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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


O futuro da cultura na era dos computadores


O professor e especialista em política cultural Teixeira Coelho discute o que pode acontecer com cultura e a arte em um mundo polarizado e dominado pelas novas tecnologias

01 Revista: Com a globalização, imaginamos um mundo em que as culturas regionais

02 seriam soterradas por manifestações de potências como os EUA. No entanto, parece

03 haver um leve renascimento e uma diversificação da identidade cultural. As redes

04 sociais diluíram um pouco dessa influência massificadora?

05 TC: Eu chamo essas redes de antissociais, porque elas promovem a divisão, o ódio e a situação

06 do 50-50, dois grupos que se opõem frontalmente. Temos como exemplos o Brexit, os Estados

07 Unidos e o Brasil.

08 Não sei se houve uma diluição da influência da indústria cultural. Se pesquisarmos serviços de

09 streaming de vídeo, podemos encontrar uma série finlandesa, sueca ou até brasileira, mas a

10 média dos produtos é bastante codificada. Sim, é possível ter uma brecha para manifestações

11 diferentes. Isso aconteceu, por exemplo, com a E. L. James, que escreveu 50 Tons de Cinza. Ela

12 pulou as barreiras da editora, da distribuição, da livraria e da crítica e entrou no mercado. O que

13 nós ganhamos com seus livros eu não sei, mas ela ganhou muito. Não discuto que essas brechas

14 podem vir a ser usadas de maneira criativa, mas não é o que acontece no momento.

15 Todo mundo ficou muito entusiasmado com a internet pela possibilidade de transgredir as

16 barreiras e a censura dos estados, só que isso não aconteceu. s vezes, não temos uma censura

17 política ou religiosa, mas batemos de frente com uma barreira econômica. Ainda estamos na

18 infância desse instrumento novo e sem uma noção clara de para onde vamos. Hoje é possível

19 fazer o seu filme e colocar no YouTube. É fácil. Só não sei se o saldo da iniciativa aponta para a

20 diversificação das manifestações artísticas. A globalização não conseguiu pasteurizar tudo, mas

21 também não temos a liberdade que pensamos que teríamos no início.

22 Revista: A obra de arte vai sobreviver ___ novidades tecnológicas, vai continuar

23 contundente e questionadora ou pode se tornar mais massificada e inócua?

24 TC: A questão é saber se a arte que conhecemos na modernidade da civilização ocidental, crítica

25 e questionadora, vai continuar a existir. O questionamento está sendo cerceado. Um desafio para

26 a arte, por exemplo, é o politicamente correto. Não só a censura exterior continua existindo,

27 mas há também a censura interior do artista. Aquela arte que veio ___ tona no final do século

28 XIX estava livre do Estado, da igreja, dos partidos políticos e do comprador burguês. O pintor

29 Monet, por exemplo, passou a fazer o que queria. Se alguém comprava uma obra dele, ótimo,

30 se não, tudo bem. Ele tinha condições de fazer isso, claro, mas esse tipo de arte, que tem a

31 função de fazer as pessoas pensarem, corre perigo de desaparecer.

32 Os exemplos do que é chamado de arte tecnológica hoje não vão muito além de um passatempo

33 intelectual desenraizado. Os instrumentos tecnológicos atuais não impedem que a arte continue

34 a existir. Mas os primórdios dessa arte digital ou computacional não possuem resultados nem

35 próximos de algo como um Picasso, um Monet, ou a arte dos Estados Unidos dos anos 1960, que

36 era extremamente questionadora.

37 Revista: A maneira como tomamos decisões é cultural. Escolhemos uma coisa porque

38 aprendemos que é melhor ou mais ética do que outra. Uma máquina que toma decisões

39 a partir de conceitos éticos "universais" será capaz de mudar nossa expressão

40 cultural?

41 TC: A maneira como tomamos decisões é realmente uma questão cultural, de hábito. Não

42 existem conceitos universais. E o livre arbítrio do ser humano é ilusão. Hoje, estão oferecendo

43 empregos para quem conseguir "injetar" ética em um algoritmo. O grande problema dessa

44 cultura computacional é que não existe como injetar uma ética de escolha em um algoritmo

45 simplesmente porque a humanidade não é capaz de identificar ou de concordar quanto a seus

46 valores. Não podemos esperar que a cultura computacional resolva um problema que não

47 conseguimos equacionar no nosso dia ___ dia.

48 A maneira como tomamos decisões pode mudar de acordo com nossas origens e com nossa

49 etnia, por exemplo, e uma máquina de inteligência artificial poderá modificar isso. Só que não é

50 algo que vá acontecer rapidamente. Se o mundo tiver tempo para que o processo siga seu curso,

51 e não sei se temos esse tempo pela frente, é possível que haja uma homogeneização. Neste

52 momento, porém, estamos elogiando a diversidade, que significa valores diferentes, conflitos e

53 discórdia. A pergunta é: queremos culturas homogêneas?

(Revista Época – 18/11/2019 - www.revistaepoca.com.br – adaptação.)

Na linha 46, a oração destacada exerce qual função sintática em relação à oração principal?

 

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O futuro da cultura na era dos computadores


O professor e especialista em política cultural Teixeira Coelho discute o que pode acontecer com cultura e a arte em um mundo polarizado e dominado pelas novas tecnologias

01 Revista: Com a globalização, imaginamos um mundo em que as culturas regionais

02 seriam soterradas por manifestações de potências como os EUA. No entanto, parece

03 haver um leve renascimento e uma diversificação da identidade cultural. As redes

04 sociais diluíram um pouco dessa influência massificadora?

05 TC: Eu chamo essas redes de antissociais, porque elas promovem a divisão, o ódio e a situação

06 do 50-50, dois grupos que se opõem frontalmente. Temos como exemplos o Brexit, os Estados

07 Unidos e o Brasil.

08 Não sei se houve uma diluição da influência da indústria cultural. Se pesquisarmos serviços de

09 streaming de vídeo, podemos encontrar uma série finlandesa, sueca ou até brasileira, mas a

10 média dos produtos é bastante codificada. Sim, é possível ter uma brecha para manifestações

11 diferentes. Isso aconteceu, por exemplo, com a E. L. James, que escreveu 50 Tons de Cinza. Ela

12 pulou as barreiras da editora, da distribuição, da livraria e da crítica e entrou no mercado. O que

13 nós ganhamos com seus livros eu não sei, mas ela ganhou muito. Não discuto que essas brechas

14 podem vir a ser usadas de maneira criativa, mas não é o que acontece no momento.

15 Todo mundo ficou muito entusiasmado com a internet pela possibilidade de transgredir as

16 barreiras e a censura dos estados, só que isso não aconteceu. s vezes, não temos uma censura

17 política ou religiosa, mas batemos de frente com uma barreira econômica. Ainda estamos na

18 infância desse instrumento novo e sem uma noção clara de para onde vamos. Hoje é possível

19 fazer o seu filme e colocar no YouTube. É fácil. Só não sei se o saldo da iniciativa aponta para a

20 diversificação das manifestações artísticas. A globalização não conseguiu pasteurizar tudo, mas

21 também não temos a liberdade que pensamos que teríamos no início.

22 Revista: A obra de arte vai sobreviver ___ novidades tecnológicas, vai continuar

23 contundente e questionadora ou pode se tornar mais massificada e inócua?

24 TC: A questão é saber se a arte que conhecemos na modernidade da civilização ocidental, crítica

25 e questionadora, vai continuar a existir. O questionamento está sendo cerceado. Um desafio para

26 a arte, por exemplo, é o politicamente correto. Não só a censura exterior continua existindo,

27 mas há também a censura interior do artista. Aquela arte que veio ___ tona no final do século

28 XIX estava livre do Estado, da igreja, dos partidos políticos e do comprador burguês. O pintor

29 Monet, por exemplo, passou a fazer o que queria. Se alguém comprava uma obra dele, ótimo,

30 se não, tudo bem. Ele tinha condições de fazer isso, claro, mas esse tipo de arte, que tem a

31 função de fazer as pessoas pensarem, corre perigo de desaparecer.

32 Os exemplos do que é chamado de arte tecnológica hoje não vão muito além de um passatempo

33 intelectual desenraizado. Os instrumentos tecnológicos atuais não impedem que a arte continue

34 a existir. Mas os primórdios dessa arte digital ou computacional não possuem resultados nem

35 próximos de algo como um Picasso, um Monet, ou a arte dos Estados Unidos dos anos 1960, que

36 era extremamente questionadora.

37 Revista: A maneira como tomamos decisões é cultural. Escolhemos uma coisa porque

38 aprendemos que é melhor ou mais ética do que outra. Uma máquina que toma decisões

39 a partir de conceitos éticos "universais" será capaz de mudar nossa expressão

40 cultural?

41 TC: A maneira como tomamos decisões é realmente uma questão cultural, de hábito. Não

42 existem conceitos universais. E o livre arbítrio do ser humano é ilusão. Hoje, estão oferecendo

43 empregos para quem conseguir "injetar" ética em um algoritmo. O grande problema dessa

44 cultura computacional é que não existe como injetar uma ética de escolha em um algoritmo

45 simplesmente porque a humanidade não é capaz de identificar ou de concordar quanto a seus

46 valores. Não podemos esperar que a cultura computacional resolva um problema que não

47 conseguimos equacionar no nosso dia ___ dia.

48 A maneira como tomamos decisões pode mudar de acordo com nossas origens e com nossa

49 etnia, por exemplo, e uma máquina de inteligência artificial poderá modificar isso. Só que não é

50 algo que vá acontecer rapidamente. Se o mundo tiver tempo para que o processo siga seu curso,

51 e não sei se temos esse tempo pela frente, é possível que haja uma homogeneização. Neste

52 momento, porém, estamos elogiando a diversidade, que significa valores diferentes, conflitos e

53 discórdia. A pergunta é: queremos culturas homogêneas?

(Revista Época – 18/11/2019 - www.revistaepoca.com.br – adaptação.)

Na linha 23, temos o emprego da palavra “inócua”. Assinale a alternativa que apresenta vocábulo que poderia substituí-la sem prejuízo do sentido original do texto.

 

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O futuro da cultura na era dos computadores


O professor e especialista em política cultural Teixeira Coelho discute o que pode acontecer com cultura e a arte em um mundo polarizado e dominado pelas novas tecnologias

01 Revista: Com a globalização, imaginamos um mundo em que as culturas regionais

02 seriam soterradas por manifestações de potências como os EUA. No entanto, parece

03 haver um leve renascimento e uma diversificação da identidade cultural. As redes

04 sociais diluíram um pouco dessa influência massificadora?

05 TC: Eu chamo essas redes de antissociais, porque elas promovem a divisão, o ódio e a situação

06 do 50-50, dois grupos que se opõem frontalmente. Temos como exemplos o Brexit, os Estados

07 Unidos e o Brasil.

08 Não sei se houve uma diluição da influência da indústria cultural. Se pesquisarmos serviços de

09 streaming de vídeo, podemos encontrar uma série finlandesa, sueca ou até brasileira, mas a

10 média dos produtos é bastante codificada. Sim, é possível ter uma brecha para manifestações

11 diferentes. Isso aconteceu, por exemplo, com a E. L. James, que escreveu 50 Tons de Cinza. Ela

12 pulou as barreiras da editora, da distribuição, da livraria e da crítica e entrou no mercado. O que

13 nós ganhamos com seus livros eu não sei, mas ela ganhou muito. Não discuto que essas brechas

14 podem vir a ser usadas de maneira criativa, mas não é o que acontece no momento.

15 Todo mundo ficou muito entusiasmado com a internet pela possibilidade de transgredir as

16 barreiras e a censura dos estados, só que isso não aconteceu. s vezes, não temos uma censura

17 política ou religiosa, mas batemos de frente com uma barreira econômica. Ainda estamos na

18 infância desse instrumento novo e sem uma noção clara de para onde vamos. Hoje é possível

19 fazer o seu filme e colocar no YouTube. É fácil. Só não sei se o saldo da iniciativa aponta para a

20 diversificação das manifestações artísticas. A globalização não conseguiu pasteurizar tudo, mas

21 também não temos a liberdade que pensamos que teríamos no início.

22 Revista: A obra de arte vai sobreviver ___ novidades tecnológicas, vai continuar

23 contundente e questionadora ou pode se tornar mais massificada e inócua?

24 TC: A questão é saber se a arte que conhecemos na modernidade da civilização ocidental, crítica

25 e questionadora, vai continuar a existir. O questionamento está sendo cerceado. Um desafio para

26 a arte, por exemplo, é o politicamente correto. Não só a censura exterior continua existindo,

27 mas há também a censura interior do artista. Aquela arte que veio ___ tona no final do século

28 XIX estava livre do Estado, da igreja, dos partidos políticos e do comprador burguês. O pintor

29 Monet, por exemplo, passou a fazer o que queria. Se alguém comprava uma obra dele, ótimo,

30 se não, tudo bem. Ele tinha condições de fazer isso, claro, mas esse tipo de arte, que tem a

31 função de fazer as pessoas pensarem, corre perigo de desaparecer.

32 Os exemplos do que é chamado de arte tecnológica hoje não vão muito além de um passatempo

33 intelectual desenraizado. Os instrumentos tecnológicos atuais não impedem que a arte continue

34 a existir. Mas os primórdios dessa arte digital ou computacional não possuem resultados nem

35 próximos de algo como um Picasso, um Monet, ou a arte dos Estados Unidos dos anos 1960, que

36 era extremamente questionadora.

37 Revista: A maneira como tomamos decisões é cultural. Escolhemos uma coisa porque

38 aprendemos que é melhor ou mais ética do que outra. Uma máquina que toma decisões

39 a partir de conceitos éticos "universais" será capaz de mudar nossa expressão

40 cultural?

41 TC: A maneira como tomamos decisões é realmente uma questão cultural, de hábito. Não

42 existem conceitos universais. E o livre arbítrio do ser humano é ilusão. Hoje, estão oferecendo

43 empregos para quem conseguir "injetar" ética em um algoritmo. O grande problema dessa

44 cultura computacional é que não existe como injetar uma ética de escolha em um algoritmo

45 simplesmente porque a humanidade não é capaz de identificar ou de concordar quanto a seus

46 valores. Não podemos esperar que a cultura computacional resolva um problema que não

47 conseguimos equacionar no nosso dia ___ dia.

48 A maneira como tomamos decisões pode mudar de acordo com nossas origens e com nossa

49 etnia, por exemplo, e uma máquina de inteligência artificial poderá modificar isso. Só que não é

50 algo que vá acontecer rapidamente. Se o mundo tiver tempo para que o processo siga seu curso,

51 e não sei se temos esse tempo pela frente, é possível que haja uma homogeneização. Neste

52 momento, porém, estamos elogiando a diversidade, que significa valores diferentes, conflitos e

53 discórdia. A pergunta é: queremos culturas homogêneas?

(Revista Época – 18/11/2019 - www.revistaepoca.com.br – adaptação.)

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 22, 27 e 47.

 

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O futuro da cultura na era dos computadores


O professor e especialista em política cultural Teixeira Coelho discute o que pode acontecer com cultura e a arte em um mundo polarizado e dominado pelas novas tecnologias

01 Revista: Com a globalização, imaginamos um mundo em que as culturas regionais

02 seriam soterradas por manifestações de potências como os EUA. No entanto, parece

03 haver um leve renascimento e uma diversificação da identidade cultural. As redes

04 sociais diluíram um pouco dessa influência massificadora?

05 TC: Eu chamo essas redes de antissociais, porque elas promovem a divisão, o ódio e a situação

06 do 50-50, dois grupos que se opõem frontalmente. Temos como exemplos o Brexit, os Estados

07 Unidos e o Brasil.

08 Não sei se houve uma diluição da influência da indústria cultural. Se pesquisarmos serviços de

09 streaming de vídeo, podemos encontrar uma série finlandesa, sueca ou até brasileira, mas a

10 média dos produtos é bastante codificada. Sim, é possível ter uma brecha para manifestações

11 diferentes. Isso aconteceu, por exemplo, com a E. L. James, que escreveu 50 Tons de Cinza. Ela

12 pulou as barreiras da editora, da distribuição, da livraria e da crítica e entrou no mercado. O que

13 nós ganhamos com seus livros eu não sei, mas ela ganhou muito. Não discuto que essas brechas

14 podem vir a ser usadas de maneira criativa, mas não é o que acontece no momento.

15 Todo mundo ficou muito entusiasmado com a internet pela possibilidade de transgredir as

16 barreiras e a censura dos estados, só que isso não aconteceu. s vezes, não temos uma censura

17 política ou religiosa, mas batemos de frente com uma barreira econômica. Ainda estamos na

18 infância desse instrumento novo e sem uma noção clara de para onde vamos. Hoje é possível

19 fazer o seu filme e colocar no YouTube. É fácil. Só não sei se o saldo da iniciativa aponta para a

20 diversificação das manifestações artísticas. A globalização não conseguiu pasteurizar tudo, mas

21 também não temos a liberdade que pensamos que teríamos no início.

22 Revista: A obra de arte vai sobreviver ___ novidades tecnológicas, vai continuar

23 contundente e questionadora ou pode se tornar mais massificada e inócua?

24 TC: A questão é saber se a arte que conhecemos na modernidade da civilização ocidental, crítica

25 e questionadora, vai continuar a existir. O questionamento está sendo cerceado. Um desafio para

26 a arte, por exemplo, é o politicamente correto. Não só a censura exterior continua existindo,

27 mas há também a censura interior do artista. Aquela arte que veio ___ tona no final do século

28 XIX estava livre do Estado, da igreja, dos partidos políticos e do comprador burguês. O pintor

29 Monet, por exemplo, passou a fazer o que queria. Se alguém comprava uma obra dele, ótimo,

30 se não, tudo bem. Ele tinha condições de fazer isso, claro, mas esse tipo de arte, que tem a

31 função de fazer as pessoas pensarem, corre perigo de desaparecer.

32 Os exemplos do que é chamado de arte tecnológica hoje não vão muito além de um passatempo

33 intelectual desenraizado. Os instrumentos tecnológicos atuais não impedem que a arte continue

34 a existir. Mas os primórdios dessa arte digital ou computacional não possuem resultados nem

35 próximos de algo como um Picasso, um Monet, ou a arte dos Estados Unidos dos anos 1960, que

36 era extremamente questionadora.

37 Revista: A maneira como tomamos decisões é cultural. Escolhemos uma coisa porque

38 aprendemos que é melhor ou mais ética do que outra. Uma máquina que toma decisões

39 a partir de conceitos éticos "universais" será capaz de mudar nossa expressão

40 cultural?

41 TC: A maneira como tomamos decisões é realmente uma questão cultural, de hábito. Não

42 existem conceitos universais. E o livre arbítrio do ser humano é ilusão. Hoje, estão oferecendo

43 empregos para quem conseguir "injetar" ética em um algoritmo. O grande problema dessa

44 cultura computacional é que não existe como injetar uma ética de escolha em um algoritmo

45 simplesmente porque a humanidade não é capaz de identificar ou de concordar quanto a seus

46 valores. Não podemos esperar que a cultura computacional resolva um problema que não

47 conseguimos equacionar no nosso dia ___ dia.

48 A maneira como tomamos decisões pode mudar de acordo com nossas origens e com nossa

49 etnia, por exemplo, e uma máquina de inteligência artificial poderá modificar isso. Só que não é

50 algo que vá acontecer rapidamente. Se o mundo tiver tempo para que o processo siga seu curso,

51 e não sei se temos esse tempo pela frente, é possível que haja uma homogeneização. Neste

52 momento, porém, estamos elogiando a diversidade, que significa valores diferentes, conflitos e

53 discórdia. A pergunta é: queremos culturas homogêneas?

(Revista Época – 18/11/2019 - www.revistaepoca.com.br – adaptação.)

Assinale a alternativa na qual o autor menciona um momento ou fato do mundo das artes sobre o qual ele está positivamente convencido acerca dos efeitos.

 

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O futuro da cultura na era dos computadores


O professor e especialista em política cultural Teixeira Coelho discute o que pode acontecer com cultura e a arte em um mundo polarizado e dominado pelas novas tecnologias

01 Revista: Com a globalização, imaginamos um mundo em que as culturas regionais

02 seriam soterradas por manifestações de potências como os EUA. No entanto, parece

03 haver um leve renascimento e uma diversificação da identidade cultural. As redes

04 sociais diluíram um pouco dessa influência massificadora?

05 TC: Eu chamo essas redes de antissociais, porque elas promovem a divisão, o ódio e a situação

06 do 50-50, dois grupos que se opõem frontalmente. Temos como exemplos o Brexit, os Estados

07 Unidos e o Brasil.

08 Não sei se houve uma diluição da influência da indústria cultural. Se pesquisarmos serviços de

09 streaming de vídeo, podemos encontrar uma série finlandesa, sueca ou até brasileira, mas a

10 média dos produtos é bastante codificada. Sim, é possível ter uma brecha para manifestações

11 diferentes. Isso aconteceu, por exemplo, com a E. L. James, que escreveu 50 Tons de Cinza. Ela

12 pulou as barreiras da editora, da distribuição, da livraria e da crítica e entrou no mercado. O que

13 nós ganhamos com seus livros eu não sei, mas ela ganhou muito. Não discuto que essas brechas

14 podem vir a ser usadas de maneira criativa, mas não é o que acontece no momento.

15 Todo mundo ficou muito entusiasmado com a internet pela possibilidade de transgredir as

16 barreiras e a censura dos estados, só que isso não aconteceu. s vezes, não temos uma censura

17 política ou religiosa, mas batemos de frente com uma barreira econômica. Ainda estamos na

18 infância desse instrumento novo e sem uma noção clara de para onde vamos. Hoje é possível

19 fazer o seu filme e colocar no YouTube. É fácil. Só não sei se o saldo da iniciativa aponta para a

20 diversificação das manifestações artísticas. A globalização não conseguiu pasteurizar tudo, mas

21 também não temos a liberdade que pensamos que teríamos no início.

22 Revista: A obra de arte vai sobreviver ___ novidades tecnológicas, vai continuar

23 contundente e questionadora ou pode se tornar mais massificada e inócua?

24 TC: A questão é saber se a arte que conhecemos na modernidade da civilização ocidental, crítica

25 e questionadora, vai continuar a existir. O questionamento está sendo cerceado. Um desafio para

26 a arte, por exemplo, é o politicamente correto. Não só a censura exterior continua existindo,

27 mas há também a censura interior do artista. Aquela arte que veio ___ tona no final do século

28 XIX estava livre do Estado, da igreja, dos partidos políticos e do comprador burguês. O pintor

29 Monet, por exemplo, passou a fazer o que queria. Se alguém comprava uma obra dele, ótimo,

30 se não, tudo bem. Ele tinha condições de fazer isso, claro, mas esse tipo de arte, que tem a

31 função de fazer as pessoas pensarem, corre perigo de desaparecer.

32 Os exemplos do que é chamado de arte tecnológica hoje não vão muito além de um passatempo

33 intelectual desenraizado. Os instrumentos tecnológicos atuais não impedem que a arte continue

34 a existir. Mas os primórdios dessa arte digital ou computacional não possuem resultados nem

35 próximos de algo como um Picasso, um Monet, ou a arte dos Estados Unidos dos anos 1960, que

36 era extremamente questionadora.

37 Revista: A maneira como tomamos decisões é cultural. Escolhemos uma coisa porque

38 aprendemos que é melhor ou mais ética do que outra. Uma máquina que toma decisões

39 a partir de conceitos éticos "universais" será capaz de mudar nossa expressão

40 cultural?

41 TC: A maneira como tomamos decisões é realmente uma questão cultural, de hábito. Não

42 existem conceitos universais. E o livre arbítrio do ser humano é ilusão. Hoje, estão oferecendo

43 empregos para quem conseguir "injetar" ética em um algoritmo. O grande problema dessa

44 cultura computacional é que não existe como injetar uma ética de escolha em um algoritmo

45 simplesmente porque a humanidade não é capaz de identificar ou de concordar quanto a seus

46 valores. Não podemos esperar que a cultura computacional resolva um problema que não

47 conseguimos equacionar no nosso dia ___ dia.

48 A maneira como tomamos decisões pode mudar de acordo com nossas origens e com nossa

49 etnia, por exemplo, e uma máquina de inteligência artificial poderá modificar isso. Só que não é

50 algo que vá acontecer rapidamente. Se o mundo tiver tempo para que o processo siga seu curso,

51 e não sei se temos esse tempo pela frente, é possível que haja uma homogeneização. Neste

52 momento, porém, estamos elogiando a diversidade, que significa valores diferentes, conflitos e

53 discórdia. A pergunta é: queremos culturas homogêneas?

(Revista Época – 18/11/2019 - www.revistaepoca.com.br – adaptação.)

Considerando o exposto no texto, analise as assertivas a seguir:

I. Trata-se de uma entrevista com um artista que debate o futuro do mundo das artes.

II. O entrevistado mostra-se com expectativas bastante positivas em relação à digitalização da arte.

III. O autor tem uma postura crítica em relação ao futuro da arte questionadora e que estimula o pensamento crítico.

Quais estão corretas?

 

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1461100 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Faxinal Soturno-RS
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Observe o seguinte número: 954.723 e assinale a alternativa INCORRETA.

Questão Anulada

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