas, dentre outras, envolvidas na leitura crítica de textos verbais.
São competências:
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De acordo com o documento BNCC, as práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. NÃO é exemplo de gênero discursivo que represente esses conceitos:
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É muito comum que o professor de Língua Portuguesa se depare com o conflito sobre como ensinar gramática nas aulas de Língua. Para tanto, os PCN orientam que se deve ensinar a gramática
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Leia o texto:

Este texto é classificado como gênero discursivo
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A BNCC assume o texto como unidade de trabalho, relacionando-o a seus contextos de produção. Essa perspectiva está relacionada à visão de texto como
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A BNCC estabelece como uma das competências específicas de Linguagens para o Ensino Fundamental: Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais. Está subjacente a essa competência a visão de linguagem como
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Pechada
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
— Aí, Gaúcho!
— Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
— Mas o Gaúcho fala "tu"! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
— E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera. — O pai atravessou a sinaleira e pechou.
— O que?
— O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços e sinaleira sendo retirados do seu corpo.
— O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.
— Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
— E o que é isso?
— Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
— Nós vinha...
— Nós vínhamos.
— Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
—Aí, Pechada!
— Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo, Revista Nova Escola, 2005.)
A partir da leitura do texto, analise as afirmativas
I- A professora ao afirmar que: “Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.”, desconsidera os contextos de usos das formas linguísticas, o que pode levar os alunos ao erro em suas práticas de linguagem.
II- A fala do aluno: “O pai atravessou a sinaleira e pechou.”, é um exemplo de variação regional da língua, apresentando escolhas lexicais que fazem sentido para aquela comunidade de falantes.
III- No texto, o uso de expressões como “Aí, Pechada!”, ou “Fala, Pechada”, representam o contexto informal de fala entre jovens, que compartilham das mesmas expressões linguísticas como marcas de seu grupo.
IV- O autor, ao utilizar a expressão: “Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho.”, entende que as variações linguísticas representam outra língua, sendo necessária a tradução de uma língua para a outra, menos padrão, para outra, mais padrão, para que todos entendam.
Estão corretas as afirmativas
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Pechada
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
— Aí, Gaúcho!
— Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
— Mas o Gaúcho fala "tu"! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
— E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera. — O pai atravessou a sinaleira e pechou.
— O que?
— O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços e sinaleira sendo retirados do seu corpo.
— O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.
— Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
— E o que é isso?
— Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
— Nós vinha...
— Nós vínhamos.
— Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
—Aí, Pechada!
— Fala, Pechada!
(Luís Fernando Verissimo, Revista Nova Escola, 2005.)
No trecho: “A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?”, a visão sociolinguística da professora defende que
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