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Foram encontradas 40 questões.

1477971 Ano: 2008
Disciplina: Geografia
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

O artigo de Samuel P. Huntington, analisado por Vesentini, inaugurou uma nova interpretação sobre a geopolítica mundial.

É CORRETO afirmar que a tese de Huntington defende que

 

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1477970 Ano: 2008
Disciplina: História
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

Leia o trecho.

"Como gosta de dizer o presidente da República, nunca na História desse país houve um governo como esse. Aliás, nunca houve neste país um partido do governo como o PT. Depois de 20 anos se preparando, depois de cantar em verso e prosa que sabia tudo, criticando todos os governos, finalmente o o PT chegou ao governo".

(HIPPOLITO, Lúcia. Por dentro do governo Lula. p. 112).

É INCORRETO afirmar que as críticas da autora ao PT estão ligadas ao fato de que o partido

 

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1477969 Ano: 2008
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

Para Vera da Silva Telles, os direitos são tomados como práticas, discursos e valores que afetam o modo como desigualdades e diferenças são figuradas no cenário público, como interesses se expressam e conflitos se realizam.

No que diz respeito à discussão da autora acerca dos direitos, é INCORRETO afirmar que

 

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1477968 Ano: 2008
Disciplina: História
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

É INCORRETO afirmar que o neoliberalismo defende

 

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1477967 Ano: 2008
Disciplina: Geografia
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

Em um primeiro momento, pareceu que a criação de blocos regionais fosse contraditória com a tendência mais geral da globalização. Nos anos 1990, existiu um consenso de que essas duas tendências — globalização e regionalização — são complementares.

É CORRETO afirmar que esse consenso se pauta no fato de que os blocos econômicos

 

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1477966 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

As questões de 1 a 15 relacionam-se com o texto abaixo. Leia-o com atenção antes de responder a elas.

VOCÊ SABE O QUE ESTÃO ENSINANDO A ELE?

Vamos falar sem rodeios. Em boa parte dos lares brasileiros, uma conversa

em família flui com muito mais vigor e participação quando se decide a assinatura

de novos canais a cabo, o destino das próximas férias ou a hora de trocar de carro

do que quando se discute sobre o que exatamente o Júnior está aprendendo na

5 escola. Quando e se esse assunto é levantado, ele se resumirá às notas obtidas e a

algum evento extraordinário de mau comportamento, como ter sido pego fumando

no corredor ou ter beliscado o traseiro da professora de geografia. O quadro acima

é um tanto anedótico, mas tem muito de verdadeiro. De modo geral, com as

nobilíssimas exceções que todos conhecemos, os pais brasileiros de todas as

10 classes não se envolvem como deveriam na vida escolar dos filhos. Os mais pobres

dão graças aos céus pelo fato de a escola fornecer merenda, segurança e livros

didáticos gratuitos. Os pais de classe média se animam com as quadras esportivas,

a limpeza e a manifesta tolerância dos filhos quanto às exigências acadêmicas

muitas vezes calibradas justamente para não forçar o ritmo dos menos capazes.

15 Uma pesquisa recente traduz essa situação em números. Para 89% dos pais com

filhos em escolas particulares, o dinheiro é bem gasto e tem bom retorno. No outro

campo, 90% dos professores se consideram bem preparados para a tarefa de

ensinar. Sob sua plácida superfície, essa satisfação esconde o abismo da dura

realidade — o ensino no Brasil é péssimo, está formando alunos despreparados

20 para o mundo atual, competitivo, mutante e globalizado. Em comparações

internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações —

abaixo da qüinquagésima posição em competições com apenas 57 países.

Em Procura da Poesia, o grande Carlos Drummond de Andrade provê uma

metáfora eficiente do que o desafio de melhorar a qualidade da educação exigirá da

25 atual geração de brasileiros: "O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia".

Uniformizar, alimentar, dar livros didáticos aos jovens e perguntar como foi o dia na

escola é fundamental, mas isso ainda não é educação para o século XXI. "Chega

mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face

neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres:

30 Trouxeste a chave?", continua nosso maior poeta, morto em 1987. Outra metáfora

exata. Os jovens estudantes são como as palavras, com mil faces secretas sob a

face neutra e esperando as chaves que lhes abram os portais de uma vida pessoal

e profissional plena.

Isso só se conseguirá quando o otimismo com o desempenho do sistema, que

35 é também compartilhado pelos alunos, for transformado em radical inconformismo.

A fagulha de mudança pode ser acendida com a constatação de que as escolas que

pais, alunos e professores tanto elogiam são as mesmas que devolvem à sociedade

jovens incapazes de ler e entender um texto, que se embaralham com as ordens de

grandeza e confiam cegamente em suas calculadoras digitais para não apenas

40 fazer contas mas substituir o pensamento lógico. Mais uma vez abusa-se do recurso

da generalização para que o mérito individual de alguns poucos não dilua a

constatação de que o complexo educacional brasileiro é medíocre e não se enxerga

como tal. Quando um conselho de notáveis americanos fez a célebre condenação

do sistema de ensino do país ("parece ter sido concebido pelo pior inimigo dos

45 Estados Unidos..."), as pesquisas de opinião mostravam que a maioria dos

americanos estava plenamente satisfeita com suas escolas. A comissão viu mais

longe e soou o alarme. Agora no Brasil o mesmo senso de realidade e urgência se

faz necessário, como resume Cláudio de Moura Castro, ensaísta, pesquisador e

colunista: "Uma crise, uma crise profunda. Só isso salva nossa Educação".

VEJA, 20 ago. 2008. p. 74. (Texto adaptado)

A alternativa em que NÃO aparece erro de concordância é

 

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1477965 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

As questões de 1 a 15 relacionam-se com o texto abaixo. Leia-o com atenção antes de responder a elas.

VOCÊ SABE O QUE ESTÃO ENSINANDO A ELE?

Vamos falar sem rodeios. Em boa parte dos lares brasileiros, uma conversa

em família flui com muito mais vigor e participação quando se decide a assinatura

de novos canais a cabo, o destino das próximas férias ou a hora de trocar de carro

do que quando se discute sobre o que exatamente o Júnior está aprendendo na

5 escola. Quando e se esse assunto é levantado, ele se resumirá às notas obtidas e a

algum evento extraordinário de mau comportamento, como ter sido pego fumando

no corredor ou ter beliscado o traseiro da professora de geografia. O quadro acima

é um tanto anedótico, mas tem muito de verdadeiro. De modo geral, com as

nobilíssimas exceções que todos conhecemos, os pais brasileiros de todas as

10 classes não se envolvem como deveriam na vida escolar dos filhos. Os mais pobres

dão graças aos céus pelo fato de a escola fornecer merenda, segurança e livros

didáticos gratuitos. Os pais de classe média se animam com as quadras esportivas,

a limpeza e a manifesta tolerância dos filhos quanto às exigências acadêmicas

muitas vezes calibradas justamente para não forçar o ritmo dos menos capazes.

15 Uma pesquisa recente traduz essa situação em números. Para 89% dos pais com

filhos em escolas particulares, o dinheiro é bem gasto e tem bom retorno. No outro

campo, 90% dos professores se consideram bem preparados para a tarefa de

ensinar. Sob sua plácida superfície, essa satisfação esconde o abismo da dura

realidade — o ensino no Brasil é péssimo, está formando alunos despreparados

20 para o mundo atual, competitivo, mutante e globalizado. Em comparações

internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações —

abaixo da qüinquagésima posição em competições com apenas 57 países.

Em Procura da Poesia, o grande Carlos Drummond de Andrade provê uma

metáfora eficiente do que o desafio de melhorar a qualidade da educação exigirá da

25 atual geração de brasileiros: "O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia".

Uniformizar, alimentar, dar livros didáticos aos jovens e perguntar como foi o dia na

escola é fundamental, mas isso ainda não é educação para o século XXI. "Chega

mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face

neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres:

30 Trouxeste a chave?", continua nosso maior poeta, morto em 1987. Outra metáfora

exata. Os jovens estudantes são como as palavras, com mil faces secretas sob a

face neutra e esperando as chaves que lhes abram os portais de uma vida pessoal

e profissional plena.

Isso só se conseguirá quando o otimismo com o desempenho do sistema, que

35 é também compartilhado pelos alunos, for transformado em radical inconformismo.

A fagulha de mudança pode ser acendida com a constatação de que as escolas que

pais, alunos e professores tanto elogiam são as mesmas que devolvem à sociedade

jovens incapazes de ler e entender um texto, que se embaralham com as ordens de

grandeza e confiam cegamente em suas calculadoras digitais para não apenas

40 fazer contas mas substituir o pensamento lógico. Mais uma vez abusa-se do recurso

da generalização para que o mérito individual de alguns poucos não dilua a

constatação de que o complexo educacional brasileiro é medíocre e não se enxerga

como tal. Quando um conselho de notáveis americanos fez a célebre condenação

do sistema de ensino do país ("parece ter sido concebido pelo pior inimigo dos

45 Estados Unidos..."), as pesquisas de opinião mostravam que a maioria dos

americanos estava plenamente satisfeita com suas escolas. A comissão viu mais

longe e soou o alarme. Agora no Brasil o mesmo senso de realidade e urgência se

faz necessário, como resume Cláudio de Moura Castro, ensaísta, pesquisador e

colunista: "Uma crise, uma crise profunda. Só isso salva nossa Educação".

VEJA, 20 ago. 2008. p. 74. (Texto adaptado)

"A fagulha de mudança pode ser acendida com a constatação de que as escolas que pais, alunos e professores tanto elogiam são as mesmas que devolvem à sociedade jovens incapazes de ler e entender um texto, que se embaralham com as ordens de grandeza [...]" (linhas 36-39)

Os pronomes destacados no trecho acima substituem, respectivamente, os termos

 

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1477964 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

As questões de 1 a 15 relacionam-se com o texto abaixo. Leia-o com atenção antes de responder a elas.

VOCÊ SABE O QUE ESTÃO ENSINANDO A ELE?

Vamos falar sem rodeios. Em boa parte dos lares brasileiros, uma conversa

em família flui com muito mais vigor e participação quando se decide a assinatura

de novos canais a cabo, o destino das próximas férias ou a hora de trocar de carro

do que quando se discute sobre o que exatamente o Júnior está aprendendo na

5 escola. Quando e se esse assunto é levantado, ele se resumirá às notas obtidas e a

algum evento extraordinário de mau comportamento, como ter sido pego fumando

no corredor ou ter beliscado o traseiro da professora de geografia. O quadro acima

é um tanto anedótico, mas tem muito de verdadeiro. De modo geral, com as

nobilíssimas exceções que todos conhecemos, os pais brasileiros de todas as

10 classes não se envolvem como deveriam na vida escolar dos filhos. Os mais pobres

dão graças aos céus pelo fato de a escola fornecer merenda, segurança e livros

didáticos gratuitos. Os pais de classe média se animam com as quadras esportivas,

a limpeza e a manifesta tolerância dos filhos quanto às exigências acadêmicas

muitas vezes calibradas justamente para não forçar o ritmo dos menos capazes.

15 Uma pesquisa recente traduz essa situação em números. Para 89% dos pais com

filhos em escolas particulares, o dinheiro é bem gasto e tem bom retorno. No outro

campo, 90% dos professores se consideram bem preparados para a tarefa de

ensinar. Sob sua plácida superfície, essa satisfação esconde o abismo da dura

realidade — o ensino no Brasil é péssimo, está formando alunos despreparados

20 para o mundo atual, competitivo, mutante e globalizado. Em comparações

internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações —

abaixo da qüinquagésima posição em competições com apenas 57 países.

Em Procura da Poesia, o grande Carlos Drummond de Andrade provê uma

metáfora eficiente do que o desafio de melhorar a qualidade da educação exigirá da

25 atual geração de brasileiros: "O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia".

Uniformizar, alimentar, dar livros didáticos aos jovens e perguntar como foi o dia na

escola é fundamental, mas isso ainda não é educação para o século XXI. "Chega

mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face

neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres:

30 Trouxeste a chave?", continua nosso maior poeta, morto em 1987. Outra metáfora

exata. Os jovens estudantes são como as palavras, com mil faces secretas sob a

face neutra e esperando as chaves que lhes abram os portais de uma vida pessoal

e profissional plena.

Isso só se conseguirá quando o otimismo com o desempenho do sistema, que

35 é também compartilhado pelos alunos, for transformado em radical inconformismo.

A fagulha de mudança pode ser acendida com a constatação de que as escolas que

pais, alunos e professores tanto elogiam são as mesmas que devolvem à sociedade

jovens incapazes de ler e entender um texto, que se embaralham com as ordens de

grandeza e confiam cegamente em suas calculadoras digitais para não apenas

40 fazer contas mas substituir o pensamento lógico. Mais uma vez abusa-se do recurso

da generalização para que o mérito individual de alguns poucos não dilua a

constatação de que o complexo educacional brasileiro é medíocre e não se enxerga

como tal. Quando um conselho de notáveis americanos fez a célebre condenação

do sistema de ensino do país ("parece ter sido concebido pelo pior inimigo dos

45 Estados Unidos..."), as pesquisas de opinião mostravam que a maioria dos

americanos estava plenamente satisfeita com suas escolas. A comissão viu mais

longe e soou o alarme. Agora no Brasil o mesmo senso de realidade e urgência se

faz necessário, como resume Cláudio de Moura Castro, ensaísta, pesquisador e

colunista: "Uma crise, uma crise profunda. Só isso salva nossa Educação".

VEJA, 20 ago. 2008. p. 74. (Texto adaptado)

"Uma pesquisa recente traduz essa situação em números". (linha15)

A forma passiva correspondente ao período acima é

 

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Questão presente nas seguintes provas
1477963 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

As questões de 1 a 15 relacionam-se com o texto abaixo. Leia-o com atenção antes de responder a elas.

VOCÊ SABE O QUE ESTÃO ENSINANDO A ELE?

Vamos falar sem rodeios. Em boa parte dos lares brasileiros, uma conversa

em família flui com muito mais vigor e participação quando se decide a assinatura

de novos canais a cabo, o destino das próximas férias ou a hora de trocar de carro

do que quando se discute sobre o que exatamente o Júnior está aprendendo na

5 escola. Quando e se esse assunto é levantado, ele se resumirá às notas obtidas e a

algum evento extraordinário de mau comportamento, como ter sido pego fumando

no corredor ou ter beliscado o traseiro da professora de geografia. O quadro acima

é um tanto anedótico, mas tem muito de verdadeiro. De modo geral, com as

nobilíssimas exceções que todos conhecemos, os pais brasileiros de todas as

10 classes não se envolvem como deveriam na vida escolar dos filhos. Os mais pobres

dão graças aos céus pelo fato de a escola fornecer merenda, segurança e livros

didáticos gratuitos. Os pais de classe média se animam com as quadras esportivas,

a limpeza e a manifesta tolerância dos filhos quanto às exigências acadêmicas

muitas vezes calibradas justamente para não forçar o ritmo dos menos capazes.

15 Uma pesquisa recente traduz essa situação em números. Para 89% dos pais com

filhos em escolas particulares, o dinheiro é bem gasto e tem bom retorno. No outro

campo, 90% dos professores se consideram bem preparados para a tarefa de

ensinar. Sob sua plácida superfície, essa satisfação esconde o abismo da dura

realidade — o ensino no Brasil é péssimo, está formando alunos despreparados

20 para o mundo atual, competitivo, mutante e globalizado. Em comparações

internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações —

abaixo da qüinquagésima posição em competições com apenas 57 países.

Em Procura da Poesia, o grande Carlos Drummond de Andrade provê uma

metáfora eficiente do que o desafio de melhorar a qualidade da educação exigirá da

25 atual geração de brasileiros: "O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia".

Uniformizar, alimentar, dar livros didáticos aos jovens e perguntar como foi o dia na

escola é fundamental, mas isso ainda não é educação para o século XXI. "Chega

mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face

neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres:

30 Trouxeste a chave?", continua nosso maior poeta, morto em 1987. Outra metáfora

exata. Os jovens estudantes são como as palavras, com mil faces secretas sob a

face neutra e esperando as chaves que lhes abram os portais de uma vida pessoal

e profissional plena.

Isso só se conseguirá quando o otimismo com o desempenho do sistema, que

35 é também compartilhado pelos alunos, for transformado em radical inconformismo.

A fagulha de mudança pode ser acendida com a constatação de que as escolas que

pais, alunos e professores tanto elogiam são as mesmas que devolvem à sociedade

jovens incapazes de ler e entender um texto, que se embaralham com as ordens de

grandeza e confiam cegamente em suas calculadoras digitais para não apenas

40 fazer contas mas substituir o pensamento lógico. Mais uma vez abusa-se do recurso

da generalização para que o mérito individual de alguns poucos não dilua a

constatação de que o complexo educacional brasileiro é medíocre e não se enxerga

como tal. Quando um conselho de notáveis americanos fez a célebre condenação

do sistema de ensino do país ("parece ter sido concebido pelo pior inimigo dos

45 Estados Unidos..."), as pesquisas de opinião mostravam que a maioria dos

americanos estava plenamente satisfeita com suas escolas. A comissão viu mais

longe e soou o alarme. Agora no Brasil o mesmo senso de realidade e urgência se

faz necessário, como resume Cláudio de Moura Castro, ensaísta, pesquisador e

colunista: "Uma crise, uma crise profunda. Só isso salva nossa Educação".

VEJA, 20 ago. 2008. p. 74. (Texto adaptado)

"Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave?" (linhas 27-30)

O poema de Drummond reproduzido no texto foi elaborado com a interlocução em segunda pessoa. Utilizando-se o tratamento você, ter-se-iam as seguintes adaptações.

 

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1477962 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: Pref. Itabira-MG

As questões de 1 a 15 relacionam-se com o texto abaixo. Leia-o com atenção antes de responder a elas.

VOCÊ SABE O QUE ESTÃO ENSINANDO A ELE?

Vamos falar sem rodeios. Em boa parte dos lares brasileiros, uma conversa

em família flui com muito mais vigor e participação quando se decide a assinatura

de novos canais a cabo, o destino das próximas férias ou a hora de trocar de carro

do que quando se discute sobre o que exatamente o Júnior está aprendendo na

5 escola. Quando e se esse assunto é levantado, ele se resumirá às notas obtidas e a

algum evento extraordinário de mau comportamento, como ter sido pego fumando

no corredor ou ter beliscado o traseiro da professora de geografia. O quadro acima

é um tanto anedótico, mas tem muito de verdadeiro. De modo geral, com as

nobilíssimas exceções que todos conhecemos, os pais brasileiros de todas as

10 classes não se envolvem como deveriam na vida escolar dos filhos. Os mais pobres

dão graças aos céus pelo fato de a escola fornecer merenda, segurança e livros

didáticos gratuitos. Os pais de classe média se animam com as quadras esportivas,

a limpeza e a manifesta tolerância dos filhos quanto às exigências acadêmicas

muitas vezes calibradas justamente para não forçar o ritmo dos menos capazes.

15 Uma pesquisa recente traduz essa situação em números. Para 89% dos pais com

filhos em escolas particulares, o dinheiro é bem gasto e tem bom retorno. No outro

campo, 90% dos professores se consideram bem preparados para a tarefa de

ensinar. Sob sua plácida superfície, essa satisfação esconde o abismo da dura

realidade — o ensino no Brasil é péssimo, está formando alunos despreparados

20 para o mundo atual, competitivo, mutante e globalizado. Em comparações

internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações —

abaixo da qüinquagésima posição em competições com apenas 57 países.

Em Procura da Poesia, o grande Carlos Drummond de Andrade provê uma

metáfora eficiente do que o desafio de melhorar a qualidade da educação exigirá da

25 atual geração de brasileiros: "O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia".

Uniformizar, alimentar, dar livros didáticos aos jovens e perguntar como foi o dia na

escola é fundamental, mas isso ainda não é educação para o século XXI. "Chega

mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face

neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres:

30 Trouxeste a chave?", continua nosso maior poeta, morto em 1987. Outra metáfora

exata. Os jovens estudantes são como as palavras, com mil faces secretas sob a

face neutra e esperando as chaves que lhes abram os portais de uma vida pessoal

e profissional plena.

Isso só se conseguirá quando o otimismo com o desempenho do sistema, que

35 é também compartilhado pelos alunos, for transformado em radical inconformismo.

A fagulha de mudança pode ser acendida com a constatação de que as escolas que

pais, alunos e professores tanto elogiam são as mesmas que devolvem à sociedade

jovens incapazes de ler e entender um texto, que se embaralham com as ordens de

grandeza e confiam cegamente em suas calculadoras digitais para não apenas

40 fazer contas mas substituir o pensamento lógico. Mais uma vez abusa-se do recurso

da generalização para que o mérito individual de alguns poucos não dilua a

constatação de que o complexo educacional brasileiro é medíocre e não se enxerga

como tal. Quando um conselho de notáveis americanos fez a célebre condenação

do sistema de ensino do país ("parece ter sido concebido pelo pior inimigo dos

45 Estados Unidos..."), as pesquisas de opinião mostravam que a maioria dos

americanos estava plenamente satisfeita com suas escolas. A comissão viu mais

longe e soou o alarme. Agora no Brasil o mesmo senso de realidade e urgência se

faz necessário, como resume Cláudio de Moura Castro, ensaísta, pesquisador e

colunista: "Uma crise, uma crise profunda. Só isso salva nossa Educação".

VEJA, 20 ago. 2008. p. 74. (Texto adaptado)

A alteração da colocação pronominal só é possível em

 

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