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No entendimento de Antunes (2008), a educação como prática social humanizadora, intencional, cuja finalidade é transmitir a cultura construída historicamente pela humanidade. Nesse sentido, é incorreto afirmar que
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Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O diretor dirige um Projeto Político-Pedagógico (PPP), como identidade de uma instituição e sua coletividade.
( ) A relação entre o projeto de sociedade e de educação com os projetos individuais de cada aluno, professor, pai, funcionário, instaura no PPP fundamentos para o exercício da participação democrática, das ações coletivas, da organização pedagógica e administrativa, e o próprio resgate da função social da escola na apropriação dos conhecimentos.
( ) O PPP é um instrumento que descreve e revela a escola, para além de suas intenções e concepções, é uma forma de organizar o trabalho administrativo da escola.
( ) A responsabilidade da construção deste projeto de sociedade e de educação é de toda comunidade escolar, sendo um “processo democrático de decisões, preocupa-se em ministrar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando intensificar as relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mundo impessoal e racionalizado da burocracia que permeia as relações no interior da escola.
( ) Diante do PPP, como construção coletiva da identidade da escola, espera-se do diretor “capacidade de saber ouvir, alinhar as ideias, questionar, interferir, traduzir posições e sintetizar uma política de ação com propósito de coordenar efetivamente o processo educativo, o cumprimento da função social e política da educação escolar.
( ) O Projeto Político-Pedagógico da escola é a expressão da intencionalidade do conjunto da comunidade escolar a respeito da sociedade que se possa almejar, aquela que reproduza as condições históricas de dominação, alienação expropriação da condição humana.
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O primeiro ato do processo de avaliação diagnóstica é justamente diagnosticar. Em sua obra "Avaliação da Aprendizagem na Escola", Luckesi comenta que a palavra "diagnóstico" tem sua origem no grego diagnóstikós que "significa a capacidade de discernir, de distinguir alguma coisa entre outras, que, em última instância significa conhecer através de dados." (p. 43). Para ele, o diagnóstico é "o conhecimento que adquirimos através de dados que qualificamos e por isso nos permite uma decisão e intervenção." O autor divide o processo de diagnóstico em duas fases que se complementam, sendo elas:
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O sistema educacional está sustentado por uma base pedagógica voltada para a promoção, ou seja: o importante é fazer com que o aluno “passe de ano”, sendo então promovido para uma nova série escolar a cada final de ano letivo. Ser promovido é, de certa forma, um atestado de sucesso para o aluno perante a sociedade e a família, assim como promover o maior número de alunos é um atestado de sucesso para a escola. Nesse sistema, tendemos a nos limitar a avaliação através de provas, aquele clássico questionário que engloba todo o conteúdo de um bimestre, trimestre ou semestre em uma única avaliação objetiva, majoritariamente de múltipla escolha. As notas das provas definem quem é promovido e quem fica para trás, quem está apto ou inapto a prosseguir. É o que Luckesi (1999) chama de pedagogia , cujos desdobramentos podem prejudicar muito a aprendizagem.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
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Libâneo (2004, p.29) afirma que a Pedagogia ocupase, de fato, dos processos educativos, métodos, maneiras de ensinar, mas antes disso ela tem um significado bem mais amplo, bem mais globalizante. Ela é um campo de conhecimentos sobre a problemática educativa na sua totalidade e historicidade e, ao mesmo tempo, uma diretriz orientadora da ação educativa. O pedagógico referese a finalidades da ação educativa, implicando objetivos
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A apropriação de conceitos científicos envolve a abstração dos aspectos essenciais do conceito além da compreensão do sistema de conceitos na qual eles estão inseridos, permitindo a operação voluntária e consciente. Consequentemente, os campos da percepção, da atenção, do raciocínio e da memória do estudante são ampliados com a generalização possibilitada pela apropriação do conceito científico (SFORNI, 2010). Nesse sentido é correto afirmar que
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O próprio pensamento não nasce de outro pensamento, mas do campo da nossa consciência que o motiva, que abrange os nossos pendores e necessidades, os nossos interesses e motivações, os nossos afetos e emoções. Por trás do pensamento existe uma tendência e . Só ela pode dar a resposta ao último pensamento. A compreensão efetiva e plena do pensamento alheio só se torna possível quando descobrimos a sua eficaz causa. (VIGOTSKI, 2001, p. 479-480)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
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Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A Teoria Histórico-Cultural nos indica que necessidades e motivos para a ação modificam-se ao longo da vida do sujeito, a depender da relação deste com o mundo e do lugar que ocupa nessa relação, o que o diferencia conforme a idade e a situação social de desenvolvimento.
( ) Os períodos de desenvolvimento nos oferecem indicativos das necessidades específicas, em termos psíquicos, que surgem no sujeito.
( ) Em cada período ou estágio de desenvolvimento há uma atividade que exerce maior impacto sobre o desenvolvimento do sujeito, trata-se da atividade chamada de dominante ou principal.
( ) O desenvolvimento condiciona as principais mudanças nos processos psíquicos da criança e as particularidades psicológicas da sua personalidade num dado estágio do seu desenvolvimento.
( ) A criação de uma tarefa pedagógica, consiste em criar motivos gerais significativos que não apenas incentivam a ação, mas que dão um sentido indeterminado ao que é realizado.
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De acordo com Genovesi (1999, p. 79-80), a pedagogia é ciência autônoma porque tem uma linguagem própria, tendo consciência de usá-la segundo um método próprio e segundo os próprios fins e, por meio dela, gera um corpo de conhecimentos, uma série de experimentações e de técnicas sem o que lhe seria impossível qualquer construção de modelos educativos. Nesse sentido é correto afirmar que
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Centenário de Paulo Freire: o legado do educador nas escolas públicas brasileiras
Apesar dos anos que se passaram desde o início de suas publicações, o pensador continua necessário e vivo na realidade de professores e gestores
Por Paula Salas
Às 9 horas da manhã do dia 19 de setembro de 1921, no Recife (PE), Joaquim Themístocles Freire e Edeltrudes Neves Freire recebiam seu filho Paulo Reglus Neves Freire, que entraria para a história da Educação como Paulo Freire. Cem anos depois, celebramos seu legado.
Paulo Freire ficou conhecido pelos seus estudos em prol da construção de uma Educação que fosse conscientizadora e libertadora, pautada nos sonhos, na esperança e na amorosidade. Em mais de 15 livros publicados escreveu sobre política, prática pedagógica, alfabetização, Educação Popular e tantos outros temas que permeiam seu pensamento. Reconhecido internacionalmente, foi nomeado patrono da Educação Brasileira em 2012. “Paulo tinha uma capacidade de pensar o ser humano. Hoje ele é um dos homens mais lidos [no mundo]”, afirma Ana Maria Araújo Freire, conhecida como Nita Freire, educadora e viúva do educador.
É provável que você já tenha visto, estudado ou trabalhado em uma escola que carrega o nome do educador. Seja no nome da escola, na prática pedagógica ou na concepção de Educação, o legado de Paulo Freire segue vivo no cotidiano de professores e gestores escolares.
Inspirados pelas experiência das 40 horas em Angicos (RN)
“Em nenhum lugar do mundo onde estive, fiquei mais tocado do que aqui e agora”. Essa é a frase que quem visita Angicos encontra logo na entrada da cidade (...) Ela foi dita por Paulo Freire, em 1993, 30 anos depois da famosa experiência das 40 horas, quando alfabetizou 300 adultos da cidade. Na ocasião, foram utilizadas dezessete palavras geradoras, escolhidas com base em mais de 400 horas de conversas preparatórias e que faziam parte da realidade da comunidade.
“As pessoas lembram de forma saudosista, mas as 40 horas precisam ser vivenciadas todos os dias”, afirma Ana Íris, professora de Anos Iniciais do Ensino Fundamental na rede pública de Angicos. Ao se mudar para a cidade, a docente sentiu a necessidade de conhecer mais Paulo Freire. “Eu precisava entender quem era a pessoa que está na entrada da cidade e qual sua importância. Depois me senti inspirada e me apaixonei”, conta.
“Apesar da nossa cidade ser mundialmente conhecida, muitas pessoas daqui desconhecem [o educador]”, afirma Simária Cruz, diretora da Escola Municipal Espedito Alves. Por isso, no ano do centenário do educador, todo o município se mobilizou para relembrar a história da cidade e homenageá-lo. “É como se ele vivesse pela sua filosofia de ensino que continua atual", diz a gestora.
Para Ana, conhecer a obra de Freire marcou sua trajetória como professora e se manifesta desde a maneira de enxergar o estudante até a forma de acolhê-lo. “Eu trabalho na perspectiva [de Freire]. Meu aluno tem voz e é ouvido. Penso em uma Educação para que se sintam pertencentes e acolhidos. Fazer com que os sujeitos se sintam capazes de transformar [suas realidades]. Essa é a boniteza da Educação de Paulo Freire”, aponta a educadora. Hoje, além de dar aula na Escola Municipal Espedito Alves, ela também tem uma turma na Escola Estadual José Rufino — inclusive, ela dá aula na mesma sala onde aconteceram as 40 horas.
Na sua prática pedagógica, Ana destaca um projeto com literatura de cordel que desenvolve com suas turmas de 5º ano. "Uso a linguagem poética para que eles se expressem e se sintam valorizados". Este ano, dentro do projeto da rede municipal, a professora está utilizando o cordel para apresentar aos estudantes quem foi Paulo Freire e mostrar sua importância. Mas ela ressalta que isso é algo que realizava antes — até como forma de explicar quem é o autor da frase que está na placa de entrada da cidade. “Faço sempre esse trabalho, os alunos ficam encantados”.
A gestora Simária relaciona a experiência das 40 horas a um momento de inovação na Educação, como o que vivemos hoje devido à pandemia. "A primeira vez que as pessoas do município viram um retroprojetor foi em 1963. Era o que tinha de mais moderno na época", explica. "Foi um cuidado com a metodologia de ensino e de inovar mesmo que com humildade. O mesmo aconteceu agora, durante a pandemia, em que os professores se reinventaram. Tivemos que ter amorosidade e cuidado com o outro. Tudo isso é Paulo Freire", afirma.
Ana percebe a necessidade de mais professores conhecerem e se aprofundarem nas obras do educador. “Não é só para a Educação de Jovens e Adultos, mas também para as crianças. Quem conhece Freire, se compromete a viver essa transformação. É difícil, porque exige mudança, mas sua prática nunca mais é a mesma”, diz. “Paulo Freire não está só nas inúmeras frases dele, mas no cotidiano que valoriza a realidade e o sujeito”, complementa Simária.
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Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/20649/centenario-de-paulofreire-o-legado-do-educador-nas-escolas-publicas-brasileiras
De acordo com o texto, é possível afirmar que
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