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2867939
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Provas:
A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
(...)
(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
adaptado)
A série de palavras nesta disposição:
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2867938
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Provas:
A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
(...)
(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
adaptado)
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2867937
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
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Disciplina: Português
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A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
(...)
(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
adaptado)
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2867936
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
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Disciplina: Português
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A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
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(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
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2867935
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
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Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
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A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
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(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
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2867934
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
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Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
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A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
(...)
(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
adaptado)
I – A expressão sublinhada em: “não se sabia se a dificuldade” equivale a não “era sabido”.
II – O uso do acento da crase em: “eram frequentes as referências à dificuldade” é obrigatória por imposição da regência nominal.
III – As “Missões” representam o ponto de partida para o relacionamento dos jesuítas com os nativos.
IV – O título do texto se relaciona com a necessidade de os missionários se familiarizarem com a língua dos nativos.
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2867933
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
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A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
(...)
(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
adaptado)
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2867932
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
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A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
(...)
(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
adaptado)
I – O texto é formado por parágrafos, períodos e orações. II – No texto, há menção a dois tipos de gramaticas: dos padres e dos indígenas. III – A última frase do (2º§) é nominal. IV – Os termos: “com”; “ou”; “em” são todos invariáveis e pertencem
à mesma classe gramatical.
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2867931
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
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A TOMADA DA
LIBERDADE EM
TERMOS
GRAMATICAIS
(1º§) Na
correspondência dos
jesuítas eram
frequentes as
referências à
dificuldade que certos
padres tinham com a
gramática no seu
trabalho de catequese,
nas Missões.
Frequentes e obscuras:
não se sabia se a
dificuldade tão citada
era com a gramática
que os próprios padres
ensinavam ou se era
com a gramática dos
nativos. Até
descobrirem que
“gramática” era um
código para castidade.
(2º) Todos sabemos
que o problema de
alguns padres era definitivamente manter
seus votos de
abstinência em meio
aos índios. Ou no caso,
às índias.
(3º§) Conscientemente
ou não, o código foi
bem escolhido. Pecar
contra a castidade, se
aceitar que a correção
gramatical é uma norma
de boa conduta e as
regras da língua
equivalem a parâmetros
morais. Fala-se na
“pureza” do vernáculo e
na sua poluição, ou
violentação, vinda de
fora e de um jeito ou de
outro todo o vocabulário
da perdição da língua
(seu abastardamento,
sua vulgarização, sua
entrega a
estrangeirismos como
prostitutas do cais) tem
conotações sexuais.
(4º§) Tomar liberdade
com a língua é uma
atividade tão mal vista
pelos guardiões da sua
virtude como seria
tomar liberdade com
suas filhas. Que o povo
peque contra a
linguagem é aceitável,
para a moral gramatical,
já que ele vive na
promiscuidade mesmo.
(5º§) Mas pessoas
educadas, que
conhecem as regras,
dedicarem-se a
neologismos
exibicionistas, à
introdução de pronomes
em lugares impróprios e
ao uso de
academicismos para
fins antinaturais é visto
como devassidão
imperdoável. De
escritores profissionais,
principalmente, se
espera que se
mantenham carretos e castos a qualquer
custo.
(6º§) Mas vivemos com
relação à gramática
como viviam os jesuítas
com relação à
“gramática”,
esforçando-nos para
cumprir nossa missão –
que não deixa de ser
uma catequese, mesmo
que só se dê o exemplo
de como botar uma
palavra depois da outra
e viver disso com
alguma dignidade –
sem sucumbir às
tentações à nossa volta.
Também não
conseguimos. O
ambiente nos domina, a
libertinagem nos
chama, e pecamos o
tempo todo.
(7º§) Deve-se ter
cuidado com o estudo
da gramática normativa
da língua portuguesa,
pois seus preceitos são padronizados. Pense
nisso!
(8º§) Estude, valorize
sua língua pátria!
Imponha-se pela
correção dos seus atos
comunicativos e vá
tomando liberdade de
usar corretamente os
aspectos linguísticos
gramaticais da língua
oficial de sua pátria!
(...)
(VERÍSSIMO, Luís Fernando). - (Texto
adaptado)
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2867930
Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Luís Eduardo Magalhães-BA
Provas:
Fonética e Fonologia são duas disciplinas
interdependentes, uma vez que, para
qualquer estudo de natureza fonológica, é
imprescindível partir do conteúdo
fonético, articulatório e/ou acústico, para
determinar as unidades distintivas de cada língua. Desta forma, a Fonética e a
Fonologia não são dicotômicas, pois a
Fonética trata da substância da
expressão, enquanto a Fonologia trata da
forma da expressão, constituindo, as duas
ciências, dentro de um mesmo plano de
expressão. As consoantes podem ser
sonoras ou vozeadas. As vozeadas são
pronunciadas com vibração das cordas
vocais.
(http://www.infoescola.com/portugues/distincao-entre-fonetica-e-fonologia/ )
Marque a alternativa com as palavras iniciadas com consoante sonora/vozeada.
(http://www.infoescola.com/portugues/distincao-entre-fonetica-e-fonologia/ )
Marque a alternativa com as palavras iniciadas com consoante sonora/vozeada.
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