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Foram encontradas 160 questões.

3764106 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Um reservatório possui duas torneiras. A torneira À, sozinha, enche o reservatório em 4 horas, enquanto a torneira B, sozinha, enche o mesmo reservatório em 6 horas. Com o reservatório inicialmente vazio, ambas as torneiras são abertas. Porém, após uma hora e meia de funcionamento, a torneira A apresentou um defeito e parou de funcionar. A torneira B ficou funcionando perfeitamente até que o reservatório ficasse cheio. Em quanto tempo esse reservatório ficou cheio?

 

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3764104 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

De qual natureza falamos?

1 A representação corriqueira que temos da natureza

2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida

3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei

4 do mais forte.

5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham

6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais

7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não

8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e

9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em

10 etologia para esse comportamento antipredador —,

11 seja comum, raramente é mostrado.

12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão

13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um

14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,

15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no

16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose

17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o

18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem

19 parasitismo, onde todos ganham.

20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da

21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,

22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.

23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em

24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses

25 minerais da pedra.

26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que

27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas

28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.

29 A partir deles não dá mais para entender a natureza

30 apenas como competição e conflito. O desconcerto

31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas

32 de vida associadas na composição, como leveduras,

33 cianobactérias, bactérias que executam uma função

34 especializadas dentro de uma arquitetura de

35 “condomínio”.

36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A

37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de

38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é

39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma

40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela

41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.

42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma

43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza

44 apenas como conflito é uma projeção das relações

45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o

46 faroeste social que criamos entre nós.

Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)

Analise os verbos destacados quanto às suas desinências modo-temporais e número-pessoais, e assinale a alternativa CORRETA.

 

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3764103 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

De qual natureza falamos?

1 A representação corriqueira que temos da natureza

2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida

3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei

4 do mais forte.

5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham

6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais

7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não

8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e

9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em

10 etologia para esse comportamento antipredador —,

11 seja comum, raramente é mostrado.

12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão

13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um

14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,

15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no

16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose

17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o

18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem

19 parasitismo, onde todos ganham.

20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da

21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,

22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.

23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em

24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses

25 minerais da pedra.

26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que

27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas

28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.

29 A partir deles não dá mais para entender a natureza

30 apenas como competição e conflito. O desconcerto

31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas

32 de vida associadas na composição, como leveduras,

33 cianobactérias, bactérias que executam uma função

34 especializadas dentro de uma arquitetura de

35 “condomínio”.

36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A

37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de

38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é

39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma

40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela

41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.

42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma

43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza

44 apenas como conflito é uma projeção das relações

45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o

46 faroeste social que criamos entre nós.

Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)

Considerando a estrutura sintática da oração Uma infecção é uma bactéria no lugar errado (/.39-40), assinale a alternativa INCORRETA quanto à identificação dos termos da oração.

 

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3764102 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

De qual natureza falamos?

1 A representação corriqueira que temos da natureza

2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida

3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei

4 do mais forte.

5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham

6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais

7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não

8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e

9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em

10 etologia para esse comportamento antipredador —,

11 seja comum, raramente é mostrado.

12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão

13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um

14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,

15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no

16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose

17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o

18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem

19 parasitismo, onde todos ganham.

20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da

21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,

22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.

23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em

24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses

25 minerais da pedra.

26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que

27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas

28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.

29 A partir deles não dá mais para entender a natureza

30 apenas como competição e conflito. O desconcerto

31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas

32 de vida associadas na composição, como leveduras,

33 cianobactérias, bactérias que executam uma função

34 especializadas dentro de uma arquitetura de

35 “condomínio”.

36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A

37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de

38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é

39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma

40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela

41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.

42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma

43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza

44 apenas como conflito é uma projeção das relações

45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o

46 faroeste social que criamos entre nós.

Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)

Analise as assertivas a seguir, com base no emprego e classificação gramatical das palavras no texto: (1º parte): Em trilhões de bactérias (/.37-536), o vocábulo trilhões é um numeral coletivo, indicando quantidade imprecisa e numerosa; (2º parte): Em que habitam nossa microbiota (/.38), o vocábulo que funciona como pronome relativo; (3º parte): No trecho somos envoltos pela microvida (/40-41), a palavra envoltos é um adjetivo usado em construção passiva, concordando com o sujeito oculto nós; (4º parte): Em onde todos ganham (1.19), O termo onde é um advérbio de lugar, utilizado para introduzir uma circunstância espacial literal,

Das partes, pode-se afirmar que:

 

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3764101 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

De qual natureza falamos?

1 A representação corriqueira que temos da natureza

2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida

3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei

4 do mais forte.

5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham

6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais

7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não

8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e

9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em

10 etologia para esse comportamento antipredador —,

11 seja comum, raramente é mostrado.

12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão

13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um

14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,

15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no

16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose

17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o

18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem

19 parasitismo, onde todos ganham.

20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da

21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,

22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.

23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em

24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses

25 minerais da pedra.

26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que

27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas

28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.

29 A partir deles não dá mais para entender a natureza

30 apenas como competição e conflito. O desconcerto

31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas

32 de vida associadas na composição, como leveduras,

33 cianobactérias, bactérias que executam uma função

34 especializadas dentro de uma arquitetura de

35 “condomínio”.

36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A

37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de

38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é

39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma

40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela

41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.

42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma

43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza

44 apenas como conflito é uma projeção das relações

45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o

46 faroeste social que criamos entre nós.

Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)

Com base no texto de Mário Corso, analise o significado assumido pelas palavras e expressões destacadas em seu contexto original e assinale a alternativa INCORRETA.

 

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3764100 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

De qual natureza falamos?

1 A representação corriqueira que temos da natureza

2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida

3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei

4 do mais forte.

5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham

6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais

7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não

8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e

9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em

10 etologia para esse comportamento antipredador —,

11 seja comum, raramente é mostrado.

12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão

13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um

14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,

15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no

16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose

17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o

18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem

19 parasitismo, onde todos ganham.

20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da

21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,

22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.

23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em

24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses

25 minerais da pedra.

26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que

27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas

28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.

29 A partir deles não dá mais para entender a natureza

30 apenas como competição e conflito. O desconcerto

31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas

32 de vida associadas na composição, como leveduras,

33 cianobactérias, bactérias que executam uma função

34 especializadas dentro de uma arquitetura de

35 “condomínio”.

36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A

37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de

38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é

39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma

40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela

41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.

42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma

43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza

44 apenas como conflito é uma projeção das relações

45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o

46 faroeste social que criamos entre nós.

Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)

No texto, o autor contrapõe a concepção hegemônica da natureza — pautada pela lógica do conflito e da supremacia — a uma perspectiva alternativa, sustentada por evidências biológicas de cooperação e coexistência simbiótica. Considerando o percurso argumentativo do autor, analise as assertivas a seguir:

I. O comportamento denominado mobbing, embora recorrente em contextos etológicos, é preterido nas representações documentais da vida animal, o que contribui para a perpetuação de uma narrativa centrada na competição e na hierarquia de forças.

Il. O autor descreve os liquens como organismos rudimentares e ecologicamente periféricos, cuja função se limita à erosão física de superfícies rochosas.

III. A insistência em interpretar a natureza sob a ótica do embate continuo revela uma projeção antropocêntrica, na qual se espelham os valores de dominação e individualismo próprios das sociedades humanas contemporâneas.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

 

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3764099 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

De qual natureza falamos?

1 A representação corriqueira que temos da natureza

2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida

3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei

4 do mais forte.

5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham

6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais

7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não

8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e

9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em

10 etologia para esse comportamento antipredador —,

11 seja comum, raramente é mostrado.

12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão

13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um

14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,

15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no

16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose

17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o

18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem

19 parasitismo, onde todos ganham.

20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da

21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,

22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.

23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em

24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses

25 minerais da pedra.

26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que

27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas

28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.

29 A partir deles não dá mais para entender a natureza

30 apenas como competição e conflito. O desconcerto

31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas

32 de vida associadas na composição, como leveduras,

33 cianobactérias, bactérias que executam uma função

34 especializadas dentro de uma arquitetura de

35 “condomínio”.

36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A

37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de

38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é

39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma

40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela

41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.

42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma

43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza

44 apenas como conflito é uma projeção das relações

45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o

46 faroeste social que criamos entre nós.

Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)

No decorrer do texto, o autor problematiza uma visão tradicional da natureza, contrapondo-a a uma perspectiva menos difundida. Considerando essa argumentação, é possível inferir que:

 

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3764098 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Para responder às questões 01 a 07, leia o texto abaixo.

De qual natureza falamos?

1 A representação corriqueira que temos da natureza

2 é de uma luta de todos contra todos, quem se descuida

3 vira almoço de outro. Natureza seria selva, valeria a lei

4 do mais forte.

5 Os documentários sobre a vida selvagem sublinham

6 essa tese. O que mais vemos são os animais mais

7 fortes predando os mais fracos. Estranhamente, não

8 mostram a associação dos mais fracos para intimidar e

9 repelir os mais fortes. Embora o mobbing — termo em

10 etologia para esse comportamento antipredador —,

11 seja comum, raramente é mostrado.

12 Esse pensamento de hierarquia de domínio é tão

13 forte, que quando os biólogos entenderam o que é um

14 liquen, a associação de uma alga com um fungo,

15 imaginaram um fungo parasitando uma alga. Foi no

16 estudo dos liquens que surgiu o conceito de simbiose

17 — que quer dizer viver junto. Mais tarde, surgiu o

18 conceito de mutualsmo, uma simbiose sem

19 parasitismo, onde todos ganham.

20 Nunca subestimem os liquens, eles recobrem 8% da

21 superfície do planeta. Geralmente estão sobre rochas,

22 não só como suporte, eles se alimentam delas também.

23 Parte da porção de minerais necessários, que estão em

24 nosso corpo, um dia foi líquen. Eles arrancaram esses

25 minerais da pedra.

26 Um liquen é um microcosmo de seres díspares, que

27 se separam há milhões de anos na árvore da vida, mas

28 depois convergiram cooperando para seguirem vivos.

29 A partir deles não dá mais para entender a natureza

30 apenas como competição e conflito. O desconcerto

31 com essa forma de vida seguiu, existem mais formas

32 de vida associadas na composição, como leveduras,

33 cianobactérias, bactérias que executam uma função

34 especializadas dentro de uma arquitetura de

35 “condomínio”.

36 Isso está mais perto de nós do que imaginamos. A

37 ciência tem descoberto como o arranjo das trilhões de

38 bactérias que habitam nossa microbiota intestinal é

39 essencial para a vida humana. Uma infecção é uma

40 bactéria no lugar errado, pois somos envoltos pela

41 microvida em equilíbrio na mucosa e na pele.

42 A natureza, como todos contra todos, é apenas uma

43 parte da verdade. A insistência em conceber a natureza

44 apenas como conflito é uma projeção das relações

45 predadoras humanas. Espelhamos na natureza o

46 faroeste social que criamos entre nós.

Autor: Mário Corso — GZH (adaptado)

Assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo de vocábulo conforme sua origem ou formação, de acordo com o uso no texto.

 

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3764097 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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abordagem contemporânea do ensino de Língua Portuguesa reconhece a língua como um fenômeno social, dinâmico e heterogêneo. Nesse contexto, é essencial compreender a relação entre a norma-padrão e as múltiplas manifestações da variação linguística no espaço escolar. Nesse sentido, analise o que é afirmado nas alternativas a seguir e assinale a que apresenta a concepção mais adequada sobre o tratamento da variação linguística no ensino da Língua Portuguesa,

 

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3764096 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Caxias do Sul-RS
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Durante a correção de uma redação, o professor de Língua Portuguesa depara-se com o seguinte trecho escrito por um aluno: A cidade, com suas ruas vazias e seus prédios desmoronando, parecia chorar silenciosamente. Considerando os recursos expressivos empregados na construção dessa frase, responda: Que figura de linguagem está presente nessa frase e qual o efeito de sentido gerado?

 

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