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Leia o texto abaixo para responder à questão.

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Às 5:30 tocou o bip do meu relógio. Estava acordado, há horas talvez, aguardando a luz do dia. Abençoado relógio, não aguentava mais continuar deitado ali, com o coração batendo e a boca seca. Pulei da cama e subi para o convés. Na casinha da praia, o lampião continuava aceso, e a luz do mastro do Rapa Nui, ancorado mais para fora da baía, ainda estava ligada. Todos dormiam. Sentei-me na popa, molhada de orvalho, soprando entre as mãos uma xícara de café preto e sem açúcar, quando surgiu o Hermann. Trocamos um rápido “bom-dia”. E só. Como nos tempos do remo, quando treinávamos pesado antes de uma competição importante. “Silêncio no barco!”, era a ordem, “... e firme na água!” Mas desta vez não se tratava de um treino.

Ninguém conhecia ainda a data da partida. Eu deveria defini-la nos dez dias seguintes, a partir das condições de vento e tempo. Mas, durante a madrugada daquele domingo, último dia do ano, resolvi mudar de ideia. De algum modo, o Hermann pressentira o que se passava. As fitas que prendiam a vela principal já estavam soltas, o motor virando devagarinho e o guincho de recolhimento da âncora engatado. Com os primeiros raios da manhã, o mar vermelho espelhado refletia o contorno das montanhas que protegem Jurumirim, e só os coqueiros mais altos alcançavam o sol que, pouco a pouco, ia penetrando a baía.

Lindo lugar, Jurumirim. Um porto natural cercado de matas pelos lados, com uma pequena prainha ao fundo onde, debaixo dos coqueiros, fica a sede. Muitos deles, os menores, eu plantei quando garoto. No tempo em que a fazenda era ativa, o vale atrás da praia e algumas das encostas eram forrados de bananais. Com a chegada da Rio – Santos, os barcos bananeiros – Grajaú, Meu Brasil, Fluminense – desapareceram, sendo aos poucos substituídos pelo caminhão. Em Jurumirim, a banana foi acabando e a mata fechando-se em volta. Não há estrada até ali. Todo acesso é feito por mar. Para Paraty, pela praia da frente, ou para Paraty-Mirim, pelo outro lado da fazenda, que toca a baía dos Meros. Não há luz também. As noites são iluminadas a lampião ou a vaga-lumes.

A minha canoa mais importante – Rosa – vive na praia, embaixo da velha mangueira. Gosto desse lugar, profundamente, mas pela primeira vez não queria estar ali. é difícil deixar um lugar que mora no coração, por tanto tempo. Precisava sair – rápido – da baía antes que os outros acordassem.

Ao saltar de volta para a Canoinha, o Hermann notou sob a água transparente um cabo preso junto à hélice do Paratii. Rápido, mergulhou e soltou o que ainda restava. Não tive tempo de agradecer.

“Te cuida, Amyr.”

“Pode deixar.”

Foi tudo o que consegui dizer enquanto a canoa se afastava da praia.

Na verdade, já havia partido muito antes. Os últimos meses tinham sido infernais. Milhares, milhões de preparativos, papéis, acertos, problemas gigantescos e minúsculos que precisam ser resolvidos. E, à medida que o último dia vai chegando, vai-se partindo. Os meses vão se consumindo, a tensão aumentando, as últimas semanas, o último dia e, enfim, o exato e real instante de ir embora.

Mas o barulho da corrente trazendo a âncora me traiu. O Eduardo me viu quando estava na ponta da baía. Gritava algo que não podia ouvir. Segundos depois, vi os cabelos loiros da Cabeluda acenando do Rapa Nui. Mas já estava longe. Ufa! Um enorme nó na garganta, não virei mais para trás. Sem despedidas, melhor assim.

Liguei o piloto automático e abri as velas, a grande primeiro e em seguida as duas da frente. Incrível, mas tudo parecia funcionar. Voltei para a mesa na “torre” (o meu posto de pilotagem elevado), desdobrei a carta 19 002, o Atlântico Sul, e anotei, com pressa, a hora de saída – 9:01 GMT – na página 1 do diário.

O mar liso, com longas e suaves ondas, fazia o barco balançar levemente. Fui à proa e acabei de fixar firmemente a pesada âncora. Talvez devesse tirá-la, guardá-la no porão até a próxima vez em que avistasse terra. Eram cinquenta quilos, além da quilométrica e pesada corrente, mas resolvi deixá-la instalada caso fosse necessário uma escala de emergência.

Com os pés apoiados nas asas da âncora e as pernas contra o balcão, instalei-me na extremidade máxima, à frente do barco, imitando uma carranca do São Francisco, enquanto o Paratii, com todas as velas, seguia sozinho, automático, silencioso, o seu rumo.

Pouco antes das 11:00 GMT, ultrapassei a ponta da Joatinga, o cabo Horn paratiense, e então alterei o rumo para Sul verdadeiro. Não, não era um passeio de alguns dias. Mar aberto por fim. A leste, a África. Ao sul, minha próxima parada, a península Antártica.

Ainda imóvel, na proa, fui seguindo com os olhos as últimas árvores visíveis da ponta que ia desaparecendo. Árvores. Quinze meses até a próxima árvore! Quinze meses, que eternidade!

KLINK, Amyr. Paratii: entre dois pólos. São Paulo: Companhia das Letras.

Assinale a opção em que NÃO se trata de derivação parassintética:

 

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2399548 Ano: 2010
Disciplina: Enfermagem
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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A restrição do movimento de paciente é uma técnica utilizada em ultimo caso, devido à necessidade, pois pode configurar como agressão ao paciente. Esse tipo de procedimento é indicado para:

 

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2399489 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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São sinais de hipoglicemia, EXCETO:

 

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2399473 Ano: 2010
Disciplina: Enfermagem
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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A tuberculose pode se manifestar como consequência de algumas condições que debilitam o sistema imunológico que contribui para o adoecimento dos pacientes acometidos por esta patologia. São condições que debilitam o sistema imunológico, exceto:

 

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2399415 Ano: 2010
Disciplina: Fisioterapia
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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O senhor J.P.A. de 58 anos, paciente da clínica de fisioterapia do Programa de Reabilitação Cardiovascular, chegou para sua sétima intervenção fisioterapêutica e antes do início da sessão relatou ao fisioterapeuta que estava sentindo náuseas, visão embaçada, tontura e que não dormiu direito a noite porque teve ir diversas vezes ao banheiro para urinar. Verificando que o paciente apresenta hálito cetônico e desconfiando do diagnóstico de hiperglicemia e/ou cetoacidose, o melhor procedimento a adotar é:

 

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2399414 Ano: 2010
Disciplina: Farmácia
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO
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Segundo a equação química abaixo, o peróxido de hidrogênio é um agente do tipo:

!$ H_2O_2 + 2 Nal + H_2SO_4 \Longrightarrow I2 + Na_2 SO_4 + 2\,H_2O !$

 

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2399412 Ano: 2010
Disciplina: Matemática
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO

A prova de um concurso público tem 50 questões objetivas. O total de pontos obtidos por cada candidato é calculado da seguinte forma: cada resposta certa adiciona 3 pontos e cada resposta errada subtrai 1 ponto. Um candidato é aprovado se obtiver 70 ou mais pontos. Nestas condições, a aprovação ocorre quando os acertos forem de, no mínimo:

 

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Quando Dr. Rudolf Diesel inventou o motor a Diesel houve uma revolução na indústria de máquinas térmicas. Quais as diferenças básicas em relação ao motor à gasolina.

 

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2399378 Ano: 2010
Disciplina: Odontologia
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO

Para realizações de bochechos semanais com flúor recomenda-se soluções com concentrações NaF a:

 

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2399353 Ano: 2010
Disciplina: Matemática
Banca: FUNVAPI
Orgão: Pref. Guaraí-TO

Dados os números fracionários !$ { \large 2 \over 3}, { \large 1 \over 2},{ \large 2 \over 5}, { \large 3 \over 4} !$ e !$ { \large 1 \over 3} !$, a sequência abaixo que apresenta esses números em ordem crescente, é:

 

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