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Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
O emprego do travessão no trecho “O levantamento não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros”, retirado do texto, justifica-se por:
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Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
À luz das regras que regem o uso do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 22, 25 e 31.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando as relações sintáticas e semânticas estabelecidas nos trechos abaixo, retirados do texto, analise as assertivas a seguir:
I. Em “Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um relacionamento” (l. 08–09), “que” classifica-se como conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
II. Em “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um indivíduo são significativamente menores” (l. 10–12), a conjunção “se” introduz uma oração subordinada adverbial condicional.
III. Em “embora pessoas em qualquer relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros” (l. 20–21), a conjunção “embora” introduz uma oração subordinada adverbial concessiva.
Quais estão corretas?
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Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os processos de formação às respectivas palavras retiradas do texto.
Coluna 1
1.Derivação imprópria.
2. Composição por justaposição.
3. Derivação sufixal.
Coluna 2
( ) Bem-estar.
( ) Solteiros.
( ) Isolamento.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- FonologiaEncontros Consonantais: Dígrafos
- FonologiaEncontros Vocálicos: Ditongo, Tritongo, Hiato
- FonologiaFonemas e Letras
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Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
A respeito dos aspectos fonéticos e fonológicos das palavras a seguir, retiradas do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
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sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base nas regras ortográficas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e considerando a grafia das palavras retiradas do texto, assinale a alternativa correta.
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sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas abaixo acerca das relações de sentido entre as palavras retiradas do texto e as possíveis substituições lexicais no contexto em que ocorrem e assinale a alternativa correta.
I. A palavra “afetivas” (l. 32) tem como parônimo o vocábulo “efetivas”.
II. A substituição de “encerrar” (l. 36) por “finalizar” preserva o sentido original do enunciado.
III. Um antônimo adequado para o vocábulo “robustas” (l. 43) é “sólidas”. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
No texto apresentado, a coesão textual é construída principalmente por meio de:
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Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando as características de gênero e tipo textual presentes no texto, assinale a alternativa correta.
Provas
Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base na leitura do texto, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A ideia central do texto é demonstrar que a qualidade de um relacionamento amoroso exerce influência mais significativa sobre o bem-estar emocional do que a simples condição de estar ou não em um relacionamento.
( ) A apresentação de dados e resultados da pesquisa constitui um recurso utilizado para conferir credibilidade às conclusões apresentadas ao longo do texto.
( ) A leitura do texto permite inferir que a redução da solidão, por si só, não garante níveis mais elevados de bem-estar emocional.
( ) Ao mencionar as limitações da pesquisa, o autor enfraquece a confiabilidade dos resultados apresentados, levando à conclusão de que o estudo não tem validade científica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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