Foram encontradas 60 questões.
Para responder às questões de 09 a 16, leia o texto abaixo.
Francês Oscar Anton viaja o mundo buscando artistas para gravar músicas
1 Imagine ser músico e viajar o mundo gravando
2 com artistas de cada capital por onde passa durante
3 um ano. Essa é a premissa do trabalho do francês
4 Oscar Anton, que viaja desde janeiro de 2022 para
5 realizar parcerias com artistas internacionais e
6 estrangeiros. Dentre as viagens, ele passou pelo Rio
7 de Janeiro para criar uma música com a cantora Ana
8 Gabriela.
9 A equipe do artista encontrou a cantora nas
10 redes sociais. Anton, então, escutou sua discografia
11 e gostou de seu trabalho. No entanto, o encontro
12 entre os dois foi um tanto inusitado - isso porque eles
13 não falavam o mesmo idioma.
14 "Na primeira vez que nos conhecemos, foi muito
15 interessante porque ela não fala inglês muito bem e
16 eu, obviamente, não falo português Tentamos nos
17 comunicar por sinais ou palavras-chave, mas foi
18 muito difícil. Tinha muita gente no mesmo ambiente
19 tentando nos ajudar com a tradução. Então, focamos
20 em nos comunicar através da música", disse ele
21 ao Estadão sobre a canção Saudade, escrita em
22 cerca de 10 minutos.
23 Pela primeira vez no Brasil e no Rio de Janeiro,
24 Anton falou que achou os brasileiros muito receptivos
25 e gentis. Um contraponto, na visão dele, aconteceu
26 ao ser alertado para se atentar com furtos e roubos
27 na cidade fluminense.
28 "Andar pelas ruas do Rio foi muito esquisito
29 porque todos me falaram para eu ser super cuidadoso
30 com anéis, colares, joias... Mas me senti muito seguro
31 perto dos brasileiros. Falavam para prestar atenção
32 caso andasse sozinho. Claro que depende do bairro,
33 mas isso me chamou atenção", contou ele.
34 Anton precisou ser escoltado por dois
35 seguranças durante toda a viagem na capital
36 fluminense e garantiu que "não viveu isso em nenhum
37 outro lugar, só no Rio".
38 "Pareceu totalmente desnecessário porque não
39 me senti em perigo. Mas, como estávamos filmando
40 e gravando, viajávamos com câmeras e
41 precisávamos dos guarda-costas para nossos
42 equipamentos não serem roubados", revelou
43 Sem nenhuma intercorrência e apesar da
44 presença dos guarda-costas, Anton se identificou
45 com o estilo de vida do carioca. Ele disse que viu
46 muita gente praticando esportes e adotando um estilo
47 de vida saudável, do qual é adepto "Isso soou muito
48 familiar para mim. Amei a vibe de lá", completou.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/noticia/2022/12/f rances-oscar-anton-viaja-o-mundo-buscando-artistas-para-gravar-musicas-clc66wekc000001cc9mxl9ics.html. Acesso em: 27 dez. 2022.
Qual alternativa equivale ao significado do vocábulo sublinhado no excerto abaixo?
Um contraponto, na visão dele, aconteceu ao ser alertado para se atentar com furtos e roubos na cidade fluminense (l.25-27).
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Para responder às questões de 09 a 16, leia o texto abaixo.
Francês Oscar Anton viaja o mundo buscando artistas para gravar músicas
1 Imagine ser músico e viajar o mundo gravando
2 com artistas de cada capital por onde passa durante
3 um ano. Essa é a premissa do trabalho do francês
4 Oscar Anton, que viaja desde janeiro de 2022 para
5 realizar parcerias com artistas internacionais e
6 estrangeiros. Dentre as viagens, ele passou pelo Rio
7 de Janeiro para criar uma música com a cantora Ana
8 Gabriela.
9 A equipe do artista encontrou a cantora nas
10 redes sociais. Anton, então, escutou sua discografia
11 e gostou de seu trabalho. No entanto, o encontro
12 entre os dois foi um tanto inusitado - isso porque eles
13 não falavam o mesmo idioma.
14 "Na primeira vez que nos conhecemos, foi muito
15 interessante porque ela não fala inglês muito bem e
16 eu, obviamente, não falo português Tentamos nos
17 comunicar por sinais ou palavras-chave, mas foi
18 muito difícil. Tinha muita gente no mesmo ambiente
19 tentando nos ajudar com a tradução. Então, focamos
20 em nos comunicar através da música", disse ele
21 ao Estadão sobre a canção Saudade, escrita em
22 cerca de 10 minutos.
23 Pela primeira vez no Brasil e no Rio de Janeiro,
24 Anton falou que achou os brasileiros muito receptivos
25 e gentis. Um contraponto, na visão dele, aconteceu
26 ao ser alertado para se atentar com furtos e roubos
27 na cidade fluminense.
28 "Andar pelas ruas do Rio foi muito esquisito
29 porque todos me falaram para eu ser super cuidadoso
30 com anéis, colares, joias... Mas me senti muito seguro
31 perto dos brasileiros. Falavam para prestar atenção
32 caso andasse sozinho. Claro que depende do bairro,
33 mas isso me chamou atenção", contou ele.
34 Anton precisou ser escoltado por dois
35 seguranças durante toda a viagem na capital
36 fluminense e garantiu que "não viveu isso em nenhum
37 outro lugar, só no Rio".
38 "Pareceu totalmente desnecessário porque não
39 me senti em perigo. Mas, como estávamos filmando
40 e gravando, viajávamos com câmeras e
41 precisávamos dos guarda-costas para nossos
42 equipamentos não serem roubados", revelou
43 Sem nenhuma intercorrência e apesar da
44 presença dos guarda-costas, Anton se identificou
45 com o estilo de vida do carioca. Ele disse que viu
46 muita gente praticando esportes e adotando um estilo
47 de vida saudável, do qual é adepto "Isso soou muito
48 familiar para mim. Amei a vibe de lá", completou.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/noticia/2022/12/f rances-oscar-anton-viaja-o-mundo-buscando-artistas-para-gravar-musicas-clc66wekc000001cc9mxl9ics.html. Acesso em: 27 dez. 2022.
No tocante ao texto, assinale a única alternativa CORRETA.
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Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.
Os emigrantes
1 Quando em meados de setembro de 1991, num
2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para
3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o
4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta
5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já
6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu
7 esperava algo especial de Deauville - um resto de
8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um
9 público mundano ou semimundano; não importa
1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia
11 de mar outrora lendária estava implacavelmente
12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite
13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que
14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio
15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se
16 espalhava mais. As villas construídas na segunda
17 metade do século XIX como castelos neogóticos com
18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,
19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase
20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,
21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de
22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas
23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,
24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,
25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada
26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,
27 num gesto singularmente lento, de modo que
28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville
29 consiste em interiores sombrios em que personagens
30 femininas, condenadas a uma existência
31 eternamente invisível e a eternamente remover a
32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um
33 lado para outro à espreita de que um passante
34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante
35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com
36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no
37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio
38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam
39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da
40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes
41 industriais alemães.
Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118
Qual dos pares abaixo é acentuado segundo as mesmas regras prosódicas do português brasileiro?
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.
Os emigrantes
1 Quando em meados de setembro de 1991, num
2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para
3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o
4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta
5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já
6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu
7 esperava algo especial de Deauville - um resto de
8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um
9 público mundano ou semimundano; não importa
1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia
11 de mar outrora lendária estava implacavelmente
12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite
13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que
14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio
15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se
16 espalhava mais. As villas construídas na segunda
17 metade do século XIX como castelos neogóticos com
18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,
19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase
20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,
21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de
22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas
23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,
24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,
25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada
26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,
27 num gesto singularmente lento, de modo que
28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville
29 consiste em interiores sombrios em que personagens
30 femininas, condenadas a uma existência
31 eternamente invisível e a eternamente remover a
32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um
33 lado para outro à espreita de que um passante
34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante
35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com
36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no
37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio
38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam
39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da
40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes
41 industriais alemães.
Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118
Na frase não importa quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia de mar outrora lendária estava implacavelmente decadente (l.9-12), qual a circunstância que a conjunção sublinhada expressa no trecho em questão?
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Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.
Os emigrantes
1 Quando em meados de setembro de 1991, num
2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para
3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o
4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta
5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já
6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu
7 esperava algo especial de Deauville - um resto de
8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um
9 público mundano ou semimundano; não importa
1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia
11 de mar outrora lendária estava implacavelmente
12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite
13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que
14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio
15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se
16 espalhava mais. As villas construídas na segunda
17 metade do século XIX como castelos neogóticos com
18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,
19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase
20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,
21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de
22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas
23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,
24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,
25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada
26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,
27 num gesto singularmente lento, de modo que
28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville
29 consiste em interiores sombrios em que personagens
30 femininas, condenadas a uma existência
31 eternamente invisível e a eternamente remover a
32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um
33 lado para outro à espreita de que um passante
34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante
35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com
36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no
37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio
38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam
39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da
40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes
41 industriais alemães.
Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118
Assinale a alternativa INCORRETA, em termos morfológicos e ortográficos, acerca do vocábulo neogóticos(l.17).
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Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.
Os emigrantes
1 Quando em meados de setembro de 1991, num
2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para
3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o
4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta
5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já
6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu
7 esperava algo especial de Deauville - um resto de
8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um
9 público mundano ou semimundano; não importa
1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia
11 de mar outrora lendária estava implacavelmente
12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite
13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que
14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio
15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se
16 espalhava mais. As villas construídas na segunda
17 metade do século XIX como castelos neogóticos com
18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,
19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase
20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,
21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de
22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas
23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,
24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,
25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada
26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,
27 num gesto singularmente lento, de modo que
28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville
29 consiste em interiores sombrios em que personagens
30 femininas, condenadas a uma existência
31 eternamente invisível e a eternamente remover a
32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um
33 lado para outro à espreita de que um passante
34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante
35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com
36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no
37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio
38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam
39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da
40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes
41 industriais alemães.
Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118
Assinale a única alternativa que se coaduna CORRETAMENTE com o significado da expressão sublinhada.
(...) andam silenciosamente de um lado para outro à espreita de que um passante estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante os olhos para que lhe possam dar algum sinal com seu pano (l.32-36).
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- Interpretação de TextosAnálise de Estruturas Linguísticas
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.
Os emigrantes
1 Quando em meados de setembro de 1991, num
2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para
3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o
4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta
5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já
6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu
7 esperava algo especial de Deauville - um resto de
8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um
9 público mundano ou semimundano; não importa
1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia
11 de mar outrora lendária estava implacavelmente
12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite
13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que
14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio
15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se
16 espalhava mais. As villas construídas na segunda
17 metade do século XIX como castelos neogóticos com
18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,
19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase
20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,
21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de
22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas
23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,
24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,
25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada
26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,
27 num gesto singularmente lento, de modo que
28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville
29 consiste em interiores sombrios em que personagens
30 femininas, condenadas a uma existência
31 eternamente invisível e a eternamente remover a
32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um
33 lado para outro à espreita de que um passante
34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante
35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com
36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no
37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio
38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam
39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da
40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes
41 industriais alemães.
Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118
Quanto à estruturação do fragmento textual, assinale a alternativa CORRETA
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Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.
Os emigrantes
1 Quando em meados de setembro de 1991, num
2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para
3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o
4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta
5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já
6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu
7 esperava algo especial de Deauville - um resto de
8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um
9 público mundano ou semimundano; não importa
1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia
11 de mar outrora lendária estava implacavelmente
12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite
13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que
14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio
15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se
16 espalhava mais. As villas construídas na segunda
17 metade do século XIX como castelos neogóticos com
18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,
19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase
20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,
21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de
22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas
23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,
24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,
25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada
26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,
27 num gesto singularmente lento, de modo que
28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville
29 consiste em interiores sombrios em que personagens
30 femininas, condenadas a uma existência
31 eternamente invisível e a eternamente remover a
32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um
33 lado para outro à espreita de que um passante
34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante
35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com
36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no
37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio
38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam
39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da
40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes
41 industriais alemães.
Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118
Assinale a alternativa que NÃO corresponde ao que foi exposto pelo autor.
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- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias Textuais
Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.
Os emigrantes
1 Quando em meados de setembro de 1991, num
2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para
3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o
4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta
5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já
6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu
7 esperava algo especial de Deauville - um resto de
8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um
9 público mundano ou semimundano; não importa
1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia
11 de mar outrora lendária estava implacavelmente
12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite
13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que
14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio
15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se
16 espalhava mais. As villas construídas na segunda
17 metade do século XIX como castelos neogóticos com
18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,
19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase
20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,
21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de
22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas
23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,
24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,
25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada
26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,
27 num gesto singularmente lento, de modo que
28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville
29 consiste em interiores sombrios em que personagens
30 femininas, condenadas a uma existência
31 eternamente invisível e a eternamente remover a
32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um
33 lado para outro à espreita de que um passante
34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante
35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com
36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no
37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio
38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam
39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da
40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes
41 industriais alemães.
Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118
No tocante ao fragmento de texto ao lado, assinale a única alternativa CORRETA.
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Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.
Os emigrantes
1 Quando em meados de setembro de 1991, num
2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para
3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o
4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta
5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já
6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu
7 esperava algo especial de Deauville - um resto de
8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um
9 público mundano ou semimundano; não importa
1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia
11 de mar outrora lendária estava implacavelmente
12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite
13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que
14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio
15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se
16 espalhava mais. As villas construídas na segunda
17 metade do século XIX como castelos neogóticos com
18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,
19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase
20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,
21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de
22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas
23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,
24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,
25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada
26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,
27 num gesto singularmente lento, de modo que
28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville
29 consiste em interiores sombrios em que personagens
30 femininas, condenadas a uma existência
31 eternamente invisível e a eternamente remover a
32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um
33 lado para outro à espreita de que um passante
34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante
35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com
36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no
37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio
38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam
39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da
40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes
41 industriais alemães.
Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118
As alternativas a seguir fazem análises corretas acerca das pontuações usadas no trecho em destaque, EXCETO:
(...) Também não se podia mais entrar no Grand Hôtel des Raches Noires, (1) um imenso palácio de tijolos onde, (2) pela virada do século, (3) conviviam multimilionários americanos, (4) a alta aristocracia da Inglaterra, (5) reis da bolsa franceses e grandes industriais alemães (l.36- 41).
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