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116304 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
Banquete dos mendigos
Lindolfo Paoliello

As grandes cidades do Brasil de hoje, como Paris do século XIX, têm suas ruelas, seu mundo ____ as pontes (aqui se chamam viadutos), sua vida subterrânea.
Aqui, como lá, vivem nesse submundo criaturas que vagueiam pelas ruas, dormem ao relento, removem aqui e ali os monturos, latas de lixo, vivendo de dejetos da sociedade.
São seres que há muito tempo desceram da condição de pobreza para um outro patamar, onde se vive em estado habitual de privação dos bens necessários ____ vida.
A essas criaturas, Victor Hugo dedicou, há um século, um romance – Os miseráveis – onde as conceituou assim: “Esse querubim do enxurro possui às vezes uma camisa, mas nunca mais do que uma; possui às vezes um albergue a que consagra afeição, porque nele vive sua mãe, mas prefere a rua, porque vive nela a liberdade.”
Em uma rua de São Paulo, próxima ___ Praça da Sé, ligando as zonas Leste e Norte ao centro da cidade, fica o Viaduto do Glicério. É _____ suas marquises bolorentas e imundas que, ____quartas-feiras, se realiza o banquete dos mendigos.
Eles vêm _____ dezenas, catadores de papeis, pedintes, aleijados, e logo que se vão os consumidores da feira-livre, por volta do meio-dia, uma outra atividade começa a agitar ____ rua, que é a de recolher os restos para o preparo do banquete.
Logo vão sendo lançados ____ um velho tambor de gasolina, montado _______ uma grande fogueira, os ingredientes que cada um recolheu: carcaça de peixe, tomates, cenoura, vagens, sobras de carne, tudo mexido com uma concha improvisada com um cabo de vassoura.
Algum tempo depois, em meio ____ muita alegria, é servida a sopa que cheira a cebola e alho. Dela vão se servindo os mendigos em velhas latas de leite em pó. Sorvem-na com vontade, repetem, sabem que só na outra quarta-feira vão ter outra refeição como essa.
A muitos deles a sopa cheirosa e quente traz lembranças de uma outra vida. São antigas empregadas domésticas, operários desempregados, motoristas que se acidentaram.
Esses costumam sentar-se no meio-fio, após o banquete, e vão passar os olhos nos jornais que cataram na jornada da manhã.
Um repórter entrevistou alguns desses _________ brasileiros que vivem nos subterrâneos de São Paulo.
- Só o que está congelado neste país é a madrugada mesmo – falou um deles.
- Quando o governo diz que é aquilo, tem que ser aquilo – disse um outro.
- Devem parar de mentir para o povo – acrescentou o terceiro.
E detrás do repórter, cutucando timidamente o ombro, um dos comensais do banquete dos mendigos pediu licença para dar sua opinião:
- Olha, moço, a gente anda muito, sente na carne tudo o que aconteceu e, mesmo assim, a gente quer acreditar. Mas hoje em dia, eu vou dizer pra você uma coisa, torço para o Brasil como antigamente torcia para o Corinthians: com uma vontade danada de acreditar. Mas sabendo que têm umas coisas boas que nunca vão acontecer com a gente.
Em todas as alternativas o significado das palavras ou expressões destacadas está adequado ao texto, exceto em:
 

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116303 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
Banquete dos mendigos
Lindolfo Paoliello

As grandes cidades do Brasil de hoje, como Paris do século XIX, têm suas ruelas, seu mundo ____ as pontes (aqui se chamam viadutos), sua vida subterrânea.
Aqui, como lá, vivem nesse submundo criaturas que vagueiam pelas ruas, dormem ao relento, removem aqui e ali os monturos, latas de lixo, vivendo de dejetos da sociedade.
São seres que há muito tempo desceram da condição de pobreza para um outro patamar, onde se vive em estado habitual de privação dos bens necessários ____ vida.
A essas criaturas, Victor Hugo dedicou, há um século, um romance – Os miseráveis – onde as conceituou assim: “Esse querubim do enxurro possui às vezes uma camisa, mas nunca mais do que uma; possui às vezes um albergue a que consagra afeição, porque nele vive sua mãe, mas prefere a rua, porque vive nela a liberdade.”
Em uma rua de São Paulo, próxima ___ Praça da Sé, ligando as zonas Leste e Norte ao centro da cidade, fica o Viaduto do Glicério. É _____ suas marquises bolorentas e imundas que, ____quartas-feiras, se realiza o banquete dos mendigos.
Eles vêm _____ dezenas, catadores de papeis, pedintes, aleijados, e logo que se vão os consumidores da feira-livre, por volta do meio-dia, uma outra atividade começa a agitar ____ rua, que é a de recolher os restos para o preparo do banquete.
Logo vão sendo lançados ____ um velho tambor de gasolina, montado _______ uma grande fogueira, os ingredientes que cada um recolheu: carcaça de peixe, tomates, cenoura, vagens, sobras de carne, tudo mexido com uma concha improvisada com um cabo de vassoura.
Algum tempo depois, em meio ____ muita alegria, é servida a sopa que cheira a cebola e alho. Dela vão se servindo os mendigos em velhas latas de leite em pó. Sorvem-na com vontade, repetem, sabem que só na outra quarta-feira vão ter outra refeição como essa.
A muitos deles a sopa cheirosa e quente traz lembranças de uma outra vida. São antigas empregadas domésticas, operários desempregados, motoristas que se acidentaram.
Esses costumam sentar-se no meio-fio, após o banquete, e vão passar os olhos nos jornais que cataram na jornada da manhã.
Um repórter entrevistou alguns desses _________ brasileiros que vivem nos subterrâneos de São Paulo.
- Só o que está congelado neste país é a madrugada mesmo – falou um deles.
- Quando o governo diz que é aquilo, tem que ser aquilo – disse um outro.
- Devem parar de mentir para o povo – acrescentou o terceiro.
E detrás do repórter, cutucando timidamente o ombro, um dos comensais do banquete dos mendigos pediu licença para dar sua opinião:
- Olha, moço, a gente anda muito, sente na carne tudo o que aconteceu e, mesmo assim, a gente quer acreditar. Mas hoje em dia, eu vou dizer pra você uma coisa, torço para o Brasil como antigamente torcia para o Corinthians: com uma vontade danada de acreditar. Mas sabendo que têm umas coisas boas que nunca vão acontecer com a gente.
De acordo com as ideias do texto, assinale a alternativa incorreta:
 

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116302 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
Banquete dos mendigos
Lindolfo Paoliello

As grandes cidades do Brasil de hoje, como Paris do século XIX, têm suas ruelas, seu mundo ____ as pontes (aqui se chamam viadutos), sua vida subterrânea.
Aqui, como lá, vivem nesse submundo criaturas que vagueiam pelas ruas, dormem ao relento, removem aqui e ali os monturos, latas de lixo, vivendo de dejetos da sociedade.
São seres que há muito tempo desceram da condição de pobreza para um outro patamar, onde se vive em estado habitual de privação dos bens necessários ____ vida.
A essas criaturas, Victor Hugo dedicou, há um século, um romance – Os miseráveis – onde as conceituou assim: “Esse querubim do enxurro possui às vezes uma camisa, mas nunca mais do que uma; possui às vezes um albergue a que consagra afeição, porque nele vive sua mãe, mas prefere a rua, porque vive nela a liberdade.”
Em uma rua de São Paulo, próxima ___ Praça da Sé, ligando as zonas Leste e Norte ao centro da cidade, fica o Viaduto do Glicério. É _____ suas marquises bolorentas e imundas que, ____quartas-feiras, se realiza o banquete dos mendigos.
Eles vêm _____ dezenas, catadores de papeis, pedintes, aleijados, e logo que se vão os consumidores da feira-livre, por volta do meio-dia, uma outra atividade começa a agitar ____ rua, que é a de recolher os restos para o preparo do banquete.
Logo vão sendo lançados ____ um velho tambor de gasolina, montado _______ uma grande fogueira, os ingredientes que cada um recolheu: carcaça de peixe, tomates, cenoura, vagens, sobras de carne, tudo mexido com uma concha improvisada com um cabo de vassoura.
Algum tempo depois, em meio ____ muita alegria, é servida a sopa que cheira a cebola e alho. Dela vão se servindo os mendigos em velhas latas de leite em pó. Sorvem-na com vontade, repetem, sabem que só na outra quarta-feira vão ter outra refeição como essa.
A muitos deles a sopa cheirosa e quente traz lembranças de uma outra vida. São antigas empregadas domésticas, operários desempregados, motoristas que se acidentaram.
Esses costumam sentar-se no meio-fio, após o banquete, e vão passar os olhos nos jornais que cataram na jornada da manhã.
Um repórter entrevistou alguns desses _________ brasileiros que vivem nos subterrâneos de São Paulo.
- Só o que está congelado neste país é a madrugada mesmo – falou um deles.
- Quando o governo diz que é aquilo, tem que ser aquilo – disse um outro.
- Devem parar de mentir para o povo – acrescentou o terceiro.
E detrás do repórter, cutucando timidamente o ombro, um dos comensais do banquete dos mendigos pediu licença para dar sua opinião:
- Olha, moço, a gente anda muito, sente na carne tudo o que aconteceu e, mesmo assim, a gente quer acreditar. Mas hoje em dia, eu vou dizer pra você uma coisa, torço para o Brasil como antigamente torcia para o Corinthians: com uma vontade danada de acreditar. Mas sabendo que têm umas coisas boas que nunca vão acontecer com a gente.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto, na ordem em que aparecem:
 

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116301 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
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Analise as frases abaixo quanto à concordância. I - Aquelas pessoas cometeram crime de leso-patriotismo. II - Bebida alcoólica é proibida para menores de 18 anos. III - O filme que estreou há um mês não devia ser bom, haja visto o pouco interesse do público. IV - Aquilo eram lembranças de um passado feliz. V - Parece haver ainda muitas delações a serem divulgadas pela Polícia Federal. De acordo com a norma culta, estão corretas somente:
 

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116300 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
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Cem cruzeiros a mais

Fernando Sabino

Ao receber certa quantia num guichê do Ministério, verificou que o funcionário lhe havia dado cem cruzeiros a mais. Quis voltar para devolver, mas outras pessoas protestaram: entrasse na fila.

Esperou pacientemente a vez, para que o funcionário lhe fechasse na cara a janelinha de vidro:

- Tenham paciência, mas está na hora do meu café.

Agora era uma questão de teimosia. Voltou ____ tarde, para encontrar fila maior – não conseguiu _________ aproximar-se do guichê antes de encerrar-se o expediente.

No dia seguinte era o primeiro da fila:

- Olha aqui: o senhor ontem me deu cem cruzeiros a mais.

- Eu?

Só então reparou que o funcionário era outro.

- Seu colega, então. Um de bigodinho.

- O Mafra.

- Se o nome dele é Mafra, não sei dizer.

- Só pode ter sido o Mafra. Aqui só trabalhamos eu e o Mafra. Não fui eu. Logo ...

Ele coçou a cabeça, aborrecido:

- Está bem, foi o Mafra. E daí? O funcionário lhe explicou com toda a urbanidade que não podia responder pela distração do Mafra:

- Isto aqui é a pagadoria, meu chapa. Não posso receber, só posso pagar. Receber, só na recebedoria. O próximo!

O próximo da fila, já impaciente, empurrou-o com o cotovelo. Amar o próximo como a ti mesmo! Procurou conter-se e se afastou, indeciso. Num súbito impulso de indignação – agora iria até o fim – dirigiu-se ____ recebedoria.

- O Mafra? Não trabalha aqui, meu amigo, nem nunca trabalhou.

- Eu sei. Ele é da pagadoria. Mas foi quem me deu os cem cruzeiros a mais. Informaram-lhe que não podiam receber: tratava-se de uma devolução, não era isso mesmo? e não de pagamento. Tinha trazido ____ guia? Pois então?

Onde já se viu pagamento sem guia? Receber mil cruzeiros a troco de ______?

- Mil não: cem. A troco de devolução.

- Troco de devolução. Entenda-se.

- Pois devolvo e acabou-se.

- Só com o chefe. O próximo!

O chefe da seção já tinha saído: só no dia seguinte. No dia seguinte, depois de fazê-lo esperar mais de meia hora, o chefe informou-lhe que deveria redigir um ofício historiando o fato e devolvendo o dinheiro.

- Já que o senhor faz tanta questão de devolver.

- Questão absoluta.

- Louvo o seu escrúpulo.

- Mas o nosso amigo ali do guichê disse que era só entregar ao senhor – suspirou ele.

- Quem disse isso?

- Um homem de óculos naquela _______ do lado de lá. Recebedoria, parece.

- O Araújo. Ele disse isso, é? Pois olhe: volte lá e diga-lhe para deixar de ser besta. Pode dizer que fui eu que falei. O Araújo sempre se metendo ____ entendido!

- Mas e o ofício? Não tenho nada com essa briga, vamos fazer logo o ofício.

- Impossível, tem de dar entrada no protocolo.

Saindo dali, em vez de ir ao protocolo, ou ao Araújo para dizer-lhe que deixasse de ser besta, o honesto cidadão dirigiu-se ao guichê onde recebera o dinheiro, fez da nota de cem cruzeiros uma bolinha, atirou-a lá dentro por cima do vidro e foi-se embora.

Em todas as alternativas o significado das palavras destacadas está adequado ao texto, exceto em:
 

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116299 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
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Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta da língua:
 

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116298 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
Identifique a alternativa em que uma das frases das alternativas apresenta erro de concordância, de acordo com a norma culta:
 

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116297 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
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Complete o texto com os sinais de pontuação adequados:

Clarisse muito triste perguntou enunciado 116297-6

enunciado 116297-2 Carlos, por que você foi embora

enunciado 116297-3

enunciado 116297-4 Sabe Clarisse enunciado 116297-5 eu não te amo mais enunciado 116297-1

A sequência correta da pontuação é:

 

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116296 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
Leia as frases abaixo: I - O chefe permitiu o empregado de chegar mais tarde ao trabalho. II - Durante o assalto, os bandidos aterrorizaram os funcionários da padaria. III - Minha maior preocupação era saber o resultado da prova. IV - Fez o que pôde, pois sentia-se responsável pela saúde da mãe. Marque a alternativa em que a afirmação é correta:
 

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116295 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cipotânea-MG
Assinale a alternativa que traz uma palavra cuja acentuação foi retirada, de acordo com as Novas Regras de Ortografia:
 

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