Magna Concursos

Foram encontradas 60 questões.

3189605 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 09 a 16, leia o texto abaixo.

Francês Oscar Anton viaja o mundo buscando artistas para gravar músicas

1 Imagine ser músico e viajar o mundo gravando

2 com artistas de cada capital por onde passa durante

3 um ano. Essa é a premissa do trabalho do francês

4 Oscar Anton, que viaja desde janeiro de 2022 para

5 realizar parcerias com artistas internacionais e

6 estrangeiros. Dentre as viagens, ele passou pelo Rio

7 de Janeiro para criar uma música com a cantora Ana

8 Gabriela.

9 A equipe do artista encontrou a cantora nas

10 redes sociais. Anton, então, escutou sua discografia

11 e gostou de seu trabalho. No entanto, o encontro

12 entre os dois foi um tanto inusitado - isso porque eles

13 não falavam o mesmo idioma.

14 "Na primeira vez que nos conhecemos, foi muito

15 interessante porque ela não fala inglês muito bem e

16 eu, obviamente, não falo português Tentamos nos

17 comunicar por sinais ou palavras-chave, mas foi

18 muito difícil. Tinha muita gente no mesmo ambiente

19 tentando nos ajudar com a tradução. Então, focamos

20 em nos comunicar através da música", disse ele

21 ao Estadão sobre a canção Saudade, escrita em

22 cerca de 10 minutos.

23 Pela primeira vez no Brasil e no Rio de Janeiro,

24 Anton falou que achou os brasileiros muito receptivos

25 e gentis. Um contraponto, na visão dele, aconteceu

26 ao ser alertado para se atentar com furtos e roubos

27 na cidade fluminense.

28 "Andar pelas ruas do Rio foi muito esquisito

29 porque todos me falaram para eu ser super cuidadoso

30 com anéis, colares, joias... Mas me senti muito seguro

31 perto dos brasileiros. Falavam para prestar atenção

32 caso andasse sozinho. Claro que depende do bairro,

33 mas isso me chamou atenção", contou ele.

34 Anton precisou ser escoltado por dois

35 seguranças durante toda a viagem na capital

36 fluminense e garantiu que "não viveu isso em nenhum

37 outro lugar, só no Rio".

38 "Pareceu totalmente desnecessário porque não

39 me senti em perigo. Mas, como estávamos filmando

40 e gravando, viajávamos com câmeras e

41 precisávamos dos guarda-costas para nossos

42 equipamentos não serem roubados", revelou

43 Sem nenhuma intercorrência e apesar da

44 presença dos guarda-costas, Anton se identificou

45 com o estilo de vida do carioca. Ele disse que viu

46 muita gente praticando esportes e adotando um estilo

47 de vida saudável, do qual é adepto "Isso soou muito

48 familiar para mim. Amei a vibe de lá", completou.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/noticia/2022/12/f rances-oscar-anton-viaja-o-mundo-buscando-artistas-para-gravar-musicas-clc66wekc000001cc9mxl9ics.html. Acesso em: 27 dez. 2022.

Qual alternativa equivale ao significado do vocábulo sublinhado no excerto abaixo?

Um contraponto, na visão dele, aconteceu ao ser alertado para se atentar com furtos e roubos na cidade fluminense (l.25-27).

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189604 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 09 a 16, leia o texto abaixo.

Francês Oscar Anton viaja o mundo buscando artistas para gravar músicas

1 Imagine ser músico e viajar o mundo gravando

2 com artistas de cada capital por onde passa durante

3 um ano. Essa é a premissa do trabalho do francês

4 Oscar Anton, que viaja desde janeiro de 2022 para

5 realizar parcerias com artistas internacionais e

6 estrangeiros. Dentre as viagens, ele passou pelo Rio

7 de Janeiro para criar uma música com a cantora Ana

8 Gabriela.

9 A equipe do artista encontrou a cantora nas

10 redes sociais. Anton, então, escutou sua discografia

11 e gostou de seu trabalho. No entanto, o encontro

12 entre os dois foi um tanto inusitado - isso porque eles

13 não falavam o mesmo idioma.

14 "Na primeira vez que nos conhecemos, foi muito

15 interessante porque ela não fala inglês muito bem e

16 eu, obviamente, não falo português Tentamos nos

17 comunicar por sinais ou palavras-chave, mas foi

18 muito difícil. Tinha muita gente no mesmo ambiente

19 tentando nos ajudar com a tradução. Então, focamos

20 em nos comunicar através da música", disse ele

21 ao Estadão sobre a canção Saudade, escrita em

22 cerca de 10 minutos.

23 Pela primeira vez no Brasil e no Rio de Janeiro,

24 Anton falou que achou os brasileiros muito receptivos

25 e gentis. Um contraponto, na visão dele, aconteceu

26 ao ser alertado para se atentar com furtos e roubos

27 na cidade fluminense.

28 "Andar pelas ruas do Rio foi muito esquisito

29 porque todos me falaram para eu ser super cuidadoso

30 com anéis, colares, joias... Mas me senti muito seguro

31 perto dos brasileiros. Falavam para prestar atenção

32 caso andasse sozinho. Claro que depende do bairro,

33 mas isso me chamou atenção", contou ele.

34 Anton precisou ser escoltado por dois

35 seguranças durante toda a viagem na capital

36 fluminense e garantiu que "não viveu isso em nenhum

37 outro lugar, só no Rio".

38 "Pareceu totalmente desnecessário porque não

39 me senti em perigo. Mas, como estávamos filmando

40 e gravando, viajávamos com câmeras e

41 precisávamos dos guarda-costas para nossos

42 equipamentos não serem roubados", revelou

43 Sem nenhuma intercorrência e apesar da

44 presença dos guarda-costas, Anton se identificou

45 com o estilo de vida do carioca. Ele disse que viu

46 muita gente praticando esportes e adotando um estilo

47 de vida saudável, do qual é adepto "Isso soou muito

48 familiar para mim. Amei a vibe de lá", completou.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/noticia/2022/12/f rances-oscar-anton-viaja-o-mundo-buscando-artistas-para-gravar-musicas-clc66wekc000001cc9mxl9ics.html. Acesso em: 27 dez. 2022.

No tocante ao texto, assinale a única alternativa CORRETA.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189603 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Os emigrantes

1 Quando em meados de setembro de 1991, num

2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para

3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o

4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta

5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já

6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu

7 esperava algo especial de Deauville - um resto de

8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um

9 público mundano ou semimundano; não importa

1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia

11 de mar outrora lendária estava implacavelmente

12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite

13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que

14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio

15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se

16 espalhava mais. As villas construídas na segunda

17 metade do século XIX como castelos neogóticos com

18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,

19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase

20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,

21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de

22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas

23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,

24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,

25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada

26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,

27 num gesto singularmente lento, de modo que

28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville

29 consiste em interiores sombrios em que personagens

30 femininas, condenadas a uma existência

31 eternamente invisível e a eternamente remover a

32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um

33 lado para outro à espreita de que um passante

34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante

35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com

36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no

37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio

38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam

39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da

40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes

41 industriais alemães.

Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118

Qual dos pares abaixo é acentuado segundo as mesmas regras prosódicas do português brasileiro?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189602 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Os emigrantes

1 Quando em meados de setembro de 1991, num

2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para

3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o

4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta

5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já

6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu

7 esperava algo especial de Deauville - um resto de

8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um

9 público mundano ou semimundano; não importa

1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia

11 de mar outrora lendária estava implacavelmente

12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite

13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que

14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio

15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se

16 espalhava mais. As villas construídas na segunda

17 metade do século XIX como castelos neogóticos com

18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,

19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase

20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,

21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de

22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas

23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,

24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,

25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada

26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,

27 num gesto singularmente lento, de modo que

28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville

29 consiste em interiores sombrios em que personagens

30 femininas, condenadas a uma existência

31 eternamente invisível e a eternamente remover a

32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um

33 lado para outro à espreita de que um passante

34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante

35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com

36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no

37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio

38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam

39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da

40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes

41 industriais alemães.

Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118

Na frase não importa quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia de mar outrora lendária estava implacavelmente decadente (l.9-12), qual a circunstância que a conjunção sublinhada expressa no trecho em questão?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189601 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Os emigrantes

1 Quando em meados de setembro de 1991, num

2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para

3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o

4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta

5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já

6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu

7 esperava algo especial de Deauville - um resto de

8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um

9 público mundano ou semimundano; não importa

1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia

11 de mar outrora lendária estava implacavelmente

12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite

13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que

14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio

15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se

16 espalhava mais. As villas construídas na segunda

17 metade do século XIX como castelos neogóticos com

18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,

19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase

20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,

21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de

22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas

23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,

24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,

25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada

26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,

27 num gesto singularmente lento, de modo que

28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville

29 consiste em interiores sombrios em que personagens

30 femininas, condenadas a uma existência

31 eternamente invisível e a eternamente remover a

32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um

33 lado para outro à espreita de que um passante

34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante

35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com

36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no

37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio

38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam

39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da

40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes

41 industriais alemães.

Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118

Assinale a alternativa INCORRETA, em termos morfológicos e ortográficos, acerca do vocábulo neogóticos(l.17).

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189600 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Os emigrantes

1 Quando em meados de setembro de 1991, num

2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para

3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o

4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta

5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já

6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu

7 esperava algo especial de Deauville - um resto de

8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um

9 público mundano ou semimundano; não importa

1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia

11 de mar outrora lendária estava implacavelmente

12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite

13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que

14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio

15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se

16 espalhava mais. As villas construídas na segunda

17 metade do século XIX como castelos neogóticos com

18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,

19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase

20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,

21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de

22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas

23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,

24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,

25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada

26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,

27 num gesto singularmente lento, de modo que

28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville

29 consiste em interiores sombrios em que personagens

30 femininas, condenadas a uma existência

31 eternamente invisível e a eternamente remover a

32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um

33 lado para outro à espreita de que um passante

34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante

35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com

36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no

37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio

38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam

39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da

40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes

41 industriais alemães.

Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118

Assinale a única alternativa que se coaduna CORRETAMENTE com o significado da expressão sublinhada.

(...) andam silenciosamente de um lado para outro à espreita de que um passante estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante os olhos para que lhe possam dar algum sinal com seu pano (l.32-36).

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189599 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Os emigrantes

1 Quando em meados de setembro de 1991, num

2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para

3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o

4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta

5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já

6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu

7 esperava algo especial de Deauville - um resto de

8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um

9 público mundano ou semimundano; não importa

1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia

11 de mar outrora lendária estava implacavelmente

12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite

13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que

14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio

15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se

16 espalhava mais. As villas construídas na segunda

17 metade do século XIX como castelos neogóticos com

18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,

19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase

20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,

21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de

22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas

23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,

24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,

25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada

26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,

27 num gesto singularmente lento, de modo que

28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville

29 consiste em interiores sombrios em que personagens

30 femininas, condenadas a uma existência

31 eternamente invisível e a eternamente remover a

32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um

33 lado para outro à espreita de que um passante

34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante

35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com

36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no

37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio

38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam

39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da

40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes

41 industriais alemães.

Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118

Quanto à estruturação do fragmento textual, assinale a alternativa CORRETA

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189598 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Os emigrantes

1 Quando em meados de setembro de 1991, num

2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para

3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o

4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta

5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já

6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu

7 esperava algo especial de Deauville - um resto de

8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um

9 público mundano ou semimundano; não importa

1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia

11 de mar outrora lendária estava implacavelmente

12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite

13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que

14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio

15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se

16 espalhava mais. As villas construídas na segunda

17 metade do século XIX como castelos neogóticos com

18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,

19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase

20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,

21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de

22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas

23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,

24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,

25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada

26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,

27 num gesto singularmente lento, de modo que

28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville

29 consiste em interiores sombrios em que personagens

30 femininas, condenadas a uma existência

31 eternamente invisível e a eternamente remover a

32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um

33 lado para outro à espreita de que um passante

34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante

35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com

36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no

37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio

38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam

39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da

40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes

41 industriais alemães.

Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118

Assinale a alternativa que NÃO corresponde ao que foi exposto pelo autor.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189597 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Os emigrantes

1 Quando em meados de setembro de 1991, num

2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para

3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o

4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta

5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já

6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu

7 esperava algo especial de Deauville - um resto de

8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um

9 público mundano ou semimundano; não importa

1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia

11 de mar outrora lendária estava implacavelmente

12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite

13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que

14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio

15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se

16 espalhava mais. As villas construídas na segunda

17 metade do século XIX como castelos neogóticos com

18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,

19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase

20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,

21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de

22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas

23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,

24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,

25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada

26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,

27 num gesto singularmente lento, de modo que

28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville

29 consiste em interiores sombrios em que personagens

30 femininas, condenadas a uma existência

31 eternamente invisível e a eternamente remover a

32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um

33 lado para outro à espreita de que um passante

34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante

35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com

36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no

37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio

38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam

39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da

40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes

41 industriais alemães.

Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118

No tocante ao fragmento de texto ao lado, assinale a única alternativa CORRETA.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3189674 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Para responder às questões de 01 a 08, leia o texto abaixo.

Os emigrantes

1 Quando em meados de setembro de 1991, num

2 tempo de terrível seca, fui da Inglaterra para

3 Deauville, a temporada há muito acabara, e mesmo o

4 Festival du Cinéma Américain com que se tenta

5 prolongar um pouco os lucrativos meses de verão já

6 fora encerrado. Não sei se insensatamente eu

7 esperava algo especial de Deauville - um resto de

8 passado, alamedas verdes, passeios na praia ou um

9 público mundano ou semimundano; não importa

1 O quais eram minhas fantasias, logo vi que essa praia

11 de mar outrora lendária estava implacavelmente

12 decadente, como qualquer outro lugar que se visite

13 hoje, não importa em que parte do mundo ou em que

14 pais, arruinada pelo tráfego de carros, pelo comércio

15 de butiques e pelo ímpeto destrutivo que cada vez se

16 espalhava mais. As villas construídas na segunda

17 metade do século XIX como castelos neogóticos com

18 torreões e torrezinhas, no estilo de cottages suíços,

19 até conforme modelos orientais, ofereciam quase

20 todas um quadro de descuido e relaxamento. Se,

21 como no meu primeiro passeio matinal pelas ruas de

22 Deauville, a gente se postar diante de uma dessas

23 casas aparentemente desabitadas, quase sempre,

24 seja no térreo seja no andar acima ou no último andar,

25 abre-se um pouco uma daquelas persianas fechada

26 e aparece uma mão sacudindo um pano de tirar pó,

27 num gesto singularmente lento, de modo que

28 inevitavelmente pensamos que toda a Deauville

29 consiste em interiores sombrios em que personagens

30 femininas, condenadas a uma existência

31 eternamente invisível e a eternamente remover a

32 poeira dos móveis, andam silenciosamente de um

33 lado para outro à espreita de que um passante

34 estrangeiro enfim pare diante de sua prisão e levante

35 os olhos para que lhe possam dar algum sinal com

36 seu pano. (...) Também não se podia mais entrar no

37 Grand Hôtel des Raches Noires, um imenso palácio

38 de tijolos onde, pela virada do século, conviviam

39 multimilionários americanos, a alta aristocracia da

40 Inglaterra, reis da bolsa franceses e grandes

41 industriais alemães.

Autor SEBALD, Winfried Georg. Os emigrantes. Tradução: Lya Luft. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 117-118

As alternativas a seguir fazem análises corretas acerca das pontuações usadas no trecho em destaque, EXCETO:

(...) Também não se podia mais entrar no Grand Hôtel des Raches Noires, (1) um imenso palácio de tijolos onde, (2) pela virada do século, (3) conviviam multimilionários americanos, (4) a alta aristocracia da Inglaterra, (5) reis da bolsa franceses e grandes industriais alemães (l.36- 41).

Questão Anulada

Provas

Questão presente nas seguintes provas