Foram encontradas 240 questões.
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:
A mulher avulsa é um enigma
Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de
10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os
crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de
moderna.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
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A mulher avulsa é um enigma
Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de
10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os
crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de
moderna.
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A mulher avulsa é um enigma
Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de
10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os
crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
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A mulher avulsa é um enigma
Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de
10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os
crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de
moderna.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
(1) Pressionar amigas solteiras a casarem.
(2) Valorizar a independência pessoal.
(3) Encarar a solteirice como um problema.
(4) Celebrar a entrada em um relacionamento amoroso.
(a) Reforça estereótipos sobre o papel da mulher na sociedade.
(b) Promove uma visão moderna da autonomia feminina.
(c) Indica uma tentativa de alinhar as solteiras às expectativas culturais.
(d) Manifesta a influência da cultura do casamento sobre a identidade feminina.
Qual alternativa apresenta a correta relação entre as colunas?
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crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de
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Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?
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crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
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Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de
10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os
crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de
moderna.
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A mulher avulsa é um enigma
Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de
10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os
crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
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crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de
moderna.
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(1) Casamento
(2) Solitude
(3) Pressão social
(4) Liberdade
(a) Visto como solução para a "ameaça" que a independência feminina representa.
(b) Encarada como condição indesejável por muitos, mas valorizada pelas mulheres solteiras.
(c) Força motriz por trás da insistência em que as mulheres solteiras encontrem um parceiro.
(d) Aspecto da vida que é restringido pela conformidade com as expectativas sociais.
Qual alternativa apresenta a correta relação entre as colunas?
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Escutei de uma funcionária de uma indústria automotiva. “Depois de me separar, fiquei mais de
10 anos sem namorar. Minhas amigas não se conformavam, viviam perguntando: e aí, onde estão os
crushs, vai ficar sozinha para sempre? Como insistiam nisso. Não aceitavam que eu estivesse legal
comigo mesma. Até que conheci um cara e a gente começou a se relacionar. Parecia que eu tinha
ganhado na loteria. Elas diziam: agora sim! Você está muito melhor!! Como podiam saber se eu estava
melhor?”
Elementar: as amigas estavam falando delas mesmas. Elas, sim, agora se sentiam melhores.
Uma mulher solta no bando é sempre inquietante.
Estimular as solteiras a formarem um par pode ser um carinho, mas também é um sintoma do
medo que a sociedade tem das pessoas avulsas, principalmente se forem mulheres. As solteiras
desapegaram do conceito arcaico de que uma mulher só tem valor com um homem do lado. Elas não
topam qualquer arranjo para ter alguém. A solitude deixou de ser um bicho papão e ter filhos não é a
única saída para dar sentido à vida: elas se sentem preenchidas pelo trabalho, pelas viagens, pelos livros
e pelos amigos, inclusive aqueles que tentam “salvá-las” de tanta independência. A estrutura social do
casal ainda embute a ideia de adequação, enquadramento – duas pessoas com o destino entrelaçado
parecem previsíveis, nenhum susto virá dali.
Já a mulher avulsa é um enigma. O que faz, do que se alimenta, com quem acasala? Ela pode
estar na cidade hoje e amanhã embarcar para a Índia. Não mora com ninguém, não dá satisfações, troca
de planos em dois minutos. Se não tem um namorado, talvez tenha vários. Virgem Santíssima, e se ela
seduzir nossos maridos?
Case logo, criatura. Case para deixar de ser um risco aos nossos casamentos. Case para que
você se vista de forma menos extravagante e engorde um pouco. Para que você não nos faça lembrar de
como era boa a liberdade de ir e vir, e de como a vida era mais barata quando não tínhamos que sustentar
uma família. Case logo e tire esse sorriso do rosto, não fique escancarando que é possível ser feliz
sozinha. Case e vamos jantar a quatro numa cantina, porque mesa com três pessoas desequilibra a
ordem social. Case e contribua para a conversa da turma com as queixas habituais, em vez de falar sobre
filmes que não vimos, cursos que não fizemos e noites bem dormidas, sem ninguém roncando ao
lado. Não nos irrite.
Parece assunto do século passado, mas ainda há quem não sossegue antes de apresentar um
bom partido para a coitada da amiga solteira, aquela que finge que está tudo bem. É CLARO QUE ELA
ESTÁ MENTINDO!! Calma, não grite. Evite o descontrole. Eu sei, é um stress essa gente que se faz de
moderna.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
I. A independência das mulheres solteiras é celebrada e encorajada pela maioria das sociedades contemporâneas.
II. Existe uma ideia arcaica de que o valor da mulher está associado à presença de um parceiro ao seu lado.
III. A pressão para que as mulheres solteiras encontrem um parceiro origina-se de um desejo de garantir a felicidade delas.
IV. A autora sugere que a autenticidade e a satisfação pessoal das mulheres solteiras desafiam as normas sociais estabelecidas.
Está correto o que se afirma em:
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