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Foram encontradas 50 questões.

4205837 Ano: 2026
Disciplina: Geografia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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A decadência da produção de borracha na região de Ji-Paraná – então conhecida como Vila de Rondônia e anteriormente Urupá, seguiu o padrão de colapso econômico que afetou toda a Amazônia no início do século XX, marcando o fim do primeiro ciclo da borracha. Nesse contexto, é correto afirmar que a região voltou a se desenvolver em decorrência do(a):
 

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4205836 Ano: 2026
Disciplina: Geografia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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O gráfico pluviométrico de Ji-Paraná, baseado em médias climatológicas de longo prazo, é um reflexo típico das paisagens da Amazônia Meridional:

Enunciado 4751807-1

Considerando o comportamento das chuvas ao longo dos meses em Ji-Paraná, assinale a afirmativa correta.

 

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4205835 Ano: 2026
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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O território de Ji-Paraná apresenta uma cobertura pedológica variada, com predomínio de latossolos, solos hidromórficos, e outros. Há uma relação específica entre a estrutura dos solos e suas funcionalidades. Considerando as características desses solos e sua correlação com o uso da terra em Ji-Paraná, assinale a afirmativa correta.
 

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4205834 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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A coordenação de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) municipal conta com um grupo de apoio composto por 5 psicólogos e 4 assistentes sociais. Para coordenar um novo programa de acolhimento familiar nas escolas da rede pública municipal, a direção do CAPS deve formar, por sorteio casual, uma comissão multidisciplinar constituída por exatamente 4 profissionais desse grupo. Considerando que todos os profissionais possuem a mesma probabilidade de serem escolhidos, a probabilidade de que a comissão formada contenha pelo menos 2 assistentes sociais é igual a:
 

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4205833 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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Para realizar a digitalização e a indexação dos prontuários físicos antigos arquivados na secretaria municipal de saúde, 6 assistentes administrativos, trabalhando com desempenhos idênticos e constantes, conseguem processar 1.800 prontuários em exatamente 5 dias, operando 6 horas por dia. Devido a uma determinação judicial de urgência, a secretaria precisa digitalizar os 3.600 prontuários restantes no prazo máximo de 4 dias. Para cumprir essa meta, a administração realocou mais assistentes, totalizando 10 profissionais com a mesma capacidade dos iniciais. Para que o trabalho seja concluído a tempo, a jornada diária de trabalho desses 10 assistentes deverá ser de:
 

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4205832 Ano: 2026
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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Para fins de codificação interna de processos administrativos na secretaria de saúde, foi criada uma sequência lógica que associa as iniciais dos departamentos a códigos numéricos. Observe os primeiros termos dessa sequência:

SAMU (12); CAPS (12); COVISA (18); CEREST (18); PACS (12).

Mantendo estritamente o padrão lógico de formação, o número que deve ser corretamente associado ao departamento de vigilância epidemiológica, representado pela sigla VIEP, é:

 

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4205831 Ano: 2026
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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Considere verdadeiras as seguintes premissas a respeito da rotina de auditoria em prontuários de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA):


• Se o protocolo de sepse não é ativado, então o tempo de triagem excede ao limite estipulado;
• Se o tempo de triagem excede ao limite estipulado, o relatório de conformidade não é emitido ou o plantão é considerado crítico; e
• Sabe-se que o relatório de conformidade foi emitido e que o plantão não foi considerado crítico.

A partir dessas premissas, deduz-se logicamente que:

 

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4205830 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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Considere que um lote de vacinas contra a Influenza chegou à secretaria municipal de saúde e passou por três etapas de distribuição e uso programado. Na primeira etapa, a equipe de imunização separou metade das doses recebidas mais 20 doses para o posto de saúde central. Na segunda etapa, do restante que sobrou, foram separadas a metade mais 15 doses para as equipes de vacinação volante nas escolas municipais. Por fim, na terceira etapa, sobraram exatamente 45 doses, que foram direcionadas do atendimento de livre demanda na própria secretaria. Com base exclusivamente nessas informações, o número total de doses de vacinas que o lote inicial continha quando chegou à secretaria municipal de saúde é:
 

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4205829 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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Texto para responder à questão

Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

Observe a imagem a seguir:

Enunciado 4751800-1

Sobre a imagem, é possível destacar, em relação ao texto “Minha vó foi pega a laço”, que:

 

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4205828 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Ji-Paraná-RO
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Texto para responder à questão

Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

Em “– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.” (2º§), quanto ao termo destacado, é possível observar o emprego de um recurso linguístico que:
 

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