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Foram encontradas 40 questões.

2302886 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
(Coimbra, julho de 1843) Gonçalves Dias, no livro “Primeiros cantos”. Série ‘Poesias americanas’. 1846.
Sobre o poema de Gonçalves Dias, analise as seguintes afirmações:
I. É marcado pela função emotiva da linguagem, por extrema subjetividade e pelo desequilíbrio entre o “lá” (onde o eu lírico não está) e o “cá” (onde ele se encontra).
II. O caráter nacionalista é enfatizado no poema, do qual alguns versos compõem o Hino Nacional Brasileiro.
III. A pátria, assim como a natureza e a mulher amada são idealizadas no poema, no qual o eu lírico extravasa seu sentimento amoroso.
IV. Casemiro de Abreu, outro poeta da mesma época, também tratou do tema “saudade”, como se pode observar no poema “Meus oito anos”, mas, diferente de Gonçalves Dias, o objeto da saudade, em Casemiro, é a infância, não a pátria.
Quais estão corretas?
 

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2302885 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
(Coimbra, julho de 1843) Gonçalves Dias, no livro “Primeiros cantos”. Série ‘Poesias americanas’. 1846.
O poema anterior pertence a um dos primeiros momentos da Literatura Nacional, o ........................., que vai de 1836 (com a obra ....................... de ..........................) até 1881, quando Machado de Assis publica .................................
Assinale a alternativa que completa as lacunas do texto anterior, com correção e na ordem em que se encontram.
 

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2302884 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Dylan, o Nobel e a questão dos gêneros literários
José Ruy Lozano e Flora Bender Garcia
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo. Estaria ela buscando aceitar a ideia de que os gêneros literários extrapolam milenar divisão aristotélica: lirismo, drama e epopeia. A leitura da Poética, de Aristóteles, é conclusiva uma divisão estrita entre música e literatura – esta seria “a arte que se utiliza apenas de palavras, sem ritmo ou metrificadas”, diferente daquela, produzida por “citareiros” e “flauteiros”.
A produção literária ao longo do tempo, no entanto, não se restringiu aos limites estabelecidos pelo filósofo. São muitas as manifestações literárias em que música e palavra permaneceram unidas. Ao outorgar o prêmio a Dylan, a Academia fez referência Homero e Safo, poetas gregos. Tanto as epopeias eram cantadas pelos aedos quanto os poemas líricos eram acompanhados de instrumento. Aliás, recorde-se aqui a origem do termo lírico, do latim (lyricu) “lira”, um instrumento musical. Em alemão, “das lied” tanto significa poema lírico quanto canção. Nas cantigas trovadorescas, anteriores ao Humanismo, não ............ poema e música.
Suponhamos que alguma divisão seja, de fato, essencial. Separemos, pois, as letras das canções do suporte musical. Os menestréis do Trovadorismo eram acompanhados de instrumentos; os textos verbais das cantigas, compostos por trovadores. Dylan é, ao mesmo tempo, trovador e menestrel. Segundo a crítica, não é um instrumentista nem um cantor altura de prêmios. É, entretanto, um grande compositor e, principalmente, letrista. Resta saber se suas letras sobrevivem – enquanto produção com palavras – sem o canto. Caso a resposta seja sim, ............ à categoria de poemas, mas… Seria mesmo ............. a divisão?
Atualizemos a discussão. Os poetas concretos, a partir dos anos 50 do século passado, não usavam unicamente a folha de papel como suporte. Podiam colocar seus textos em esculturas, quadros, filmes ou outdoors. E hoje temos a cibercultura, que inclui a ciberliteratura. Nas nuvens e em suportes digitais, o texto verbal deixa de ser literário?
À guisa de conclusão, fiquemos com as palavras de Ezra Pound, em seu ABC da Literatura: “literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”. Pode-se afirmar que, em sua carreira, Bob Dylan foi um transgressor não só pela literatura que curtia, incluindo a geração beat, os outsiders, mas também pelas abordagens viscerais que fez e faz em suas composições. Suas canções são, sem sombra de dúvida, linguagem carregada de sentido.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/medio/dylan-o-nobel-e-a-questao-dos-generos-literarios
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que apresenta informação INCORRETA sobre o processo de formação de algumas palavras do texto.
 

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2302883 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Dylan, o Nobel e a questão dos gêneros literários
José Ruy Lozano e Flora Bender Garcia
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo. Estaria ela buscando aceitar a ideia de que os gêneros literários extrapolam milenar divisão aristotélica: lirismo, drama e epopeia. A leitura da Poética, de Aristóteles, é conclusiva uma divisão estrita entre música e literatura – esta seria “a arte que se utiliza apenas de palavras, sem ritmo ou metrificadas”, diferente daquela, produzida por “citareiros” e “flauteiros”.
A produção literária ao longo do tempo, no entanto, não se restringiu aos limites estabelecidos pelo filósofo. São muitas as manifestações literárias em que música e palavra permaneceram unidas. Ao outorgar o prêmio a Dylan, a Academia fez referência Homero e Safo, poetas gregos. Tanto as epopeias eram cantadas pelos aedos quanto os poemas líricos eram acompanhados de instrumento. Aliás, recorde-se aqui a origem do termo lírico, do latim (lyricu) “lira”, um instrumento musical. Em alemão, “das lied” tanto significa poema lírico quanto canção. Nas cantigas trovadorescas, anteriores ao Humanismo, não ............ poema e música.
Suponhamos que alguma divisão seja, de fato, essencial. Separemos, pois, as letras das canções do suporte musical. Os menestréis do Trovadorismo eram acompanhados de instrumentos; os textos verbais das cantigas, compostos por trovadores. Dylan é, ao mesmo tempo, trovador e menestrel. Segundo a crítica, não é um instrumentista nem um cantor altura de prêmios. É, entretanto, um grande compositor e, principalmente, letrista. Resta saber se suas letras sobrevivem – enquanto produção com palavras – sem o canto. Caso a resposta seja sim, ............ à categoria de poemas, mas… Seria mesmo ............. a divisão?
Atualizemos a discussão. Os poetas concretos, a partir dos anos 50 do século passado, não usavam unicamente a folha de papel como suporte. Podiam colocar seus textos em esculturas, quadros, filmes ou outdoors. E hoje temos a cibercultura, que inclui a ciberliteratura. Nas nuvens e em suportes digitais, o texto verbal deixa de ser literário?
À guisa de conclusão, fiquemos com as palavras de Ezra Pound, em seu ABC da Literatura: “literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”. Pode-se afirmar que, em sua carreira, Bob Dylan foi um transgressor não só pela literatura que curtia, incluindo a geração beat, os outsiders, mas também pelas abordagens viscerais que fez e faz em suas composições. Suas canções são, sem sombra de dúvida, linguagem carregada de sentido.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/medio/dylan-o-nobel-e-a-questao-dos-generos-literarios
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que apresenta a correta flexão de Suponhamos, Separemos, Atualizemos e fiquemos na 2ª pessoa do plural (na mesma forma verbal).
 

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2302882 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Dylan, o Nobel e a questão dos gêneros literários
José Ruy Lozano e Flora Bender Garcia
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo. Estaria ela buscando aceitar a ideia de que os gêneros literários extrapolam milenar divisão aristotélica: lirismo, drama e epopeia. A leitura da Poética, de Aristóteles, é conclusiva uma divisão estrita entre música e literatura – esta seria “a arte que se utiliza apenas de palavras, sem ritmo ou metrificadas”, diferente daquela, produzida por “citareiros” e “flauteiros”.
A produção literária ao longo do tempo, no entanto, não se restringiu aos limites estabelecidos pelo filósofo. São muitas as manifestações literárias em que música e palavra permaneceram unidas. Ao outorgar o prêmio a Dylan, a Academia fez referência Homero e Safo, poetas gregos. Tanto as epopeias eram cantadas pelos aedos quanto os poemas líricos eram acompanhados de instrumento. Aliás, recorde-se aqui a origem do termo lírico, do latim (lyricu) “lira”, um instrumento musical. Em alemão, “das lied” tanto significa poema lírico quanto canção. Nas cantigas trovadorescas, anteriores ao Humanismo, não ............ poema e música.
Suponhamos que alguma divisão seja, de fato, essencial. Separemos, pois, as letras das canções do suporte musical. Os menestréis do Trovadorismo eram acompanhados de instrumentos; os textos verbais das cantigas, compostos por trovadores. Dylan é, ao mesmo tempo, trovador e menestrel. Segundo a crítica, não é um instrumentista nem um cantor altura de prêmios. É, entretanto, um grande compositor e, principalmente, letrista. Resta saber se suas letras sobrevivem – enquanto produção com palavras – sem o canto. Caso a resposta seja sim, ............ à categoria de poemas, mas… Seria mesmo ............. a divisão?
Atualizemos a discussão. Os poetas concretos, a partir dos anos 50 do século passado, não usavam unicamente a folha de papel como suporte. Podiam colocar seus textos em esculturas, quadros, filmes ou outdoors. E hoje temos a cibercultura, que inclui a ciberliteratura. Nas nuvens e em suportes digitais, o texto verbal deixa de ser literário?
À guisa de conclusão, fiquemos com as palavras de Ezra Pound, em seu ABC da Literatura: “literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”. Pode-se afirmar que, em sua carreira, Bob Dylan foi um transgressor não só pela literatura que curtia, incluindo a geração beat, os outsiders, mas também pelas abordagens viscerais que fez e faz em suas composições. Suas canções são, sem sombra de dúvida, linguagem carregada de sentido.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/medio/dylan-o-nobel-e-a-questao-dos-generos-literarios
Texto adaptado especialmente para esta prova.
A partir do texto, foram feitas as seguintes considerações; analise-as:
I. Aristóteles dividiu os gêneros literários em lirismo, epopeia e drama, além de separar música de literatura.
II. O Humanismo antecedeu as cantigas trovadorescas.
III. Dilan recebeu o Nobel de Literatura, mesmo não sendo um escritor, por ser um excepcional letrista e compositor.
IV. Depreende-se do texto que, segundo o conceito de Ezra Pound, a obra de Bob Dylan pode ser considerada literatura.
V. Poesia Concreta e Cibercultura são exemplos de que os autores lançam mão para justificar o caráter literário – mesmo que híbrido – da obra de Bob Dylan.
Quais estão corretas?
 

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2302881 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Dylan, o Nobel e a questão dos gêneros literários
José Ruy Lozano e Flora Bender Garcia
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo. Estaria ela buscando aceitar a ideia de que os gêneros literários extrapolam milenar divisão aristotélica: lirismo, drama e epopeia. A leitura da Poética, de Aristóteles, é conclusiva uma divisão estrita entre música e literatura – esta seria “a arte que se utiliza apenas de palavras, sem ritmo ou metrificadas”, diferente daquela, produzida por “citareiros” e “flauteiros”.
A produção literária ao longo do tempo, no entanto, não se restringiu aos limites estabelecidos pelo filósofo. São muitas as manifestações literárias em que música e palavra permaneceram unidas. Ao outorgar o prêmio a Dylan, a Academia fez referência Homero e Safo, poetas gregos. Tanto as epopeias eram cantadas pelos aedos quanto os poemas líricos eram acompanhados de instrumento. Aliás, recorde-se aqui a origem do termo lírico, do latim ( lyricu) “lira”, um instrumento musical. Em alemão, “ das lied” tanto significa poema lírico quanto canção. Nas cantigas trovadorescas, anteriores ao Humanismo, não ............ poema e música.
Suponhamos que alguma divisão seja, de fato, essencial. Separemos, pois, as letras das canções do suporte musical. Os menestréis do Trovadorismo eram acompanhados de instrumentos;(a) os textos verbais das cantigas,(b) compostos por trovadores. Dylan é, ao mesmo tempo, trovador e menestrel. Segundo a crítica, não é um instrumentista nem um cantor altura de prêmios. É, entretanto,(c) um grande compositor e, principalmente, letrista. Resta saber se suas letras sobrevivem – enquanto produção com palavras (d) sem o canto. Caso a resposta seja sim, ............ à categoria de poemas, mas… Seria mesmo ............. a divisão?
Atualizemos a discussão. Os poetas concretos, a partir dos anos 50 do século passado, não usavam unicamente a folha de papel como suporte. Podiam colocar seus textos em esculturas, quadros, filmes ou outdoors. E hoje temos a cibercultura,(e) que inclui a ciberliteratura. Nas nuvens e em suportes digitais, o texto verbal deixa de ser literário?
À guisa de conclusão, fiquemos com as palavras de Ezra Pound, em seu ABC da Literatura: “literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”. Pode-se afirmar que, em sua carreira, Bob Dylan foi um transgressor não só pela literatura que curtia, incluindo a geração beat, os outsiders, mas também pelas abordagens viscerais que fez e faz em suas composições. Suas canções são, sem sombra de dúvida, linguagem carregada de sentido.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/medio/dylan-o-nobel-e-a-questao-dos-generos-literarios
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Em relação ao emprego de sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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2302880 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Dylan, o Nobel e a questão dos gêneros literários
José Ruy Lozano e Flora Bender Garcia
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo. Estaria ela buscando aceitar a ideia de que os gêneros literários extrapolam milenar divisão aristotélica: lirismo, drama e epopeia. A leitura da Poética, de Aristóteles, é conclusiva uma divisão estrita entre música e literatura – esta seria “a arte que se utiliza apenas de palavras, sem ritmo ou metrificadas”, diferente daquela, produzida por “citareiros” e “flauteiros”.
A produção literária ao longo do tempo, no entanto, não se restringiu aos limites estabelecidos pelo filósofo. São muitas as manifestações literárias em que música e palavra permaneceram unidas. Ao outorgar o prêmio a Dylan, a Academia fez referência Homero e Safo, poetas gregos. Tanto as epopeias eram cantadas pelos aedos quanto os poemas líricos eram acompanhados de instrumento. Aliás, recorde-se aqui a origem do termo lírico, do latim (lyricu) “lira”, um instrumento musical. Em alemão, “das lied” tanto significa poema lírico quanto canção. Nas cantigas trovadorescas, anteriores ao Humanismo, não ............ poema e música.
Suponhamos que alguma divisão seja, de fato, essencial. Separemos, pois, as letras das canções do suporte musical. Os menestréis do Trovadorismo eram acompanhados de instrumentos; os textos verbais das cantigas, compostos por trovadores. Dylan é, ao mesmo tempo, trovador e menestrel. Segundo a crítica, não é um instrumentista nem um cantor altura de prêmios. É, entretanto, um grande compositor e, principalmente, letrista. Resta saber se suas letras sobrevivem – enquanto produção com palavras – sem o canto. Caso a resposta seja sim, ............ à categoria de poemas, mas… Seria mesmo ............. a divisão?
Atualizemos a discussão. Os poetas concretos, a partir dos anos 50 do século passado, não usavam unicamente a folha de papel como suporte. Podiam colocar seus textos em esculturas, quadros, filmes ou outdoors. E hoje temos a cibercultura, que inclui a ciberliteratura. Nas nuvens e em suportes digitais, o texto verbal deixa de ser literário?
À guisa de conclusão, fiquemos com as palavras de Ezra Pound, em seu ABC da Literatura: “literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”. Pode-se afirmar que, em sua carreira, Bob Dylan foi um transgressor não só pela literatura que curtia, incluindo a geração beat, os outsiders, mas também pelas abordagens viscerais que fez e faz em suas composições. Suas canções são, sem sombra de dúvida, linguagem carregada de sentido.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/medio/dylan-o-nobel-e-a-questao-dos-generos-literarios
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Considere a seguinte frase do texto e assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA de um de seus termos.
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo.
 

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2302879 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Dylan, o Nobel e a questão dos gêneros literários
José Ruy Lozano e Flora Bender Garcia
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo. Estaria ela buscando aceitar a ideia de que os gêneros literários extrapolam milenar divisão aristotélica: lirismo, drama e epopeia. A leitura da Poética, de Aristóteles, é conclusiva uma divisão estrita entre música e literatura – esta seria “a arte que se utiliza apenas de palavras, sem ritmo ou metrificadas”, diferente daquela, produzida por “citareiros” e “flauteiros”.
A produção literária ao longo do tempo, no entanto, não se restringiu aos limites estabelecidos pelo filósofo. São muitas as manifestações literárias em que música e palavra permaneceram unidas. Ao outorgar o prêmio a Dylan, a Academia fez referência Homero e Safo, poetas gregos. Tanto as epopeias eram cantadas pelos aedos quanto os poemas líricos eram acompanhados de instrumento. Aliás, recorde-se aqui a origem do termo lírico, do latim ( lyricu) “lira”, um instrumento musical. Em alemão, “ das lied” tanto significa poema lírico quanto canção. Nas cantigas trovadorescas, anteriores ao Humanismo, não ............ poema e música.
Suponhamos que alguma divisão seja, de fato, essencial. Separemos, pois, as letras das canções do suporte musical. Os menestréis do Trovadorismo eram acompanhados de instrumentos; os textos verbais das cantigas, compostos por trovadores. Dylan é, ao mesmo tempo, trovador e menestrel. Segundo a crítica, não é um instrumentista nem um cantor altura de prêmios. É, entretanto, um grande compositor e, principalmente, letrista. Resta saber se suas letras sobrevivem – enquanto produção com palavras – sem o canto. Caso a resposta seja sim, ............ à categoria de poemas, mas… Seria mesmo ............. a divisão?
Atualizemos a discussão. Os poetas concretos, a partir dos anos 50 do século passado, não usavam unicamente a folha de papel como suporte. Podiam colocar seus textos em esculturas, quadros, filmes ou outdoors. E hoje temos a cibercultura, que inclui a ciberliteratura. Nas nuvens e em suportes digitais, o texto verbal deixa de ser literário?
À guisa de conclusão, fiquemos com as palavras de Ezra Pound, em seu ABC da Literatura: “literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”. Pode-se afirmar que, em sua carreira, Bob Dylan foi um transgressor não só pela literatura que curtia, incluindo a geração beat, os outsiders, mas também pelas abordagens viscerais que fez e faz em suas composições. Suas canções são, sem sombra de dúvida, linguagem carregada de sentido.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/medio/dylan-o-nobel-e-a-questao-dos-generos-literarios
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, nas seguintes afirmações sobre referência e coesão.
( ) ela retoma “seleta banca”.
( ) daquela refere-se a “música”.
( ) " no entanto” pode ser substituído por “em vista disso” sem alterar o sentido do texto.
( ) se é uma conjunção com valor de condição, assim como caso (mesma linha).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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2302878 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Dylan, o Nobel e a questão dos gêneros literários
José Ruy Lozano e Flora Bender Garcia
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo. Estaria ela buscando aceitar a ideia de que os gêneros literários extrapolam milenar divisão aristotélica: lirismo, drama e epopeia. A leitura da Poética, de Aristóteles, é conclusiva uma divisão estrita entre música e literatura – esta seria “a arte que se utiliza apenas de palavras, sem ritmo ou metrificadas”, diferente daquela, produzida por “citareiros” e “flauteiros”.
A produção literária ao longo do tempo, no entanto, não se restringiu aos limites estabelecidos pelo filósofo. São muitas as manifestações literárias em que música e palavra permaneceram unidas. Ao outorgar o prêmio a Dylan, a Academia fez referência Homero e Safo, poetas gregos. Tanto as epopeias eram cantadas pelos aedos quanto os poemas líricos eram acompanhados de instrumento. Aliás, recorde-se aqui a origem do termo lírico, do latim (lyricu) “lira”, um instrumento musical. Em alemão, “das lied” tanto significa poema lírico quanto canção. Nas cantigas trovadorescas, anteriores ao Humanismo, não ............ poema e música.
Suponhamos que alguma divisão seja, de fato, essencial. Separemos, pois, as letras das canções do suporte musical. Os menestréis do Trovadorismo eram acompanhados de instrumentos; os textos verbais das cantigas, compostos por trovadores. Dylan é, ao mesmo tempo, trovador e menestrel. Segundo a crítica, não é um instrumentista nem um cantor altura de prêmios. É, entretanto, um grande compositor e, principalmente, letrista. Resta saber se suas letras sobrevivem – enquanto produção com palavras – sem o canto. Caso a resposta seja sim, ............ à categoria de poemas, mas… Seria mesmo ............. a divisão?
Atualizemos a discussão. Os poetas concretos, a partir dos anos 50 do século passado, não usavam unicamente a folha de papel como suporte. Podiam colocar seus textos em esculturas, quadros, filmes ou outdoors. E hoje temos a cibercultura, que inclui a ciberliteratura. Nas nuvens e em suportes digitais, o texto verbal deixa de ser literário?
À guisa de conclusão, fiquemos com as palavras de Ezra Pound, em seu ABC da Literatura: “literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”. Pode-se afirmar que, em sua carreira, Bob Dylan foi um transgressor não só pela literatura que curtia, incluindo a geração beat, os outsiders, mas também pelas abordagens viscerais que fez e faz em suas composições. Suas canções são, sem sombra de dúvida, linguagem carregada de sentido.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/medio/dylan-o-nobel-e-a-questao-dos-generos-literarios
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas (duas ocorrências).
 

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2302877 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
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Dylan, o Nobel e a questão dos gêneros literários
José Ruy Lozano e Flora Bender Garcia
Muitos afirmam que a seleta banca responsável pela eleição de um músico norte-americano, Bob Dylan, para receber a lauda máxima da Academia Sueca na categoria literatura está se ajustando ao tempo. Estaria ela buscando aceitar a ideia de que os gêneros literários extrapolam milenar divisão aristotélica: lirismo, drama e epopeia. A leitura da Poética, de Aristóteles, é conclusiva uma divisão estrita entre música e literatura – esta seria “a arte que se utiliza apenas de palavras, sem ritmo ou metrificadas”, diferente daquela, produzida por “citareiros” e “flauteiros”.
A produção literária ao longo do tempo, no entanto, não se restringiu aos limites estabelecidos pelo filósofo. São muitas as manifestações literárias em que música e palavra permaneceram unidas. Ao outorgar o prêmio a Dylan, a Academia fez referência Homero e Safo, poetas gregos. Tanto as epopeias eram cantadas pelos aedos quanto os poemas líricos eram acompanhados de instrumento. Aliás, recorde-se aqui a origem do termo lírico, do latim (lyricu) “lira”, um instrumento musical. Em alemão, “das lied” tanto significa poema lírico quanto canção. Nas cantigas trovadorescas, anteriores ao Humanismo, não ............ poema e música.
Suponhamos que alguma divisão seja, de fato, essencial. Separemos, pois, as letras das canções do suporte musical. Os menestréis do Trovadorismo eram acompanhados de instrumentos; os textos verbais das cantigas, compostos por trovadores. Dylan é, ao mesmo tempo, trovador e menestrel. Segundo a crítica, não é um instrumentista nem um cantor altura de prêmios. É, entretanto, um grande compositor e, principalmente, letrista. Resta saber se suas letras sobrevivem – enquanto produção com palavras – sem o canto. Caso a resposta seja sim, ............ à categoria de poemas, mas… Seria mesmo ............. a divisão?
Atualizemos a discussão. Os poetas concretos, a partir dos anos 50 do século passado, não usavam unicamente a folha de papel como suporte. Podiam colocar seus textos em esculturas, quadros, filmes ou outdoors. E hoje temos a cibercultura, que inclui a ciberliteratura. Nas nuvens e em suportes digitais, o texto verbal deixa de ser literário?
À guisa de conclusão, fiquemos com as palavras de Ezra Pound, em seu ABC da Literatura: “literatura é a linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”. Pode-se afirmar que, em sua carreira, Bob Dylan foi um transgressor não só pela literatura que curtia, incluindo a geração beat, os outsiders, mas também pelas abordagens viscerais que fez e faz em suas composições. Suas canções são, sem sombra de dúvida, linguagem carregada de sentido.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/aulas/medio/dylan-o-nobel-e-a-questao-dos-generos-literarios
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas.
 

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