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932120 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Lagoa Santa-MG
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Tô ouvindo alguém me chamar

(“Aí mano, o Guina mandou isso aqui pra você”)

Tô ouvindo alguém gritar meu nome

Parece um mano meu, é voz de homem.

Eu não consigo ver quem me chama

É tipo a voz do Guina

Não, não, não, o Guina tá em cana.

Será? Ouvi dizer que morreu

sei lá!

Última vez que eu o vi,

eu lembro até que eu não quis ir, ele foi

Parceria forte aqui era nós dois

Louco, louco, louco e como era [...]

Todo ponta firme, foi professor no crime

Também mó sangue frio, não dava boi pra ninguém

[...]

só moto nervosa

só mina da hora

só roupa da moda

Deu uma pá de blusa pra mim

naquela fita na butique do Itaim

Mas sem essa de sermão, mano, eu também quero ser assim

vida de ladrão não é tão ruim!

Pensei

entrei

no outro assalto eu colei e pronto

aí o Guina deu mó ponto:

- Aí é um assalto, todo mundo pro chão, pro chão...!

- Aí, [...] aqui ninguém tá de brincadeira não!

- Mais eu ofereço o cofre mano, o cofre, o cofre...

- Vamo lá que o bicho vai pegar!

Pela primeira vez vi o sistema aos meus pés

Apavorei, desempenho nota dez

Dinheiro na mão, o cofre já tava aberto

O segurança tentou ser mais esperto

Foi defender o patrimônio do playboy (tiros)

Não vai dar mais pra ser super-herói!

Se o seguro vai cobrir (Ha! Ha!),

[...] e daí ?

O Guina não tinha dó:

se reagir, Bum!, vira pó

Sinto a garganta ressecada

e a minha vida escorrer pela escada

Mas se eu sair daqui eu vou mudar

Eu to ouvindo alguém me chamar

Eu to ouvindo alguém me chamar

Tinha um maluco lá na rua de trás

que tava com moral até demais

Ladrão, e dos bons

especialista em invadir mansão

Comprava brinquedo a reviria

chamava a molecada e distribuía

Sempre que eu via ele tava só

O cara é gente fina mas eu sou melhor

Eu aqui na pior, ele tem o que eu quero:

joia escondida e uma 380

No desbaratino ele até se crescia

se pan, ignorava até que eu existia

Tem um brilho na janela, é então

A bola da vez

tá vendo televisão

(Psiu....Vamo, vai, entrando)

Guina no portão, eu e mais um mano “

- Como é que é neguinho?”

Se dirigia a mim, e ria, ria, como se eu não fosse nada

Ria, como fosse ter virada

Estava em jogo, meu nome e atitude. (tiros)

Era uma vez Robin Hood.

Fulano sangue-ruim, caiu de olho aberto

Tipo me olhando, é, me jurando

Eu tava bem de perto e acertei uns seis

o Guina foi e deu mais três.

Lembro que um dia o Guina me falou

que não sabia bem o que era amor

Falava quando era criança

uma mistura de ódio, frustração e dor

De como era humilhante ir pra escola

usando a roupa dada de esmola

De ter um pai inútil, digno de dó

mais um bêbado, [...] e só.

[...] Todo dia igual

sem feliz aniversário, Páscoa ou Natal

Longe dos cadernos, bem depois

a primeira mulher e o 22

Prestou vestibular no assalto do busão

numa agência bancária se formou ladrão

Não, não se sente mais inferior

Aí neguinho, agora eu tenho o meu valor

Racionais MC’s. Disponível em:<https://www.letras.mus.br/racionais-mcs/63438/> . Acesso em: 05 dez. 2018

Considere os comentários linguístico-gramaticais apresentados nos itens seguintes:

I. O texto faz parte do domínio discursivo interpessoal, uma vez que tem conteúdo temático, estilo e estrutura composicional de uma conversação oral.

II. O texto traz elementos do que preconiza a norma-padrão (como o uso de pronomes oblíquos e reflexivos) mesclados com construções informais características da linguagem de uma classe específica da sociedade (como as expressões “mó”, “tava”, “busão”).

III. O texto retrata a realidade do personagem-autor, que conseguiu superar as dificuldades de uma vida de exclusão (inclusive na escola) e ter sucesso com sua arte.

IV. A presença do pronome sujeito em “Eu to ouvindo alguém me chamar” e sua ausência em “Falava quando era criança uma mistura de ódio, frustração e dor” podem ser exemplos da maior frequência do sujeito nulo na terceira pessoa e sua menor frequência na primeira pessoa.

Estão corretos os itens:

 

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Enunciado 932119-1

Considerando a frase “Que momento exclusivo, íntimo e pessoal...”, presente no primeiro quadrinho da tirinha, analise as afirmativas a seguir.

I. Os termos “exclusivo”, “íntimo” e “pessoal” pertencem à mesma classe de palavras.

II. “Que”, nessa frase, é um artigo definido.

III. O termo “pessoal” qualifica o termo “momento”.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

 

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932118 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Lagoa Santa-MG
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Considerando as orientações para ensino da Língua Portuguesa de acordo com os documentos oficiais, assinale com V as afirmativas verdadeiras e F as falsas.

( ) Destacam-se as dimensões interacional e discursiva da língua, para serem condição para a plena participação do indivíduo na sociedade.

( ) O ensino dessa disciplina deve-se articular em dois eixos fundamentais: uso da língua oral e reflexão sobre a língua escrita.

( ) Quando do ensino dessa disciplina, deve-se dar atenção aos conteúdos gramaticais, considerando o estudo das classes de palavras e a sintaxe da língua.

( ) Quando do ensino dessa disciplina, as competências em produção textual, de diferentes tipos, gêneros e funções devem ser avaliadas.

Assinale a sequência correta.

 

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932117 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Lagoa Santa-MG
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Circuito fechado

Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal [...]

RAMOS, Ricardo. “Circuito Fechado”. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008, p. 105.

Considere as afirmativas seguintes relacionadas à tipologia textual de “Circuito fechado”.

I. É um texto narrativo, uma vez que apresenta sucessão temporal, marca desse tipo de sequência.

II. É um texto narrativo, apesar de inexistirem marcas linguísticas da passagem temporal.

III. É um texto descritivo, porque promove visão estática do evento representado no texto.

IV. É um texto descritivo com características da narrativa.

Estão corretas as afirmativas:

 

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Enunciado 932115-1

É correto afirmar que a principal crítica realizada pela tirinha está centrada no(a)
 

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932114 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Lagoa Santa-MG
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INSTRUÇÃO: Leia a charge a seguir para responder a questão.

Enunciado 932114-1

A relação entre “Pena de Morte no Brasil” e “Pleonasmo” é responsável por gerar o efeito de humor na tirinha, porque
 

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932113 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Lagoa Santa-MG
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Leia os questionamentos de Rojo & Moura (2012, p. 11) a seguir.

“Por que abordar a diversidade cultural e a diversidade de linguagens na escola?;

Há lugar na escola para o plurilinguismo, para a multissemiose e para uma abordagem pluralista das culturas?; e

Por que propor uma pedagogia dos multiletramentos?”

Considere os itens seguintes como respostas a tais perguntas de Rojo & Moura:

I. O conceito de multiletramentos confirma, nas sociedades atuais, a multiplicidade cultural das populações e a multiplicidade semiótica de constituição de textos.

II. A multiculturalidade característica das sociedades globalizadas está, juntamente com a multimodalidade de textos, imbricada no conceito de multiletramento.

III. A multiplicidade de linguagens, modos ou semioses nos textos está presente nos textos impressos, de circulação social, e nas mídias audiovisuais.

IV. O arranjo e a diagramação dos textos contemporâneos são irrelevantes para o que se tem chamado de multimodalidade ou multissemioses, fundadoras dos multiletramentos.

Assinale a alternativa que contém as respostas para as perguntas apresentadas.

 

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Leia o texto a seguir para responder à questão.


Às vezes, as pessoas contam histórias bonitas sem ter a noção do que elas [as histórias] sejam. Nem mesmo de que sejam crônicas de um dia comum, da vida mais amena de que se tem notícia. Fomos adestrados para acompanhar a macro-história, os grandes eventos, as vidas das celebridades. Para que se tome consciência de que os episódios prosaicos merecem registro, é preciso que alguém use lentes de enxergá-los. E as lentes, muitas vezes, ficam guardadas. À maneira da dança ou dos esportes, ficamos inábeis se ficamos tanto tempo sem usar esses filtros. Fazer crônica é enxergar o avesso dos eventos. Os deseventos, desinventar o notável, inventar o quase invisível, observar as coisas quando elas são despistadas, discretas, aliviadas do peso de serem epopeias. [...]
(Crônicas do Ordinário – Ana Elisa Ribeiro).
Disponível em:
<https://www.digestivocultural.com/colunistas/.
Acesso em: 29 jan. 2019 (Adaptação)
No trecho a seguir, a autora utiliza termos não dicionarizados.
“Os deseventos, desinventar o notável, inventar o quase invisível, observar as coisas quando elas são despistadas, discretas, aliviadas do peso de serem epopeias.”
A partir do contexto, é possível inferir seus sentidos. Sendo assim, é correto afirmar que “desevento” tem sentido semelhante a:
 

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932110 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Lagoa Santa-MG
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Circuito fechado

Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal [...]

RAMOS, Ricardo. “Circuito Fechado”. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008, p. 105.

Assinale a alternativa que contém a informação correta sobre os fatores de textualidade presentes no texto.
 

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932109 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Lagoa Santa-MG
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Tropeçando nos acentos

Moacyr Scliar

[...]

Alguém já disse que os ingleses conquistaram o mundo porque não precisavam perder tempo acentuando as palavras. Pode não ser verdade, mas o gasto de energia representado pelos agudos, pelos circunflexos, pelos tremas, é uma coisa impressionante. E a pergunta é: para quê, mesmo? Alguém já disse que a crase não foi feita para humilhar ninguém. Tenho minhas dúvidas: acho que a crase foi feita, sim, para humilhar. A população brasileira se divide em pobres e ricos, mas também se divide em dois grupos, os que sabem usar a crase, a minoria, e a maioria que tem um medo existencial a este sinal.

É possível aprender? É possível. Mas tomem o meu caso: escritor, médico, homem razoavelmente informado, eu deveria acentuar bem as palavras. Pois tenho minhas dúvidas. É que durante a minha existência o país passou por umas três reformas ortográficas que tiveram o mérito de esculhambar a minha cabeça. O acento diferencial consegui esquecer, mas há outros que ainda me causam dúvidas. Há duas soluções para este problema. Uma é representada por esses dispositivos de correção que hoje fazem parte dos programas de computação (mas que às vezes cometem erros lamentáveis). Outra seria uma revolução na grafia que reduzisse os acentos ao mínimo possível ou, melhor ainda, a zero.

A primeira máquina de escrever que eu ganhei, ainda menino, era uma velha Royal, importada dos Estados Unidos, e que não tinha acentos. Eu escrevia, e depois acentuava à mão. Com uma tremenda inveja dos americanos que estavam dispensados desta tarefa inglória. Não sei onde andará essa máquina. E nem quero saber. Ela me lembraria que há neste mundo pessoas felizes que podem escrever sem a preocupação de acentuar certo. Uma coisa que eu gostaria de esquecer.

[...]

Disponível em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/outros/>. Acesso em: 16 jan. 2019.

Em relação ao afirmado pelo escritor Moacyr Scliar em seu texto, assinale a alternativa incorreta.
 

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