Foram encontradas 250 questões.
2353390
Ano: 2018
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
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De acordo com preceitos da referida Lei, posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura do termo pela autoridade competente e pelo empossado. A mesma Lei prevê que posse do servidor público do Município de Estância Velha poderá dar-se mediante:
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2353389
Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
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Para os efeitos da referida Lei, os Secretários do Município de Estância Velha, de livre nomeação e demissão pelo Prefeito, são escolhidos dentre brasileiros, maiores de:
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2353388
Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
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A presente Lei, ao tratar dos orçamentos para o Município de Estância Velha, determina que a Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública e municipal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual e disporá sobre as alterações
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2353387
Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
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A saúde é direito de todos e dever do Município, concorrentemente ou supletivamente, à União ou Estado, garantido conforme políticas sociais e econômicas, que resultem na redução do risco da doença e de outros agravos à saúde, bem como realizar a sua:
I. Promoção.
II. Proteção.
III. Recuperação.
IV. Publicação.
Quais estão INCORRETAS?
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2353386
Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
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Na elaboração do planejamento e na ordenação de usos, atividades e funções de interesse social, o Município de Estância Velha visará:
I. Melhorar a qualidade de vida da população.
II. Promover a definição e a realização da função social da propriedade urbana.
III. Promover a ordenação territorial, integrando as diversas atividades e funções urbanas.
Quais estão corretas?
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2353385
Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Estância Velha-RS
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Em cumprimento às disposições da referida Lei, o Município de Estância Velha promoverá programas de interesse social destinados a facilitar o acesso da população à habilitação, priorizando a:
I. Migração urbana.
II. Dotação de infraestrutura básica e de equipamentos sociais.
III. Implantação de empreendimentos habitacionais.
Quais estão INCORRETAS?
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Famílias postiças contra a sigilosa epidemia da solidão
Rosa enviuvou em agosto e desde então carrega nos ombros um pesado silêncio. Só o telefonema de uma amiga todos os dias às nove da noite diminui um pouco o seu vazio. Rosa vive na Galícia, uma região chuvosa no norte da Espanha, onde impera o caráter introspectivo e estoico. Além disso, ela mora em uma aldeia, em Betanzos (província de A Coruña) que há anos não para de perder população. Esse telefonema é praticamente o único momento em que se comunica com alguém. “Conversamos durante meia hora. Não criticamos ninguém, mas comentamos coisas e a faço rir”, conta Pilar, a voz amiga de Rosa e uma das colaboradoras do projeto de iniciativa da ordem religiosa dos franciscanos na Galícia para combater a epidemia silenciosa da solidão, que se estende sem freio nos lares ocidentais.
Enquanto no Reino Unido o Governo acaba de criar uma Secretaria de Estado contra a Solidão, em Betanzos foi colocado à disposição o convento de San Francisco de Betanzos – sem vida desde que há dois anos as últimas freiras residentes cruzaram a porta – para criar uma família com pessoas “que estejam ou se sintam sozinhas”. Os participantes passariam o dia nas instalações, tomando café da manhã, almoçando e jantando, compartilhando a lavanderia e os gastos, fazendo companhia uns aos outros.
“Não se trata de uma unidade de atendimento à terceira idade nem de beneficência, nem de um local social, mas de um espaço de autogestão que não se financia com subvenções e no qual queremos imitar o ambiente de uma família qualquer, com liberdade para entrar e sair sem compromisso e sem exigências de vínculo religioso”, explica o frei Enrique Roberto Lista sobre um projeto aberto a moradores de qualquer prefeitura e cujos responsáveis gostariam de estender no futuro a outros edifícios eclesiásticos vazios, como as casas sacerdotais das paróquias.
Se no Brasil o número de pessoas que vivem sós duplicou entre 2005 e 2015, sobretudo entre as com mais de 60 anos, segundo o IBGE, na Espanha a situação não é melhor. Ali vivem sozinhas cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os dados apresentados pelos franciscanos.
Mais de 70% das almas que habitam esses lares sofrem de solidão, um problema que afeta igualmente mais da metade de quem tem companhia em suas casas.
O projeto começou a ser posto em prática em Betanzos com nove mulheres e, conforme explica a trabalhadora social Antía Leira, vem enfrentando dificuldades para superar “o estigma da solidão, a vergonha”. “É difícil para as pessoas que a sofrem reconhecer a situação e até mesmo identificá-la porque muitas vezes convivem com alguém”, afirma Leira. “É uma necessidade oculta: todo mundo admite o problema, e as notícias de idosos que morrem sem que ninguém fique sabendo se multiplicam, mas custa dar o passo para combatê-la.”
Uma solidão mais uma solidão é companhia, o remédio para o problema está nas pessoas que sofrem esse mal”, observa o frei Lista, criador do projeto, enquanto no refeitório deste convento do século XIV os primeiros membros passam um ao outro a cafeteira e as bandejas de biscoitos e bolos. A amiga de Pilar que se sente tão sozinha ainda não deu o passo para se integrar a essa família postiça: “É desconfiada e retraída, e isso lhe custa, mas eu digo que isto seria fantástico para ela se oxigenar.”
A tristeza pelo isolamento social não é um achaque só da idade. “Há pessoas muito jovens que também estão sós”, diz Adriana García, colaboradora do projeto. “Esta sociedade te empurra para a solidão. Há menos filhos, a família se dispersa, por um lado as tecnologias te conectam, mas por outro te levam a se fechar. E há jornadas de trabalho que não te deixam tempo para a amizade e a família. Racionalizar os horários seria uma grande contribuição para combater isso.”
(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/02/internacional/1517571336_119656.html
– Texto adaptado)
A respeito das ideias presentes no texto, analise as seguintes assertivas:
I. Entende-se, pelo texto, que uma das causas da solidão na população jovem atual é o paradoxo da tecnologia, que, ao mesmo tempo em que te possibilita a conexão fácil com pessoas, te isola de alguma forma.
II. O projeto das “famílias postiças” exposto pelo texto tem como objetivo fornecer companhia às pessoas sozinhas e tentar, dessa forma, combater a solidão, a qual é difícil de ser reconhecida pelas pessoas que a sofrem.
III. A partir do texto, infere-se que é possível combater a solidão da população em geral dedicando menos tempo à vida profissional e às tecnologias.
Quais estão corretas?
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Famílias postiças contra a sigilosa epidemia da solidão
Rosa enviuvou em agosto e desde então carrega nos ombros um pesado silêncio. Só o telefonema de uma amiga todos os dias às nove da noite diminui um pouco o seu vazio. Rosa vive na Galícia, uma região chuvosa no norte da Espanha, onde impera o caráter introspectivo e estoico. Além disso, ela mora em uma aldeia, em Betanzos (província de A Coruña) que há anos não para(I) de perder população. Esse telefonema é praticamente o único momento em que se comunica com alguém. “Conversamos durante meia hora. Não criticamos ninguém, mas comentamos coisas e a faço rir”, conta Pilar, a voz amiga de Rosa e uma das colaboradoras do projeto de iniciativa da ordem religiosa dos franciscanos na Galícia para combater a epidemia silenciosa da solidão, que se estende sem freio nos lares ocidentais.
Enquanto no Reino Unido o Governo acaba de criar uma Secretaria de Estado contra a Solidão, em Betanzos foi colocado à disposição o convento de San Francisco de Betanzos – sem vida desde que há dois anos as últimas freiras residentes cruzaram a porta – para criar uma família com pessoas “que estejam ou se sintam sozinhas”. Os participantes passariam o dia nas instalações, tomando café da manhã, almoçando e jantando, compartilhando a lavanderia e os gastos, fazendo companhia uns aos outros.
“Não se trata de uma unidade de atendimento à terceira idade nem de beneficência, nem de um local social, mas de um espaço de autogestão que não se financia com subvenções e no qual queremos imitar o ambiente de uma família qualquer, com liberdade para entrar e sair sem compromisso e sem exigências de vínculo religioso”, explica o frei Enrique Roberto Lista sobre um projeto aberto a moradores de qualquer prefeitura e cujos responsáveis gostariam de estender no futuro a outros edifícios eclesiásticos vazios, como as casas sacerdotais das paróquias.
Se no Brasil o número de pessoas que vivem sós duplicou entre 2005 e 2015, sobretudo entre as com mais de 60 anos, segundo o IBGE, na Espanha a situação não é melhor. Ali vivem sozinhas cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os dados apresentados pelos franciscanos.
Mais de 70% das almas que habitam esses lares sofrem de solidão, um problema que afeta igualmente mais da metade de quem tem companhia em suas casas.
O projeto começou a ser posto em prática em Betanzos com nove mulheres e, conforme explica a trabalhadora social Antía Leira, vem enfrentando dificuldades para superar “o estigma da solidão, a vergonha”. “É difícil para as pessoas que a sofrem reconhecer a situação e até mesmo identificá-la porque muitas vezes convivem com alguém”, afirma Leira. “É uma necessidade oculta: todo mundo admite o problema, e as notícias de idosos que morrem sem que ninguém fique sabendo se multiplicam, mas custa dar o passo para combatê-la.”
Uma solidão mais uma solidão é companhia, o remédio para o problema está nas pessoas que sofrem esse mal”, observa o frei Lista, criador do projeto, enquanto no refeitório deste convento do século XIV os primeiros membros passam um ao outro a cafeteira e as bandejas de biscoitos e bolos. A amiga de Pilar que se sente tão sozinha ainda não deu o passo para se integrar a essa família postiça: “É desconfiada e retraída, e isso lhe custa, mas eu digo que isto seria fantástico para ela se oxigenar.”
A tristeza pelo isolamento social não é um achaque só da idade. “Há pessoas muito jovens que também estão sós”, diz Adriana García, colaboradora do projeto. “Esta sociedade te empurra para a solidão. Há menos filhos, a família se dispersa, por um lado as tecnologias te conectam, mas por outro te levam a se fechar. E há jornadas de trabalho que não te deixam tempo para a amizade e a família. Racionalizar os horários seria uma grande contribuição para combater isso.”
(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/02/internacional/1517571336_119656.html
– Texto adaptado)
Analise as seguintes assertivas sobre a acentuação de palavras do texto:
I. Com a reforma ortográfica, o verbo ‘para’ não é mais grafado com acento, assim como as formais verbais ‘por’ e ‘pode’, não havendo mais distinção com suas homógrafas.
II. As palavras ‘silêncio’ e ‘últimas’ continuariam existindo na língua portuguesa mesmo sem a presença do acento, mas assumiriam outra classe gramatical.
III. As palavras ‘café’ e ‘sós’ são acentuadas em função da mesma regra gramatical.
Quais estão INCORRETAS?
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Famílias postiças contra a sigilosa epidemia da solidão
Rosa enviuvou em agosto e desde então carrega nos ombros um pesado silêncio. Só o telefonema de uma amiga todos os dias às nove da noite diminui um pouco o seu vazio. Rosa vive na Galícia, uma região chuvosa no norte da Espanha, onde impera o caráter introspectivo e estoico. Além disso, ela mora em uma aldeia, em Betanzos (província de A Coruña) que há anos não para de perder população. Esse telefonema é praticamente o único momento em que se comunica com alguém. “Conversamos durante meia hora. Não criticamos ninguém, mas comentamos coisas e a faço rir”, conta Pilar, a voz amiga de Rosa e uma das colaboradoras do projeto de iniciativa da ordem religiosa dos franciscanos na Galícia para combater a epidemia silenciosa da solidão, que se estende sem freio nos lares ocidentais.
Enquanto no Reino Unido o Governo acaba de criar uma Secretaria de Estado contra a Solidão, em Betanzos foi colocado à disposição o convento de San Francisco de Betanzos – sem vida desde que há dois anos as últimas freiras residentes cruzaram a porta – para criar uma família com pessoas “que estejam ou se sintam sozinhas”. Os participantes passariam o dia nas instalações, tomando café da manhã, almoçando e jantando, compartilhando a lavanderia e os gastos, fazendo companhia uns aos outros.
“Não se trata de uma unidade de atendimento à terceira idade nem de beneficência, nem de um local social, mas de um espaço de autogestão que não se financia com subvenções e no qual queremos imitar o ambiente de uma família qualquer, com liberdade para entrar e sair sem compromisso e sem exigências de vínculo religioso”, explica o frei Enrique Roberto Lista sobre um projeto aberto a moradores de qualquer prefeitura e cujos responsáveis gostariam de estender no futuro a outros edifícios eclesiásticos vazios, como as casas sacerdotais das paróquias.
Se no Brasil o número de pessoas que vivem sós(I) duplicou entre 2005 e 2015, sobretudo entre as(I) com mais de 60 anos, segundo o IBGE, na Espanha a situação não é melhor. Ali vivem sozinhas cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os dados apresentados pelos franciscanos.
Mais de 70% das almas que habitam esses lares sofrem de solidão, um problema que afeta igualmente mais da metade de quem tem companhia em suas casas.
O projeto começou a ser posto em prática em Betanzos com nove mulheres e, conforme explica a trabalhadora social Antía Leira, vem enfrentando dificuldades para superar “o estigma da solidão, a(II) vergonha(II)”. “É difícil para as pessoas que a(II) sofrem reconhecer a situação e até mesmo identificá-la porque muitas vezes convivem com alguém”, afirma Leira. “É uma necessidade oculta: todo mundo admite o problema, e as notícias de idosos que morrem sem que ninguém fique sabendo se multiplicam, mas custa dar o passo para combatê-la.”
Uma solidão mais uma solidão é companhia, o remédio para o problema está nas pessoas que sofrem esse mal”, observa o frei Lista, criador do projeto, enquanto no refeitório deste convento do século XIV os primeiros membros passam um ao outro a cafeteira e as bandejas de biscoitos e bolos. A amiga de Pilar que se sente tão sozinha ainda não deu o passo para se integrar a essa família postiça: “É desconfiada e retraída, e isso lhe(III) custa, mas eu digo que isto seria fantástico para ela se oxigenar.”
A tristeza pelo isolamento social não é um achaque só da idade. “Há pessoas muito jovens que também estão sós”, diz Adriana García, colaboradora do projeto. “Esta sociedade te empurra para a solidão. Há menos filhos, a família se dispersa, por um lado as tecnologias te conectam, mas por outro te levam a se fechar. E há jornadas de trabalho que não te deixam tempo para a amizade e a família. Racionalizar os horários seria uma grande contribuição para combater isso.”
(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/02/internacional/1517571336_119656.html
– Texto adaptado)
Analise as seguintes assertivas a respeito dos pronomes do texto:
I. Na linha, o pronome ‘as’ retoma ‘pessoas que vivem sós’.
II. O ‘a’ (2ª ocorrência) é um pronome e retoma ‘vergonha’.
III. O pronome oblíquo ‘lhe’ retoma Rosa, a amiga de Pilar.
Quais estão corretas?
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Famílias postiças contra a sigilosa epidemia da solidão
Rosa enviuvou em agosto e desde então carrega nos ombros um pesado silêncio. Só o telefonema de uma amiga todos os dias às nove da noite diminui um pouco o seu vazio. Rosa vive na Galícia, uma região chuvosa no norte da Espanha, onde impera o caráter introspectivo e estoico. Além disso, ela mora em uma aldeia, em Betanzos (província de A Coruña) que há anos não para de perder população. Esse telefonema é praticamente o único momento em que se comunica com alguém. “Conversamos durante meia hora. Não criticamos ninguém, mas comentamos coisas e a faço rir”, conta Pilar, a voz amiga de Rosa e uma das colaboradoras do projeto de iniciativa da ordem religiosa dos franciscanos na Galícia para combater a epidemia silenciosa da solidão, que se estende sem freio nos lares ocidentais.
Enquanto no Reino Unido o Governo acaba de criar uma Secretaria de Estado contra a Solidão, em Betanzos foi colocado à disposição o convento de San Francisco de Betanzos – sem vida desde que há dois anos as últimas freiras residentes cruzaram a porta – para criar uma família com pessoas “que estejam ou se sintam sozinhas”. Os participantes passariam o dia nas instalações, tomando café da manhã, almoçando e jantando, compartilhando a lavanderia e os gastos, fazendo companhia uns aos outros.
“Não se trata(I) de uma unidade de atendimento à terceira idade nem de beneficência, nem de um local social, mas de um espaço de autogestão que não se financia com subvenções e no qual queremos imitar o ambiente de uma família qualquer, com liberdade para entrar e sair sem compromisso e sem exigências de vínculo religioso”, explica o frei Enrique Roberto Lista sobre um projeto aberto a moradores de qualquer prefeitura e cujos responsáveis gostariam de estender(II) no futuro a outros edifícios eclesiásticos vazios, como as casas sacerdotais das paróquias.
Se no Brasil o número de pessoas que vivem sós duplicou entre 2005 e 2015, sobretudo entre as com mais de 60 anos, segundo o IBGE, na Espanha a situação não é melhor. Ali vivem sozinhas cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os dados apresentados pelos franciscanos.
Mais de 70% das almas que habitam esses lares sofrem de solidão, um problema que afeta igualmente mais da metade de quem tem companhia em suas casas.
O projeto começou a ser posto em prática em Betanzos com nove mulheres e, conforme explica a trabalhadora social Antía Leira, vem enfrentando dificuldades para superar “o estigma da solidão, a vergonha”. “É difícil para as pessoas que a sofrem reconhecer a situação e até mesmo identificá-la porque muitas vezes convivem com alguém”, afirma Leira. “É uma necessidade oculta: todo mundo admite o problema, e as notícias de idosos que morrem sem que ninguém fique sabendo se multiplicam, mas custa dar o passo para combatê-la.”
Uma solidão mais uma solidão é companhia, o remédio para o problema está nas pessoas que sofrem esse mal”, observa o frei Lista, criador do projeto, enquanto no refeitório deste convento do século XIV os primeiros membros passam um ao outro a cafeteira e as bandejas de biscoitos e bolos. A amiga de Pilar que se sente tão sozinha ainda não deu o passo para se integrar a essa família postiça: “É desconfiada e retraída, e isso lhe custa, mas eu digo que isto seria fantástico para ela se oxigenar.”
A tristeza pelo isolamento social não é um achaque só da idade. “Há pessoas muito jovens que também estão sós”, diz Adriana García, colaboradora do projeto. “Esta sociedade te empurra para a solidão. Há menos filhos, a família se dispersa, por um lado as tecnologias te conectam, mas por outro te levam a se fechar. E há jornadas de trabalho que não te deixam tempo para a amizade e a família. Racionalizar os horários seria uma grande contribuição para combater(III) isso.”
(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/02/internacional/1517571336_119656.html
– Texto adaptado)
Analise as seguintes propostas de alteração de expressões do texto:
I. ‘trata’ por ‘refere’.
II. ‘estender’ por ‘expandir’.
III. ‘combater’ por ‘lutar’.
Quais NÃO causam incorreção à sintaxe do período em que estão inseridas?
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