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1958312 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Delmiro Gouveia-AL
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São Bernardo


A obra “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, conta a história de Paulo Honório, um homem simples que, movido por uma ambição sem limites, acaba se transformando em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas e casa-se com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano Ramos trata o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder e do vazio da solidão, em que não há espaço nem para a amizade, nem para o amor.
Criado por uma negra doceira, Paulo Honório foi um menino órfão que guiava um cego e vendia cocadas durante a infância para conseguir algum dinheiro. Depois começou a trabalhar no duro na roça até os dezoito anos. Nessa época, ele esfaqueia João Fagundes, um homem que se envolve com a mulher com quem Paulo Honório teve sua primeira relação sexual. Então é preso e durante esse período aprende a ler com o sapateiro Joaquim. A partir de então ele passa somente a pensar em juntar dinheiro.
Saindo da prisão, Paulo Honório pega emprestado com o agiota Pereira uma quantia em dinheiro e começa a negociar gado e todo tipo de coisas pelo sertão. Assim, ele enfrenta toda sorte de injustiças, fome e sede, passando por tudo isso com muita frieza e utilizando de meios antiéticos, como ameaças de morte e roubo. Após conseguir juntar algumas economias, retorna a sua terra natal, Viçosa, com o desejo de adquirir a fazenda São Bernardo, onde tinha trabalhado. Paulo consegue comprar a fazenda São Bernardo por um preço irrisório.
Com a ajuda de seu amigo Casimiro Lopes, Paulo Honório manda matar Mendonça, fazendeiro vizinho, e consegue expandir os limites das terras da São Bernardo. Através de empréstimos bancários, investe em máquinas e na plantação de algodão e mamona. Para escoar seus produtos, Paulo Honório constrói estradas e passa a se dedicar cada vez mais ao trabalho. E, para conseguir obter tudo isso, ele comete as maiores injustiças e utiliza de todos os meios que puder, garantindo impunidade através de uma grande rede de relacionamentos.
Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/3j77vSN.
Leia o texto 'São Bernardo' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a sua esposa vê o mundo, Paulo Honório tenta estimulá-la a mudarse para a cidade e construir uma nova vida, de acordo com o texto.

II. O texto sobre a obra “São Bernardo” procura informar ao leitor que o personagem Paulo Honório comete injustiças e utiliza-se de todos os meios que puder para atingir seus objetivos pessoais. Para garantir a própria impunidade, esse personagem beneficia-se de uma grande rede de relacionamentos, de acordo com as informações do texto.

III. Criado por uma negra doceira, Paulo Honório foi um menino órfão que guiava um cego e vendia cocadas durante a infância para conseguir algum dinheiro, de acordo com o texto.

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1958308 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Delmiro Gouveia-AL
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A Pedra do Reino


A obra “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna, contém 85 folhetos (que representam capítulos), divididos em 5 partes, distribuídas em cerca de 600 páginas, dependendo da edição.
Sua estrutura é complexa, pois trata-se de um romance heroico, composto por diversas narrativas de ação, introduções pomposas e até mesmo poemas e versos. A metalinguagem também está presente, já que é um livro com muitas histórias, mas cujo foco principal é a escrita de um livro pelo protagonista. Sendo assim, é uma história dentro da história, uma narrativa de construção permanente da política e do folclore do Brasil.
A obra se refere a fatos históricos da década de 1830, quando uma seita foi responsável por derramar muito sangue no Nordeste brasileiro. Mesmo ocorrendo um século antes, esses acontecimentos são o pano de fundo do misticismo e mistério que estão presentes na narrativa.
Também existe menção a outras passagens históricas do Brasil, como a luta entre o cangaço e o exército e a Guerra de Canudos, responsável por espalhar a filosofia sebastianista pelo sertão brasileiro. Assim, o autor constrói a narrativa inspirando-se nesses fatos e utilizando-os para compor sua epopeia.
A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, é uma obra única e original na literatura brasileira. Ela trabalha com diversos aspectos históricos e utiliza-se de tradições indígenas, africanas e europeias, de vários tipos de texto e da metalinguagem.
Além disso, há a escrita precisa do autor, fazendo com que esse livro se torne uma obra tão profunda quanto Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, ao abordar assuntos inerentes à condição humana através do misticismo e de acontecimentos históricos do sertão brasileiro.
Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/31nW9Ux.
Leia o texto 'A Pedra do Reino' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. De acordo com o texto, a metalinguagem está presente em “A Pedra do Reino”, já que a obra é composta por muitas histórias, mas o seu foco principal é a escrita de um livro pelo protagonista.

II. O texto afirma que “A Pedra do Reino” reúne as histórias de diversos personagens, não sendo possível distinguir um protagonista em particular. A obra é uma narrativa de construção permanente da psicologia e da vida urbana do Brasil.

III. A obra “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna, é uma obra única e original na literatura portuguesa que destaca a relação entre colonizadores e índios na nova e efervescente “Terra Brasilis”, de acordo com o texto.

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TAXAS DE JUROS
A atual política econômica do Banco Central (BC) jogou a taxa básica de juros da economia (Selic) ao menor patamar da história, a 2,25% ao ano. Apesar de um novo corte na Selic ainda ser cogitado para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a redução dos juros a um patamar de 0%, como atualmente ocorre em países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos, é algo amplamente descartado pelos economistas.
Igor Mundstock, economista do Grupo Laatus, classifica como “inimaginável” a queda da taxa de juros brasileira a zero. “Não é possível porque temos um risco muito maior do que há nos Estados Unidos, que estão com a taxa a zero e são os detentores da moeda mais poderosa do mundo”, avalia ele. “O Brasil com a taxa de juros a zero não conseguiria conter a especulação em cima do câmbio e nem a saída de capital, porque os investidores ingressam no Brasil para desfrutar justamente dessa taxa de juros mais elevada”, afirma Igor.
Mundstock diz ainda que a taxa de juros brasileira zerada iria proporcionar uma alta dos preços da economia. Segundo ele, esse cenário obrigaria uma alta muito rápida dos juros na sequência. “O Banco Central precisa agir de uma forma muito paciente”, explica ele.
Sempre que o BC opta pela redução dos juros básicos, como aconteceu durante a pandemia do novo coronavírus, o objetivo é estimular a economia nacional. Isso acontece porque o crédito mais barato tende a incentivar a produtividade e impulsionar o consumo das famílias.
Para Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, as recentes reduções dos juros no Brasil seguiram uma tendência mundial “para o bem do governo e o mal dos investidores". Ele, no entanto, não aposta em novos cortes significativos da Selic. “No Brasil, o Banco Central quer evitar uma taxa de juros real muito negativa”, de acordo com Adriano.
Somente nos últimos quatro anos, a Selic já desabou 12 pontos percentuais, passando de 14,25% para 2,25% ao ano. Para os economistas consultados semanalmente pelo BC, a taxa básica ainda deve passar por mais uma queda de 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano, patamar que deve persistir até o final de 2020.
“É provável que no próximo encontro do BC ele faça mais um corte, o que ficou aberto na última ata do Copom, mas seria um corte não tão forte como foram os dois últimos, de 0,75 ponto percentual, dependendo do desenrolar da crise do coronavírus”, afirma Mundstock.
Por Alexandre Garcia, do R7, em julho de 2020 (disponível em: https://bit.ly/3j5GbF7). Com adaptações.
Leia o texto 'TAXAS DE JUROS' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Para Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, as recentes reduções dos juros no Brasil seguiram uma tendência mundial, de acordo com o texto.
II. A atual política econômica do Banco Central jogou a taxa básica de juros da economia (Selic) ao menor patamar da história, a 2,25% ao ano, de acordo com o texto.
III. Igor Mundstock afirma, no texto, que os investidores estrangeiros ingressam no Brasil para desfrutar da taxa de juros mais reduzida e do câmbio forte.
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TAXAS DE JUROS


A atual política econômica do Banco Central (BC) jogou a taxa básica de juros da economia (Selic) ao menor patamar da história, a 2,25% ao ano. Apesar de um novo corte na Selic ainda ser cogitado para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a redução dos juros a um patamar de 0%, como atualmente ocorre em países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos, é algo amplamente descartado pelos economistas.
Igor Mundstock, economista do Grupo Laatus, classifica como “inimaginável” a queda da taxa de juros brasileira a zero. “Não é possível porque temos um risco muito maior do que há nos Estados Unidos, que estão com a taxa a zero e são os detentores da moeda mais poderosa do mundo”, avalia ele. “O Brasil com a taxa de juros a zero não conseguiria conter a especulação em cima do câmbio e nem a saída de capital, porque os investidores ingressam no Brasil para desfrutar justamente dessa taxa de juros mais elevada”, afirma Igor.
Mundstock diz ainda que a taxa de juros brasileira zerada iria proporcionar uma alta dos preços da economia. Segundo ele, esse cenário obrigaria uma alta muito rápida dos juros na sequência. “O Banco Central precisa agir de uma forma muito paciente”, explica ele.
Sempre que o BC opta pela redução dos juros básicos, como aconteceu durante a pandemia do novo coronavírus, o objetivo é estimular a economia nacional. Isso acontece porque o crédito mais barato tende a incentivar a produtividade e impulsionar o consumo das famílias.
Para Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, as recentes reduções dos juros no Brasil seguiram uma tendência mundial “para o bem do governo e o mal dos investidores". Ele, no entanto, não aposta em novos cortes significativos da Selic. “No Brasil, o Banco Central quer evitar uma taxa de juros real muito negativa”, de acordo com Adriano.
Somente nos últimos quatro anos, a Selic já desabou 12 pontos percentuais, passando de 14,25% para 2,25% ao ano. Para os economistas consultados semanalmente pelo BC, a taxa básica ainda deve passar por mais uma queda de 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano, patamar que deve persistir até o final de 2020.
“É provável que no próximo encontro do BC ele faça mais um corte, o que ficou aberto na última ata do Copom, mas seria um corte não tão forte como foram os dois últimos, de 0,75 ponto percentual, dependendo do desenrolar da crise do coronavírus”, afirma Mundstock.
Por Alexandre Garcia, do R7, em julho de 2020 (disponível em: https://bit.ly/3j5GbF7). Com adaptações.
Leia o texto 'TAXAS DE JUROS' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. No texto, Mundstock diz que a taxa de juros brasileira zerada iria proporcionar uma redução expressiva dos preços da economia, gerando inflação.

II. Nos últimos quatro anos, afirma o texto, a Selic já desabou 12 pontos percentuais, passando de 14,25% para 2,25% ao mês.

III. Para os economistas consultados semanalmente pelo Banco Central, a taxa básica de juros ainda deve passar por mais uma queda de 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano, patamar que deve persistir até o final de 2020, de acordo com o texto.

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1958288 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Delmiro Gouveia-AL
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Analise as afirmativas a seguir:

I. A coesão textual compreende uma série de processos da língua que têm por função principal estabelecer relações linguísticas significativas entre os elementos de um texto.

II. Em um texto, a repetição de nome próprio ou parte dele através da reiteração total ou parcial de um nome próprio (de pessoa, de lugares etc.) torna o texto menos compreensível ao leitor, como pode ser visto no exemplo: “Lígia Fagundes Telles é uma das principais escritoras brasileiras da atualidade. Lígia é autora de ‘Antes do baile verde’, um dos melhores livros de contos de nossa literatura”.

III. A elipse é a supressão de um elemento linguístico anterior ou posteriormente enunciado. Por exemplo: “tinha uma voz inconfundível e foi apreciada por mais de duas gerações. Elis Regina marcou uma fase da MPB”.

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1958287 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Delmiro Gouveia-AL
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Leitura, escrita e oralidade


Uma primeira orientação para aprimorar as aulas de Língua Portuguesa tem a ver com a definição de um programa de prioridades, que é, sem dúvida, o desenvolvimento de saberes em relação à leitura e à escrita. Na prática, o desenvolvimento de competências em leitura e escrita deveria vir antes de tudo. O que levaria a escola a promover, todos os dias, e não apenas eventualmente, diferentes atividades de leitura e de escrita.
A atenção do professor de Língua Portuguesa poderia, assim, estar voltada para descobrir, no que acontece na escola e em seu redor, motivações para essa prática de ensino de leitura e escrita, que, assim, seriam contextualmente diversificadas, pois cada dia é um novo dia. O ensino da nomenclatura de certas categorias gramaticais não deveria ocupar os primeiros interesses da criança no ambiente educacional.
Dessa forma, nas primeiras séries do Ensino Fundamental, não caberia o ensino de particularidades gramaticais, como, por exemplo, as diferenças entre ditongo crescente e ditongo decrescente, ou, pior ainda, o reconhecimento de dígrafos nasais, ou a contagem de letras e fonemas de uma palavra. A prioridade deve ser levar os alunos a lerem e escreverem.
Mas… ler e escrever o quê?
Textos, textos, textos. Inclusive os literários. Não frases soltas, inventadas, descontextualizadas, vazias de sentido e de função. Textos de diferentes gêneros (listas, avisos, recomendações, recados, mensagens, notas, poemas, resumos, bilhetes, cartas, provérbios, formulação de perguntas, respostas a questões...). Basta ver o que circula à nossa volta ou que está estampado em outdoors, cartazes, paredes das escolas, dos estabelecimentos públicos, das lojas, das igrejas. Basta estar atento à multiplicidade de textos com os quais a gente convive no dia a dia.
O interesse por encontrar objetos de leitura e de escrita pode ser também um cuidado dos alunos: eles podem passar a enxergar a leitura e a escrita não como coisas restritas ao mundo da escola, mas como coisas do seu dia a dia social, como ações que fazem parte diretamente de sua vida como participantes de grupos, de comunidades, com necessidades que só serão atendidas pelas atividades da linguagem.
Concretamente, em face das novas configurações do mundo virtual, as demandas pela ação da linguagem tornam-se imperiosas e imprescindíveis. Portanto, textos: todos os dias. Lidos, falados, entendidos e escritos. Exercitar a prática de ensino. Sem pressa para a introdução das categorias gramaticais. Não existem textos sem gramática.
Ou seja, a gramática está lá, compondo, com o vocabulário e o contexto, os sentidos que os textos expressam. Sem pressa na explanação de definições, categorias, subcategorias, sobretudo aquelas da morfologia e da sintaxe. Prioridade para a interpretabilidade da linguagem; para os sentidos expressos e para as intenções pretendidas pelos textos.
Uma terceira orientação para enriquecer as aulas de Língua Portuguesa seria conceder espaço também à exploração das atividades que envolvem a oralidade, em contextos mais formais. Por exemplo, que os alunos tenham a oportunidade de participar como debatedores ou como ouvintes de discussões, de debates, defendendo ou refutando pontos de vista, ligados às questões que mais de perto atingem suas vidas. As normas que regulam e disciplinam a vida na escola poderiam ser objeto dessas discussões, favorecendo a participação de todos na promoção do bem comum e da satisfação dos interesses da coletividade.
Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/2FSZO4t.
Leia o texto 'Leitura, escrita e oralidade' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A exploração das atividades que envolvem a oralidade compreende, por exemplo, aquelas em que os alunos têm a oportunidade de participar como debatedores ou como ouvintes de discussões, de debates, defendendo ou refutando pontos de vista, ligados às questões que mais de perto atingem suas vidas, de acordo com o texto.

II. Segundo o texto, com a priorização da leitura e de escrita, a atenção do professor de Língua Portuguesa poderia estar voltada para descobrir, no que acontece na escola e em seu redor, motivações para essa prática de ensino de leitura e escrita, que, assim, seria contextualmente diversificada, pois cada dia é um novo dia.

III. Segundo o texto, nas primeiras séries do Ensino Fundamental, a prioridade dos alunos deve ser aprender as normas e classificações mais sofisticadas e rebuscadas da Língua Portuguesa.

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1958285 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Delmiro Gouveia-AL
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São Bernardo


A obra “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, conta a história de Paulo Honório, um homem simples que, movido por uma ambição sem limites, acaba se transformando em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas e casa-se com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano Ramos trata o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder e do vazio da solidão, em que não há espaço nem para a amizade, nem para o amor.
Criado por uma negra doceira, Paulo Honório foi um menino órfão que guiava um cego e vendia cocadas durante a infância para conseguir algum dinheiro. Depois começou a trabalhar no duro na roça até os dezoito anos. Nessa época, ele esfaqueia João Fagundes, um homem que se envolve com a mulher com quem Paulo Honório teve sua primeira relação sexual. Então é preso e durante esse período aprende a ler com o sapateiro Joaquim. A partir de então ele passa somente a pensar em juntar dinheiro.
Saindo da prisão, Paulo Honório pega emprestado com o agiota Pereira uma quantia em dinheiro e começa a negociar gado e todo tipo de coisas pelo sertão. Assim, ele enfrenta toda sorte de injustiças, fome e sede, passando por tudo isso com muita frieza e utilizando de meios antiéticos, como ameaças de morte e roubo. Após conseguir juntar algumas economias, retorna a sua terra natal, Viçosa, com o desejo de adquirir a fazenda São Bernardo, onde tinha trabalhado. Paulo consegue comprar a fazenda São Bernardo por um preço irrisório.
Com a ajuda de seu amigo Casimiro Lopes, Paulo Honório manda matar Mendonça, fazendeiro vizinho, e consegue expandir os limites das terras da São Bernardo. Através de empréstimos bancários, investe em máquinas e na plantação de algodão e mamona. Para escoar seus produtos, Paulo Honório constrói estradas e passa a se dedicar cada vez mais ao trabalho. E, para conseguir obter tudo isso, ele comete as maiores injustiças e utiliza de todos os meios que puder, garantindo impunidade através de uma grande rede de relacionamentos.
Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/3j77vSN.
Leia o texto 'São Bernardo' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. O texto afirma que Paulo Honório foi acusado de corrupção e preso ainda criança. Durante esse período, o protagonista aprendeu a ler com o sapateiro Joaquim e, a partir de então, passou somente a pensar em juntar dinheiro.

II. Através de empréstimos bancários, Paulo Honório investe em máquinas e na plantação de algodão e tabaco, produtos esses que tinham grande demanda na sua cidade na época, de acordo com o texto.

III. Para escoar seus produtos, Paulo Honório constrói ferrovias, realiza acordos com grandes empresas e torna-se um dos mais importantes empresários do Nordeste, ao mesmo tempo em que passa a se dedicar cada vez mais ao trabalho, de acordo com o texto.

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1958281 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Delmiro Gouveia-AL
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Analise as afirmativas a seguir:

I. Há textos que não possuem elementos coesivos, o que atesta não ser a coesão uma condição necessária para que uma determinada sequência verbal seja tida como texto.

II. A coesão sequencial se caracteriza pela possibilidade de tornar mais clara a progressão do tema do texto.

III. O exemplo seguinte apresenta um texto elaborado com enunciados sem coesão entre si, mas que possui sentido e pode ser interpretado: “Olhar fito no horizonte. Apenas o mar imenso. Nenhum sinal de vida humana. Tentativa desesperada de recordar alguma coisa. Nada”.

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1958277 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Delmiro Gouveia-AL
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A Pedra do Reino


A obra “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna, contém 85 folhetos (que representam capítulos), divididos em 5 partes, distribuídas em cerca de 600 páginas, dependendo da edição.
Sua estrutura é complexa, pois trata-se de um romance heroico, composto por diversas narrativas de ação, introduções pomposas e até mesmo poemas e versos. A metalinguagem também está presente, já que é um livro com muitas histórias, mas cujo foco principal é a escrita de um livro pelo protagonista. Sendo assim, é uma história dentro da história, uma narrativa de construção permanente da política e do folclore do Brasil.
A obra se refere a fatos históricos da década de 1830, quando uma seita foi responsável por derramar muito sangue no Nordeste brasileiro. Mesmo ocorrendo um século antes, esses acontecimentos são o pano de fundo do misticismo e mistério que estão presentes na narrativa.
Também existe menção a outras passagens históricas do Brasil, como a luta entre o cangaço e o exército e a Guerra de Canudos, responsável por espalhar a filosofia sebastianista pelo sertão brasileiro. Assim, o autor constrói a narrativa inspirando-se nesses fatos e utilizando-os para compor sua epopeia.
A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, é uma obra única e original na literatura brasileira. Ela trabalha com diversos aspectos históricos e utiliza-se de tradições indígenas, africanas e europeias, de vários tipos de texto e da metalinguagem.
Além disso, há a escrita precisa do autor, fazendo com que esse livro se torne uma obra tão profunda quanto Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, ao abordar assuntos inerentes à condição humana através do misticismo e de acontecimentos históricos do sertão brasileiro.
Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/31nW9Ux.
Leia o texto 'A Pedra do Reino' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A estrutura da obra “A Pedra do Reino” é complexa, pois trata-se de um romance heroico, composto por diversas narrativas de ação, introduções pomposas e até mesmo poemas e versos, de acordo com o texto.

II. Segundo o texto, na obra “A Pedra do Reino”, o autor constrói a narrativa inspirando-se em fatos reais e os utiliza para compor sua epopeia, que se passa nas cidades recémindustrializadas do Nordeste brasileiro.

III. A obra “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna, contém 85 folhetos (que representam capítulos), divididos em 5 partes, distribuídas em cerca de 600 páginas, dependendo da edição, de acordo com o texto.

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TAXAS DE JUROS


A atual política econômica do Banco Central (BC) jogou a taxa básica de juros da economia (Selic) ao menor patamar da história, a 2,25% ao ano. Apesar de um novo corte na Selic ainda ser cogitado para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a redução dos juros a um patamar de 0%, como atualmente ocorre em países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos, é algo amplamente descartado pelos economistas.
Igor Mundstock, economista do Grupo Laatus, classifica como “inimaginável” a queda da taxa de juros brasileira a zero. “Não é possível porque temos um risco muito maior do que há nos Estados Unidos, que estão com a taxa a zero e são os detentores da moeda mais poderosa do mundo”, avalia ele. “O Brasil com a taxa de juros a zero não conseguiria conter a especulação em cima do câmbio e nem a saída de capital, porque os investidores ingressam no Brasil para desfrutar justamente dessa taxa de juros mais elevada”, afirma Igor.
Mundstock diz ainda que a taxa de juros brasileira zerada iria proporcionar uma alta dos preços da economia. Segundo ele, esse cenário obrigaria uma alta muito rápida dos juros na sequência. “O Banco Central precisa agir de uma forma muito paciente”, explica ele.
Sempre que o BC opta pela redução dos juros básicos, como aconteceu durante a pandemia do novo coronavírus, o objetivo é estimular a economia nacional. Isso acontece porque o crédito mais barato tende a incentivar a produtividade e impulsionar o consumo das famílias.
Para Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, as recentes reduções dos juros no Brasil seguiram uma tendência mundial “para o bem do governo e o mal dos investidores". Ele, no entanto, não aposta em novos cortes significativos da Selic. “No Brasil, o Banco Central quer evitar uma taxa de juros real muito negativa”, de acordo com Adriano.
Somente nos últimos quatro anos, a Selic já desabou 12 pontos percentuais, passando de 14,25% para 2,25% ao ano. Para os economistas consultados semanalmente pelo BC, a taxa básica ainda deve passar por mais uma queda de 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano, patamar que deve persistir até o final de 2020.
“É provável que no próximo encontro do BC ele faça mais um corte, o que ficou aberto na última ata do Copom, mas seria um corte não tão forte como foram os dois últimos, de 0,75 ponto percentual, dependendo do desenrolar da crise do coronavírus”, afirma Mundstock.
Por Alexandre Garcia, do R7, em julho de 2020 (disponível em: https://bit.ly/3j5GbF7). Com adaptações.
Leia o texto 'TAXAS DE JUROS' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. De acordo com o texto, Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, aposta em novos cortes significativos da Selic ainda em 2020, pois essa possibilidade vinha sendo apresentada pelo Banco Central desde 2019.

II. Na avaliação de Igor Mundstock, apresentada no texto, a queda da taxa de juros brasileira a zero não é possível porque o Brasil tem um risco muito maior do que há nos Estados Unidos, que estão com a taxa a zero e são os detentores da moeda mais poderosa do mundo.

III. O texto afirma que, para Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, no Brasil, o Banco Central quer evitar uma taxa de juros real muito negativa.

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