Idoso de 81 anos, portador de demência leve,
recebe visita domiciliar médica acompanhado de
sua filha, a qual relata rebaixamento do nível de
consciência há 02 dias. Ao exame físico, estado
geral regular, sonolento, desorientado no tempo e
no espaço, afebril, acianótico, anictérico. PA = 130
x 80 mmHg, FC = 106 bpm, FR = 24 irpm.
Ausculta pulmonar e cardíaca normais. Diante do
quadro, qual seria a melhor hipótese e conduta
dentre as opções abaixo?.
Homem de 31 anos, recém-chegado à cidade
(cerca de 02 meses), procurou a UBS relatando
quadro de tosse produtiva, com febre e calafrios
vespertinos. Afirma que há 03 meses apresentou
esse mesmo quadro associado a uma perda
ponderal de cerca de 04 Kg. Na ocasião, a
baciloscopia de escarro deu positiva e iniciou o
tratamento para Tuberculose, percebendo melhora
parcial dos sintomas, mas suspendeu 03 semanas
depois quando se mudou para a cidade atual.
Considerando a história do paciente, qual seria a
melhor conduta neste momento?
Mulher de 42 anos procura a UBS com queixa de
fadiga e ganho de peso há cerca de 02 meses.
Relata ainda queda de cabelos. Nega alterações
menstruais ou outras comorbidades. Ao exame:
BEG, corada, hidratada, anictérica, afebril e
eupnéica. Percebe-se ressecamento da pele e
unhas quebradiças. Palpação da tireoide sem
alterações. São solicitados exames laboratoriais,
cujos resultados são apresentados uma semana
depois: Hemoglobina 11g/dL, T4 livre = 0,7 ng/dL,
TSH = 24 mUI/L. Diante do quadro clínico, quais
seriam a hipótese diagnóstica mais provável e a
conduta mais aceitável?
Mulher de 44 anos, auxiliar de serviços gerais,
procura o médico na UBS com queixa de
indisposição e sonolência há 04 meses, com
prejuízo às atividades cotidianas. Refere ainda
episódios eventuais de tontura não-vertiginosa e
irritabilidade. Nega consumo de bebidas alcoólicas.
Relata hipermenorreia há cerca de 07 meses e traz
resultado de USG transvaginal que revela um
mioma submucoso de 4,9 x 4,1 cm. Ao exame
físico, palidez mucocutânea ++/4+, unhas
quebradiças, ausência de edema em mmii e de
linfanedomegalias. Pulsos periféricos palpáveis e
simétricos. Ausculta cardiovascular e palpação
abdominal e de tireóide sem alterações. Paciente
realizou por conta própria uma hemograma, cujos
resultados são: HT = 30,7 %, Hb = 9,5 g/dL, VCM
= 71 fL, HCM = 25 g/dL, CHCM = 28 g/dL.
Leucócitos totais = 9.000, Palaquetas = 470.000.
Diante do quadro clínico e laboratorial, qual é o
diagnóstico mais provável?
Ambrosina, 66 anos, hipertensa e diabética há 06
anos em tratamento com enalapril 10mg 12/12h e
metformina 850mg 8/8h, retorna sem queixas para
a consulta na Unidade Básica de Saúde trazendo o
resultado dos exames laboratoriais solicitados há
30 dias: glicemia 127 mg/dL, HbA1c 7,6%,
hemoglobina 12,1g/dL, colesterol total 236 mg/dL,
uréia 45 mg/dL, creatinina 1,3 mg/dL, potássio 5,4
mEq/L. Sinais vitais e dados antropométricos
medidos pela enfermagem: PA 150/90mmHg, FC
88 bpm, FR 18 irpm, T 36,4 °C, peso 61g, altura
1,58m. Considerando a necessidade de otimizar o cuidado à paciente, assinale a alternativa com a
melhor conduta?
O tratamento não medicamentoso é parte
fundamental no controle da HAS e de outros
fatores de risco para doenças cardiovasculares
(DCV), como obesidade e dislipidemia. Esse
tratamento envolve mudanças no estilo de vida
(MEV) que acompanham o tratamento do paciente
por toda a sua vida. Sendo assim, assinale a
alternativa correta:
Mulher de 66 anos, hipertensa há 10 anos e
diabética há 04 anos, em tratamento
respectivamente com losartana 50mg 12/12h e
metformina 850mg 8/8h, retorna sem queixas para
apresentar o resultado dos exames laboratoriais:
glicemia de jejum 113 mg/dL, HbA1c 7,3%,
hemoglobina 12,3 g/dL, colesterol total 231 mg/dL,
uréia 44 mg/dL, creatinina 1,4 mg/dL, potássio 5,3
mEq/L. Sinais vitais e dados antropométricos
medidos pela enfermagem: PA 130/80mmHg, FC
82 bpm, FR 17 irpm, T 36,4 °C, peso 64 Kg, altura
1,55m. De acordo com os dados acima, e levando
em conta a fórmula de Cockcroft-Gault, em que
estágio de Doença Renal Crônica se encontra a
paciente e qual deve ser a melhor conduta?
Mulher de 43 anos, professora do ensino
fundamental, hipertensa em tratamento com
enalapril 20 mg/dia há 06 meses, vem à consulta
na UBS com queixa de cefaleia recorrente. Afirma
que os episódios são acompanhados de náuseas e
fotofobia. Nega alterações visuais antes dos
episódios. Relata que vem consumindo
medicamentos analgésicos frequentemente por
conta própria e que tem precisado faltar bastante
ao trabalho na escola nos últimos 02 meses. No
momento, nega cefaleia. Ao exame a única
alteração é a pressão arterial em 150 x 90 mmHg.
Considerando a hipótese diagnóstica, qual seria a
melhor opção de tratamento medicamentoso
profilático para esta paciente?
Idosa de 62 anos, hipertensa há 04 anos em uso
de hidroclorotiazida 25 mg/dia, vem para consulta
de HiperDia com o novo médico da UBS. Queixa-se
apenas de constipação intestinal de longa data,
levando até 03 dias para evacuar, com fezes duras
e ressecadas. Nega dor abdominal ou presença de
sangue nas fezes. Ao exame, PA = 130 x 80
mmHg, FC = 74 bpm, FR = 16 irpm, T = 36,4 °C.
Sem alterações ao exame cardiovascular e
pulmonar. Abdômen globoso, flácido,
hipertimpânico, indolor, sem massas ou
visceromegalias. Diante do quadro clínico, qual das
proposições abaixo apresentam opções de manejo
inicial pertinentes ao caso?
I. Mudança dietética com aumento da ingestão
hídrica e de fibras.
II. Prática de exercícios físicos, evitando o
sedentarismo.
III. Revisão da terapêutica anti-hipertensiva,
substituindo a hidroclorotiazida por um IECA ou
BRA.
IV. Prescrever o enema de fosfato de sódio para
alívio imediato.
Mulher de 42 anos, branca, mãe de 03 filhos,
auxiliar de serviços gerais de uma creche, vem à
consulta médica na UBS queixando-se de dores
abdominais, náuseas e vômitos esporádicos há
cerca de 03 semanas. As dores são tipo cólica e
aliviam com analgésicos comuns. Nega diarreia,
hematêmse ou melena e relata apenas que a urina
está mais escura e que tem perdido o apetite. Ao
exame: altura = 1,63, peso = 85 Kg, T = 36,9°C,
FC = 90 bpm, FR = 17 irpm. À inspeção geral,
icterícia +/4+ e escoriações em mmss e mmii.
Palpação abdominal profunda dolorosa em andar
superior, sem visceromegalias. O médico solicita
alguns exames complementares que a paciente traz
dois dias depois, destacando-se: Hemoglobina =
11,5 g/dL, Bilirrubina direta = 2,7 mg/dL,
Bilirrubina Indireta = 0,8 mg/dL, AST = 66 mg/dL,
ALT = 58 mg/dL, Fosfatase Alcalina = 643 UI/L.
Considerando o quadro clínico e a hipótese
diagnóstica mais provável, assinale a alternativa
correta.