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TEXTO I
Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
TEXTO II
MAS O QUE É ECONOMIA DO CUIDADO?
Trata-se do conjunto de ações relacionadas
aos cuidados para a manutenção da vida de outras
pessoas, podendo ser remunerado ou não. No
âmbito doméstico, geralmente sem pagamento,
está conectado com os afazeres da casa e aos
cuidados com filhos e familiares. O relatório “Care
Works and care jobs for the future of decent work”
(Trabalhos de cuidado e empregos de cuidado para
o futuro do trabalho decente, em tradução livre),
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de
2018, define o trabalho de cuidado como
“atividades e relações envolvidas na satisfação das
necessidades físicas, psicológicas e emocionais de
adultos e crianças, idosos e jovens, debilitados e
saudáveis”.
Em linhas gerais, são as atividades necessárias
para promover uma sociedade produtiva: gestar,
alimentar, criar, limpar, educar…. É o que faz o
mundo rodar. Imagine uma realidade em que
ninguém investisse tempo nessas tarefas diárias
essenciais? Com certeza o prejuízo e a
desorganização seriam grandes.
Disponível em: https://quindim.com.br/blog/economia-docuidado/
O texto II relaciona-se à discussão estabelecida no texto I, pelo fato de ambos
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Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
Provas
Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
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Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
Provas
Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
Provas
Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
Provas
Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
( ) “a parentalidade impacta a carreira especialmente de mulheres” (linhas 26-27);
( ) “falta de políticas públicas que apoiem as mães na academia e fora dela” (linhas 28-29);
( ) “Às mulheres são atribuídas as principais funções do cuidado com crianças e idosos” (linhas 42-44);
( ) “o movimento Parent in Science ‘atrapalha muito’” (linhas 04-05).
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Provas
Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
Provas
Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
Provas
Nesta semana, o presidente do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou em um
evento que o movimento Parent In
Science "atrapalha muito". O professor declarou
que o movimento atrapalha porque, supostamente,
teria sugerido que as bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq sejam avaliadas de maneira
separada para homens e mulheres. Em nota
divulgada nas nossas redes sociais, esclarecemos
que nunca fizemos tal sugestão ao CNPq.
O Parent in Science, uma organização
internacionalmente reconhecida e premiada, tem
como objetivo principal destacar e abordar os
desafios enfrentados por mães na comunidade
acadêmica.
Relembrando a polêmica recente envolvendo
o CNPq, é curioso e emblemático que Galvão tenha
usado a mesma palavra que o parecerista do
conselho usou para responder ao pedido da bolsa
de produtividade da pesquisadora Maria Carlotto,
da Universidade Federal do ABC, dizendo que suas
gestações "atrapalharam" sua carreira científica.
Mas a quem a maternidade atrapalha, de fato?
O movimento Parent in Science tem mostrado com
dados que a parentalidade impacta a carreira
especialmente de mulheres. Entretanto, o que de
fato atrapalha é a falta de políticas públicas que
apoiem as mães na academia e fora dela.
Precisamos de creches, salas de acolhimento e
amamentação, divisão igualitária nos cuidados com
crianças e idosos e tarefas domésticas. E, não
menos importante, urge diminuir a discriminação e
o preconceito contra mães nos ambientes
acadêmicos.
O professor fala ainda que as mulheres não
precisam de ações "paternalistas", uma vez que
estas impediriam o reconhecimento de seus
méritos como cientistas. As ações paternalistas as
quais o professor se refere são ações afirmativas,
importantíssimas para corrigir desigualdades
históricas e sociais. Às mulheres são atribuídas as
principais funções do cuidado com crianças e
idosos. Esta é uma questão central que gera a
necessidade de políticas de compensação, tais
como editais específicos para cientistas mulheres.
Portanto, embora não tenhamos sugerido
formalmente ao CNPq, entendemos que linhas
específicas de financiamento para mulheres e
grupos sub-representados são essenciais.
O próprio CNPq tem editais importantes para
mulheres negras, por exemplo. Esse edital seria
paternalista? As mulheres negras teriam menos
mérito? Sabemos que não, muito pelo contrário. É
uma reparação mínima referente a uma injustiça
histórica. No caso das bolsas de produtividade em
pesquisa do CNPq, é preciso que um grupo
dedicado de pessoas avalie as desigualdades de
gênero, raça, áreas do conhecimento e distribuição
geográfica para propor soluções. Não há solução
fácil. Mas há a necessidade inquestionável de
mudança.
Reiteramos nosso desejo de contribuir para a
construção de um ambiente acadêmico mais
inclusivo, justo e diverso. Um ambiente que não
atrapalhe mais a maternidade de ninguém.
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