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Foram encontradas 80 questões.

1934585 Ano: 2020
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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Considere o valor-lógico das proposições simples:

  • Quatro é múltiplo de três.
  • Seis é múltiplo de três.

Então, a alternativa que representa uma fórmula proposicional composta FALSA é:

 

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1934581 Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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A Revista Veja publicou, em 26 de junho de 2020, uma matéria sobre o drama dos índios em meio ao surto de Corona vírus. Leia abaixo alguns trechos da reportagem:

“Indígenas que moram em cidades, aldeias ou isolados estão vulneráveis à Covid-19 e há o risco de sumiço de algumas culturas dos povos originários.

(...)

A taxa de mortalidade pela Covid-19 entre indígenas é 150% mais alta do que a média brasileira.

(...)

Assim como no restante da população, os mais vulneráveis são os idosos. Nas aldeias, os anciões têm papel fundamental. “Os detentores da sabedoria milenar são os velhos, os pajés e os caciques”, diz o superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável.”

Segundo o Censo do IBGE 2010, o número existente de índios no Brasil corresponde, aproximadamente, a:

 

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1934522 Ano: 2020
Disciplina: Matemática
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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A empresa que venceu a licitação para a construção da barragem de abastecimento de água do município usou 9 caminhões basculantes em turnos de trabalho de 10 horas diárias para transportar 184 toneladas de terra. Qual a quantidade mínima de caminhões, de mesma capacidade, será necessária para transportar 280 toneladas de terra em turnos diários de 8 horas?

 

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1934346 Ano: 2020
Disciplina: Matemática
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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No primeiro semestre de 2019, os agentes de trânsito do município registraram 392 notificações de estacionamento em local proibido. Se, no segundo semestre desse mesmo ano, ocorreu uma diminuição de 25% desse tipo de notificação, quantas notificações foram registradas?

 

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1934325 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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Quando o mundo de fora passa a existir dentro de nós

Quero falar de sentimentos contraditórios, até porque talvez todos os sentimentos tragam em si lados opositores. Particularmente, nunca fui uma pessoa cem por cento caseira, ou obsecada em passar o tempo fora do lar. Sempre precisei de um certo equilíbrio entre ficar no meu cantinho e explorar o mundo exterior. Contraditório? Provavelmente. E, nestes tempos de voltar para o casulo em período integral, o que mais tenho feito – além de aspirar e esfregar cantos até então desconhecidos da minha casa –, tenho refletido bastante. Lembrei-me de uma ocasião em que, por um motivo de doença, tive de ficar em casa por dez dias, sem sair mesmo.Fui acometida por uma crise de labirintite, causada por uma bactéria do mar que se alojou no meu ouvido direito. Ficar quieta, naquela situação, não era uma escolha, era uma imposição do meu corpo que havia perdido o eixo de equilíbrio. Ficar em pé, ou mesmo mover a cabeça, eram um enorme desafio, posto que qualquer movimento me dava a sensação de estar em um barquinho numa tempestade em alto-mar. Vendo-me sem escolha, aquietei-me. Nada de ler, ou desenhar, ou pintar, ou bordar, ou fazer crochê. Tive de me contentar em ouvir música ou notícias pelo rádio; aprendi a relembrar histórias reais ou fictícias e conjurar filmes inteiros em minha imaginação; aprendi a meditar; fazia listas mentais de palavras em ordem alfabética; redecorava cômodos dentro da minha cabeça.

Aprendi com uma experiência bastante didática, a partir da qual compreendi o quanto somos vulneráveis e temos pouco controle sobre o que pode entrar em nossos corpos, sem nenhum tipo de convite. Bem, passados os dez dias, tenho viva na memória a sensação impactante que foi sair de casa pela primeira vez. Tudo parecia muito diferente, como se eu tivesse dormido por anos. Achei o mundo lá fora excessivamente ruidoso, iluminado e agressivo. Lembro-me de ter sentido até um desconforto físico, uma mistura de falta de ar com taquicardia. Precisei de tempo para me readaptar ao ritmo externo, depois de tanto tempo voltada para dentro de mim.Enquanto eu funcionava em câmera lenta, o mundo parecia acelerado por demais. Aos poucos,no entanto, o estranhamento foi passando. O mundo não se alterou por minha causa, mas eu tive de reaprender a me encaixar no seu ritmo.

Hoje, penso no quanto as nossas experiências pré-gressas são valiosos instrumentos de validação da nossa passagem por este mundo. Penso no quanto as memórias de momentos vividos são importantes para evocar a presença de pessoas queridas. Reflito sobre a importância dos espaços e dos tempos experiencia dos ou negligenciados na correria dos dias, congelados naquele tempo em que nunca havíamos ouvido falar de Covid-19. Hoje, além de querer falar de sentimentos contraditórios, quero também lhe contar que tenho visto, aqui da minha janela – real e virtual –, que o mundo está se transformando lá fora enquanto nos recolhemos. Quero lhe falar que tenho visto gente prestar sua ajuda a pessoas estranhas, distantes, desconhecidas.Também tenho visto gente que, endurecida em suas crenças cristalizadas, recusa-se a ver que o mundo exige de nós uma mudança de paradigmas. O planeta, saturado de nós, está nos dando a oportunidade de ressignificarmos nossa relação com o outro, com o espaço que ocupamos, com o que é essencial, com a nossa missão no mundo, com a nossa vulnerabilidade, com o dinheiro-papel (a popular grana), com o tempo, com a vida e o fim dela.

O mundo não será mais o mesmo depois dessa pandemia. Nós também não seremos mais os mesmos. E eu torço para que, quando tudo tiver passado, possamos dizer: “eu fiz a minha parte, entendi que é preciso que me recolha, que eu lute pela vida dos meus irmãos aqui na terra. Eu compreendi que, se cada um renunciar que em excesso, não há deter nenhum de nós sentindo fome, frio ou medo”. Em minha imaginação e em meu peito, eu conjuro uma humanidade que aprendeu – ainda que tenha sido de modo forçado – que não existe o outro. Somos todos um único organismo vivo. Quando um de nós perece, seja por falta de recursos materiais ou por irresponsabilidade, um pedacinho de nós desaparece junto com ele.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-o-mundo-de-fora-passa-a-existir-dentro-de-nos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Quanto à grafia de palavras situadas no texto, avalie as seguintes afirmações:

I. “obsecada” está grafada incorretamente, pois a grafia correta é “obcecada”.

II. “labirintite” está grafada corretamente.

III. “pré-gressas” está grafada corretamente.

IV. “ressignificarmos” está grafada incorretamente, pois a grafia correta é “resignificarmos”.

Quais estão corretas?

 

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1934265 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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O consumismo nunca foi tão cafona

Um micro-organismo colocou por terra, em algumas semanas, uma sequência genética capitalista, forjada em anos de lavagem cerebral. Você precisa disso! Não dá pra viver sem aquilo! Compre! Compre mais! O livro se conhece pela capa! A veste faz o monge! Eu mesma – devo reconhecer e confessar – sou bastante consumista. Já fui mais, é verdade. Houve uma época na qual comprar era mesmo uma compulsão.

Certa vez, saí de casa para trabalhar, num mês de março qualquer. Fazia quase 30 graus logo cedo. Vesti uma calça leve, calcei sandálias e uma bluzinha de seda. Na hora do almoço, o tempo virou bruscamente. Então, pensei: “Já que vou sair pra almoçar, passo no shopping e compro um casaquinho!”. A ideia em si não era ruim, nem absurda, posto que realmente estava frio. Naquele dia, eu tinha curso à noite e só voltaria pra casa depois das dez da noite. Acontece que, em vez de comprar um inocente casaquinho, voltei do almoço com três botas novas, dois pares de meia e quatro casacos. Detalhe: em vez de almoçar, engoli dois pães de queijo com um café duplo.

Eu precisava de tudo o que comprei? Claro que não! Comprei porque estava na liquidação? Também não! As vitrines estavam começando a ser abastecidas com a nova coleção outono/inverno. Usei tudo o que comprei? Pior que não! Uma das botas que comprei machucava o dedinho. Um dos casacos pinicava e o outro tinha uma gola irritante que apertava o pescoço. Eu tinha dinheiro sobrando, então? Não! Paguei tudo no cartão de crédito, cuja fatura já beirava a estratosfera. comprei tanta coisa, então? era economicamente burra! Minha mente funcionava no seguinte modo: eu me ferro tanto nesse trabalho, sofro tanto pra ganhar esse salário que mereço ter tudo que eu quiser! Eu mereço! Eu mereço! Eu mereço! Mereço o quê? Gastar meu dinheirinho suado com pilhas e mais pilhas de coisas inúteis? Encher o mundo de lixo? Abarrotar meus armários e gavetas com roupas, sapatos, bolsas e acessórios e não usar nem a metade? Servir de escrava da engrenagem do mundo neoliberal que repete sem parar o mantra: compre, compre, compre?

Bem, o fato verdadeiro é que o tal trabalho que me garantia dinheiro pra essa esbórnia consumista acabou por me adoecer. Pedi demissão e minha renda caiu pela metade. Fazendo faxina nos armários, um dia eu contei 117 pares de sapato! Não, eu não me orgulho disso! Na verdade, eu morro de vergonha. Fiquei com 15 pares, o que ainda é bastante, e doei o restante pra ser vendido num bazar assistencial. A partir daí, comecei a me curar. Adotei a prática de que, pra entrar algo novo, tem de sair algo velho. Então, quando vejo que não há nada em minhas posses que eu queira descartar, não compro. Simples assim! Comecei a ser capaz de me perguntar: “eu preciso mesmo disso?”. E mais importante: aprendi a responder honestamente a esta pergunta. E, finalmente, depois de muita terapia, aprendi a reconhecer quando o impulso da compra é apenas uma estratégia estúpida para tampar um buraco emocional.

Da próxima vez que você estiver sendo abduzido(a) pelo site de compra da grife, da promoção irrecusável, da negociação a qualquer custo que sempre vai caber no seu bolso, desculpe-me, de coração mesmo, mas procure usar esse dinheiro pra ajudar quem não tem nada, quem passa fome, quem mora em zonas vulneráveis onde falta água, luz, esgoto... Falta tudo. Compre aí uma carga de papel higiênico, álcool gel, máscara e doe, né? Não vai depositar tudo aí na sua casa, certo? Compre uns respiradores e mande entregar em hospitais carentes de tudo. Deixe de ser cafona! A moda agora é ser minimalista, não produzir lixo, não jogar comida fora, respeitar a natureza, deixar a pele, as unhas e os cabelos respirarem. Até porque, caso você adoeça, não vai ser esse monte de tralha chique acumulada aí na sua casa que vai lhe salvar! Pense nisso! Porque pensar também voltou a ser chique!

(Disponível em https://www.contioutra.com/o-consumismo-nunca-foi-tao-cafona - texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “dedinho” é decorrente do processo de formação de palavras denominado derivação:

 

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1934218 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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Quando o mundo de fora passa a existir dentro de nós

Quero falar de sentimentos contraditórios, até porque talvez todos os sentimentos tragam em si lados opositores. Particularmente, nunca fui uma pessoa cem por cento caseira, ou obsecada em passar o tempo fora do lar. Sempre precisei de um certo equilíbrio entre ficar no meu cantinho e explorar o mundo exterior. Contraditório? Provavelmente. E, nestes tempos de voltar para o casulo em período integral, o que mais tenho feito – além de aspirar e esfregar cantos até então desconhecidos da minha casa –, tenho refletido bastante. Lembrei-me de uma ocasião em que, por um motivo de doença, tive de ficar em casa por dez dias, sem sair mesmo.Fui acometida por uma crise de labirintite, causada por uma bactéria do mar que se alojou no meu ouvido direito. Ficar quieta, naquela situação, não era uma escolha, era uma imposição do meu corpo que havia perdido o eixo de equilíbrio. Ficar em pé, ou mesmo mover a cabeça, eram um enorme desafio, posto que qualquer movimento me dava a sensação de estar em um barquinho numa tempestade em alto-mar. Vendo-me sem escolha, aquietei-me. Nada de ler, ou desenhar, ou pintar, ou bordar, ou fazer crochê. Tive de me contentar em ouvir música ou notícias pelo rádio; aprendi a relembrar histórias reais ou fictícias e conjurar filmes inteiros em minha imaginação; aprendi a meditar; fazia listas mentais de palavras em ordem alfabética; redecorava cômodos dentro da minha cabeça.

Aprendi com uma experiência bastante didática, a partir da qual compreendi o quanto somos vulneráveis e temos pouco controle sobre o que pode entrar em nossos corpos, sem nenhum tipo de convite. Bem, passados os dez dias, tenho viva na memória a sensação impactante que foi sair de casa pela primeira vez. Tudo parecia muito diferente, como se eu tivesse dormido por anos. Achei o mundo lá fora excessivamente ruidoso, iluminado e agressivo. Lembro-me de ter sentido até um desconforto físico, uma mistura de falta de ar com taquicardia. Precisei de tempo para me readaptar ao ritmo externo, depois de tanto tempo voltada para dentro de mim.Enquanto eu funcionava em câmera lenta, o mundo parecia acelerado por demais. Aos poucos,no entanto, o estranhamento foi passando. O mundo não se alterou por minha causa, mas eu tive de reaprender a me encaixar no seu ritmo.

Hoje, penso no quanto as nossas experiências pré-gressas são valiosos instrumentos de validação da nossa passagem por este mundo. Penso no quanto as memórias de momentos vividos são importantes para evocar a presença de pessoas queridas. Reflito sobre a importância dos espaços e dos tempos experiencia dos ou negligenciados na correria dos dias, congelados naquele tempo em que nunca havíamos ouvido falar de Covid-19. Hoje, além de querer falar de sentimentos contraditórios, quero também lhe contar que tenho visto, aqui da minha janela – real e virtual –, que o mundo está se transformando lá fora enquanto nos recolhemos. Quero lhe falar que tenho visto gente prestar sua ajuda a pessoas estranhas, distantes, desconhecidas.Também tenho visto gente que, endurecida em suas crenças cristalizadas, recusa-se a ver que o mundo exige de nós uma mudança de paradigmas. O planeta, saturado de nós, está nos dando a oportunidade de ressignificarmos nossa relação com o outro, com o espaço que ocupamos, com o que é essencial, com a nossa missão no mundo, com a nossa vulnerabilidade, com o dinheiro-papel (a popular grana), com o tempo, com a vida e o fim dela.

O mundo não será mais o mesmo depois dessa pandemia. Nós também não seremos mais os mesmos. E eu torço para que, quando tudo tiver passado, possamos dizer: “eu fiz a minha parte, entendi que é preciso que me recolha, que eu lute pela vida dos meus irmãos aqui na terra. Eu compreendi que, se cada um renunciar que em excesso, não há deter nenhum de nós sentindo fome, frio ou medo”. Em minha imaginação e em meu peito, eu conjuro uma humanidade que aprendeu – ainda que tenha sido de modo forçado – que não existe o outro. Somos todos um único organismo vivo. Quando um de nós perece, seja por falta de recursos materiais ou por irresponsabilidade, um pedacinho de nós desaparece junto com ele.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-o-mundo-de-fora-passa-a-existir-dentro-de-nos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Por quantos fonemas é constituída a palavra “excessivamente”?

 

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1934083 Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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Conforme notícia divulgada no Gauchazh, em 05/02/2020, após a aprovação do novo código ambiental do Rio Grande do Sul, no final de 2019, o governo do Estado projeta que as primeiras atividades com autolicenciamento — tecnicamente chamado de Licença por Adesão e Compromisso (LAC) — devem sair até a metade deste ano. A previsão foi feita pelo atual Secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul:

 

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1933460 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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Quando o mundo de fora passa a existir dentro de nós

Quero falar de sentimentos contraditórios, até porque talvez todos os sentimentos tragam em si lados opositores. Particularmente, nunca fui uma pessoa cem por cento caseira, ou obsecada em passar o tempo fora do lar. Sempre precisei de um certo equilíbrio entre ficar no meu cantinho e explorar o mundo exterior. Contraditório? Provavelmente. E, nestes tempos de voltar para o casulo em período integral, o que mais tenho feito – além de aspirar e esfregar cantos até então desconhecidos da minha casa –, tenho refletido bastante. Lembrei-me de uma ocasião em que, por um motivo de doença, tive de ficar em casa por dez dias, sem sair mesmo.Fui acometida por uma crise de labirintite, causada por uma bactéria do mar que se alojou no meu ouvido direito. Ficar quieta, naquela situação, não era uma escolha, era uma imposição do meu corpo que havia perdido o eixo de equilíbrio. Ficar em pé, ou mesmo mover a cabeça, eram um enorme desafio, posto que qualquer movimento me dava a sensação de estar em um barquinho numa tempestade em alto-mar. Vendo-me sem escolha, aquietei-me. Nada de ler, ou desenhar, ou pintar, ou bordar, ou fazer crochê. Tive de me contentar em ouvir música ou notícias pelo rádio; aprendi a relembrar histórias reais ou fictícias e conjurar filmes inteiros em minha imaginação; aprendi a meditar; fazia listas mentais de palavras em ordem alfabética; redecorava cômodos dentro da minha cabeça.

Aprendi com uma experiência bastante didática, a partir da qual compreendi o quanto somos vulneráveis e temos pouco controle sobre o que pode entrar em nossos corpos, sem nenhum tipo de convite. Bem, passados os dez dias, tenho viva na memória a sensação impactante que foi sair de casa pela primeira vez. Tudo parecia muito diferente, como se eu tivesse dormido por anos. Achei o mundo lá fora excessivamente ruidoso, iluminado e agressivo. Lembro-me de ter sentido até um desconforto físico, uma mistura de falta de ar com taquicardia. Precisei de tempo para me readaptar ao ritmo externo, depois de tanto tempo voltada para dentro de mim.Enquanto eu funcionava em câmera lenta, o mundo parecia acelerado por demais. Aos poucos,no entanto, o estranhamento foi passando. O mundo não se alterou por minha causa, mas eu tive de reaprender a me encaixar no seu ritmo.

Hoje, penso no quanto as nossas experiências pré-gressas são valiosos instrumentos de validação da nossa passagem por este mundo. Penso no quanto as memórias de momentos vividos são importantes para evocar a presença de pessoas queridas. Reflito sobre a importância dos espaços e dos tempos experiencia dos ou negligenciados na correria dos dias, congelados naquele tempo em que nunca havíamos ouvido falar de Covid-19. Hoje, além de querer falar de sentimentos contraditórios, quero também lhe contar que tenho visto, aqui da minha janela – real e virtual –, que o mundo está se transformando lá fora enquanto nos recolhemos. Quero lhe falar que tenho visto gente prestar sua ajuda a pessoas estranhas, distantes, desconhecidas.Também tenho visto gente que, endurecida em suas crenças cristalizadas, recusa-se a ver que o mundo exige de nós uma mudança de paradigmas. O planeta, saturado de nós, está nos dando a oportunidade de ressignificarmos nossa relação com o outro, com o espaço que ocupamos, com o que é essencial, com a nossa missão no mundo, com a nossa vulnerabilidade, com o dinheiro-papel (a popular grana), com o tempo, com a vida e o fim dela.

O mundo não será mais o mesmo depois dessa pandemia. Nós também não seremos mais os mesmos. E eu torço para que, quando tudo tiver passado, possamos dizer: “eu fiz a minha parte, entendi que é preciso que me recolha, que eu lute pela vida dos meus irmãos aqui na terra. Eu compreendi que, se cada um renunciar que em excesso, não há deter nenhum de nós sentindo fome, frio ou medo”. Em minha imaginação e em meu peito, eu conjuro uma humanidade que aprendeu – ainda que tenha sido de modo forçado – que não existe o outro. Somos todos um único organismo vivo. Quando um de nós perece, seja por falta de recursos materiais ou por irresponsabilidade, um pedacinho de nós desaparece junto com ele.

(Disponível em: https://www.contioutra.com/quando-o-mundo-de-fora-passa-a-existir-dentro-de-nos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

As lacunas situadas no no fim do texto são preenchidas, correta e respectivamente, com:

 

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1933241 Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Frederico Westphalen-RS
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A Prefeitura Municipal publicou em seu site, no dia 18 de junho de 2020, a seguinte notícia: “A obra de construção do Trevo do Serrano, no KM 35 da BR-386, em Frederico Westphalen, segue em ritmo acelerado. Os trabalhos são realizados pela Prefeitura de Frederico Westphalen em parceria com o .”

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima, sabendo que se refere ao órgão que desempenha as funções relativas à construção, manutenção e operação da infraestrutura dos segmentos do Sistema Federal de Viação sob administração direta da União, nos modais rodoviário, ferroviário e aquaviário.

 

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